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sábado, 26 de novembro de 2016

A herança de Fidel

Há, no Youtube, um vídeo que mostra-nos um dos últimos embates de Margaret Thatcher, no Parlamento Britânico, e neste vídeo a "Dama de Ferro" do conservadorismo destroça seu adversário político, partidário do Socialismo.  Trocando em miúdos, o que Thatcher diz a seu adversário é que o Socialismo é a política da inveja, ou seja, que os ricos não podem ser ricos pelo simples fato de que os pobres são pobres, e que para que haja igualdade entre as classes, cláusula pétrea do marxismo, deve-se fazer com que ricos fiquem mais pobres, afim de igualá-los socialmente aos mais pobres. Isto faz-se, em parte, através dos impostos, pois como o próprio nome diz, é uma tarifa "imposta" à sociedade, que na recusa de pagamento, incorre o relutante em uma determinada pena. Tendo em vista que o meu dinheiro é minha propriedade ganha às custas do meu trabalho, e que contra a minha vontade e sob a ameaça de uma penalidade em caso de recusa, o estado impõe-me um valor a ser pago para fazer algum tipo de caridade assistencialista, que em nada assemelha-se com algum tipo de caridade franciscana, isto nada mais é do que uma expropriação da minha propriedade privada: o meu dinheiro. 

Uma das formas de constatarmos a existência de algo é dedicarmos algum tempo na contemplação dos seus efeitos, por exemplo: quando Santo Tomás de Aquino, numa de suas provas racionais apodíticas da existência de Deus, diz-nos que podemos auferir algo sobre a existência de Deus, contemplando seus efeitos (Rom 1,20), pois não há efeito sem causa; ou podemos, caso queiram, aderir ao adágio popular "onde há fumaça, há fogo". Dito isto, uma das provas da existência enraizada do pensamento marxista no Brasil, cuja implantação foi sistematicamente pensada, planejada e orquestrada por políticos comunistas, professores comunistas de ciências sociais e humanas, e Intelectuais que no dialeto gramsciano são chamados "intelectuais orgânicos", é o que foi noticiado (curiosamente, tratando-se de um jornal reconhecidamente de esquerda) na Folha de São Paulo: Desigualdade cai no Brasil com todas as classes sociais ficando mais pobres . Ou seja, o discurso atávico de igualdade que impera nas rodas intelectuais e midiáticas no Brasil, rendeu-nos efeitos visíveis: o brasileiro está mais pobre. Se pudéssemos resumir o socialismo em uma única palavra, poderíamos resumi-lo com o uso da palavra miséria. 

Por onde quer que tenha passado o Socialismo, a unica coisa que pôde produzir, além de riquezas incalculáveis para o Partido Comunista e sua cúpula, foi a miséria dos povos e o assassínio voraz dos seus opositores. 

Hoje, dia em que Fidel Castro saiu da condição de Juiz iníquo de opositores políticos, para a condição de réu da Eternidade, a herança que deixa-nos é uma América Latina infestada de Socialismo. 

Fidel Castro, este finado genocida, é co-criador do Foro de São Paulo. O Foro de São Paulo é uma entidade internacionalista criada em 1990, por Fidel juntamente com Luís Inácio Lula da Silva e o então comandante das FARC, Manuel Marulanda. O objetivo do Foro de São Paulo,  de médio a longo prazo, era recriar na América Latina aquilo que havia sido perdido no Leste Europeu, com a dissolução da URSS, ou seja, um bloco de repúblicas socialistas. Mas desde a década de 60, Fidel Castro foi incansável na luta pela implantação do socialismo no Brasil, seja no suporte logístico e de inteligência através de agentes implantados no Brasil, seja pelo fornecimento de treinamento militar para membros dos movimentos revolucionários que atuavam àquela época no Brasil como o VAR-Palmares de Dilma Rousseff. 

Desde então, graças à Teoria da Panela de Pressão do General Golbery do Couto e Silva, que para aliviar a pressão da guerrilha urbana cedeu, literalmente, os ambientes universitários para a esquerda, as universidades brasileiras foram inundadas do pensamento de António Gramsci, cuja síntese de sua doutrina é: ao invés de ganhar o poder pela força, para criar uma hegemonia cultural marxista, cria-se através dos "intelectuais orgânicos" espalhados nas mídias e no universo das letras, uma hegemonia cultural marxista, para depois ganhar democraticamente o poder, utilizando-se de uma pseudo-democracia. 

Gramsci preconiza que usar armas para tomar o poder, que em sua linguagem é uma Guerra de movimento, é um gasto desnecessário de energia e munição, e que o ideal era que fosse empreendida uma guerra de posição, paulatina, que seria um processo constante de destruição dos pilares sustentaculares da Sociedade Ocidental ( a saber: direito Romano, Filosofia Grega e Moral Judaico-Cristã). É por isso que os partidos socialistas defendem o assassinato de crianças nos ventres das mães, que chamam aborto, a ideologia gay e a descriminalização das drogas. Numa sociedade com religião forte, alta cultura, e um arraigado sentimento moral o Socialismo não encontra meios de instalar-se.

Tudo isto têm sido cumprido à risca. O Brasil, cujas riquezas foram sistematicamente desviadas de seus objetivos para a manutenção do Foro de São Paulo, sofreu seu mais duro golpe com os anos de governo petista. O PT, principal representante do Foro de São Paulo no Brasil conseguiu levar à presidência o Criador do Foro de São Paulo. Desde então, foi um esbanjar sem fim do dinheiro do brasileiro - adquirido com os malditos impostos - não apenas com projetos assistencialistas malucos, mas com o financiamento de obras, via BNDES, nas republiquetas comunistas mundo afora, que fazem parte do Foro de São Paulo, como a Venezuela, países ditatoriais africanos e Cuba. Logo, qualquer análise da conjuntura política e econômica brasileira que não considere a ação do Foro de São Paulo como sangue-suga de nossas artérias, é infantil, para não dizer criminosa. 

Mesnsalão e Petrolão são efeitos diretos da existência do Foro de São Paulo, criado por Fidel e Lula. Obviamente, que o problema do Brasil, a priori, não é o comunismo. O problema do Brasil é a República. 

O Brasil está mais pobre porque ao invés de ter a riqueza como parâmetro de uma pretensa igualdade, tem a pobreza. Como não é possível uma sociedade onde todos sejam igualmente ricos, resta-nos aceitar o fato de que em qualquer sociedade sadia há ricos e pobres, e que o que os ricos têm a fazer com relação aos pobres é, por amor a Deus, praticar a caridade Cristã, esta que foi tão macaqueada pela esquerda no discurso da Teologia da Libertação. 

Hoje, dia da morte de Fidel Castro, o assassino de milhares e destruidor das esperanças do povo cubano, fica-me um sentimento de tristeza e de alegria. Explico-me: 

Tristeza: por ter morrido Fidel Castro sem conversão, até onde se sabe, e por todas as centenas de milhões de vítimas do Comunismo no mundo todo.

Alegria: deixa este mundo um assassino. Um homem que foi responsável pela morte e miséria de muitos. Uno-me em júbilo aos milhares de dissidentes e refugiados cubanos que hoje comemoram a ida do ditador comunistas desta para melhor, ou pior.

Que a Virgem de Guadalupe pouse sobre a América Latina seus santíssimos olhos, e livre-nos desta prega chamada Socialismo.





segunda-feira, 31 de outubro de 2016

E Vence o Crivella.

Marcelo Crivella (PRB) é eleito prefeito do Município do Rio de Janeiro. O Comunista Marcelo Freixo, após uma campanha sórdida, como é de costume dos que se colocam sob o símbolo do martelo e da foice, fica em terceiro lugar. Sim, isto mesmo o que eu disse, nobilíssimo leitor: ficou em terceiro lugar. Isto, porque o numero de abstenções superou o número de votos do comunista Marcelo Freixo. O que isto significa? Significa que o carioca rejeitou o socialismo de Marcelo Freixo. Comemoro hoje, não exatamente a vitória do Crivella, mas a derrota avassaladora do Freixo! O Carioca deu-se conta de que Freixo é um doido varrido, e que essa porcaria de socialismo nunca deu certo em lugar algum deste planeta. Se juntarmos ainda, as derrotas clamorosas sofridas pelos candidatos de partidos socialistas dos outros municípios Brasil afora, veremos que melhor do que ter sido o socialismo rejeitado no município do Rio de Janeiro, é ter sido rejeitado no Brasil inteiro. Sinceramente, não sei se todos os que rejeitaram os candidatos socialistas sabiam que o que rejeitavam era o “socialismo”, mas o que é certo é que rejeitavam o conjunto de ideias e práticas que são comuns ao socialismo, ou seja, mentira, roubo, banditismo político e uma agenda moral e cultural de fazer envergonhar-se o pior dos imorais.

O Povo pode não saber o que é o socialismo, mas sabe quais são as porcarias propugnadas pelos seus partidários. Coisas que só num País que respira Antônio Gramsci pode acontecer.

Se perguntam os analistas se isto reflete uma ascensão conservadora. Eu acredito que sim. Ainda que o povo não tenha lido nenhum teórico do conservadorismo, emergiu do coração deste povo, um conservadorismo reacional, o que é distinto de uma conduta reacionária.

 Neste ponto, segundo Edmund Burke, podemos caracterizar o Conservadorismo como ideologia. O povo, cansado e farto do declínio moral aviltante, do avanço galopante da criminalidade, e contemplando atônito as luzes que têm sido lançadas pela Lava-Jato sobre os crimes dos políticos, naturalmente começa a optar pelo oposto ao que têm sido escolhido nos últimos anos em termos de política. A prova disto é a forma com a qual Jair Bolsonaro é ovacionado onde quer que vá. Não digo com isto que Jair Bolsonaro seja meu ideal de político conservador, mas quero ilustrar que uma multidão identifica-se com seu discurso conservador por apresentar-se diametralmente oposto ao discurso da esquerda, que ultimamente têm protagonizado a maioria dos escândalos de corrupção que brotam a cada dia em nosso País. Se Bolsonaro investir numa vida intelectual séria – e com isto leia-se Olavo de Carvalho - ninguém poderá com o ele. Falo no professor Olavo de Carvalho, pois ninguém, absolutamente ninguém, mapeou, estudou, analisou e combateu a esquerda Brasileira como ele.

Bem, mesmo com uma horda de falsos Católicos que desfilaram pomposamente com adesivos do Freixo ao peito (que mais me pareciam uma medalha pela idiotice invencível), mesmo com uma meia dúzia de padres hereges declarando publicamente votos a favor do abortista, e com isto induzindo milhares de fiéis ao erro; mesmo com toda a militância desonesta e agressiva, e mesmo tendo Crivella como um opositor, digamos, intelectualmente fraco, o Socialismo perdeu, e o conservadorismo aparentemente se fortalece. A Arquidiocese do Rio contribuiu fundamentalmente com isso ao emitir aquela nota de esclarecimento aos católicos, como resposta à manifestação espúria dos padres hereges, que se colocaram sob a égide do “Evangelho da Libertação”, ou seja, uma interpretação marxista dos Evangelhos. Nesta nota, o Cardeal, cuja assinatura era seguida pela assinatura de vários Bispos e Padres da cúpula da Igreja, dentre eles, um incansável Padre Nivaldo Júnior, que é vigário episcopal do Vicariato Suburbano e que enfrentou nas redes sociais uma horda de “católicos militontos de esquerda”, enumera e reafirma a doutrina da Igreja sobre o “Casamento monogâmico com pessoas do sexo oposto”, ou seja, o casamento tal qual pensado por Deus, sobre a Ideologia de Gênero, que é um pensamento diabólico mais que condenado pela Igreja, e sobre a defesa da vida, onde coloca-se peremptoriamente contra o aborto. Com isto, a Igreja no Rio de Janeiro põe-se contra a agenda revolucionária socialista e reafirma-se como uma instituição conservadora, pois declara serem inegociáveis valores que moldaram a Civilização Ocidental.

Que os reverendíssimos padres tomem coragem e preguem isto destemidamente aos seus rebanhos.

Ou seja, o Socialismo perde, o Conservadorismo se fortalece.

Agora, falta não somente o carioca, mas o brasileiro de modo geral, acordarem para a existência de uma Guerra Cultural contra o Marxismo enraizado nas instituições de mídia e de ensino, estudar e ocupar estes espaços. O Brasil precisa parar de respirar Gramsci, e desinfetar os seus pulmões.


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Jovem conta o terror que é viver na Coreia do Norte [Legendado em Português]

Esta é  Park Yeon-Mi, uma fugitiva do regime comunista Norte Coreano. Ela narra-nos, debulhando-se em lágrimas, as atrocidades às quais o povo Norte - Coreano é submetido sob a bota do assassino ditador  Kim Jong-Un. 

Não compreendo, como mesmo diante de exemplos tão explícitos da mendacidade, loucura e sanha assassina do comunismo, pessoas ainda adiram a este regime, filiem-se a partidos sob esta égide ou coadunem de qualquer forma com esta ideologia. 

Só para lembrar:  Kim Jong-Un professa a mesma ideologia de Marcelo Freixo, Dilma, Lula et caterva: o Comunismo.

Um regime assim assolará o Brasil? Acho difícil. Mas só de saber que tem loucos desta estirpe, que pensam as mesmas porcarias nas altas esferas políticas do nosso país, da calafrios de asco.

Quando for votar num comunista, lembre de pessoas como esta pobre menina.



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Crivella desde criancinha...

Voltei. E o que me traz de volta é a agitação pós- primeiro-turno das eleições municipais do Rio de Janeiro, onde temos como candidatos, os igualmente indesejados Marcelo Crivella do PRB, e Marcelo Freixo, do PSOL. 

Deus sabe o quanto meus dedos vacilam, e o quanto eu queria poder não escrever isto, mas precisamos votar no Marcelo Crivella! E isto é urgente!

Trata-se de um estratagema meu para manter erguida a direita no Rio de Janeiro? Obviamente que não, pois esta sequer existe no Brasil! Também não se trata de um alinhamento - qualquer que seja -com as idéias do candidato Crivella. Trata-se apenas de uma certeza absoluta do quão  perniciosa será uma administração do Candidato do PSOL, e do quão deletério será o efeito desta administração, principalmente para as famílias brasileiras.

Não é novidade que  Marcelo Freixo defende, coaduna e promove tudo quanto é lixo moral que se possa imaginar, desde a simples liberação das drogas à anistia absoluta à criminosos menores de idade, mesmo confirmada a hediondez do crime cometido. Não é novidade que Freixo defenda o assassinato de crianças no ventre das mães, mais popularmente conhecido como 'Aborto"; não é novidade que Freixo defenda o vandalismo e a depredação violenta como forma de manifestação lícita. Nada disto é novidade. O que é estranho, é que pessoas de bem, de boa índole, declarem intenção de voto num candidato com teses sobre moralidade e justiça tão alheias ao bem comum e à conservação de uma sociedade sadia. 

O referido Candidato, ainda defende a implantação da Ideologia de Gênero nas escolas, que segundo seus idealizadores viria para combater uma tal de 'homofobia". Esta ideologia apregoa, trocando em miúdos, que meninas não nascem meninas, e que meninos não nascem meninos, mas que ser "menino" ou "menina" é uma construção da sociedade. Pregam, estes arautos da sacanagem, que a criança deve ser livre para escolher se quer ser um menino ou uma menina, mesmo que seu sexo biológico grite o oposto. Daí para o homossexualismo é um piscar de olhos. 

Marcelo Freixo é comunista, e para o comunista, a Família com seus valores sustentaculares, é um obstáculo inaceitável para a utopia socialista. Para o comunista ela precisa ser destruída. Logo, é imprescindível incutir nas crianças, desde tenra idade, o relativismo moral.

Mas aí, objetam os militantes virtuais do Freixo: "Ah, que bobeira! O prefeito não tem autoridade para interferir em nada disso! Aborto, liberação das drogas, etc... não são de ingerência do prefeito!" Com a exceção da ideologia de gênero nas escolas municipais, cuja orientação é atribuição da prefeitura, de fato não são. Mas o prefeito tem armas suficientes para criar na sociedade uma cultura propícia para a aceitação destas práticas, e para gerar uma hegemonia cultural, que no caso, fará com que as pessoas pensem de forma socialista sem que se dêem conta disso. Quantos dos que nas manifestações de 2013 criam estarem agindo de forma socialista, quando clamaram escandalosamente por mais intervenção estatal ao pedirem mais "educação", mais "saúde", mais "oportunidades" da parte do estado?  Eis as benesses da filosofia de António Gramsci que plasma os pulmões do Brasil.

Além disso, o partido do candidato Marcelo Freixo, serve a uma ideologia que, além de afundar o Brasil a níveis nunca vistos na história, e além de ter gerado miséria por cada pedaço de terra por onde passou, é profundamente internacionalista em sua essência. 

Marcelo Freixo, diferentemente do insosso Crivella, serve a uma ideologia que tem um projeto de poder a níveis continentais, o que se torna patente observando a história do Foro de São Paulo, pela leitura atenta de suas atas, e pela observação dos acontecimentos políticos na América Latina. 

Marcelo Freixo é um problema que pode ser evitado. É um lixo que podemos e temos a obrigação moral de não aceitar.

É por essas e outras que, neste momento dramático, sou Crivella desde criancinha...


terça-feira, 7 de abril de 2015

POR QUE O NAZISMO ERA SOCIALISMO E POR QUE O SOCIALISMO É TOTALITÁTRIO


Por George Reisman*

Minha intenção é expor dois pontos principais: (1) Mostrar que a Alemanha Nazista era um estado socialista, e não capitalista. E (2) mostrar por que o socialismo, compreendido como um sistema econômico baseado na propriedade estatal dos meios de produção, necessariamente requer uma ditadura totalitária.

A caracterização da Alemanha Nazista como um estado socialista foi uma das grandes contribuições de Ludwig von Mises.

Quando nos recordamos de que a palavra “Nazi” era uma abreviatura de “der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei” — Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães—, a caracterização de Mises pode não parecer tão notável. O que se poderia esperar do sistema econômico de um país comandado por um partido com “socialista” no nome além de ser socialista?

Não obstante, além de Mises e seus leitores, praticamente ninguém pensa na Alemanha Nazista como um estado socialista. É muito mais comum se acreditar que ela representou uma forma de capitalismo, aquilo que comunistas e marxistas em geral têm alegado.

A base do argumento de que a Alemanha Nazista era capitalista é o fato de que a maioria das indústrias foi aparentemente deixada em mãos privadas.

O que Mises identificou foi que a propriedade privada dos meios de produção existia apenas nominalmente sob o regime Nazista, e que o verdadeiro conteúdo da propriedade dos meios de produção residia no governo alemão. Pois era o governo alemão e não o proprietário privado nominal quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.

A posição do que se alega terem sido proprietários privados era reduzida essencialmente à função de pensionistas do governo, como Mises demonstrou.

A propriedade governamental “de fato” dos meios de produção, como Mises definiu, era uma consequência lógica de princípios coletivistas fundamentais adotados pelos nazistas como o de que o bem comum vem antes do bem privado e de que o indivíduo existe como meio para os fins do estado. Se o indivíduo é um meio para os fins do estado, então, é claro, também o é sua propriedade. Do mesmo modo em que ele pertence ao estado, sua propriedade também pertence.

Mas o que especificamente estabeleceu o socialismo “de fato” na Alemanha Nazista foi a introdução do controle de preços e salários em 1936. Tais controles foram impostos como resposta ao aumento na quantidade de dinheiro na economia praticada pelo regime nazista desde a época da sua chegada ao poder, no início de 1933. O governo nazista aumentou a quantidade de dinheiro no mercado como meio de financiar o vasto aumento nos gastos governamentais devido a seus programas de infraestrutura, subsídios e rearmamento. O controle de preços e salários foi imposto em resposta ao aumento de preços resultante desta inflação.

O efeito causado pela combinação entre inflação e controle de preços foi a escassez, ou seja, a situação na qual a quantidade de bens que as pessoas tentam comprar excede a quantidade disponível para a venda.

As escassezes, por sua vez, resultam em caos econômico. Não se trata apenas da situação em que consumidores que chegam mais cedo estão em posição de adquirir todo o estoque de bens, deixando o consumidor que chega mais tarde sem nada — uma situação a que os governos tipicamente respondem impondo racionamentos. Escassezes resultam em caos por todo o sistema econômico. Elas tornam aleatória a distribuição de suprimentos entre as regiões geográficas, a alocação de um fator de produção dentre seus diferentes produtos, a alocação de trabalho e capital dentre os diferentes ramos do sistema econômico.

Face à combinação de controle de preços e escassezes, o efeito da diminuição na oferta de um item não é, como seria em um mercado livre, o aumento do preço e da lucratividade, operando o fim da diminuição da oferta, ou a reversão da diminuição se esta tiver ido longe demais. O controle de preços proíbe o aumento do preço e da lucratividade. Ao mesmo tempo, as escassezes causadas pelo controle de preços impedem que aumentos na oferta reduzam o preço e a lucratividade de um bem. Quando há uma escassez, o efeito de um aumento na oferta é apenas a redução da severidade desta escassez. Apenas quando a escassez é totalmente eliminada é que um aumento na oferta necessita de uma diminuição no preço, trazendo consigo uma diminuição na lucratividade.

Como resultado, a combinação de controle de preços e escassezes torna possíveis movimentos aleatórios de oferta sem qualquer efeito no preço ou na lucratividade. Nesta situação, a produção de bens dos mais triviais e desimportantes, como bichinhos de pelúcia, pode ser expandida à custa da produção dos bens importantes e necessários, como medicamentos, sem efeito sobre o preço ou lucratividade de nenhum dos bens. O controle de preços impediria que a produção de remédios se tornasse mais lucrativa, conforme a sua oferta fosse diminuindo, enquanto a escassez mesmo de bichinhos de pelúcia impediria que sua produção se tornasse menos lucrativa conforme sua oferta fosse aumentando.

Como Mises demonstrou,  para lidar com os efeitos indesejados decorrentes do controle de preços, o governo deve abolir o controle de preços ou ampliar tais medidas, precisamente, o controle sobre o que é produzido, em qual quantidade, por meio de quais métodos, e a quem é distribuído, ao qual me referi anteriormente. A combinação de controle de preços com estas medidas ampliadas constituem a socialização “de fato” do sistema econômico. Pois significa que o governo exerce todos os poderes substantivos de propriedade.

Este foi o socialismo instituído pelos nazistas. Mises o chama de modelo alemão ou nazista de socialismo, em contraste ao mais óbvio socialismo dos soviéticos, ao qual ele chama de modelo russo ou bolchevique de socialismo.

O socialismo, é claro, não acaba com o caos causado pela destruição do sistema de preços. Ele apenas perpetua esse caos. E se introduzido sem a existência prévia de controle de preços, seu efeito é inaugurar este mesmo caos. Isto porque o socialismo não é um sistema econômico verdadeiramente positivo. É meramente a negação do capitalismo e seu sistema de preços. E como tal, a natureza essencial do socialismo é a mesma do caos econômico resultante da destruição do sistema de preços por meio do controle de preços e salários.

(Quero demonstrar que a imposição de cotas de produção no estilo bolchevique de socialismo, com a presença de incentivos por todos os lados para que estas sejam excedidas, é uma fórmula certa para a escassez universal da mesma forma como ocorre quando se controla preços e salários.)

No máximo, o socialismo meramente muda a direção do caos. O controle do governo sobre a produção pode tornar possível uma maior produção de alguns bens de especial importância para si mesmo, mas faz isso à custa de uma devastação de todo o resto do sistema econômico. Isto porque o governo não tem como saber dos efeitos no resto do sistema econômico da sua garantia da produção dos bens aos quais atribui especial importância.

Os requisitos para a manutenção do sistema de controle de preços e salários trazem à luz a natureza totalitária do socialismo — mais obviamente, é claro, na variante alemã ou nazista de socialismo, mas também no estilo soviético.

Podemos começar com o fato de que o autointeresse financeiro dos vendedores operando sob o controle de preços seja de contornar tais controles e aumentar seus preços. Compradores, antes impossibilitados de obter os bens, estão dispostos a — na verdade, ansiosos para — pagar estes preços mais altos como meio de garantir os bens por eles desejados. Nestas circunstâncias, o que pode impedir o aumento dos preços e o desenvolvimento de um imenso mercado negro?

A resposta é a combinação de penas severas com uma grande probabilidade de ser pego e, então, realmente punido. É provável que meras multas não gerem a dissuasão necessária. Elas serão tidas como simplesmente um custo adicional. Se o governo deseja realmente fazer valer o controle de preços, é necessário que imponha penalidades comparadas àquelas dos piores crimes.

Mas a mera existência de tais penas não é o bastante. O governo deve tornar realmente perigosa a condução de transações no mercado negro. Deve fazer com que as pessoas temam que agindo desta forma possam, de alguma maneira, ser descobertas pela polícia, acabando na cadeia. Para criar tal temor, o governo deve criar um exército de espiões e informantes secretos. Por exemplo, o governo deve fazer com que o dono da loja e o seu cliente tenham medo de que, caso venham a se engajar em uma transação no mercado negro, algum outro cliente na loja vá lhe informar.

Devido à privacidade e sigilo em que muitas transações no mercado negro ocorrem, o governo deve ainda fazer com que qualquer participante de tais transações tenha medo de que a outra parte possa ser um agente da polícia tentando apanhá-lo. O governo deve fazer com que as pessoas temam até mesmo seus parceiros de longa data, amigos e parentes, pois até eles podem ser informantes.

E, finalmente, para obter condenações, o governo deve colocar a decisão sobre a inocência ou culpa em casos de transações no mercado negro nas mãos de um tribunal administrativo ou seus agentes de polícia presentes. Não pode contar com julgamentos por júris, devido à dificuldade de se encontrar número suficiente de jurados dispostos a condenar a vários anos de cadeia um homem cujo crime foi vender alguns quilos de carne ou um par de sapatos acima do preço máximo fixado.

Em suma, a partir daí o requisito apenas para a aplicação das regulamentações de controle de preços é a adoção de características essenciais de um estado totalitário, nominalmente o estabelecimento de uma categoria de “crimes econômicos”, em que a pacífica busca pelo autointeresse material é tratada como uma ofensa criminosa grave. Para tanto é necessário o estabelecimento de um aparato policial totalitário, repleto de espiões e informantes, com o poder de prisões arbitrárias.

Claramente, a imposição e a fiscalização do controle de preços requerem um governo similar à Alemanha de Hitler ou à Rússia de Stalin, no qual praticamente qualquer pessoa pode ser um espião da polícia e no qual uma polícia secreta existe e tem o poder de prender pessoas. Se o governo não está disposto a ir tão longe, então, nesta medida, o controle de preços se prova inaplicável e simplesmente entra em colapso. Nesse caso, o mercado negro assume maiores proporções.

(Observação: não estou sugerindo que o controle de preços foi a causa do reino de terror instituído pelos nazistas. Estes iniciaram seu reino de terror bem antes da decretação do controle de preços. Como resultado, o controle de preços foi decretado em um ambiente feito para a sua aplicação.)

As atividades do mercado negro exigem o cometimento de outros crimes. Sob o socialismo “de fato”, a produção e a venda de bens no mercado negro exige o desafio às regulamentações governamentais no que diz respeito à produção e à distribuição, bem como o desafio ao controle de preços. Por exemplo, o governo pretende que os bens que são vendidos no mercado negro sejam distribuídos de acordo com seu planejamento, e não de acordo com o do mercado negro. O governo pretende, igualmente, que os fatores de produção usados para se produzir aqueles bens sejam utilizados de acordo com o seu planejamento, e não com o propósito de suprir o mercado negro.

Sobre um sistema socialista “de direito”, como o que existia na Rússia soviética, no qual o ordenamento jurídico do país aberta e explicitamente tornava o governo o proprietário dos meios de produção, toda a atividade do mercado negro, necessariamente, exige a apropriação indébita ou o roubo da propriedade estatal. Por exemplo, considerava-se que os trabalhadores e gerentes de fábricas na Rússia soviética que tiravam produtos destas para vender no mercado negro estavam roubando matéria-prima fornecida pelo estado.

Além disso, em qualquer tipo de estado socialista — nazista ou comunista —, o plano econômico do governo é parte da lei suprema do país. Temos uma boa ideia de quão caótico é o chamado processo de planejamento do socialismo. O distúrbio adicional causado pelo desvio, para o mercado negro, de suprimentos de produção e outros bens é algo que o estado socialista toma como um ato de sabotagem ao planejamento econômico nacional. E sabotagem é como o ordenamento jurídico dos estados socialistas se refere a isto. Em concordância com este fato, atividades de mercado negro são, com frequência, punidas com pena de morte.

Um fato fundamental que explica o reino de terror generalizado encontrado sob o socialismo é o incrível dilema em que o estado socialista se coloca em relação à massa de seus cidadãos. Por um lado, o estado assume total responsabilidade pelo bem-estar econômico individual. O estilo de socialismo russo ou bolchevique declara abertamente esta responsabilidade — esta é a fonte principal do seu apelo popular. Por outro lado, o estado socialista desempenha essa função de maneira desastrosa, tornando a vida do indivíduo um pesadelo.

Todos os dias de sua vida, o cidadão de um estado socialista tem de perder tempo em infindáveis filas de espera. Para ele, os problemas enfrentados pelos americanos com a escassez de gasolina nos anos 1970 são normais; só que ele não enfrenta este problema em relação à gasolina — pois ele não tem um carro e nem a esperança de ter — mas sim em relação a itens de vestuários, verduras, frutas, e até mesmo pão.

Pior ainda: ele é forçado a trabalhar em um emprego que não foi por ele escolhido e que, por isso, deve odiar. (Já que sob escassezes, o governo acaba por decidir a alocação de trabalho da mesma maneira que faz com a alocação de fatores de produção materiais.) E ele vive em uma situação de inacreditável superlotação, com quase nenhuma chance de privacidade. Frente à escassez habitacional, pessoas estranhas são designados pelo governo a morarem juntas; famílias são obrigadas a compartilhar apartamentos. Um sistema de passaportes e vistos internos é adotado a fim de limitar a severidade da escassez habitacional em áreas mais desejáveis do país. Expondo suavemente, uma pessoa forçada a viver em tais condições deve ferver de ressentimento e hostilidade.

Contra quem seria lógico que os cidadãos de um estado socialista dirigissem seu ressentimento e hostilidade se não o próprio estado socialista? Contra o mesmo estado socialista que proclamou sua responsabilidade pela vida deles, prometeu uma vida de bênção, e que é responsável por proporcionar-lhes uma vida de inferno. De fato, os dirigentes de um estado socialista vivem um dilema no qual diariamente encorajam o povo a acreditar que o socialismo é um sistema perfeito em que maus resultados só podem ser fruto do trabalho de pessoas más. Se isso fosse verdade, quem poderiam ser estas pessoas más senão os próprios líderes, que não apenas tornaram a vida um inferno, mas perverteram a este ponto um sistema supostamente perfeito?

A isso se segue que os dirigentes de um estado socialista devem temer seu povo. Pela lógica das suas ações e ensinamentos, o fervilhante e borbulhante ressentimento do povo deveria jorrar e engoli-los numa orgia de vingança sangrenta. Os dirigentes sentem isso, ainda que não admitam abertamente; e, portanto, a sua maior preocupação é sempre manter fechada a tampa da cidadania.

Consequentemente, é correto, mas bastante inadequado, dizer apenas que “o socialismo carece de liberdade de imprensa e expressão.” Carece, é claro, destas liberdades. Se o governo é dono de todos os jornais e gráficas, se ele decide para quais propósitos a prensa e o papel devem ser disponibilizados, então obviamente nada que o governo não desejar poderá ser impresso. Se a ele pertencem todos os salões de assembléias e encontros, nenhum pronunciamento público ou palestra que o governo não queira não poderá ser feita. Mas o socialismo vai muito além da mera falta de liberdade de imprensa e de expressão.

Um governo socialista aniquila totalmente estas liberdades. Transforma a imprensa e todo foro público em veículos de propaganda histérica em prol de si mesmo, e pratica cruéis perseguições a todo aquele que ouse desviar-se uma polegada da linha do partido oficial.

A razão para isto é o medo que o dirigente socialista tem do povo. Para se proteger, eles devem ordenar que o ministério da propaganda e a polícia secreta façam de tudo para reverter este medo. O primeiro deve tentar desviar constantemente a atenção do povo quanto à responsabilidade do socialismo, e dos dirigentes socialistas, em relação à miséria do povo. O outro deve desestimular e silenciar qualquer pessoa que possa, mesmo que remotamente, sugerir a responsabilidade do socialismo ou de seus dirigentes em relação à miséria do povo — ou seja, deve desestimular qualquer um que comece a mostrar sinais de estar pensando por si mesmo.

É por causa do terror dos dirigentes, e da sua necessidade desesperada de encontrar bodes-expiatórios para as falhas do socialismo, que a imprensa de um país socialista está sempre cheia de histórias sobre conspirações e sabotagens estrangeiras, e sobre corrupção e mau gerenciamento da parte de oficiais subordinados, e por que, periodicamente, é necessário desmascarar conspirações domésticas e sacrificar oficiais superiores e facções inteiras do partido em gigantescos expurgos.

E é por causa do seu terror, e da sua necessidade desesperada de esmagar qualquer suspiro de oposição em potencial, que os dirigentes do socialismo não ousam permitir nem mesmo atividades puramente culturais que não estejam sob o controle do estado. Pois se o povo se reúne para uma amostra de arte ou um sarau de literário que não seja controlado pelo estado, os dirigentes devem temer a disseminação de idéias perigosas. Quaisquer idéias não-autorizadas são idéias perigosas, pois podem levar o povo a pensar por si mesmo e, a partir daí, começar a pensar sobre a natureza do socialismo e de seus dirigentes. Estes devem temer a reunião espontânea de qualquer punhado de pessoas em uma sala, e usar a polícia secreta e seu aparato de espiões, informantes, e mesmo o terror para impedir tais encontros ou ter certeza de que seu conteúdo é inteiramente inofensivo do ponto de vista do estado.

O socialismo não pode ser mantido por muito tempo, exceto por meio do terror. Assim que o terror é relaxado, ressentimento e hostilidade logicamente começam a jorrar contra seus dirigentes. O palco está montado, então, para uma revolução ou uma guerra civil. De fato, na ausência de terror, ou, mais corretamente, de um grau suficiente de terror, o socialismo seria caracterizado por uma infindável série de revoluções e guerras civis, conforme cada novo grupo dirigente se mostrasse tão incapaz de fazer o socialismo funcionar quanto foram seus predecessores.

A inescapável conclusão a ser traçada é a de que o terror experimentado nos países socialistas não foi simplesmente culpa de homens maus, como Stalin, mas sim algo que brota da natureza do sistema socialista. Stalin vem à frente porque sua incomum perspicácia e disposição ao uso do terror foram as características específicas mais necessárias para um líder socialista se manter no poder. Ele ascendeu ao topo por meio de um processo de seleção natural socialista: a seleção do pior.

Por fim, é necessário antecipar um possível mal-entendido em relação à minha tese de que o socialismo é totalitário por natureza. Diz respeito aos países supostamente socialistas dirigidos por social-democratas, como a Suécia e outros países escandinavos, que claramente não são ditaduras totalitárias.

Neste caso, é necessário que se entenda que não sendo estes países totalitários, não são também socialistas. Os partidos que os governam podem até sustentar o socialismo como sua filosofia e seu fim último, mas socialismo não é o que eles implementaram como seu sistema econômico. Na verdade, o sistema econômico vigente em tais países é a economia de mercado obstruída, como Mises definiu. Ainda que seja mais obstruído do que o nosso em aspectos importantes, seu sistema econômico é essencialmente similar ao nosso, no qual a força motora característica da produção e da atividade econômica não é o governo, mas sim a iniciativa privada motivada pela perspectiva de lucro.

A razão pela qual social-democratas não estabelecem o socialismo quando estão no poder, é que eles não estão dispostos a fazer o que seria necessário. O estabelecimento do socialismo como um sistema econômico requer um ato maciço de roubo — os meios de produção devem ser expropriados de seus donos e tomados pelo estado. É virtualmente certo que tais expropriações provoquem grande resistência por parte dos proprietários, resistência que só pode ser vencida pelo uso de força bruta.

Os comunistas estavam e estão dispostos a usar esta força, como evidenciado na União Soviética. Seu caráter é o dos ladrões armados preparados para matar caso isso seja necessário para dar cabo dos seus planos. O caráter dos social-democratas, em contraste, é mais próximo ao dos batedores de carteira: eles podem até falar em coisas grandiosas, mas não estão dispostos a praticar a matança que seria necessária; e desistem ao menor sinal de resistência séria.

Já os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque, como vimos, eles estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços, que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força.

Creio ter demonstrado que o socialismo — o socialismo de verdade — é totalitário pela sua própria natureza.

*Tradução de Fábio M. Ostermann

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