Translate

Mostrando postagens com marcador Foro de São Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Foro de São Paulo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Como o comunista ama?

Foi com grande gozo intelectual que li um romance do grande romancista cubano Leonardo Padura, cujo título em português é "O Homem que amava Cachorros". O Romance conta a história da perseguição promovida por Stalin a Leon Trotski, cuja trama culmina com o assassinato deste a picaretadas pelas mãos de outro comunista, pau mandado de Stalin, Ramón Mercader. Neste livro, Padura descreve toda a complexidade e mendacidade que move a mente comunista, e com uma habilidade de esmiuçar perfis complexos digna de um Dostoievski, Padura entra na alma dos personagens e traça-nos um mapa para tentarmos entender o que se passa na cabeça doentia desta gente. Na trama, o que chamou-me mais a atenção, foi a relação fria e de utilidade unica e exclusivamente partidária que mantinham os personagens com seus familiares, também comunistas, que é o caso, por exemplo, de Ramón Mercader com a sua mãe, Caridad Mercader. Caridad, que teve participação na escolha do filho para ser treinado para a missão de assassinar Trotski, mesmo estando muito tempo separada do filho por um abismo espacial e sentimental criado pela patente e pela revolução, ao encontrá-lo, não o enxerga como uma mãe deveria enxergar um filho, ou seja, como uma pessoa individual, com suas carências, virtudes, e potencialidades, mas graças à mente obnubilada pela ideologia tida como pretensa redentora da humanidade, Caridad vê no filho, Ramón Mercader, apenas um instrumento; um objeto através do qual beneficiar-se-á a revolução comunista. 

A mente comunista não conhece a polaridade entre bem e mal, bom e ruim, verdade e mentira. A mente comunista só consegue inteligir aquilo que é bom ou ruim para a revolução. Se perguntarmos a um comunista se roubar é moralmente correto, além de  salientar sobre a suposta relatividade do que seria "ser correto", obviamente, para não chamar para si uma atenção desnecessária, diria que roubar é moralmente errado, e teceria catilinárias e ladainhas sobre a ética. Mas na verdade, a práxis comunista é ver como correto aquilo que ajuda a revolução, e errado aquilo que a atrapalha. Logo, embora em seu discurso diga ser moralmente errado roubar, na prática, rouba se este roubo for útil à revolução. Assim, quando as pessoas dizem que o "Lula roubou mas fez", estão dizendo exatamente isto: que roubou, mas na verdade roubou porque uma virtual melhora na qualidade de vida e poder aquisitivo do povo, favorece a revolução perpetrada pelo PT e todo o Foro de São Paulo. 

Para qualquer um de posse de um mínimo de decência e moral, jogar sobre o colo da esposa falecida a culpa por qualquer ato ilícito que fosse, sem que ela, por uma obviedade, pudesse defender-se ou responder pelos supostos atos dos quais foi acusada, é algo aviltante e intolerável. Vale lembrar que esta não é a primeira vez que Lula utiliza-se da morte de sua esposa para beneficiar-se politicamente, pois no funeral de Dona Marisa, Lula fez do ambiente onde era velada sua esposa de palanque eleitoral. O velório da defunta tornou-se o púlpito pelo qual Lula ensinou à nação que comunista, na verdade, pouco se lixa para os que supostamente ama. Assim foi com Caridad e Ramón Mercader, assim é com Lula e Dona Marisa Letícia, e assim será com quaisquer outros comunistas.

sábado, 4 de março de 2017

Lava-jato, FARC e Foro de São Paulo

A revista Veja publicou uma matéria que mostra como a Odebrecht, empreiteira escandalosamente ligada ao PT até a medula, patrocinou as FARC, em troca de livre acesso aos territórios onde esta atuava, onde poderiam executar seus empreendimentos. Os Pagamentos começaram a ser feitos, segundo a reportagem de Renato Onofre, em 1990, justamente o ano de criação do Foro de São Paulo pela tríade maldita: Lula, Fidel Castro e Manuel Marulanda, então comandante das FARC.

A cada dia que passa, o fato de haver uma organização latino-Americana resoluta em implantar o comunismo na América Latina utilizando-se de verba estatal brasileira torna-se mais evidente, graças às investigações da Lava-Jato

A Lava-Jato chegará ao cume do Foro de São Paulo e o escancarará à nação. 

sábado, 26 de novembro de 2016

A herança de Fidel

Há, no Youtube, um vídeo que mostra-nos um dos últimos embates de Margaret Thatcher, no Parlamento Britânico, e neste vídeo a "Dama de Ferro" do conservadorismo destroça seu adversário político, partidário do Socialismo.  Trocando em miúdos, o que Thatcher diz a seu adversário é que o Socialismo é a política da inveja, ou seja, que os ricos não podem ser ricos pelo simples fato de que os pobres são pobres, e que para que haja igualdade entre as classes, cláusula pétrea do marxismo, deve-se fazer com que ricos fiquem mais pobres, afim de igualá-los socialmente aos mais pobres. Isto faz-se, em parte, através dos impostos, pois como o próprio nome diz, é uma tarifa "imposta" à sociedade, que na recusa de pagamento, incorre o relutante em uma determinada pena. Tendo em vista que o meu dinheiro é minha propriedade ganha às custas do meu trabalho, e que contra a minha vontade e sob a ameaça de uma penalidade em caso de recusa, o estado impõe-me um valor a ser pago para fazer algum tipo de caridade assistencialista, que em nada assemelha-se com algum tipo de caridade franciscana, isto nada mais é do que uma expropriação da minha propriedade privada: o meu dinheiro. 

Uma das formas de constatarmos a existência de algo é dedicarmos algum tempo na contemplação dos seus efeitos, por exemplo: quando Santo Tomás de Aquino, numa de suas provas racionais apodíticas da existência de Deus, diz-nos que podemos auferir algo sobre a existência de Deus, contemplando seus efeitos (Rom 1,20), pois não há efeito sem causa; ou podemos, caso queiram, aderir ao adágio popular "onde há fumaça, há fogo". Dito isto, uma das provas da existência enraizada do pensamento marxista no Brasil, cuja implantação foi sistematicamente pensada, planejada e orquestrada por políticos comunistas, professores comunistas de ciências sociais e humanas, e Intelectuais que no dialeto gramsciano são chamados "intelectuais orgânicos", é o que foi noticiado (curiosamente, tratando-se de um jornal reconhecidamente de esquerda) na Folha de São Paulo: Desigualdade cai no Brasil com todas as classes sociais ficando mais pobres . Ou seja, o discurso atávico de igualdade que impera nas rodas intelectuais e midiáticas no Brasil, rendeu-nos efeitos visíveis: o brasileiro está mais pobre. Se pudéssemos resumir o socialismo em uma única palavra, poderíamos resumi-lo com o uso da palavra miséria. 

Por onde quer que tenha passado o Socialismo, a unica coisa que pôde produzir, além de riquezas incalculáveis para o Partido Comunista e sua cúpula, foi a miséria dos povos e o assassínio voraz dos seus opositores. 

Hoje, dia em que Fidel Castro saiu da condição de Juiz iníquo de opositores políticos, para a condição de réu da Eternidade, a herança que deixa-nos é uma América Latina infestada de Socialismo. 

Fidel Castro, este finado genocida, é co-criador do Foro de São Paulo. O Foro de São Paulo é uma entidade internacionalista criada em 1990, por Fidel juntamente com Luís Inácio Lula da Silva e o então comandante das FARC, Manuel Marulanda. O objetivo do Foro de São Paulo,  de médio a longo prazo, era recriar na América Latina aquilo que havia sido perdido no Leste Europeu, com a dissolução da URSS, ou seja, um bloco de repúblicas socialistas. Mas desde a década de 60, Fidel Castro foi incansável na luta pela implantação do socialismo no Brasil, seja no suporte logístico e de inteligência através de agentes implantados no Brasil, seja pelo fornecimento de treinamento militar para membros dos movimentos revolucionários que atuavam àquela época no Brasil como o VAR-Palmares de Dilma Rousseff. 

Desde então, graças à Teoria da Panela de Pressão do General Golbery do Couto e Silva, que para aliviar a pressão da guerrilha urbana cedeu, literalmente, os ambientes universitários para a esquerda, as universidades brasileiras foram inundadas do pensamento de António Gramsci, cuja síntese de sua doutrina é: ao invés de ganhar o poder pela força, para criar uma hegemonia cultural marxista, cria-se através dos "intelectuais orgânicos" espalhados nas mídias e no universo das letras, uma hegemonia cultural marxista, para depois ganhar democraticamente o poder, utilizando-se de uma pseudo-democracia. 

Gramsci preconiza que usar armas para tomar o poder, que em sua linguagem é uma Guerra de movimento, é um gasto desnecessário de energia e munição, e que o ideal era que fosse empreendida uma guerra de posição, paulatina, que seria um processo constante de destruição dos pilares sustentaculares da Sociedade Ocidental ( a saber: direito Romano, Filosofia Grega e Moral Judaico-Cristã). É por isso que os partidos socialistas defendem o assassinato de crianças nos ventres das mães, que chamam aborto, a ideologia gay e a descriminalização das drogas. Numa sociedade com religião forte, alta cultura, e um arraigado sentimento moral o Socialismo não encontra meios de instalar-se.

Tudo isto têm sido cumprido à risca. O Brasil, cujas riquezas foram sistematicamente desviadas de seus objetivos para a manutenção do Foro de São Paulo, sofreu seu mais duro golpe com os anos de governo petista. O PT, principal representante do Foro de São Paulo no Brasil conseguiu levar à presidência o Criador do Foro de São Paulo. Desde então, foi um esbanjar sem fim do dinheiro do brasileiro - adquirido com os malditos impostos - não apenas com projetos assistencialistas malucos, mas com o financiamento de obras, via BNDES, nas republiquetas comunistas mundo afora, que fazem parte do Foro de São Paulo, como a Venezuela, países ditatoriais africanos e Cuba. Logo, qualquer análise da conjuntura política e econômica brasileira que não considere a ação do Foro de São Paulo como sangue-suga de nossas artérias, é infantil, para não dizer criminosa. 

Mesnsalão e Petrolão são efeitos diretos da existência do Foro de São Paulo, criado por Fidel e Lula. Obviamente, que o problema do Brasil, a priori, não é o comunismo. O problema do Brasil é a República. 

O Brasil está mais pobre porque ao invés de ter a riqueza como parâmetro de uma pretensa igualdade, tem a pobreza. Como não é possível uma sociedade onde todos sejam igualmente ricos, resta-nos aceitar o fato de que em qualquer sociedade sadia há ricos e pobres, e que o que os ricos têm a fazer com relação aos pobres é, por amor a Deus, praticar a caridade Cristã, esta que foi tão macaqueada pela esquerda no discurso da Teologia da Libertação. 

Hoje, dia da morte de Fidel Castro, o assassino de milhares e destruidor das esperanças do povo cubano, fica-me um sentimento de tristeza e de alegria. Explico-me: 

Tristeza: por ter morrido Fidel Castro sem conversão, até onde se sabe, e por todas as centenas de milhões de vítimas do Comunismo no mundo todo.

Alegria: deixa este mundo um assassino. Um homem que foi responsável pela morte e miséria de muitos. Uno-me em júbilo aos milhares de dissidentes e refugiados cubanos que hoje comemoram a ida do ditador comunistas desta para melhor, ou pior.

Que a Virgem de Guadalupe pouse sobre a América Latina seus santíssimos olhos, e livre-nos desta prega chamada Socialismo.





quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Jovem conta o terror que é viver na Coreia do Norte [Legendado em Português]

Esta é  Park Yeon-Mi, uma fugitiva do regime comunista Norte Coreano. Ela narra-nos, debulhando-se em lágrimas, as atrocidades às quais o povo Norte - Coreano é submetido sob a bota do assassino ditador  Kim Jong-Un. 

Não compreendo, como mesmo diante de exemplos tão explícitos da mendacidade, loucura e sanha assassina do comunismo, pessoas ainda adiram a este regime, filiem-se a partidos sob esta égide ou coadunem de qualquer forma com esta ideologia. 

Só para lembrar:  Kim Jong-Un professa a mesma ideologia de Marcelo Freixo, Dilma, Lula et caterva: o Comunismo.

Um regime assim assolará o Brasil? Acho difícil. Mas só de saber que tem loucos desta estirpe, que pensam as mesmas porcarias nas altas esferas políticas do nosso país, da calafrios de asco.

Quando for votar num comunista, lembre de pessoas como esta pobre menina.



domingo, 16 de outubro de 2016

A Derrota dos comunistas

Por Ipojuca Pontes

Os comunistas foram fragorosamente derrotados no plebiscito costurado na Ilha Cárcere para livrar a cara das Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia (Farc), bando narcoterrorista que há mais de cinco décadas vem detonando a vida da Colômbia e da América Latina. Para quem ignora os fatos, as Farc atuavam (e atuam) como braço armado do Partido Comunista Colombiano. De início, eram apenas um projeto esboçado durante os motins de “el Bogotazo”, em 1948, mas tornado trágica realidade dezessete anos depois sob o comando de Manuel Marulanda Velez, o “Tirofijo”, índio astucioso que entrevistei no final dos anos 1960 para documentário produzido pela TV alemã sobre as guerrilhas virulentas que, já então, tomavam conta do noticiário internacional.

(Uma pergunta: “Tirofijo” por quê? Bem, para desencadear a guerra de guerrilha na Colômbia, Marulanda e asseclas se apropriaram de um vastíssimo corredor de terras que atravessa boa parte do norte do país. Sua tática consistia em ocupar o alto dos morros próximos às estradas (“carreteras”). De lá, ele próprio, com incrível precisão, atirava nos motoristas que se recusavam a pagar pedágio. Dos que procuravam fugir da “contribuição”, Tirofijo, para dar o “bom exemplo”, cortava a garganta do recalcitrante e puxava a língua pela glote, compondo, no cadáver, uma máscara de horror. Depois de fotografá-los, mandava imprimir e distribuir cartazes de suas vítimas mundo afora).

Foi exatamente assim que as Farc, hoje uma das mais ricas e poderosas organizações criminosas do mundo, se impôs na América Latina.

Muito bem, voltemos à vaca fria. Como sabem todos, inclusive os comunistas, o que o povo colombiano repudiou no plebiscito não foi o badalado acordo de paz, sempre bem-vindo, mas, sim, a nefasta armação castrochavista bolada para fazer das Farc um arremedo do PT dentro da Colômbia. (Não esquecer que um dos primeiros atos de Juan Manuel Santos - presidente tido e havido como traidor - foi receber Hugo Chávez no Palácio Narino propondo, por baixo do pano, a legalização política do exército terrorista e sua transformação em organização partidária).

De fato, inculpar o bando terrorista dos milhares de crimes (hediondos) cometidos ao longo de cinco décadas, e ainda por cima declarar seus integrantes como habilitados para disputas eleitorais e o livre exercício do poder político seria o mesmo que cuspir na cara (e na alma) do povo colombiano.

Como esperado, os colombianos não se deixaram lograr pelas manobras fraudulentas de Santos e corriola. De fato, como poderia a população da Colômbia esquecer décadas de violência, sequestros, torturas, assassinatos em massa, narcotráfico, contrabando de armas, ocupação de terras pela força, roubo de cargas, bombardeios, incêndios, pagamento de pedágios, assaltos, estupros e devastações sem fim? Impossível. Passar por cima de semelhantes monstruosidades seria, no mínimo, um ato de alta traição. Assim, não derrotar pelo voto a farsa tramada em Havana (logo onde, meu Deus!) sob a orquestração capciosa de embusteiros fanáticos como Fidel, Raul, “Timochenko” e a anuência criminosa de Juan Manuel Santos - e, pior, sem um único representante do lado oposto - seria o mesmo que baixar a cabeça diante do algoz e aceitar como legais a perfídia, o logro e a servidão.

Conforme previsível, a mídia esquerdista mostrou-se frustrada com a vitória indiscutível do “não”. Diante do fato, foi de um cinismo colossal. Seus analistas e “formadores de opinião”, sem considerar a dor dos colombianos, torceram e distorceram tudo ao sabor das próprias aspirações ideológicas. E, tal como no caso do referendo em que o Reino Unido votou contra sua permanência na falida União Europeia, e derrotou na bucha a burocracia socialista de Bruxelas, a mídia amestrada cegou para a realidade mais elementar e desconsiderou o fato de que o colombiano devota desde sempre um profundo horror às Farc e ao Partido Comunista.

Simples assim.

PS - Segundo a contabilidade da oposição, as Farc, que já financiaram com polpudos dólares do narcotráfico as campanhas presidenciais de Lula e Hugo Chávez, via o “embaixador” Olivério Medina, têm escondidos e não declarados, por baixo, só em Cuba, mais de US$ 250 bilhões.
Se quiserem, compram a Petrobras, avaliada hoje em US$ 120 bi. E em dinheiro vivo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Crivella desde criancinha...

Voltei. E o que me traz de volta é a agitação pós- primeiro-turno das eleições municipais do Rio de Janeiro, onde temos como candidatos, os igualmente indesejados Marcelo Crivella do PRB, e Marcelo Freixo, do PSOL. 

Deus sabe o quanto meus dedos vacilam, e o quanto eu queria poder não escrever isto, mas precisamos votar no Marcelo Crivella! E isto é urgente!

Trata-se de um estratagema meu para manter erguida a direita no Rio de Janeiro? Obviamente que não, pois esta sequer existe no Brasil! Também não se trata de um alinhamento - qualquer que seja -com as idéias do candidato Crivella. Trata-se apenas de uma certeza absoluta do quão  perniciosa será uma administração do Candidato do PSOL, e do quão deletério será o efeito desta administração, principalmente para as famílias brasileiras.

Não é novidade que  Marcelo Freixo defende, coaduna e promove tudo quanto é lixo moral que se possa imaginar, desde a simples liberação das drogas à anistia absoluta à criminosos menores de idade, mesmo confirmada a hediondez do crime cometido. Não é novidade que Freixo defenda o assassinato de crianças no ventre das mães, mais popularmente conhecido como 'Aborto"; não é novidade que Freixo defenda o vandalismo e a depredação violenta como forma de manifestação lícita. Nada disto é novidade. O que é estranho, é que pessoas de bem, de boa índole, declarem intenção de voto num candidato com teses sobre moralidade e justiça tão alheias ao bem comum e à conservação de uma sociedade sadia. 

O referido Candidato, ainda defende a implantação da Ideologia de Gênero nas escolas, que segundo seus idealizadores viria para combater uma tal de 'homofobia". Esta ideologia apregoa, trocando em miúdos, que meninas não nascem meninas, e que meninos não nascem meninos, mas que ser "menino" ou "menina" é uma construção da sociedade. Pregam, estes arautos da sacanagem, que a criança deve ser livre para escolher se quer ser um menino ou uma menina, mesmo que seu sexo biológico grite o oposto. Daí para o homossexualismo é um piscar de olhos. 

Marcelo Freixo é comunista, e para o comunista, a Família com seus valores sustentaculares, é um obstáculo inaceitável para a utopia socialista. Para o comunista ela precisa ser destruída. Logo, é imprescindível incutir nas crianças, desde tenra idade, o relativismo moral.

Mas aí, objetam os militantes virtuais do Freixo: "Ah, que bobeira! O prefeito não tem autoridade para interferir em nada disso! Aborto, liberação das drogas, etc... não são de ingerência do prefeito!" Com a exceção da ideologia de gênero nas escolas municipais, cuja orientação é atribuição da prefeitura, de fato não são. Mas o prefeito tem armas suficientes para criar na sociedade uma cultura propícia para a aceitação destas práticas, e para gerar uma hegemonia cultural, que no caso, fará com que as pessoas pensem de forma socialista sem que se dêem conta disso. Quantos dos que nas manifestações de 2013 criam estarem agindo de forma socialista, quando clamaram escandalosamente por mais intervenção estatal ao pedirem mais "educação", mais "saúde", mais "oportunidades" da parte do estado?  Eis as benesses da filosofia de António Gramsci que plasma os pulmões do Brasil.

Além disso, o partido do candidato Marcelo Freixo, serve a uma ideologia que, além de afundar o Brasil a níveis nunca vistos na história, e além de ter gerado miséria por cada pedaço de terra por onde passou, é profundamente internacionalista em sua essência. 

Marcelo Freixo, diferentemente do insosso Crivella, serve a uma ideologia que tem um projeto de poder a níveis continentais, o que se torna patente observando a história do Foro de São Paulo, pela leitura atenta de suas atas, e pela observação dos acontecimentos políticos na América Latina. 

Marcelo Freixo é um problema que pode ser evitado. É um lixo que podemos e temos a obrigação moral de não aceitar.

É por essas e outras que, neste momento dramático, sou Crivella desde criancinha...


sábado, 11 de julho de 2015

O Santo Padre, o Comuno-indio-cocaleiro e o presente maldito: a Prudência do Papa contra a astúcia de Satanás!

Percorreram o mundo das redes sociais, as famigeradas imagens nas quais o Santo Padre, Sua ( e minha..rs..) Santidade, Papa Francisco, é presenteado com um tosco, bizarro e afrontoso presente: Nosso Senhor Jesus Cristo Crucificado sob a Foice e o Martelo, símbolo do mortífero comunismo.

Mal as fotos caíram na rede, logo pulularam centenas de milhares de “vaticanólogos”, “papólogos” e tantos “ólogos” quantos se possam pensar, alcunhando o Santo Padre de Comunista, Adulador de genocidas, dentre outros epípetos e alcunhas estapafúrdias. Fico intrigado com a capacidade que as pessoas possuem de emitir pareceres definitivos sobre temas delicados, sem a devida meditação, oração e discernimento.

Deixa-me igualmente intrigado, a quantidade de “Prefeitos da Congregação para a Doutrina de Fé”, que ex-nihilo surgem, emitindo as mais veementes sentenças sobre – vejam que loucura! – o Sumo Pontífice!

Obviamente que este que vos fala também encontra-se entre os que precisam meditar, orar e clamar ao Espírito Santo o devido discernimento das coisas, mas me ocorrem algumas reflexões as quais gostaria de humildemente partilhar.

O que esperavam os “ólogos” de serviço nos plantões dos tribunais das redes sociais que fizesse o santo Padre? Que cuspisse, quebrasse ou rejeitasse o presente?

Ora amigos, sabemos que o comuno-maluco-índio-cocaleiro-presidente da Bolívia, Evo Morales, há muito quer a Igreja banida das terras bolivianas para levar a diante seu projeto Socialista, seguindo à risca as instruções de Karl Marx. Ora, o que aconteceria com os católicos da Bolívia, caso o Papa, no fechar das cortinas de sua visita à Bolívia, quebrasse, cuspisse, ou rejeitasse diante das câmeras e do mundo, o maldito presente?

Na minha concepção - e aqui deixo claro que posso estar equivocado, porém, parece-me o mais acertado – o que o índio-comuno-maluco pretendia era criar um incidente diplomático, para ter fundamentos para cortar relações com a Santa Sé, e acirrar a perseguição aos católicos bolivianos. Logo, neste caso, creio que o Santo Padre foi prudente.

Se refletirmos com carinho, o mesmo aconteceu com Pio XII, porém em outras circunstâncias. Alguns acusam Pio XII de ter silenciado diante da barbárie Nazista sobre os Judeus. Porém, estudos minuciosos, expostos nos livros de Gordon Thomas e de Andreas Tornieri sobre o “Papa dos Judeus” (ou “Os Judeus do Papa”, como o faz Thomas), mostram que Pio XII não rechaçou Hitler publicamente, como certamente seu coração o impulsionava, devido ao receio que se acirrasse ainda mais o derramamento de sangue de Católicos e Judeus. Porém, os livros relatam que Pio XII promoveu a maior ação de acolhimento de Judeus perseguidos durante a Segunda Guerra Mundial.

Ora, pergunto-me novamente: o que aconteceria com os católicos da Bolívia, caso o Santo Padre reprovasse publicamente o maldito presente?

Outrora, também Pio XI teve que ceder a acordos com Mussolini, o Tratado do Latrão, em nome da diplomacia. Parece-me que esquecem os “ólogos” de antenas ligadíssimas, que o Vaticano além de sede da Igreja de Cristo, é também um estado soberano com representações diplomáticas em quase todos os países do mundo, e que sua relação com esses países, influencia diretamente sobre a vida dos católicos daquele país. De maneira que administrar a Igreja Universal não é o mesmo que administrar uma paróquia provinciana.

Além do mais, há algo nesta história que fala mais do que palavras... isto:

E isto:


 E isto:


Tanto no vídeo, quanto nas fotos, o Papa fica visivelmente perplexo!


Como muito acertadamente expõe o blogueiro Jorge Ferraz, no seublog Deus lo Vult! :

 “O olhar de desprezo de Sua Santidade diante da paspalhice do boliviano cocaleiro é a mais eloquente declaração anticomunista que o Papa Francisco poderia dar. E, ao contrário do que acontece com entrevistas, diante de cara feia não dá pra tergiversar, pra distorcer, pra suscitar conflito interpretativo nem nada do tipo.

O semblante sisudo é inequívoco, universalmente compreensível, insofismável. O sorriso aguado posterior, protocolar, não elide a força do símbolo desta cara de desgosto. Aqui está a imagem que vale mais do que mil palavras. Aqui está o tratamento de asco e repulsa que o comunismo merece. Às claras, sem ruído, sem margem para má interpretação.”

E continua o Blogueiro:

“Porque, como muitos argutamente perceberam, sob uma determinada ótica a escultura é até apropriada: de fato, há mais de século a foice e o martelo vêm pregando Cristo na Cruz.”

Obviamente a citação acima representa uma troça com o ocorrido, mas que fala da histórica saga da Foice e do Martelo tentando destruir o sentido da Cruz.
Na verdade, creio que a guerra é contra a Cruz de Cristo. Sempre foi e sempre será!

Quanto a mim, prefiro - ao invés de murmurar e lançar anátemas contra o Papa - rezar pelo seu reinado e confiar no FATO de que a Bem-Aventurada Sempre Virgem Maria, (Aquela a qual sob os pés o Santo Padre depositou o "ícone de lúcifer" com o qual foi presenteado) SEMPRE cuida com exímia destreza materna, do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja. 

Ela, a esmagadora das heresias tem experiência em esmagar serpentes: o Papa não poderia ter deixado o tal objeto em lugar melhor!

 Viva o Papa!

Salve Maria Santíssima.


terça-feira, 7 de abril de 2015

POR QUE O NAZISMO ERA SOCIALISMO E POR QUE O SOCIALISMO É TOTALITÁTRIO


Por George Reisman*

Minha intenção é expor dois pontos principais: (1) Mostrar que a Alemanha Nazista era um estado socialista, e não capitalista. E (2) mostrar por que o socialismo, compreendido como um sistema econômico baseado na propriedade estatal dos meios de produção, necessariamente requer uma ditadura totalitária.

A caracterização da Alemanha Nazista como um estado socialista foi uma das grandes contribuições de Ludwig von Mises.

Quando nos recordamos de que a palavra “Nazi” era uma abreviatura de “der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei” — Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães—, a caracterização de Mises pode não parecer tão notável. O que se poderia esperar do sistema econômico de um país comandado por um partido com “socialista” no nome além de ser socialista?

Não obstante, além de Mises e seus leitores, praticamente ninguém pensa na Alemanha Nazista como um estado socialista. É muito mais comum se acreditar que ela representou uma forma de capitalismo, aquilo que comunistas e marxistas em geral têm alegado.

A base do argumento de que a Alemanha Nazista era capitalista é o fato de que a maioria das indústrias foi aparentemente deixada em mãos privadas.

O que Mises identificou foi que a propriedade privada dos meios de produção existia apenas nominalmente sob o regime Nazista, e que o verdadeiro conteúdo da propriedade dos meios de produção residia no governo alemão. Pois era o governo alemão e não o proprietário privado nominal quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.

A posição do que se alega terem sido proprietários privados era reduzida essencialmente à função de pensionistas do governo, como Mises demonstrou.

A propriedade governamental “de fato” dos meios de produção, como Mises definiu, era uma consequência lógica de princípios coletivistas fundamentais adotados pelos nazistas como o de que o bem comum vem antes do bem privado e de que o indivíduo existe como meio para os fins do estado. Se o indivíduo é um meio para os fins do estado, então, é claro, também o é sua propriedade. Do mesmo modo em que ele pertence ao estado, sua propriedade também pertence.

Mas o que especificamente estabeleceu o socialismo “de fato” na Alemanha Nazista foi a introdução do controle de preços e salários em 1936. Tais controles foram impostos como resposta ao aumento na quantidade de dinheiro na economia praticada pelo regime nazista desde a época da sua chegada ao poder, no início de 1933. O governo nazista aumentou a quantidade de dinheiro no mercado como meio de financiar o vasto aumento nos gastos governamentais devido a seus programas de infraestrutura, subsídios e rearmamento. O controle de preços e salários foi imposto em resposta ao aumento de preços resultante desta inflação.

O efeito causado pela combinação entre inflação e controle de preços foi a escassez, ou seja, a situação na qual a quantidade de bens que as pessoas tentam comprar excede a quantidade disponível para a venda.

As escassezes, por sua vez, resultam em caos econômico. Não se trata apenas da situação em que consumidores que chegam mais cedo estão em posição de adquirir todo o estoque de bens, deixando o consumidor que chega mais tarde sem nada — uma situação a que os governos tipicamente respondem impondo racionamentos. Escassezes resultam em caos por todo o sistema econômico. Elas tornam aleatória a distribuição de suprimentos entre as regiões geográficas, a alocação de um fator de produção dentre seus diferentes produtos, a alocação de trabalho e capital dentre os diferentes ramos do sistema econômico.

Face à combinação de controle de preços e escassezes, o efeito da diminuição na oferta de um item não é, como seria em um mercado livre, o aumento do preço e da lucratividade, operando o fim da diminuição da oferta, ou a reversão da diminuição se esta tiver ido longe demais. O controle de preços proíbe o aumento do preço e da lucratividade. Ao mesmo tempo, as escassezes causadas pelo controle de preços impedem que aumentos na oferta reduzam o preço e a lucratividade de um bem. Quando há uma escassez, o efeito de um aumento na oferta é apenas a redução da severidade desta escassez. Apenas quando a escassez é totalmente eliminada é que um aumento na oferta necessita de uma diminuição no preço, trazendo consigo uma diminuição na lucratividade.

Como resultado, a combinação de controle de preços e escassezes torna possíveis movimentos aleatórios de oferta sem qualquer efeito no preço ou na lucratividade. Nesta situação, a produção de bens dos mais triviais e desimportantes, como bichinhos de pelúcia, pode ser expandida à custa da produção dos bens importantes e necessários, como medicamentos, sem efeito sobre o preço ou lucratividade de nenhum dos bens. O controle de preços impediria que a produção de remédios se tornasse mais lucrativa, conforme a sua oferta fosse diminuindo, enquanto a escassez mesmo de bichinhos de pelúcia impediria que sua produção se tornasse menos lucrativa conforme sua oferta fosse aumentando.

Como Mises demonstrou,  para lidar com os efeitos indesejados decorrentes do controle de preços, o governo deve abolir o controle de preços ou ampliar tais medidas, precisamente, o controle sobre o que é produzido, em qual quantidade, por meio de quais métodos, e a quem é distribuído, ao qual me referi anteriormente. A combinação de controle de preços com estas medidas ampliadas constituem a socialização “de fato” do sistema econômico. Pois significa que o governo exerce todos os poderes substantivos de propriedade.

Este foi o socialismo instituído pelos nazistas. Mises o chama de modelo alemão ou nazista de socialismo, em contraste ao mais óbvio socialismo dos soviéticos, ao qual ele chama de modelo russo ou bolchevique de socialismo.

O socialismo, é claro, não acaba com o caos causado pela destruição do sistema de preços. Ele apenas perpetua esse caos. E se introduzido sem a existência prévia de controle de preços, seu efeito é inaugurar este mesmo caos. Isto porque o socialismo não é um sistema econômico verdadeiramente positivo. É meramente a negação do capitalismo e seu sistema de preços. E como tal, a natureza essencial do socialismo é a mesma do caos econômico resultante da destruição do sistema de preços por meio do controle de preços e salários.

(Quero demonstrar que a imposição de cotas de produção no estilo bolchevique de socialismo, com a presença de incentivos por todos os lados para que estas sejam excedidas, é uma fórmula certa para a escassez universal da mesma forma como ocorre quando se controla preços e salários.)

No máximo, o socialismo meramente muda a direção do caos. O controle do governo sobre a produção pode tornar possível uma maior produção de alguns bens de especial importância para si mesmo, mas faz isso à custa de uma devastação de todo o resto do sistema econômico. Isto porque o governo não tem como saber dos efeitos no resto do sistema econômico da sua garantia da produção dos bens aos quais atribui especial importância.

Os requisitos para a manutenção do sistema de controle de preços e salários trazem à luz a natureza totalitária do socialismo — mais obviamente, é claro, na variante alemã ou nazista de socialismo, mas também no estilo soviético.

Podemos começar com o fato de que o autointeresse financeiro dos vendedores operando sob o controle de preços seja de contornar tais controles e aumentar seus preços. Compradores, antes impossibilitados de obter os bens, estão dispostos a — na verdade, ansiosos para — pagar estes preços mais altos como meio de garantir os bens por eles desejados. Nestas circunstâncias, o que pode impedir o aumento dos preços e o desenvolvimento de um imenso mercado negro?

A resposta é a combinação de penas severas com uma grande probabilidade de ser pego e, então, realmente punido. É provável que meras multas não gerem a dissuasão necessária. Elas serão tidas como simplesmente um custo adicional. Se o governo deseja realmente fazer valer o controle de preços, é necessário que imponha penalidades comparadas àquelas dos piores crimes.

Mas a mera existência de tais penas não é o bastante. O governo deve tornar realmente perigosa a condução de transações no mercado negro. Deve fazer com que as pessoas temam que agindo desta forma possam, de alguma maneira, ser descobertas pela polícia, acabando na cadeia. Para criar tal temor, o governo deve criar um exército de espiões e informantes secretos. Por exemplo, o governo deve fazer com que o dono da loja e o seu cliente tenham medo de que, caso venham a se engajar em uma transação no mercado negro, algum outro cliente na loja vá lhe informar.

Devido à privacidade e sigilo em que muitas transações no mercado negro ocorrem, o governo deve ainda fazer com que qualquer participante de tais transações tenha medo de que a outra parte possa ser um agente da polícia tentando apanhá-lo. O governo deve fazer com que as pessoas temam até mesmo seus parceiros de longa data, amigos e parentes, pois até eles podem ser informantes.

E, finalmente, para obter condenações, o governo deve colocar a decisão sobre a inocência ou culpa em casos de transações no mercado negro nas mãos de um tribunal administrativo ou seus agentes de polícia presentes. Não pode contar com julgamentos por júris, devido à dificuldade de se encontrar número suficiente de jurados dispostos a condenar a vários anos de cadeia um homem cujo crime foi vender alguns quilos de carne ou um par de sapatos acima do preço máximo fixado.

Em suma, a partir daí o requisito apenas para a aplicação das regulamentações de controle de preços é a adoção de características essenciais de um estado totalitário, nominalmente o estabelecimento de uma categoria de “crimes econômicos”, em que a pacífica busca pelo autointeresse material é tratada como uma ofensa criminosa grave. Para tanto é necessário o estabelecimento de um aparato policial totalitário, repleto de espiões e informantes, com o poder de prisões arbitrárias.

Claramente, a imposição e a fiscalização do controle de preços requerem um governo similar à Alemanha de Hitler ou à Rússia de Stalin, no qual praticamente qualquer pessoa pode ser um espião da polícia e no qual uma polícia secreta existe e tem o poder de prender pessoas. Se o governo não está disposto a ir tão longe, então, nesta medida, o controle de preços se prova inaplicável e simplesmente entra em colapso. Nesse caso, o mercado negro assume maiores proporções.

(Observação: não estou sugerindo que o controle de preços foi a causa do reino de terror instituído pelos nazistas. Estes iniciaram seu reino de terror bem antes da decretação do controle de preços. Como resultado, o controle de preços foi decretado em um ambiente feito para a sua aplicação.)

As atividades do mercado negro exigem o cometimento de outros crimes. Sob o socialismo “de fato”, a produção e a venda de bens no mercado negro exige o desafio às regulamentações governamentais no que diz respeito à produção e à distribuição, bem como o desafio ao controle de preços. Por exemplo, o governo pretende que os bens que são vendidos no mercado negro sejam distribuídos de acordo com seu planejamento, e não de acordo com o do mercado negro. O governo pretende, igualmente, que os fatores de produção usados para se produzir aqueles bens sejam utilizados de acordo com o seu planejamento, e não com o propósito de suprir o mercado negro.

Sobre um sistema socialista “de direito”, como o que existia na Rússia soviética, no qual o ordenamento jurídico do país aberta e explicitamente tornava o governo o proprietário dos meios de produção, toda a atividade do mercado negro, necessariamente, exige a apropriação indébita ou o roubo da propriedade estatal. Por exemplo, considerava-se que os trabalhadores e gerentes de fábricas na Rússia soviética que tiravam produtos destas para vender no mercado negro estavam roubando matéria-prima fornecida pelo estado.

Além disso, em qualquer tipo de estado socialista — nazista ou comunista —, o plano econômico do governo é parte da lei suprema do país. Temos uma boa ideia de quão caótico é o chamado processo de planejamento do socialismo. O distúrbio adicional causado pelo desvio, para o mercado negro, de suprimentos de produção e outros bens é algo que o estado socialista toma como um ato de sabotagem ao planejamento econômico nacional. E sabotagem é como o ordenamento jurídico dos estados socialistas se refere a isto. Em concordância com este fato, atividades de mercado negro são, com frequência, punidas com pena de morte.

Um fato fundamental que explica o reino de terror generalizado encontrado sob o socialismo é o incrível dilema em que o estado socialista se coloca em relação à massa de seus cidadãos. Por um lado, o estado assume total responsabilidade pelo bem-estar econômico individual. O estilo de socialismo russo ou bolchevique declara abertamente esta responsabilidade — esta é a fonte principal do seu apelo popular. Por outro lado, o estado socialista desempenha essa função de maneira desastrosa, tornando a vida do indivíduo um pesadelo.

Todos os dias de sua vida, o cidadão de um estado socialista tem de perder tempo em infindáveis filas de espera. Para ele, os problemas enfrentados pelos americanos com a escassez de gasolina nos anos 1970 são normais; só que ele não enfrenta este problema em relação à gasolina — pois ele não tem um carro e nem a esperança de ter — mas sim em relação a itens de vestuários, verduras, frutas, e até mesmo pão.

Pior ainda: ele é forçado a trabalhar em um emprego que não foi por ele escolhido e que, por isso, deve odiar. (Já que sob escassezes, o governo acaba por decidir a alocação de trabalho da mesma maneira que faz com a alocação de fatores de produção materiais.) E ele vive em uma situação de inacreditável superlotação, com quase nenhuma chance de privacidade. Frente à escassez habitacional, pessoas estranhas são designados pelo governo a morarem juntas; famílias são obrigadas a compartilhar apartamentos. Um sistema de passaportes e vistos internos é adotado a fim de limitar a severidade da escassez habitacional em áreas mais desejáveis do país. Expondo suavemente, uma pessoa forçada a viver em tais condições deve ferver de ressentimento e hostilidade.

Contra quem seria lógico que os cidadãos de um estado socialista dirigissem seu ressentimento e hostilidade se não o próprio estado socialista? Contra o mesmo estado socialista que proclamou sua responsabilidade pela vida deles, prometeu uma vida de bênção, e que é responsável por proporcionar-lhes uma vida de inferno. De fato, os dirigentes de um estado socialista vivem um dilema no qual diariamente encorajam o povo a acreditar que o socialismo é um sistema perfeito em que maus resultados só podem ser fruto do trabalho de pessoas más. Se isso fosse verdade, quem poderiam ser estas pessoas más senão os próprios líderes, que não apenas tornaram a vida um inferno, mas perverteram a este ponto um sistema supostamente perfeito?

A isso se segue que os dirigentes de um estado socialista devem temer seu povo. Pela lógica das suas ações e ensinamentos, o fervilhante e borbulhante ressentimento do povo deveria jorrar e engoli-los numa orgia de vingança sangrenta. Os dirigentes sentem isso, ainda que não admitam abertamente; e, portanto, a sua maior preocupação é sempre manter fechada a tampa da cidadania.

Consequentemente, é correto, mas bastante inadequado, dizer apenas que “o socialismo carece de liberdade de imprensa e expressão.” Carece, é claro, destas liberdades. Se o governo é dono de todos os jornais e gráficas, se ele decide para quais propósitos a prensa e o papel devem ser disponibilizados, então obviamente nada que o governo não desejar poderá ser impresso. Se a ele pertencem todos os salões de assembléias e encontros, nenhum pronunciamento público ou palestra que o governo não queira não poderá ser feita. Mas o socialismo vai muito além da mera falta de liberdade de imprensa e de expressão.

Um governo socialista aniquila totalmente estas liberdades. Transforma a imprensa e todo foro público em veículos de propaganda histérica em prol de si mesmo, e pratica cruéis perseguições a todo aquele que ouse desviar-se uma polegada da linha do partido oficial.

A razão para isto é o medo que o dirigente socialista tem do povo. Para se proteger, eles devem ordenar que o ministério da propaganda e a polícia secreta façam de tudo para reverter este medo. O primeiro deve tentar desviar constantemente a atenção do povo quanto à responsabilidade do socialismo, e dos dirigentes socialistas, em relação à miséria do povo. O outro deve desestimular e silenciar qualquer pessoa que possa, mesmo que remotamente, sugerir a responsabilidade do socialismo ou de seus dirigentes em relação à miséria do povo — ou seja, deve desestimular qualquer um que comece a mostrar sinais de estar pensando por si mesmo.

É por causa do terror dos dirigentes, e da sua necessidade desesperada de encontrar bodes-expiatórios para as falhas do socialismo, que a imprensa de um país socialista está sempre cheia de histórias sobre conspirações e sabotagens estrangeiras, e sobre corrupção e mau gerenciamento da parte de oficiais subordinados, e por que, periodicamente, é necessário desmascarar conspirações domésticas e sacrificar oficiais superiores e facções inteiras do partido em gigantescos expurgos.

E é por causa do seu terror, e da sua necessidade desesperada de esmagar qualquer suspiro de oposição em potencial, que os dirigentes do socialismo não ousam permitir nem mesmo atividades puramente culturais que não estejam sob o controle do estado. Pois se o povo se reúne para uma amostra de arte ou um sarau de literário que não seja controlado pelo estado, os dirigentes devem temer a disseminação de idéias perigosas. Quaisquer idéias não-autorizadas são idéias perigosas, pois podem levar o povo a pensar por si mesmo e, a partir daí, começar a pensar sobre a natureza do socialismo e de seus dirigentes. Estes devem temer a reunião espontânea de qualquer punhado de pessoas em uma sala, e usar a polícia secreta e seu aparato de espiões, informantes, e mesmo o terror para impedir tais encontros ou ter certeza de que seu conteúdo é inteiramente inofensivo do ponto de vista do estado.

O socialismo não pode ser mantido por muito tempo, exceto por meio do terror. Assim que o terror é relaxado, ressentimento e hostilidade logicamente começam a jorrar contra seus dirigentes. O palco está montado, então, para uma revolução ou uma guerra civil. De fato, na ausência de terror, ou, mais corretamente, de um grau suficiente de terror, o socialismo seria caracterizado por uma infindável série de revoluções e guerras civis, conforme cada novo grupo dirigente se mostrasse tão incapaz de fazer o socialismo funcionar quanto foram seus predecessores.

A inescapável conclusão a ser traçada é a de que o terror experimentado nos países socialistas não foi simplesmente culpa de homens maus, como Stalin, mas sim algo que brota da natureza do sistema socialista. Stalin vem à frente porque sua incomum perspicácia e disposição ao uso do terror foram as características específicas mais necessárias para um líder socialista se manter no poder. Ele ascendeu ao topo por meio de um processo de seleção natural socialista: a seleção do pior.

Por fim, é necessário antecipar um possível mal-entendido em relação à minha tese de que o socialismo é totalitário por natureza. Diz respeito aos países supostamente socialistas dirigidos por social-democratas, como a Suécia e outros países escandinavos, que claramente não são ditaduras totalitárias.

Neste caso, é necessário que se entenda que não sendo estes países totalitários, não são também socialistas. Os partidos que os governam podem até sustentar o socialismo como sua filosofia e seu fim último, mas socialismo não é o que eles implementaram como seu sistema econômico. Na verdade, o sistema econômico vigente em tais países é a economia de mercado obstruída, como Mises definiu. Ainda que seja mais obstruído do que o nosso em aspectos importantes, seu sistema econômico é essencialmente similar ao nosso, no qual a força motora característica da produção e da atividade econômica não é o governo, mas sim a iniciativa privada motivada pela perspectiva de lucro.

A razão pela qual social-democratas não estabelecem o socialismo quando estão no poder, é que eles não estão dispostos a fazer o que seria necessário. O estabelecimento do socialismo como um sistema econômico requer um ato maciço de roubo — os meios de produção devem ser expropriados de seus donos e tomados pelo estado. É virtualmente certo que tais expropriações provoquem grande resistência por parte dos proprietários, resistência que só pode ser vencida pelo uso de força bruta.

Os comunistas estavam e estão dispostos a usar esta força, como evidenciado na União Soviética. Seu caráter é o dos ladrões armados preparados para matar caso isso seja necessário para dar cabo dos seus planos. O caráter dos social-democratas, em contraste, é mais próximo ao dos batedores de carteira: eles podem até falar em coisas grandiosas, mas não estão dispostos a praticar a matança que seria necessária; e desistem ao menor sinal de resistência séria.

Já os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque, como vimos, eles estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços, que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força.

Creio ter demonstrado que o socialismo — o socialismo de verdade — é totalitário pela sua própria natureza.

*Tradução de Fábio M. Ostermann

Estraído de http://tercalivre.com/

"O Brasil 'fez' a Venezuela." Olavo de Carvalho, em entrevista ao jornal A Tarde


O filósofo e professor Olavo de Carvalho é hoje o maior expoente do pensamento de direita em âmbito nacional. Nesta entrevista realizada por e-mail, o filósofo, residente dos EUA, diz que o reavivamento da direita é resposta à prepotência da esquerda que desembocou no assalto aos cofres públicos. Mas ele aponta que somente a "inteligência individual" é capaz de contrapor-se à esquerda em uma "guerra cultural". 

Muitos brasileiros foram às ruas no domingo (15/03) impulsionados, em sua maioria, pelo escândalo do Petrolão e pedindo a deposição da presidente Dilma Roussef. O senhor entende que seja a corrupção sistemática, como apontou o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, o mal maior gerado nos governos petistas?

Sem dúvida, mas esse mal não surgiu sozinho. Ele nasceu desde dentro de um vasto projeto de poder e é parte integrante desse projeto. Afinal, os crimes de corrupção não foram cometidos para enriquecer este ou aquele indivíduo isoladamente, mas para financiar o PT. Esse é o mal mais vistoso, mas ele não é a raiz, é o resultado final de um processo corruptor muito mais profundo, que começou com a adoção da estratégia de Antonio Gramsci para a tomada do poder e assumiu forma decisiva com a fundação do Foro de São Paulo de 1990. O projeto de Antonio Gramsci consiste basicamente em ludibriar toda a sociedade para que aceite o socialismo sem percebê-lo, até que o partido que comanda o processo adquira - são palavras dele - "o poder invisível e onipresente de um imperativo categórico de um mandamento divino". Nessa perspectiva, o Partido é o único juiz de si mesmo e pode fazer o que bem entenda, sem prestar contas à população e sem nem lhe explicar o que está acontecendo. A corrupção financeira é apenas o aspecto mais exterior que acaba assumindo a corrupção muito mais profunda de toda vida social e política. O Foro de São Paulo se arroga o direito de governar em segredo um continente inteiro, determinando o curso da vida de dezenas de povos, sem lhes prestar a mínima satisfação e, é claro, sem jamais se submeter ao seu julgamento moral. O direito de roubar é só a expressão financeira do direito mais geral de ludibriar.

Esse foi o primeiro movimento de massas identificado com a direita desde o início do governo Sarney. Como o senhor entende esse período de acabrunhamento da direita e o que a fez despertar neste momento?

A estratégia de Antonio Gramsci inclui como elemento essencial a "ocupação de espaços", que significa preencher com elementos da esquerda todos os postos na educação, na mídia, nas instituições culturais e, por fim, na administração pública, tomando de uma possível oposição direitista todos os meios de se fazer ouvir. Nos anos 90, essa operação já foi coroada de sucesso, de modo que já não havia uma oposição de direita não somente no Parlamento, mas em parte alguma. Lula celebrava como apoteose da democracia o fato de que nas eleições presidenciais todos os candidatos fossem de esquerda. A esquerda tinha o monopólio absoluto da palavra, o restante da sociedade caiu na "espiral do silêncio" e perdeu até todo o desejo de falar. Foi só quando a prepotência da esquerda assumiu a forma do assalto geral e cínico aos cofres públicos, que a opinião excluída acabou por se ver praticamente obrigada a manifestar-se de novo.

O senhor é apontado por muitos líderes destes movimentos que pedem a saída de Dilma e que são contra o comunismo como o responsável pela quebra de uma "espiral de silêncio" que marginalizava o pensamento à direita. O senhor vislumbra para os próximos anos um ambiente favorável a verdadeiros debates, uma vez que o pensamento de esquerda é hegemônico entre profissionais de imprensa, na academia e no meio artístico?

A esquerda dominante jamais aceitará o debate franco, pois sabe que vive de mentirinhas tolas e que num confronto honesto sairá sempre perdendo. Sua única esperança é tapar definitivamente as bocas dos discordantes para que não mostrem que o rei está nu. Se queremos restaurar a possibilidade de um debate franco, teremos de impor isso à força.

Em um dos artigos de "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota", o senhor explica porque não é um liberal, mas um conservador. Vê-se nos movimentos a união destas duas correntes. Isto demonstra a incipiência desta nova direita? Qual diferenciação o senhor faz entre elas?

Basicamente, liberais (especialmente libertarians) e conservadores se distinguem porque os primeiros privilegiam a argumentação econômica, fazendo vista grossa à guerra cultural,  que é justamente o ponto principal da estratégia da esquerda. Conservadores, por seu lado, insistem na argumentação cultural e moral ao ponto de às vezes, deixar-se enganar pelo conservadorismo moralista de um Vladimir Putin. Nenhuma corrente ideológica é jamais inteligente o bastante para se mover com agilidade entre as sutilezas da vida política. Só inteligência individual é capaz de dar conta das ambiguidades e astúcias de uma situação política em mutação veloz.

O senhor vem denunciando há anos a influência do Foro de São Paulo sobre a política brasileira e da América Latina. O governo brasileiro não se manifesta contra o que ocorre na Venezuela, por exemplo, onde opositores são presos ou mortos. O Brasil pode chegar a isso?

Acho até engraçado quando ouço advertir que "o Brasil pode virar uma Venezuela". O Brasil "fez" a Venezuela. No discurso do décimo quinto aniversário do Foro de São Paulo, o senhor. Lula confessou isso abertamente. O regime Hugo Chavez foi concebido no Brasil e criado através do Foro de São Paulo. Em segundo lugar, até muito recentemente, a Venezuela estava muito melhor que o Brasil, pois lá havia uma oposição atuante e combativa, enquanto o nosso povo, aceitava com passividade bovina e silêncio de pedra toda imposição do esquerdismo dominante.

Qual a gravidade de o PT ser ligado ao Foro de São Paulo? Por que o senhor defende que o Foro de São Paulo deve ser excluído da política brasileira?

Em primeiro lugar, o Foro articula, numa estratégia global, partidos legais e organizações criminosas de terroristas, de narcotraficantes, de sequestradores. Isso faz dele, como um todo, uma organização criminosa. Em segundo lugar, o Foro atuou de maneira clandestina, negando sua própria existência, até quando foi forçado a admiti-la pelas denúncias sucessivas que eu mesmo divulguei. Como se pode admitir que a política de um país ou, pior ainda, de vários deles, seja determinada por uma entidade clandestina, calculada, nas palavras do senhor Lula "para que ninguém soubesse do que estávamos falando"? Como pode haver normalidade democrática se as decisões são tomadas em conluio com criminosos estrangeiros e se nós, o povo, não temos sequer o direito de saber do que eles estão falando?

O senhor também é um grande crítico do sistema educacional brasileiro. De que forma esta "deseducação" contribui para a formação da hegemonia à esquerda?

A doença principal da educação brasileira foi a adoção do sistema de alfabetização chamado "socioconstrutivista", criado inteiramente por estrategistas comunistas como Lev Vigotsky, Emilia Ferreiro e Paulo Freire para transformar as crianças em servos dóceis de um movimento político, com total desprezo pelo desenvolvimento real das suas capacidades. Hoje em dia está mais do que provado que o sistema socioconstrutivista destrói a inteligência das crianças e produz até mesmo lesões cerebrais. Os responsáveis pela adoção desse sistema são diretamente culpados pelo fracasso retumbante das nossas crianças, amplamente comprovado pelos testes internacionais. Esses homens não são educadores, são criminosos

O senhor defende uma hegemonia da direita? Em que ela seria mais saudável que a atual hegemonia?

Já tivemos uma hegemonia da direita durante o regime militar. Ela fez algumas coisas boas na esfera econômica mas, por ter idéias estereotipadas sobre o comunismo e nada entender da estratégia gramsciana, deixou o campo livre para que a esquerda se apossasse da mídia, do mundo editorial e do sistema educacional. Direitismo não é atestado de inteligência.

Costuma-se apontar o PSDB como a direita brasileira, e aqueles que protestam contra os governos petistas como "golpistas", representantes de uma "elite branca opressora". O que há de errado nestas qualificações?

Não se pode falar do PSDB inteiro, onde há homens bons e maus. O que é certo é que seus líderes mais destacados, como Fernando Henrique Cardoso e José Serra, estão comprometidos até à medula com o esquema do Foro de São Paulo. Estão entre os seus maiores aliados e protetores. Isso remonta pelo menos a 1993, quando o senhor. Fernando Henrique Cardoso teve uma reunião secreta com os dirigentes do Foro e os do "Diálogo Interamericano" que é o think tank da ala mais esquerdista do Partido Democrata Americano. O que se tem feito para esconder o conteúdo das decisões ali tomadas forma uma das mais estranhas histórias de mistério do mundo. Já contei isso várias vezes e não vou me repetir aqui.

O senhor vislumbra um Brasil melhor após o 15 de março? Em que estas manifestações são distintas daquelas de 2013? Por que se diz que em 2013 o povo protestou e agora se diz que foram as elites descontentes e desejosas de um terceiro turno?

Essa opinião nem merece resposta. Basta ver as fotos e vídeos das passeatas para saber que as camadas populares estavam ali muito bem representadas, enquanto a "elite", especialmente a da mídia, fazia o possível para achincalhar o movimento e deformar a sua identidade. Termos como "burguesia", "proletariado", "elite", "povo" etc., na boca de esquerdistas, quase nunca designam conceitos descritivos, ancorados em dados da realidade. São símbolos, estereótipos, slogans e senhas que nada dizem da realidade exterior, mas expressam apenas o sentimento de identidade de um grupo ativista, a mitologia que sustenta a sua existência e unidade enquanto grupo, ao mesmo tempo que delineiam, na mente dos seus membros, a imagem do inimigo ideal a ser odiado, temido e achincalhado - inimigo que, quando não é totalmente inexistente, pelo menos jamais está no lugar onde o apontam.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Dilma, a malquista

Não houve na história do Brasil uma manifestação com iguais proporções à que vimos no dia 15 de março de 2015. Salvas as “maquiagens” numéricas e malabarismos de contagem, a contagem oficial do número de pessoas nas ruas do Brasil atingiu a marca de 2.200.000! Esta manifestação pôs “diretas já” e “caras pintada” no chinelo. Creio que o governo Dilma entendeu a mensagem: não queremos mais o PT no comando desta nação!

Uma coisa está clara: Dilma não tem como governar. Não pode pôr a cara na rua, que é imediatamente defenestrada por uma população que a detesta e que está saturada da corrupção em doses cavalares, corrupção essa que sempre existiu e sempre vai existir, mas que no governo petista foi alçada à categoria de instituição. A corrupção no governo do PT foi “institucionalizada”! Além do mais, não tem diálogo e proximidade nem com o Senado, nem com a Câmara dos deputados.

A nós não interessa como Dilma deixará o poder: se por impeachment, se por renúncia, se abduzida por extraterrestres em suas naves, se sequestrada por gnomos ou outros seres fantásticos, se por ida sem volta para cuba, se levada por águias gigantes; a nós isso não importa! Importa-nos, e isso é inegociável, que Dilma Rousseff não seja mais presidente desta nação e que o PT seja fechado, pois este deixou há muito de ser um partido político para lograr ato ao que era em potência: uma quadrilha, uma organização criminosa, uma confraria de bandidos!

sábado, 14 de março de 2015

Pedido de Impeachment protocolado e seus embasamentos jurídicos.

Foi protocolado, nesta quinta-feira pelo Deputado federal Jair Bolsonaro, o pedido de Impeachment da presidente Dilma Rousseff. O pedido é reflexo direto do clamor popular que ultimamente tem sido cada vez mais premente quanto à destituição de Dilma do cargo de presidente da República. Embora hajam oposições mais frouxas, como a do PSDB, que diz não ter o Impeachment de Dilma em sua agenda; ou do PMDB encarnado por Michel Temer, que diz serimpensável a ideia de Impeachment, uma esmagadora maioria da população exige o Impeachment, exigências as quais , prometem seus propugnadores, tomarão as ruas de várias cidades do país, em manifestações onde se estimam  proporções gigantescas, neste dia 15/03/2015.

Quanto ao embasamento jurídico para o Impeachment de Dilma Rousseff, além de obviamente sugerir a leitura da petição do deputado Jair Bolsonaro, que apresenta bases jurídicas para tal ato, sugiro a leitura do parecer do renomado Jurista Dr. Ives Gandra Martins, que diferentemente dos palpiteiros que a granel pululam na mídia, é homem de absurda erudição, com inúmeros livros publicados, e profundo conhecedor de direito Constitucional.



Além do parecer por escrito do renomado jurista, sugiro que assistam a entrevista deste mesmo Jurista no programa “The Noite”, de Danilo Gentili, no SBT, onde o Dr Ives Gandra apresenta de forma sucinta os fundamentos jurídicos para o Impeachment de Dilma.





Te cuida, Dilma...