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terça-feira, 24 de maio de 2016

O Inferno Vivido por uma menina Yazidi nas mãos do Estado Islâmico




Antes, uma pequena nota:

Seja pela afinidade mútua à perseguição e sanha destruidora contra o Cristianismo, seja pelo caráter internacionalista,ou seja pelo cunho santânico de seus atos, comunistas e Radicais Islâmicos sempre corroboraram-se mutuamente.

Prova disso é que nunca - e repito: NUNCA! - vi ou ouvi da boca de uma dessas bestas feministas uma condenação às atrocidades e monstruosidades, com requintes de crueldade, que diariamente cometem radicais Islâmicos contra milhares de meninas e mulheres sequestradas. Tornam-se escravas sexuais, são cruelmente espancadas e são vilipendiadas de todas as formas possíveis e imagináveis! A seguir, uma entrevista com uma menina Yásidi, que conseguir escapar do cativeiro do ISIS, depois de dois anos de estupros sucessivos e às vezes, até mesmo com inúmeros membros do Estado Islâmico ao mesmo tempo. Antes, deixo aqui a minha definição de Comunismo e Islamismo: " O Comunismo e o Islã são as duas pernas com as quais o Diabo corre pelo mundo!"

Uma nova entrevista televisionada, conduzida em árabe, concedida por uma menina yazidi que foi mantida em cativeiro sexual nas mãos do Estado Islâmico, foi difundida em 22 de março de 2016. Ela apareceu no programa "Conversa com a (Juventude) Shabaab", apresentado por Ja'far Abdul.
A adolescente, identificada pelo pseudônimo de Birvan, foi escravizada aos 15 anos de idade sofrendo no cativeiro durante meses até conseguir fugir. Agora ela está com 17 anos. Com base em sua entrevista de 40 minutos segue abaixo a sua história:
Os yazidis estavam fugindo do seu vilarejo devastado pela guerra, perto de Tel Affar, Iraque, quando foram interceptados na estrada por quatro agentes do ISIS. Os homens juraram que se os yazidis cooperassem com eles e respondessem a algumas perguntas nada de mal lhes aconteceria e que poderiam voltar em paz para suas casas. Ao ser questionada sobre quantos yazidis habitavam o vilarejo, Birvan respondeu que se lembrava de apenas 95 homens e suas famílias e, "muitas, muitas mulheres e crianças".
Mais do que depressa, apareceram mais 17 veículos do ISIS "repletos de homens". Os homens se tornaram agressivos, ordenaram que os yazidis se apresentassem, separaram-nos, homens de um lado, mulheres do outro, e os levaram embora — incluindo o pai, irmãos e tios de Birvan. As mulheres e crianças foram levadas a determinados edifícios e trancafiadas.
Os combatentes do ISIS disseram que estavam meramente deslocando os homens para outro local. No entanto, assim que eles sumiram, Birvan ouviu inúmeros disparos de armas de fogo: "jamais esquecerei o som daqueles disparos", disse Birvan. Depois ela encontrou o corpo de seu pai; ela nunca mais viu seus irmãos e tios e estava convencida que foram todos massacrados.
As mulheres foram então transferidas para diferentes localidades, ficando alguns dias em cada uma delas. Birvan conseguiu ficar perto de sua mãe. Os membros do ISIS intimidavam constantemente as mulheres, atiravam para cima com suas armas e gritavam "Allah Akbar" ("Deus é grande"). "Todas nós", disse Birvan, "ficávamos aninhadas, segurávamos umas às outras, aterrorizadas".
Os membros do ISIS, segundo Birvan, diziam às mulheres que se "tentassem fugir seriam mortas ou massacradas. ... Minha mãe sempre me segurava com firmeza, aterrorizada, temia que depois que eles levaram toda a sua família — marido, filhos e irmãos — também me levariam".
E o dito dia chegou. Birvan contou que ela e sua mãe seguravam uma à outra com muita força e choravam enquanto membros do ISIS as separavam à força e levavam sua mãe, juntamente com todas as outras mulheres de meia idade e mais velhas para uma outra localidade:
O momento mais duro para mim, que eu consigo lembrar, foi quando minha mãe e eu segurávamos nossas mãos entrelaçadas e fomos separadas violentamente. Esta foi a coisa mais difícil — não só para mim, mas para todas as crianças e adolescentes. ... Eles matavam qualquer uma que resistisse em ir com eles, eles simplesmente abriam fogo.
Em seguida, todos os meninos acima de seis anos de idade foram levados a campos militares, provavelmente para serem convertidos ao Islã e treinados para serem combatentes do ISIS.
O grupo de Birvan — meninas e mulheres com idades entre 9 e 22 anos — foi levado a outra localidade em Mossul:
Eu me lembro de um homem que aparentava ter pelo menos 40 anos aparecer e levar uma menina de 10 anos de idade. Ao se recusar a ir com ele, ele a espancou cruelmente, usando pedras e teria atirado nela caso ela não fosse com ele. Tudo contra a vontade dela.
Ali Birvan viu que havia mais 5.000 meninas yazidi escravizadas. "Eles vinham e pegavam qualquer menina contra a sua vontade; se ela se recusasse, eles a assassinavam sumariamente".
"Eles normalmente vinham e compravam as meninas que não tinham preço estabelecido, melhor dizendo, eles costumavam dizer às meninas yazidi, vocês são sabiya (espólios de guerra, escravas sexuais), vocês são kuffar (incrédulas), vocês estão aí para serem vendidas a qualquer preço", querendo dizer que não havia um valor de referência, o que explica porque as meninas yazidi eram "vendidas" por míseros maços de cigarro.
"Qualquer um que passasse pelo nosso quarto e gostasse de nós, bastava dizer: vamos".
Quando chegou a vez dela e o homem disse "vamos" conta ela: "eu me recusei e resisti e ele me espancou com extrema selvageria". Ele a comprou, obrigou-a a ir a casa dele, que anteriormente pertencia aos yazidis, e para continuar viva ela tinha que satisfazê-lo
Ao ser questionada a respeito dele, ela disse: "ele era realmente nojento, de verdade mesmo, quero dizer, se você o visse, veria que não há diferença entre ele e um monstro. Na realidade os animais têm mais compaixão em seus corações do que esses (ISIS)".
Quando Ja'far Abdul pediu para que ela desse mais detalhes sobre suas experiências do dia a dia, Birvan ficou visivelmente constrangida. Ela simplesmente repetia intermitentemente a palavra "estupro". Em determinado ponto ela disse: "havia 48 membros do ISIS naquela casa e nós éramos duas meninas — duas meninas yazidi" — como se ela quisesse dizer "use sua imaginação".
Ela contou como eles certa vez levaram sua amiga para um quarto ao lado: "não dá nem para começar a fazer ideia do que estava acontecendo lá dentro"! Ela ouviu sua amiga gritar o nome dela e dizer: "por favor me ajude, salve-me"!
O único pensamento recorrente dela era: o que de errado essas crianças — ou eu — fizemos para merecer isso? ... Perdi meu pai e meus irmãos e depois até minha mãe foi tirada de mim... Nós éramos apenas crianças. Qualquer menina acima de 9 anos de idade era levada –– estuprada".
Birvan disse que tentou quatro vezes cometer suicídio. Certa vez ela engoliu 150 pílulas que se encontravam na casa; que pílulas eram aquelas ela nunca soube. Ela se envenenou com uma substância tóxica mas não morreu. Abdul perguntou se alguém a levou a um hospital. Ela respondeu: "que hospital?! Eles me espancaram ainda mais"!
Ela também tentou beber gasolina e cortar os pulsos. "A vida era um pesadelo", ela disse.
Ela disse que as mulheres yazidi eram obrigadas a usar burcas quando saiam daquele lugar, principalmente para esconder quem elas eram. Eles também obrigavam as meninas a se vestirem com pouca roupa. "Tudo", ela disse, "era fácil para eles".
Quando perguntada se havia uma rotina diária, ela respondeu: "todos os dias eu morria 100 vezes. Não uma vez apenas. Eu morria a cada hora, a cada hora. ... De espancamentos, de miséria, de tortura".
Birvan finalmente conseguiu fugir — "somente porque minha determinação era tamanha que eu não ligava mais se fosse pega. Fugir ou morrer era melhor do que continuar naquele lugar".
Outras mulheres yazidi e não muçulmanas que estão sob o jugo do ISIS não conseguiram fugir; elas têm a esperança de que nós as salvemos.


Raymond Ibrahim é o autor de Crucified Again: Exposing Islam's New War on Christians (publicado por Regnery em cooperação com o Gatestone Institute, abril de 2013).

Publicado no site do The Gatestone Institute.
 Tradução: Joseph Skilnik

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Histeria da esquerda

Depois de horas de exposições, seguidas de votação, o Senado  Federal votou pelo afastamento da Presidente Dilma Rousseff. Michel Temer é o Presidente em exercício! 

Imediatamente, a choradeira da militância petista, que nada mais é do que eco da choradeira da Bancada da chupeta, começam os festivais de esperneio histérico e, como uma metralhadora, tecem uma catilinária de acusações contra Temer, umas plausíveis e verídicas, outras fruto da absurdamente fértil e patológica imaginação esquerda. 

A pedra mais atirada, esta com razão, é de que Temer teria escolhido para integrar as pastas ministeriais, pessoas investigadas pela Operação Lava-Jato, porém a histeria não permite que lembrem que alguns destes indiciados, integraram também o Governo Lula. Mas enfim, se condenados forem, que sejam presos sob os rigores da Lei.

Mas o que me intrigou de fato foi a acusação boboca e infantil de que Temer não teria convidado para as pastas ministeriais, mulheres e negros. Daí eu pergunto: e daí? 

Em que desabona a composição de um governo o fato de não ter uma mulher e um negro nos ministérios. As ações não devem ser pautadas pela independência de sexo ou raça? Por que diabos haveria uma "cota" para integrar um ministério? 

Isto é uma herança genuína da cultura do vitimismo propugnada nos 13 anos de governo do PT! 

Dilma, como eu disse, caiu, mas a batalha apenas começou. Agora precisamos acirrar a gerra cultural e tentar contribuir, com um ou dois tijolos, para a reconstrução do Brasil de que queremos.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Lula será preso!


Janot, com sua característica lentidão paquidérmica para emitir julgamentos quando se trata do PT, deslanchou e abriu o berreiro: disse que a organização criminosa que assaltou a Petrobrás "jamais poderia ter funcionado por tantos anos, e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo Federal, sem que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva dela participasse"

Ok, Janot, isso nós estamos carecas de saber. Só falta dizer que a roubalheira da Petrobrás serviu, assim como o Mensalão e os segredinhos do BNDES que hão de vir à lume, para financiar o movimento comunista Latino-americano, sob a chancela do Foro de São Paulo. Os dois maiores escândalos de corrupção da história do Brasil - Mensalão e Petrolão - serviram à causa de não deixar cair a "Patria Grande", como diz frequentemente Nicolas Maduro. 

Mas, como dizem, a casa caiu, Lula. Você será preso, e o Foro de São Paulo há de exalar seu último suspiro. Deus tenha misericórdia do Brasil!

terça-feira, 3 de maio de 2016

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Confirmando

Olavo de Carvalho, escrevendo em 2004, é mais atual do que Reinaldo Azevedo, Merval Pereira ou Antônio Villa, hoje. 


"Duas semanas atrás, escrevi aqui que nada, exceto mudanças imprevisíveis do quadro internacional ou uma intervenção da vontade divina, abalaria o poder do PT. Nos dias seguintes, a eclosão do escândalo Waldomiro pareceu desmentir minhas palavras, mas, passadas duas semanas, revelou ser a mais cabal confirmação que elas poderiam esperar. Se algo esse acontecimento demonstrou, foi que: (1º.) o partido governante não tem a menor intenção de curvar-se às exigências morais e legais das quais se serviu durante uma década para destruir reputações, afastar obstáculos, chantagear a opinião pública e conquistar a hegemonia; (2º.) denúncias e acusações não têm a mínima condição de obrigá-lo a isso, porque não há força organizada para transformá-las em armas políticas como o PT fez com as denúncias contra Collor, Magalhães, Maluf e tutti quanti; (3º.) se por um motivo qualquer o PT cair em total descrédito e não tiver mais condições de governar, entrará em ação o Plano B: suicidar o governo alegando que falhou porque estava muito “à direita” e aproveitar-se da oportunidade para acelerar a transformação revolucionária do país, seja radicalizando a política oficial, seja reciclando o partido dominante por meio de expurgos e autocríticas, seja transferindo sua militância para outra e mais agressiva organização de esquerda.
Os condutores do processo terão nisso a colaboração servil e sonsa das oposições “de direita”, que, hipnotizadas pela ilusão de normalidade constitucional que criaram para se proteger do medo da realidade, ainda insistem em imaginar o adversário apenas como uma legenda partidária e não como uma estratégia revolucionária abrangente.
Na verdade, não é nem exato dizer que “o PT” está no poder. Quem está no poder é o “Foro de São Paulo”, entidade tentacular da qual o partido do sr. José Dirceu é apenas um dos braços. Os demais estão espalhados em outros partidos, incluindo PMDB e PSDB. O mais certo, para fins de diagnóstico, seria reconhecer logo a unidade estratégica por trás de tudo isso -- o que não é nada difícil, basta ler as atas do Foro -- e chamar o conjunto por um nome unificado, que pode ser o do velho PCB, Partido Comunista Brasileiro, ou qualquer outro.
Esse partido tem um exército de militantes, formados ao longo de quatro décadas de arregimentação, doutrinação e organização, treinados e prontos para, num instante, promover agitações em qualquer ponto do país, simulando mobilização espontânea da opinião pública ao ponto de a própria opinião pública acreditar nisso. Tem um segundo exército de reserva, constituído pelas massas de agitadores do MST, dispostos a matar e morrer para destruir os inimigos da revolução socialista. Tem uma vasta rede de espiões infiltrados em todos os escalões da administração estatal, bem como na mídia e em empresas privadas. Tem o apoio internacional armado das Farc, a mais poderosa organização militar da América Latina, e de outras entidades similares, todas ligadas de perto ou de longe ao banditismo organizado local. Tem uma rede de contatos na mídia européia e americana para lhe dar respaldo em qualquer campanha que mova contra quem quer que seja, tornando o infeliz, aos olhos do mundo, um virtual inimigo da espécie humana. Tem uma rede de ONGs milionárias, subsidiadas do Exterior, para dar um eficiente simulacro de legitimidade moral e respaldo social a qualquer palavra-de-ordem emanada do comando partidário. Tem uma fonte ilimitada de dinheiro, constituída pelo artifício do “dízimo” dado em troca de cargos públicos. E tem, agora, o controle da máquina fiscal e policial do Estado.
Perto disso, que são os partidos “de oposição”, senão castelos de geléia, trêmulos e prontos a desabar ao primeiro sopro do lobo petista?
Por não levar em conta esse estado de coisas, as opiniões que circulam na mídia sobre a atual situação brasileira são de uma irrealidade a toda prova. Treinados para lidar com as pequenas intrigas da política constitucional corriqueira, nossos “comentaristas”, “especialistas” e “politólogos” de plantão ficam inermes ante uma estratégia revolucionária continental que transcende infinitamente o seu horizonte de consciência. Exceto, é claro, aqueles que ajudaram a formular essa estratégia e têm interesse em evitar que ela seja objeto de exame. Por isso o chamado “debate nacional” é apenas uma troca de idéias fúteis entre a inconsciência e a desconversa."

Olavo de Carvalho



Jornal da Tarde, 11 de março de 2004

domingo, 1 de maio de 2016

Loucuras de Dilma...

E Dilma Rousseff segue impávida e intrépida na sua missão de destruir o Brasil. Parece ser uma saga sem capítulo final. Agora, a louca resolveu autorizar um reajuste de 9% para o Bolsa Família, além de ampliar o "Minha Casa, Minha vida", e isto quando vivemos um dos piores momentos econômicos da história do Brasil. Notoriamente, esta manobra tem dois objetivos: acariciar o "povão" que ainda a vê como Madre Teresa de Calcutá, e dificultar ao máximo as coisas para o possível/quase certo governo Michel Temer. Provavelmente Temer vetará esta insanidade, e sairá como o malvadinho da história. 

o "Politicamente correto" rebaixa as relações humanas

"Sempre achei que só gente muito inferior, mentalmente, formasse uma imagem das pessoas pela raça em primeiro lugar, e só bisbilhoteiros a formassem pelos hábitos sexuais delas. Gente normal passava por cima desses dois detalhes, por demasiado óbvio o primeiro, particular e íntimo o segundo, e dirigia seu olhar a qualidades psíquicas, sociais e intelectuais mais interessantes e indivdualizadoras. Mas agora são as pessoas mesmas que fazem da sua raça ou dos seus costumes sexuais uma espécie de identidade, e os exibem desde o primeiro contato como cartões de visita, expulsando suas qualidades mais individualizadoras para um segundo-plano discreto ou mesmo desprezível. O politicamente correto rebaixou as relações humanas ao nível de uma impessoalidade coletiva quase animal."  Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho - O que é Foro de São Paulo?


O que penso sobre "Conservadorismo" Parte I

Queria falar um pouquinho sobre conservadorismo. Obviamente que não pretendo falar com a desenvoltura e propriedade de um Russell Kirk, de um Edmund Burke, de um T.S. Eliot, ou de Roger Scruton, mas falar simples e humildemente, daqui de baixo, como Diogo Pitta. Vejo esta necessidade devido à falsa idéia que nutre-se hodiernamente quanto ao que seja Conservadorismo. Mas quero, de início, indicar uma leitura para aprofundar no pensamento que minhas escassas palavras intentam demonstrar. Indico-lhes a portentosa obra "A política da Prudência", do pai do conservadorismo americano, Russell Kirk. 

Feita a indicação, partamos para a pergunta objetiva: o que é Conservadorismo? Posso dizer de ante-mão: o conservadorismo é uma anti-ideologia,e difere-se absolutamente do liberalismo. É o ponto de equilíbrio do mundo; o ponto de equilíbrio entre o liberalismo/ideologia e o tradicionalismo maluco. "Não existe um modelo conservador, e o conservadorismo é a negação da ideologia: é um estado de espírito, um tipo de caráter, um modo de ver a ordem civil e social", diz-nos Russell Kirk.

Pensando num vaso de planta, o qual se quisesse conservar: para conservar uma planta num vaso, deve-se pensar em molhar a planta, pô-la ao sol, deve-se admitir que se pode um galho, que se troque a terra, ou que se troque o vaso, enfim, o conservador pensa que para CONSERVAR, deve-se cultivar o equilíbrio, o senso das proporções e o entendimento de que há uma hierarquia nas belezas, nos bens e nas prioridades. O revoluciuonário, ou seja, aquele que vive sob a égide da ideologia, age de forma mais radical e insana: ao perceber que uma folha da planta deteriora-se, ao invés de podar apenas aquela folha, lança o vaso - com planta e tudo - ao lixo, para em seguida plantar outra planta. O Conservador, como o nome mesmo sugere, CONSERVA. Esta conservação, permitiu que a civilização ocidental fosse erigida sob os três sustentáculos, a saber: a Filosofia Grega, o Direito Romano e a Moral Judaico Cristã. A ideologia, a revolução, tem como missão a ser liquidada a destruição completa destes três pilares, pois estes apontam para a transcendência, aquela, para a imanência. Ou seja, o Conservadorismo aponta para o Céu, e a ideologia aponta para um reino perfeito (utopia) aqui na terra. E bem o provam Stalin e Hitler: todos os que se propuseram a erigir uma sociedade perfeita aqui na terra, só foram capazes de produzir inferno e destruição, ou alguém duvida que Stalin e Hitler estavam ambos em busca do que aos seus olhos viria a ser uma sociedade perfeita aqui na terra?

Mas para que esta conservação seja realizada, alguns princípios devem ser observados, e estes princípios foram expostos e estudados na obra que indiquei logo acima, da lavra de Russell Kirk. Refiro-me aos Dez princípios do Conservadorismo, dos quais citarei alguns.

O Conservador acredita que há uma ordem moral duradoura, que foi pensada por Deus para o homem. o Conservador nunca exclui Deus e a transcendência! A natureza humana é uma constante, e as verdades morais são permanentes. "Ordem" quer dizer "harmonia". Há dois tipos de ordem: a ordem interior, ou seja, aquela que brota das disposições da alma humana, e a ordem social. Assim como uma árvore saudável é uma manifestação exterior de uma raiz forte e saudável, a ordem externa é uma manifestação direta da ordem interna, ou seja, se alma humana vai mal, a ordem social vai mal. Por isso, contemplamos atônitos uma turba de bárbaros, matando-se uns aos outros, e os que não matam, contemplam com frieza um cadáver à rua, ou vídeos das decapitações do Estado Islâmico. Se a ordem interna, de cunho espiritual vai mal ou inexiste, a tendência é a ruína da ordem social. Ora, a nossa sociedade, têm-se aproximado mais da matéria do que de Deus, o que faz com que Deus, o autor da ordem espiritual ou interna, seja excluído da sociedade, o que por uma relação de causa (Deus) e efeito (ordem interna), a ordem espiritual seja minguada, fraca e em muitos casos, inexistente, pois, se se exclui a Causa, excluem-se os efeitos. Seguindo este raciocínio, podemos pensar na relação de causa e efeito também no que tange a ordem social: se afastamos a causa (ordem interna), afastamos seus efeitos (ordem social), gerando caos e balbúrdia. Não é isto que nossos lânguidos olhos contemplam? 

A Ideologia é o contrário do Conservadorismo, ou seja, a Ideologia é uma anti-religião. Enquanto o conservadorismo crê na Religião, na transcendência como fator determinante para a ordem interior e consequentemente para a ordem exterior, a ideologia nega peremptoriamente a religião, tomando-a exatamente como brota da boca pútrida de Marx, ou seja, como o "ópio do povo", pois se o "povo" olhar para Deus esquecer-se-á, diz a ideologia, das causas da terra, ou seja, das causas trabalhistas e das causas do partido.

 Logo, se a Ideologia afasta a causa da ordem espiritual/interna, e consequentemente da ordem social/exterior, é necessário que a ideologia gere caos e balbúrdia generalizada, pela força da lógica! 

Portanto, a ideologia é a causa dos males sociais que contemplamos atualmente. Se a ideologia é a causa dos males atuais, como bem vimos, logo, uma anti-ideologia faz-se mais que necessária, para atuar como antídoto, e este antídoto chama-se "Conservadorismo". 

Parafraseando o comuno-cuspidor Jean Willys; "Durmam com essa", o Conservadorismo salvará o mundo!

Gostaria de terminar esta reflexão com uma frase de Sua Alteza, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil: "Ou se coloca Deus no centro de todas as coisas, ou não haverá restauração para o Brasil!"

sábado, 30 de abril de 2016

O que penso sobre o Coronel Brilhante Ustra?

Vira e mexe, sabendo de meu gosto por política, amigos sinceros trazem à baila a assunto da homenagem feita pelo Deputado Federal Jair Messias Bolsonaro ao Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ao qual, a esquerda e todos os que recusam-se a analisar os fatos bilatreralmente, insistem em lançar-lhe a alcunha, mesmo na carência absoluta de provas para tal, de "Torturador".

Deixo absolutamente claro: não defendo tortura, tampouco ditadura! Defendo sim: ações enérgicas para contenção de um perigo eminente contra a soberania Nacional e contra a Constituição Brasileira.

Mas aqui, pretendo fazer alguns questionamentos. Tenho evoluído na leitura do livro "A Verdade Sufocada", da lavra do Coronel Brilhante Ustra, à guisa de busca pela verdade, pois não há sincera busca pela verdade, principalmente verdade histórica, se não há uma confrontação de dados fornecidos por ambos os lados, dos quais investiga-se o objeto, neste caso, o período da história do Brasil comumente de "Ditadura militar". Neste Livro, o Coronel Ustra nos fornece os antecedentes históricos que propiciaram a Revolução armada das décadas de 60 e 70, que tinham o claro intuito de implantar, sob apoio logístico, bélico e de inteligência fornecidos por Cuba e Moscou, a ditadura do proletariado no Brasil, transformando o Brasil numa ditadura Comunista.  O livro apresenta também a história da Intentona Comunista, protagonizada por Luís Carlos Prestes, sob comando direto da URSS, onde tentou-se por força das armas, dar um - este sim! - golpe militar, e transformar o Brasil numa ditadura comunista. O livro traz-nos valioso conteúdo, e dispensá-lo na busca da verdade, é temerário, quiçá desonesto.

Mas minhas reflexões a respeito do Coronel Ustra, dão-se com o sincero intuito de descortinar em meu interior, tudo o que me foi ensinado por meus professores história de ensino médio, e que hoje tenho absoluta certeza, foi-me ensinado sob uma cortina de fumaça, com o objetivo - seja ele deliberado ou inconsciente por parte do professor - de incutir-me cacoetes mentais e verbais, para tornar-me um perfeito marxista, sem nunca ter lido Marx, e consequentemente, mais um peão no tabuleiro do jogo ideológico.

Sempre ouve-se de Ustra, a alcunha taxativa de "Torturador"! E isto tornou-se um eco volumoso, propagado por várias caixas de ressonância, inclusive de alguns da "direita", que têm soado como que uma censura peremptória a qualquer um que ponha-se a questionar, utilizando o mínimo dos miolos disponíveis, a veracidade de tal afirmação. Funciona assim:

- Diogo, o que você achou da fala do Bolsonaro?

- Ah, achei que embora no momento errado, não houve falsidade em suas palavras, e que talvez, Ustra não seja um torturador, e isto seja mais uma campanha de assassinato de reputações perpetrada pela esquerda nacional para desacreditar as Forças Armadas, pois os únicos que puseram-se a acusá-lo - sob juízo - de tortura, são os mesmos que defendem a inocência e moral ilibada de Dilma Rousseff e Lula, e que recebem algum trocado pela Lei da anistia. E além disso, há um monopólio de mais de quarenta anos da narrativa da história do período por parte da esquerda,e que para um julgamento correto e justo, precisamos ouvir as duas partes...

Então, furioso, de olhos avermelhados de raiva, demonstrando ter diante de si a maldade encarnada, e de forma verborrágica, interpela-me o interlocutor:

- Ele é torturador!  Tor-tu-ra-dor!!! Você defende um Tor-tu-ra-dor! Vai votar no Bolsonaro que homenageia um TOR-TU-RA-DOR??!!

Analisando a forma histérica como as pessoas reagem, e a forma como se portam quando tento fazê-las entender certos argumentos, tenho a absoluta certeza de que não se preocuparam em ler uma linha do que foi escrito pelo homem, e na maioria das vezes, nem pelo que a mídia diz a respeito dele, e que a acusação enfática de "Torturador", emerge do fundo da alma, da mesma forma como lá foi posta: de forma mecânica, pronta e psicologicamente moldada. Isto, para produzir nos outros que acompanham o hipotético debate, aquilo mesmo que o apelo à ponderação da alcunha de "torturador" produz: histeria e desinformação.

Sinceramente, qualquer um que se ponha a buscar a verdade dos fatos, mas que o tente fazê-lo unilateralmente, como têm feito o tribunal de exceção falsamente chamado de "comissão da verdade", estará cometendo injustiça, unica e exclusivamente. Qualquer um que se proponha a fazer uma leitura da história deste período, e desconsidere a obra escrita do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, não estará em busca da verdade, mas apenas em busca da perpetuação de um cacoete verbal e mental, e portanto, a permanência no interior da bolha de ignorância gerada pela ideologia, e que asfixia a alta cultura deste País. 

Já ouvimos deveras a esquerda sobre a narração histórica dos fatos. ouçamos os Coronel Brilhante Ustra!

Para baixar o livro " A verdade sufocada:a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça" do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, clique aqui!

Vida começa com um clarão de luz, revela filmagem inédita de uma fecundação

A vida humana começa com um clarão de luz, no momento em que o espermatozoide encontra o óvulo. Foi o que cientistas da Northwestern University, em Chicago, nos Estados Unidos, mostraram pela primeira vez, capturando em vídeo os incríveis “fogos de artifício”.
Em reportagem do The Telegraph, os pesquisadores explicam que uma explosão de pequenas faíscas irrompe do óvulo no exato momento da concepção. Cientistas já viram o fenômeno em outros animais, mas é a primeira vez que se comprova que isso também acontece com os humanos.
Flash de luz emitido no momento em que o óvulo se encontra com o espermatozoide. (crédiro: Northwestern University)
Flash de luz emitido no momento em que o óvulo se encontra com o espermatozoide. (crédiro: Northwestern University)
O brilho ocorre porque quando o espermatozoide se insere no óvulo ocorre um súbito aumento de cálcio que desencadeia a liberação de zinco. Quando o zinco é solto, prende-se a pequenas moléculas que emitem uma fluorescência que pode ser captada por câmeras microscópicas.
Não se trata apenas de um incrível espetáculo, que destaca o momento em que uma nova vida começa, como também o tamanho do brilho pode ser usado para determinar a qualidade do óvulo fertilizado.
Os pesquisadores reportaram que alguns óvulos brilham mais do que outros e isso se relaciona com a sua maior propensão a gerar um bebê saudável. “Foi memorável”, disse Teresa Woodruff, uma das autoras do estudo, ao jornal britânico. “Descobrimos as faíscas de zinco há apenas cinco anos em camundongos. Ver o mesmo acontecer em óvulos humanos foi de tirar o fôlego”.
“Toda a biologia começa na fecundação, mas ainda assim não sabemos quase nada sobre os eventos que acontecem na fecundação humana”, disse Woodruff.
No experimento, os cientistas usaram enzimas de espermatozoides em vez dos próprios espermatozoides para ver o que acontece no momento da concepção.
O estudo foi publicado em 26 de abril na revista Scientific Reports.
Assista a um vídeo sobre a descoberta da Northwestern University:


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Holanda reconhece: legalizar maconha foi erro


A Holanda constatou ter sido um grande erro legalizar a maconha e a prostituição e iniciou ações de reparação dos danos. E aqui no Brasil tem gente fazendo passeata pela legalização dessa droga. A seguir,  uma matéria da revista Veja, escrita por Thomas Favaro, detalhando esse engano.
“A Holanda é um dos países mais liberais da Europa. Comportamentos considerados tabu em muitos países, como eutanásia, casamento gay, aborto e prostituição, são legalmente aceitos pelos holandeses. Em Amsterdã, turistas podem comprar pequenas quantidades de maconha em bares especiais, os coffee shops, e escolher abertamente prostitutas expostas em vitrines, uma tradição da cidade. No passado, De Wallen, o bairro da Luz Vermelha, como é chamado nos guias turísticos, foi relativamente tranqüilo e apinhado de curiosos. Desde que a prostituição foi legalizada, sete anos atrás, tudo mudou. Os restaurantes elegantes e o comércio de luxo que havia nas proximidades foram substituídos por hotéis e bares baratos. A região do De Wallen afundou num tal processo de degradação e criminalidade que o governo municipal tomou a decisão de colocar um basta. Desde o início deste ano, as licenças de alguns dos bordéis mais famosos da cidade foram revogadas. Os coffee shops já não podem vender bebidas alcoólicas nem cogumelos alucinógenos, e uma lei que tramita no Parlamento pretende proibi-los de funcionar a menos de 200 metros das escolas. Ao custo de 25 milhões de euros, o governo municipal comprou os imóveis que abrigavam dezoito prostíbulos. Os prédios foram reformados e as vitrines agora acolhem galerias de arte, ateliês de design e lojas de artigos de luxo. A prefeitura está investindo na remodelação do bairro, para atrair turistas mais ricos e bem-comportados.
De Wallen é um centro de bordéis desde o século XVII, quando a Holanda era uma potência naval e Amsterdã importava cortesãs da França e da Bélgica. Nos últimos vinte anos, a gerência dos prostíbulos saiu das mãos de velhas cafetinas holandesas para as de obscuras figuras do Leste Europeu, envolvidas em lavagem de dinheiro e tráfico de mulheres. Boa parte dos problemas é conseqüência do excesso de liberalidade. O objetivo da legalização da prostituição foi dar maior segurança às mulheres. Como efeito colateral houve a explosão no número de bordéis e o aumento na demanda por prostitutas. Elas passaram a ser trazidas – nem sempre voluntariamente – das regiões mais pobres, como a África, a América Latina e o Leste Europeu. A tolerância em relação à maconha, iniciada nos anos 70, criou dois paradoxos. O primeiro decorre do fato de que os bares podem vender até 5 gramas de maconha por consumidor, mas o plantio e a importação da droga continuam proibidos. Ou seja, foi um incentivo ao narcotráfico.
O objetivo da descriminalização da maconha era diminuir o consumo de drogas pesadas. Supunham os holandeses que a compra aberta tornaria desnecessário recorrer ao traficante, que em geral acaba por oferecer outras drogas. Deu certo em parte. Apenas três em cada 1.000 holandeses fazem uso de drogas pesadas, menos da metade da média da Inglaterra, da Itália e da Dinamarca. O problema é que Amsterdã, com seus coffee shops, atrai “turistas da droga” dispostos a consumir de tudo, não apenas maconha. Isso fez proliferar o narcotráfico nas ruas do bairro boêmio. O preço da cocaína, da heroína e do ecstasy na capital holandesa está entre os mais baixos da Europa. “Hoje, a população está descontente com essas medidas liberais, pois elas criaram uma expectativa ingênua de que a legalização manteria os grupos criminosos longe dessas atividades”, disse a VEJA o criminologista holandês Dirk Korf, da Universidade de Amsterdã.
A experiência holandesa não é a única na Europa. Zurique, na Suíça, também precisou dar marcha a ré na tolerância com as drogas e a prostituição. O bairro de Langstrasse, onde as autoridades toleravam bordéis e o uso aberto de drogas, tornara-se território sob controle do crime organizado. A prefeitura coibiu o uso público de drogas, impôs regras mais rígidas à prostituição e comprou os prédios dos prostíbulos, transformando-os em imóveis residenciais para estudantes. A reforma atraiu cinemas e bares da moda para o bairro. Em Copenhague, na Dinamarca, as autoridades fecharam o cerco ao Christiania, o bairro ocupado por uma comunidade alternativa desde 1971. A venda de maconha era feita em feiras ao ar livre e tolerada pelos moradores e autoridades, até que, em 2003, a polícia passou a reprimir o tráfico de drogas no bairro. Em todas essas cidades, a tolerância em relação às drogas e ao crime organizado perdeu a aura de modernidade.”

sábado, 23 de abril de 2016

Dialética da cusparada


Ninguém tira da minha cabeça, que esta censura velada ao debate livre, que tornou-se um dos mais proferidos adágios populares, a saber, que "Política", "religião" e "Futebol" não se discute, foi cunhado por algum intelectualzinho da estirpe de Emir Sader, ou Marilena Chauí, para evitar que pessoas de mentalidade pequena e aprisionada se tornassem grandes e livres, ao conversar e debater com pessoas de portentosa cultura e inteligência. Quanto ao futebol, até que concordo, pois debater sobre isto, em nada nos eleva, e em nada contribui para a compreensão da realidade e da verdade. Pelo menos é o que penso.

Mal se tenta debater seriamente sobre um destes assuntos num ambiente, como numa sala de espera de uma clínica, por exemplo, que surge como que brotado da terra, um arauto da tolerância a bradar retumbantemente: "Política, religião e Futebol não se discute". 

Não se enganem com a aparente carapaça inofensiva da qual é revestido este adágio, pois, deliberadamente ou não, há implícito nele a capacidade de encerrar conversas que poderiam ser frutuosas e esclarecedoras, sendo coroadas com a contemplação da verdade. Sim! Política e religião são debatíveis, é absurdamente óbvio.

Deve o leitor estar deveras incomodado: por que citaste a esquerda como possível propugnadora de tal cacoete? Simples! Pois ultimamente, à semelhança da já combalida tática do pombo enxadrista, onde ao menor sinal de derrota no debate, defeca-se nas pedras do tabuleiro e alça-se voo, encerrando abrupta e debochadamente o debate, a esquerda agora opta pela moda dialética inventada pelo deputado do PSOL, Jean Willys, e sacramentada pelo ator medíocre /comunista/cuspidor José de Abreu: a dialética da cusparada.

Faça-me o favor....

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Sobre o dia de São Jorge


Amanhã é dia de São Jorge. De acordo com o sincretismo religioso, os adeptos das religiões de matriz africana, reconhecem São Jorge como Ogum, uma entidade da Umbanda. 

Há os que reconhecem perfeitamente a impossibilidade física e metafísica de São Jorge ser, ipso facto, Ogum. Mas há os que defendem peremptoriamente como verdade tal impossibilidade. Quanto a estes, sinto desapontá-los: São Jorge não é Ogum! 

São Jorge é um mártir da Igreja Católica, que no século IV recusou-se a negar Jesus Cristo, adorando entidades pagãs, e foi morto sob Diocleciano. 

São Jorge morreu para não adorar entidades pagãs. Hoje o associam a uma entidade pagã. Percebem a incoerência? 

Mas enfim, como estamos submersos em mares de relativismo.... 

Se tem um dia que não piso na Igreja, é no dia de São Jorge. Meu estômago não aguenta ver tanto sacrilégio cometido por pessoas que passam um ano inteiro sem pôr os pés na Igreja, mas no dia de São Jorge, querem ser mais católicos do que o Papa.

Defendo a liberdade religiosa, mas cada um no seu quadrado...

Glorioso Mártir São Jorge, Rogai por nós!


Dilma na ONU

Dilma na ONU:
- A Sra é vítima de um golpe? - Sim. - De quem? - Do vice. - E a Sra saiu e deixou ele no cargo? - É.
- Sei...

Amebas diplomáticas


Dilma está na ONU. Dilma provavelmente denunciará insanamente um golpe em andamento contra o seu desgoverno. Dilma segue intrépida naquela que tem sido sua missão: destruir completamente o Brasil. Dilma já transformou-nos em "Anões diplomáticos". Transformar-nos-á em "amebas diplomáticas. Sei que é surreal, mas é o que sinto: Temer, nestes dias de presidência interina, podia baixar um decreto e impedir o retorno dessa louca.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Arautos da tolerância

Os últimos acontecimentos da esfera política, e toda a histeria e polarização que deles advém, permitiram-me constatar que geralmente, aqueles que dedicam-se com esmero ao discurso da "tolerância", são em sua grande maioria  primeiros a engatar em atos de intolerância, e o mecanismo que possibilita este estranhíssimo e paradoxal fenômeno é bem simples: dizem, os arautos da tolerância, que tudo deve ser tolerado, entretanto basta que erga-se contra esta tese, alegando que nem tudo deve ser tolerado, e que há pensamentos que devem ser rechaçados com veemência, que o arauto da tolerância irrompe numa fúria histérica, alcunhando o impugnante de fascista, nazista, intolerante e ditador. Nada mais irracional. Isto deu-se comigo recentemente, ao comentar, ao ser solicitado para tal, diga-se de passagem, sobre o episódio em que o Deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) citou o Coronel do Exército Brasileiro, Brilhante Ustra. 

Perguntaram-me se não havia achado que a atitude de Jair Bolsonaroo tinha sido anti-cristã, logicamente, baseados na ótica cristã no mais meloso estilo "mi mi mi". 

Não creio que que Bolsonaro tenha errado em substância, mas tão somente na falta de prudência. Brilhante Ustra é comumente conhecido como terror dos comunistas - e sinceramente não vejo em quê isto seja ruim - pois segundo os interrogados pelo tribunal de exceção falsamente alcunhado de "Comissão da Verdade", teriamreconhecido a voz de Ustra. 

O grande problema, a meu ver, é que os mesmos que aterrorizaram-se em ouvir um deputado citar Brilhante Ustra no parlamento, sequer sentiram coçar seus ouvidos  quando outro deputado, este do PSOL, partido notavelmente comunista, teceu loas a Carlos Lamarca, Carlos Marighuela e Ernesto Che Guevara. Carlos Lamarca era um notável esquartejador, e que tinha predileção por estraçalhar o crânio dos adversários com a coronha dos fuzis; Marighela era uma assassino sanguinário, cujo manual de guerrilha de sua lavra, serve de bíblia até hoje para facções criminosas como o comando vermelho, e até mesmo para radicais islâmicos, e Ernesto Che Guevara, cuja imagem de seu rosto é facilmente encontrada nas camisas dos universitários sob o comando da UNE, uma genuína quadrilha, foi o assassino de centenas de pessoas, dissidentes da revolução, tendo inclusive assassinado uma criança com um tiro na cabeça, em nome da maldita revolução Socialista. 

Estes três nomes foram homenageados na tribuna do parlamento, em alto e bom som, e nem uma ponta de condenação foi escrita pela mídia ordinária (duplamente literal); nem um mínimo desconforto por parte da mídia foi demonstrado à citação de tais nomes, e não só da mídia, mas também das pessoas cujas mentes já foram subvertidas há muito pelo marxismo veiculado pela filosofia de António Gramsci. A alucinação causada pela ideologia, fez com que as pessoas desenvolvessem a capacidade de analisar os fatos de forma unilateral e seletiva. Como a cultura do Brasil esta inteirinha submersa em marxismo, tendo apenas aqueles que residem fisica ou intelectualmente no exterior como refrigério, os nomes como Lamarca, Marighela et caterva, passam despercebidos aos ouvidos moucos do brasileiro atento à política, e nomes como o de Bolsonaro e Ustra são demonizados. 

É neste momento que entram em ação os "arautos da tolerância". Condenam peremptoriamente Bolsonaro ter citado Ustra, e a figura do próprio, dizendo que isto atenta contra a ordem da tolerância de de um estado democrático de direito, mas basta que uma alma, como esta que vos escreve, tente dar outro ponto de vista ou mostrar o outro lado da moeda, que tolerância e o sentimento democrático esvaem-se como fumaça e cedem o lugar à histeria e censura violenta.


segunda-feira, 7 de março de 2016

Lula nunca foi bonzinho

A condução de Lula à prestação de depoimentos à Polícia Federal nesta semana (04/03), salientou coisas curiosas relacionadas à pessoa da anta eneadáctila: Não são poucas as pessoas, pelo que posso colher nas conversas cotidianas, que creem piamente que Lula, na verdade, iniciou sua carreira Política exalando odores de santidade, configurando-se como o exímio apologeta da justiça, da ética, e que com seu ardor de juventude sindicalista, apresentava-se como a semente e o semeador da justiça social no Brasil. Eliane Catanhêde, colunista do Estadão, finaliza assim sua coluna de 06 de Março de 2016: "Mas ao final, ele e o PT de linda história comprovam, melancolicamente, o quanto o poder deforma e corrompe". Nada mais pueril do que pensar que um homem,  que no seu início de vida política,  fomentava greves e em troca de favores políticos, delatava companheiros de greve ao DOPS, seja alguém que tenha sido corrompido pelo poder, quando o fato é que Lula brota nos campos da vida política já corrupto, adepto das práticas mais sórdidas de banditismo político e disposto a corromper, ou seja, Lula é na verdade o corrupto por essência, cuja missão é corromper. 

Além disso, em 1990 Lula aparece como um dos fundadores (juntamente com Fidel Castro e Manuel Marulanda, à época Comandante das FARC) da maior organização criminosa da América Latina, o Foro de São Paulo, organização esta que tem como objetivo a criação de um bloco soviético na América Latina, que além de ser arqui-comprovada a sua existência, seja por safadeza deliberada ou inépcia absoluta, a imprensa brasileira priva grande parte da população das informações necessárias para a constatação das maléficas intenções do Foro de São Paulo. Para sustentar o Foro de São Paulo e todos os seus esquemas, e para financiar republiquetas ditatoriais pelo mundo, afim de manter viva a chama socialista, foi que Lula e seus cães fizeram desde o início o que de melhor sabiam fazer: Corromperam, roubaram, vilipendiaram, mentiram e praticaram os atos mais sórdidos, jamais vistos no cenário político nacional. 

Mensalão e Petrolão serviram unica e exclusivamente para financiar o Foro de São Paulo!  


 Falando de forma mais lúdica: Lula nunca foi bonzinho. Sempre foi do mal!

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O Inferno de Lula

"Perdei toda esperança, ó vós que entrais."
Dante Alighieri

Escrito por Ipojuca Pontes - 07/03/2016

No seu poema clássico “A Divina Comédia”, Dante Alighieri, o gigante da literatura universal, sai à procura de Beatriz, sua musa, símbolo da perfeição, da pureza e da verdade revelada. Tendo o poeta Virgílio como guia, o pai da língua italiana atravessa o Inferno, o Purgatório e chega ao Paraíso, vivenciando, na dramática trajetória, o que os estudiosos consideram a “árdua transição da servidão das paixões para a liberdade e a perfeição moral”. Na ambiciosa obra, de tessitura poética complexa, são múltiplos os planos de leitura, entre eles, o histórico, o moral, o alegórico e o místico.

Nas três partes que formam o poema, a do Inferno, pelo rigor e minúcia da descrição, é tido como o canto melhor acabado. Nele, o poeta empreendeu esforço colossal e deu asas ao seu enorme poder de imaginação. Em resumo, a travessia do Inferno, além de dolorosa, intimida e assombra. De fato, toda a mitologia que hoje circunscreve o universo demoníaco está contida neste canto de leitura obrigatória, difícil e cada vez mais atual.

O Inferno de Dante, um tenebroso abismo em forma de cone, compreende nove círculos e o Anteinferno (ou Vestíbulo). Os cinco primeiros círculos formam o Alto Inferno. Os quatro restantes compõem o Baixo Inferno, em cujas profundezas impera Lúcifer, glutão insaciável, barbudo, narinas frementes, rosto vermelho de ira e fonte inesgotável do Mal. Em todos os círculos agonizam legiões de almas penadas, na reverberação de gritos, lamentos e imprecações, padecendo sob as labaredas do fogo eterno e de tempestades de gelo, mergulhados em tachos de lavas fumegantes, atormentados todos pelo odor do enxofre e pelo acicate de tridentes pontiagudos manejados sem descanso por mil demônios.

No oitavo círculo – o que mais desperta atenção – dez fossos isolam em padecimentos os sedutores, os aduladores, os simoníacos, os fraudulentos, os hipócritas, os ladrões, os maus conselheiros, os fundadores de seitas e os falsários – em suma, a caterva que todos nós por essas bandas conhecemos bem.

Com efeito, há uma enorme semelhança entre o Inferno de Dante e o inferno atiçado no Brasil pelo Dr. Lula, o Anjo Decaído trombeteado pelos comunistas de todos os matizes. Não seria exagero afirmar que o país triturado pelo PT é um fac-símile do Inferno percorrido pelo poeta florentino e, em certos aspectos, ainda mais doloroso.

Duvida? Bem, basta olhar em derredor: em todo o espaço brasileiro (círculos) prevalecem a violência, o medo, o sofrimento e a aflição. Nas cidades poluídas, em cada esquina, calçada, ponto de ônibus, saída de banco, etc., o sujeito pode ser assaltado, vilipendiado, esfaqueado e levar pelos cornos um tiro definitivo. Correntes de lama contaminada levam de roldão vidas, municípios, rios e mares. Enchentes tempestuosas e secas inclementes massacram populações inteiras em meio ao desamparo da Providência. No ar, nuvens negras de mosquitos viróticos provocam o desespero de mães deserdadas e crianças indefesas, com muito choro e sem vela. Nas praças públicas, açoitados pelo desemprego, pela miséria e pelo vicio da droga, multidões de mendigos errantes (“população de rua”) agonizam entre impropérios e mútuas agressões. E no vestíbulo do inferno tupiniquim, as almas penadas que padecem no limbo e procuram escapar e produzir, são castigadas pelos impostos sufocantes para usufruto do vosso Lúcifer caboclo e sua estupenda legião de demônios.

Há, no entanto, que se fazer uma ressalva na simétrica relação entre o Inferno de Dante e o Inferno de Lula. Por aqui, ao contrário dos que padecem no oitavo círculo dantesco, a caterva de ladrões, hipócritas, fraudulentos, corruptos em geral, ministros conselheiros e ideólogos fundadores de seitas etc. etc., não só não é penitenciada, mas elevada à condição de uma legião de querubins no eterno gozo de manjares regados a amantes clandestinas e taças de “Romanée Conti”.


PS – Muita boa gente acredita que logo chegará o dia do Juízo Final e Lúcifer e seus demônios serão punidos e nos deixarão em paz. Pode ser. Mas, no nosso caso, conhecendo as figuras diabólicas instaladas nas profundezas do Planalto, acredito mais na legenda que Satã mandou colocar no portal do seu Inferno, epígrafe do presente artigo.


Ipojuca Pontes, ex-secretário nacional da Cultura, é cineasta, destacado documentarista do cinema nacional, jornalista, escritor, cronista e um dos grandes pensadores brasileiros de todos os tempos.

Publicado em Ucho.info.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Ratzinger ainda é Papa: o alcance da renúncia de Bento XVI

(Texto publicado no jornal italiano Corriere della Sera em 28/05/2014.)

Por Vittorio Messori

“Caríssimos irmãos, convoquei-vos hoje para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro,…”



Totalmente imprevistas, proferidas em latim, em voz baixa, aquelas palavras foram como que uma chicotada que em poucos minutos giraram o mundo. E até mesmo em países de maioria não-católica e até não-cristã, mas capazes de compreender a novidade histórica do acontecimento. Não podemos nos esquecer que — para ficar só com as palavras recentes do protestante Obama, do ortodoxo Putin, do anglicano Cameron — o Romano Pontífice hoje seria a mais alta autoridade moral do planeta.

Perplexidade. Ainda hoje há quem celebre e há quem lamente a decisão de Bento XVI. Ambos parecem desconhecer o real significado do seu gesto. Na foto, papa Bento XVI torna pública sua decisão.
Voltando àquele 11 de fevereiro, festa de Nossa Senhora de Lourdes, quem conhece o mundo católico sabe que ainda estamos perplexos e debatendo, muito duramente. Parece haver dois lados: de um lado, o grupo dos guardiões da tradição, para os quais a “renúncia” (não demissão, uma vez que o papa não teria a quem apresentá-la aqui na terra), embora esteja prevista no Código de Direito Canônico, constituiria uma espécie de deserção, quase como se Bento XVI considerasse o seu ofício como o de um presidente de multinacional ou de um Estado, para quem seria natural aposentar-se com o avanço da idade, em prol da eficiência. A mesma eficiência rejeitada, no entanto, por João Paulo II, que escolheu uma longa agonia pública. Do outro lado, o grupo dos que se alegraram: a renúncia seria o fim da sacralidade do pontífice, a aura mística em torno de sua pessoa e, portanto, o ajuste do bispo de Roma ao padrão comum de todos os bispos, requerido por Paulo VI: renunciar ao governo de uma diocese e a atribuições oficiais na Cúria Romana quando alcançasse 75 anos.
Contudo, restavam ainda questões que pareciam não ter resposta adequada: por que não optar por ser chamado de “bispo emérito de Roma”, como sugerido pela revista Civiltà Cattolica, mas de “papa emérito”? Em que pese ter retirado a capa e o annulus piscatorius (anel do pescador) de seu dedo, um sinal da autoridade do governo, por que não renunciar ao hábito branco? Por que não se aposentar no silêncio da clausura de um mosteiro, ao invés de se confinar dentro dos limites da Cidade do Vaticano, ao lado de São Pedro, cruzando muitas vezes — embora em privado — com o sucessor, recebendo convidados e participando de cerimônias, como a recente canonização de Roncalli e Wojtyla? Confesso que me fazia perguntas semelhantes e ficava perplexo.
Respostas a essas perguntas vêm agora de um estudo realizado por Stefano Violi, professor de Direito Canônico nas Faculdades de Teologia de Bolonha e Lugano. Vale a pena examinar essas páginas densas, porque com a decisão de Bento XVI abriram-se para a Igreja inéditos cenários, um tanto desconcertantes. É provável que as conclusões do professor suscitem debates entre os colegas, pois o canonista Violi teoriza que o ato de Ratzinger inova profundamente e que os papas viventes agora são realmente dois, mesmo que um deles, voluntariamente, “pela metade”, para dizê-lo de um modo simplista, mas correto. Para entender seu ponto de vista, precisamos, antes de mais nada, apagar todos os delírios de conspiração e complô, levando a sério o que Bento XVI falou sobre o peso crescente da velhice como a razão primeira e única da sua decisão: “Nos últimos meses, eu senti que as minhas forças tinham diminuído… Os meus recursos, físicos e intelectuais, pela idade avançada, já não são adequados para exercer adequadamente o ministério …”
Mas, estudando em profundidade o latim muito preciso com o qual Joseph Ratzinger acompanhou sua decisão, o olho do canonista descobriu que ela vai muito além dos poucos antecedentes históricos e além das exigências estabelecidas para a “renúncia” do Código atual da Igreja. Se descobre, isso sim, que Bento XVI não tinha a intenção de renunciar ao munus petrinus, nem ao cargo, nem ao seu ofício, isto é, ao que o próprio Cristo atribuiu ao chefe dos Apóstolos e tem sido transmitido aos seus sucessores. O papa renunciou apenas ao ministerium, ou seja, ao exercício da administração prática desse ofício. Na fórmula utilizada por Bento, antes de tudo se distingue o munus — o ofício papal, da executio — que é o próprio exercício do cargo. Mas a executio é dupla: há o aspecto de governo que se exerce agendo et loquendo, trabalhando e ensinando. E há também o aspecto espiritual, não menos importante, que é exercido orando et patiendo, rezando e sofrendo. É o que estaria por trás das palavras de Bento XVI: “Não retorno à vida privada… Eu não tenho mais o poder de liderança na Igreja, mas para o bem desta mesma Igreja e no serviço da oração, continuo no recinto de São Pedro.” Onde “recinto” não deve ser entendido apenas no sentido de um lugar geográfico para viver, mas também um “lugar” teológico.

Uma Igreja, dois papas. Papa Francisco visita Bento XVI.
Eis, então, o porquê da escolha, inesperada e inédita, de se fazer chamar “papa emérito”. Um bispo continua bispo quando a idade ou a doença lhe impõe deixar o governo de sua diocese, e ele se retira para orar por ela. Tanto mais o bispo de Roma, para o qual o munus, o cargo, o ofício de Pedro, foi-lhe conferido de uma vez por todas, para toda a eternidade, por meio do Espírito Santo, servindo-se dos cardeais no conclave só como instrumentos. Aqui também o porquê da decisão de não abandonar o hábito branco, mesmo ficando privado dos sinais particulares do governo ativo. E por isso a vontade de estar ao lado das relíquias do chefe dos apóstolos, venerado na grande basílica. Nas palavras do professor Violi: “Bento XVI foi despojado de todo o poder de governo e comando inerente a seu cargo, sem contudo abandonar o serviço à Igreja: este continua, por meio do exercício na dimensão espiritual do ‘munus’ pontifício que lhe foi confiado. Com isso, ele não tinha a intenção de renunciar. Ele não renunciou ao ofício, que não é revogável, mas à sua execução.”
Será que é por isso que Francisco parece não gostar de se definir como “papa”, consciente de que deve compartilhar o munus pontifício, pelo menos na dimensão espiritual, com Bento? Ele que, no entanto, herdou plenamente de Bento XVI o cargo de bispo de Roma. Será que é por isso que esta é para ele, como se sabe, sua auto-definição preferida, desde as primeiras palavras de saudação ao povo depois da eleição? Tanto é assim que muitos, surpresos, se perguntaram por que ele não usou a palavra “papa” ou “pontífice” em uma ocasião tão solene, diante das TVs do mundo inteiro, mas apenas falou sobre seu papel como o sucessor do episcopado romano.
Pela primeira vez, então, a Igreja de fato tem dois papas, um reinando e outro emérito? Parece que esta era a vontade do próprio Joseph Ratzinger com a renúncia somente do serviço ativo, que se mostrou “um ato solene de seu Magistério”, nas palavras do canonista. Se de fato é assim, tanto melhor para a Igreja: é um dom que haja, lado a lado, também fisicamente, quem dirija e ensine, e quem reze e sofra… por todos, mas acima de tudo para apoiar o irmão no ofício pontifício quotidiano.