Translate

Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de julho de 2015

O deliqüente espancado, a capa ideológica e a Prudência.


A prudência é a virtude mais necessária à vida humana, pois viver bem consiste em agir bem. Ora, para agir bem é preciso não só fazer alguma coisa, mas fazê-lo também do modo certo, ou seja, por uma escolha correta e não por impulso ou paixão. Como a escolha visa aos meios para se conseguir um fim, para ser correta exigem-se duas coisas: o fim devido (debitum finem) e os meios adequados a esse fim … Quanto aos meios adequados a esse fim, importa que o homem esteja diretamente disposto pelo habitus da razão, porque aconselhar e escolher, que são ações relacionadas com os meios, são atos da razão. É necessário, pois, haver na razão alguma virtude intelectual que a aperfeiçoe, para que proceda com acerto em relação aos meios. Essa virtude é a prudência, virtude portanto necessária para bem viver." Suma Teológica P I-II,q.57

Santo Tomás de Aquino expõe-nos os princípios metafísicos da Prudência, uma das nobilíssimas virtudes cardeais, como sendo princípios necessários para bem escolhermos os meios adequados para obtermos êxito em determinado fim. 

Até que ponto, nossas escolhas estão ou não eivadas das mais inflamadas paixões? Nossas capacidades de retamente julgar nas ocasiões que nos exigem uma ação mais concreta e enfática podem estar obnubiladas pelas paixões?

Sim, pode. Aristóteles, na sua "Ética a Nicômaco",  ao falar da Temperança, fala da subordinação que as faculdades Racionais devem exercer sobre as faculdades irascíveis.

Notadamente, há na humanidade um desequilíbrio nestas duas faculdades, que quando em harmonia, nos auxiliam no "escolher retamente" os meios para melhor realizarmos as mais simples operações cotidianas.

O cristianismo tem uma reposta para este desequilíbrio entre razão e ira: o Pecado Original. Antes da queda de Adão e Eva por instigação da serpente maldita, o Homem (ha - Adam), era dotado de dons magníficos, dons preternaturais, e dentre estes, estava o reinado do dom da Integridade, dom este que lhes conferia absoluta harmonia entre a razão e os apetites sensitivos. (Gen 3,15)

Caídos nossos primeiros pais, a humanidade não mais conteve o mais breve e discreto vento de ira sobra a sua alma, e arderam-se de ódio uns contra os outros, e isto é absolutamente constatável pelo primeiro Fratricídio da História: O assassinato de Abel, pelas mãos de Caim. 

Podemos também agir com prudência, quando ao olharmos os fatos do passado, os pomos em paralelo com os acontecimentos hodiernos, para daí auferirmos algo, mesmo que breve, do futuro. Não se trata absolutamente de adivinhação ou vidência sensacionalista, mas previsões baseadas em evidências postas em acareação. 

Pois bem. Há alguns dias, fui surpreendido, ainda pela manhã, com a audaciosa e desonesta capa do jornal EXTRA, onde era noticiada a delapidação de um delinqüente que ao ser abordado assaltando um estabelecimento comercial, foi espancado até a morte, por uma população enfurecida. 

Por ser considerado "de direita", algumas pessoas julgam-me coadunante com aquela barbárie, o que de fato não o sou. Antes de ser de "direita" ou "conservador" - como o queiram -ou cristão! 

Sinceramente, assusta-me a possibilidade de que diante da mais ínfima acusação de ter incorrido nos crimes comuns da delinqüência, mesmo que na realidade não tenha cometido crime algum, um cidadão, um indigente ou mesmo um delinquente ipso facto, seja espancado até a morte!

Quero deixar claro que não sou adepto do protecionismo atávico com o qual a Esquerda presenteia a bandidagem, tampouco debulho-me em lágrimas quando algum traficante, utilizando a linguagem jurídico-penal, sofre "auto de resistência", mas creio que pela lógica, dois erros não constituem um acerto. Assassinar temerariamente e justiçamento com as próprias mãos são crimes. Obviamente, isto ,exclui a violência em legítima defesa, o que deve dar-se proporcionalmente ao ataque sofrido.

Recordo-me de um ocorrido datado da Idade das Luzes, quando do medo que causava aos medievos a heresia Cátara. Os cátaros eram adeptos do Maniqueísmo, a existência de dois princípios opostos: o do Bem e o do Mal, onde a alma teria sido criada pelo princípio bom, e a matéria, pelo princípio mal. Portanto, tudo o que gerava a matéria também era mal. Tal era a sanha dos cátaros contra a matéria e tudo o que gerava a matéria, que começaram a linchar mulher grávidas, pelo simples fato de estarem gerando matéria em seus ventres. Não bastasse essa barbaridade, a simples suspeita de uma mulher estar grávida, ou a simples suspeita de ser alguém cátaro, mesmo que este não o fosse, resultava não raramente em linchamento até a morte. A ação destes facínoras só arrefeceu-se quando da instituição pela Igreja do tribunal do Santo Ofício. Isso mesmo, o Santo Ofício existia para proteger as pessoas, ao contrário do que afirmam os arautos do mais ferrenho iluminismo anticlericalista. 

A capa do referido jornal, porém, era desonesta e ideológica: punha um assaltante; um marginal, que embora não tenha tido direito à julgamento segundo os devidos trâmites legais, não deixava de ser um marginal. Pô-lo como vítima da violência urbana, quando ele mesmo a havia praticado primeiro àquela ocasião é intelectualmente desonesto. Pior ainda, foi pô-lo em analogia com os negros que sofreram sob o jugo da escravidão. São situações diferentes: estes, nada roubaram, mas tiveram suas liberdade roubadas; aquele, roubou, e teve sua vida ceifada.

O que exorto a quem me pergunta sobre o ocorrido é: É prudente olhar para trás nas esteiras do tempo e contemplar que outrora estas práticas não deram certo. É prudente, mesmo sob o arder da fúria, deter o criminoso, quando possível, dar-lhe voz de prisão, e entregá-lo às autoridades, sejam elas competentes ou incompetentes. se incompetentes, e consequentemente coadunantes com a injustiça, tenhamos em nossas alma a certeza de que é melhor sofrer injustiça do que praticá-la.

Precisamos urgentemente de equilíbrio.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra...

* Perdoem-me os erros de ortografia e concordância. Escrevo do celular, e quem tem dedos gigantescos entende o martírio que é digitar nestas benditas e minúsculas teclas... assim que puder, os corrijo.




sábado, 5 de janeiro de 2013

Deus, a verdade e o homem

 Não é espantoso observar que as filosofias modernas, ainda que prometam a liberdade, neguem o indivíduo?

 Ao perder a fé em Deus e Jesus Cristo, o Ocidente não está apenas se degenerando. Está literalmente enlouquecendo.

Escrito por Leonardo Bruno

Dentre tantas questões da nossa época, encontradas na filosofia e em muitas perspectivas políticas, há três grandes revoltas da modernidade: a revolta contra Deus; a revolta contra a verdade; e a revolta contra o homem.

Revela-se no Ocidente a revolta contra Deus. As ideologias políticas e certas escolas filosóficas excluem Deus da história e do universo moral, político, ético e existencial do homem. O elemento da moda difundida nas universidades, na mídia e na opinião pública em geral é o materialismo e o ateísmo. Nestas teorias, o homem não precisa mais da realidade transcendente. Ele se basta a si mesmo.

A velha Europa destronou o fundamento histórico, moral e simbólico do Cristianismo nas instituições. Grupos fanáticos de militantes secularistas e esquerdistas se revoltam contra símbolos religiosos e contra a imagem maior da cruz em várias nações do mundo. A manifestação da fé cristã é hostilizada e marginalizada, senão criminalizada. Na Suécia chegou-se ao cúmulo de falar do Natal nas escolas excluindo o nome de Jesus Cristo. O nome do menino Jesus incomoda muitos. Na lógica deles, a religião deve ser extirpada da vida pública. O único mundo a ser valorizado é o terreno, o material, o temporal.

Por outro lado, há o sacrifício da verdade. É um lugar comum afirmar que a verdade não mais existe. Ou que ela é uma ilusão dos filósofos antigos e medievais. Há, ainda, pessoas que afirmam ser a verdade "intolerante", geradora de ódios e fanatismos. Em nome da tolerância, que tal abolir a idéia da verdade? Cada pessoa terá sua idéia, sua moral e seu fundamento e ninguém incomodará a outra com seus pensamentos. O relativismo, contraditoriamente, é o dogma da modernidade, a falsa verdade absoluta disfarçada de negação de todas as verdades.

Por fim, o homem é diminuído. As filosofias que negam a existência de Deus e da verdade, negam também a dignidade humana. A sacralidade da vida humana é relativizada. Neste prisma, o ser humano não passa de um composto químico orgânico, de um animal mais evoluído. Não há nenhuma questão substancialmente distintiva em relação às outras espécies. Como ser apenas biológico, um dia morrerá e sumirá. Na verdade, o homem é considerado mero produto da matéria, uma insignificante engrenagem que faz parte de um todo abstrato, porém onipotente, chamado "natureza", com suas forças irracionais e impessoais. Sua inteligência e sua razão são impotentes para enfrentar ou compreender as circunstâncias pelas quais vive.

Não é espantoso observar que as filosofias modernas, ainda que prometam a liberdade, neguem o indivíduo? A própria individualidade não passa de um efeito acidental das circunstâncias. Ela é sempre produto do meio, da genética, da sexualidade, das forças de produção econômica, da coletividade, da estrutura cultural, social e política ou da matéria. Em outras palavras, o homem não é livre. Sua liberdade e existência perdem-se num complexo arbitrário de fatores que não consegue perceber conscientemente. O homem é considerado figura amorfa de mais variados determinismos. Contudo, essa perspectiva tem uma contradição fatal: só os seus defensores conseguem perceber conscientemente essas influências. O que, na prática, confirma categoricamente a autonomia da consciência.

A consequência da negação de Deus na história é a negação da unidade existencial do homem como ser revestido de essência. Se a moral, a cultura, as idéias, o acúmulo de conhecimentos, a filosofia, o direito e a própria história são apenas meros fragmentos existenciais dos homens que não se comunicam entre si, logo, essa realidade histórica vivida pela espécie humana não possui unidade, nem coerência. Para quê guardar o passado, se a vida só é eterno presente, eterna temporalidade? Para quê preservar a civilização, se ela não tem continuidade em seus legados? Se não há Deus na história, toda a moral, todo o conhecimento e toda a civilização se diluem em caprichos e paixões irracionais de uma época. A realidade ontológica do homem na história se perde num emaranhado de existências sem qualquer propósito, sem qualquer correlação, sem qualquer nexo de causalidade.

Não é por acaso que o senso de moralidade definhou muito no século XX. A realidade dos campos de extermínio nazistas ou dos gulags soviéticos é a lógica elementar de uma moral utilitária, que não obedece a valores perenes, mas sim a circunstâncias e desvarios políticos. Sem a dignidade inata do homem, sem a lei natural e a transcendência, o indivíduo pode perfeitamente ser uma cobaia de um experimento social ou vítima do extermínio. O propósito de sua existência não é intrínseco à transcendência ou permanência. Depende dos caprichos de uma época, das convenções do momento, das paixões e opiniões massificadas de uma ideologia ou credo político.

Falou-se de transcendência. Sem ela, o homem não tem a perspectiva adequada para hierarquizar os valores e as relações das coisas no universo. Não tem a faculdade nem mesmo de pensar na ciência. Até porque as noções de ato, potência, da causalidade e seus efeitos não podem ser compreendidas dentro de uma ordem arbitrária e irracional. A confusão mental da atualidade é crer que a ciência possa substituir a filosofia, a metafísica, a teologia e outras demais formas de conhecimento. Na prática, a própria ciência se autodestrói. Vira um mito, uma mistificação esotérica.

E a abolição da verdade? É surpreendente pensar que os intelectuais, filósofos e ativistas queiram revogar a distinção básica entre verdade e erro, quando na prática, não conseguem desvinculá-la do dia a dia. É possível viver sem confiar na verdade? É possível fundamentar qualquer tipo de conhecimento no ceticismo e no agnosticismo absolutos? É possível viver sem confiança? Imaginemos uma pessoa não confiar no seu vizinho, no que lê, no que faz ou no que acredita? Isso é humanamente possível sem causar degeneração na consciência? A própria pregação em favor do ceticismo e agnosticismo absolutos implica uma crença numa verdade, ainda que contraditoriamente a negue. De fato, os céticos confiam demais no seu ceticismo, ainda que seu método, na prática, possa entrevar o raciocínio. É um estranho excesso de fé no nada. A negação prévia da verdade pode se tornar negação também da realidade. O cético, como um sofista, nega a verdade pela inépcia ou pela covardia de buscá-la.

Aristóteles já dizia que uma das faculdades mais profundas do homem é o saber. O saber que nasce de um assombro, de uma contemplação da realidade ao seu redor. Toda filosofia de ceticismo é uma negação do assombro pela indiferença. A negação da verdade e o relativismo implicam transformar todo o conhecimento humano numa mentira conveniente. Então, não haverá verdades propriamente ditas, mas disputas retóricas falaciosas e facciosas. Na lógica do relativismo, convencer alguém é mentir melhor do que o outro. Entretanto, será que alguém vive na mentira? Será possível a mentira viver substancialmente na realidade, já que ela pertence a um não-ser, a algo inexistente? Se a mentira conveniente do relativismo fundamenta o discurso moral, político e filosófico, o que se pode esperar disso?

Se ninguém tem compromisso com a verdade, o que resta é a imposição da mentira. Numa situação como esta, qualquer compromisso moral de honestidade já foi jogado na lata do lixo. Se há algo que se pode concluir de uma boa parte das filosofias modernas é a mentira sistematizada, consciente. Dentro do maior século da mentira, o século XX.

Tal sintoma não apenas gera desprezo pela verdade. A consequência mais grave é o ódio até pela realidade. Variados grupos políticos propõem uma modificação radical da realidade, pelos desvarios tirânicos de suas ideologias. Grande parte dos regimes totalitários do século XX tinham este objetivo.

As loucuras atuais do politicamente correto e da engenharia social, visando remodelar comportamentos e pensamentos, são elementos nada desprezíveis do desprezo pela realidade. Uma questão é bastante clara: a realidade não pode ser apagada. No mínimo, negada. No máximo, destruída. E mesmo assim existirá, sob escombros.

O Cristianismo é um das poucas sólidas referências em um mundo cada vez mais confuso, perdido, dominado por credos perversos ou ceticismos vazios. Ao perder a fé em Deus e Jesus Cristo, o Ocidente não está apenas se degenerando. Está literalmente enlouquecendo. A ditadura do relativismo desumaniza o homem. Rebaixa as instituições e a moral. Contamina a verdade de falsidades. Destrona Deus e absolutiza a natureza e o Estado.

Sem Deus, o homem perde o senso da ordem da natureza e a noção da dignidade intrínseca que possui no universo. Sem a verdade, deixa de conhecer a realidade e se perde na escuridão e ignorância. Ou, na pior das hipóteses, enlouquece. E o caminho de tudo isso é a despersonalização, a morte e o aniquilamento. Eis o abismo que espera o Ocidente.

extraído de http://www.midiasemmascara.org

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

São Francisco de Assis: o crucificado.


O que dizer de São Francisco de Assis? É sempre muito difícil falar sobre Místicos. Certamente o que não se deve afirmar é o que comumente afirma-se; de que ele foi um grande Panteísta! São Francisco de Assis, antes de tudo e acima de tudo, foi um ardente adorador das Chagas de Cristo! Profundo adorador do Sangue preciosíssimo de Cristo! Repudiamos, neste dia,  todas as postagens que reduzem nosso grande místico à simples adorador da natureza; São Francisco de Assis, não foi um pagão servidor da deusa Gaia, como assim o querem os sequazes da teologia da libertação, espíritas e etc... 

São Francisco de Assis amou tanto as Chagas de Cristo, que obteve de Deus a Graça e a honra de recebê-las em seu "irmão burro" ( como chamava seu corpo material); Deus assim, ao imprimir-lhe as Sagradas Chagas, configurava São Francisco à Cristo! Temos uma imagem recente de um Santo franciscano estigmatizado chamado padre Pio de Pietrelcina, que pode ajudar-nos a olhar com mais facilidade para Francisco. Pois na época em que viveu São Francisco, não possuíamos tecnologias para provar os milagres, as chagas e etc.. porém, no tempo em que viveu Padre Pio, médicos e cientistas comprovaram a realidade mística e espiritual das chagas e dos milagres; logo, podemos pensar de imediato: "Se ocorreu com Padre Pio, por que não com São Francisco?"  

O Fato de São Francisco amar os pobres, nada tinha a ver com um socialismo barato e enfadonho, mas amava os pobres porque em suas chagas, reconhecia as chagas de Cristo! Ele via misticamente o próprio Cristo nos Pobres. Neste dia, abandonemos a imagens que há muito nos é passada de um São Francisco de Assis panteísta, mas olhemos para São Francisco como se estivéssemos vendo o Cristo crucificado, e para isso, podemos aludir ao que nos diz São Paulo aos Gálatas  "Estou pregado à cruz de Cristo." 

São Francisco de Assis, Rogai por nós!

PAX CHRISTI

Diogo Pitta
Comunidade Peregrinos de Jesus

domingo, 9 de setembro de 2012

A "vaticanização" da CNBB.



Ao abrir o jornal "o Globo" deste domingo (09/09/2012), deparei-me com uma reportagem de autoria de Demétrio Weber, sobre a “nova cara” da CNBB.  A matéria aponta  o que o repórter alcunha de “vaticanização” da CNBB, como se tal termo não representasse um tremendo elogio à uma entidade genuinamente católica.  Ele utiliza o termo “vaticanização”, para designar uma maior fidelidade da entidade brasileira à Roma. Fez-me recordar uma passagem da vida de D. Eugênio de Araújo Sales, narrada pelo reverendíssimo Pe Paulo Ricardo, onde durante uma reunião, D. Eugênio explicitou a conformidade de seus pensamentos aos pensamentos do Papa, e tão logo o fez, um cidadão de índole revolucionária o indagou: “ Mas D. Eugênio, o senhor está a cópia fiel do Papa!”  certamente, o intuito do revolucionário não era acariciar o ego de D. Eugênio, mas de certa forma faze-lo crer que estava pensando de forma “ultra-tradicionalista radical”, ao que responde candidamente D. Eugênio: “ ... meu filho, nunca me fizeram tamanho elogio, obrigado.” 

O que para um Católico, fiel ao Papa, seria um elogio incomensurável, para um teólogo da libertação, isso seria um insulto, um acinte! É o que nos mostra o repórter ao citar palavras do pseudo-teólogo excomungado Frei Betto. Frei Betto é um professo teólogo da libertação, doutrina essa que reinterpreta os Evangelhos sob uma chave hermenêutica social;  Para os TL’s, milagres não existem, mas apenas reintegração social. A teologia da Libertação está serviço de uma Nova Ordem Mindial que se ergue para atentar contra os valores tradicionais da Família e contra a vida humana. Leonardo Boff, outro expoente da Teologia da Libertação, também exocomungado,  afirma em uma de suas obras que a humanidade é um “câncer”. Por tal afirmação, percebe-se o teor desta teologia, que prefiro chamar de Heresia da Libertação. 

Dou graças à Deus pela “Vaticanização” da CNBB; Não chamaria de vaticanização, mas de retorno à real identidade Católica; aquela querida pelo Sagrado Concílio Vaticano II. A matéria expõe também a existência de uma maior fiscalização de Roma, sobre as atividades dos bispos brasileiros, e maior prudência na seleção de novos Bispos, sendo estes mais conservadores e fiéis ao Papa. Esta conformidade da Igreja do Brasil com Roma, reflete o excelente pontificado de João Paulo II e Bento XVI, apontados pelo repórter como pontificados conservadores. Frei Betto, o “excomungado” Téologo da libertação, não esconde o desapontamento com a perda de território da Teologia da Libertação para a verdadeira fé católica, e suas afirmações apresentam-se de forma deprimente e recalcada. 

Creio que chamam de vaticanização, o ato de ser contra o Aborto, pois a CNBB tem se pronunciado fortemente contra o ato, Contra o casamento Gay, contra a eutanásia, enfim ser realmente fiel à Igreja

Para suas próprias conclusões, eiso link da reportagem:

 Pax Christi

 Diogo Pitta



sábado, 1 de setembro de 2012

Barbárie à liberdade de expressão.

Por Diogo Pitta

Pois bem, eis que a barbárie que a todo momento mina os alicerces de uma sociedade saudável é cada vez mais descarada e demoníaca (no sentido literal da palavra demoníaca.). Lembro-me de certa vez, enquanto tentava manter um desses diálogos, que mais assemelhavam-se à monólogos, sobre alguns aspectos da política nacional e internacional, onde se fossemos designar personagens, eu seria identificado como o lunático, fanático, nazista, teórico da conspiração (como se eu fosse um grande filósofo, quando nem mesmo existo como algo parecido à um filósofo), eu candidamente afirmei que vivíamos sob uma ditadura marxista, onde os direitos básicos de uma democracia, como a liberdade de expressão, estavam paulatinamente sendo cerceados por esta quadrilha que nos governa. Mal terminei de falar a palavra Marxismo, uma avalanche de impropérios relativos à minha capacidade cognitiva foi despejada, interrompendo meu discurso, com uma violência não muito distante da que era aplicada pelos Bolchevique à intelectuais como o filósofo russo Nikolai Berdieav, durante a implantação do bolchevismo de Lênin, na Rússia. 

Ora, atualmente, no Brasil, vivemos sim sob a bota do marxismo; porém, não mais um marxismo empunhando um fuzil, pois tornou-se notório que produzir mártires não é a melhor opção para tentar erradicar a tradição cristã do seio da sociedade, pois o sangue derramado, serviria apenas como semente de novos Cristãos, como dizia Tertuliano; Também, perceberam que o marxismo econômico também não é viável, haja visto que países que vegetam sob a égide comunista mantém-se com o livre mercado. 

O Marxismo a que me refiro, é o Cultural! Uma das marcas registradas, daquelas que se reconhece de longa distância um regime ditatorial marxista, é a prática de calar a oposição intelectual barulhenta. Recentemente, presenciamos a ferocidade amedrontada com que tentaram em vão calar a voz incômoda do reverendíssimo Padre Paulo Ricardo, pois como sabemos, o referido Sacerdote tem se tornado referência nacional na luta contra o Marxismo. Padre Paulo Ricardo foi alvo de mentiras e falácias orquestradas por supostos sacerdotes travestidos de cães. Enfim, o alvo desta vez é o colunista da Gazeta do Povo, Carlos Ramalhete. 

O ilustríssimo Sr Carlos Ramalhete, emitiu sua opinião sobre o direito "Sacrossanto e inviolável" de "Pais" Homossexuais adotarem crianças, opinião esta que concordo em gênero, número e grau. Carlos apenas apontou os riscos do ato para a formação e relação interpessoal da criança na escola. Não demoraram as movimentações de ativistas pró-gay para tentar vetar o espaço supostamente utilizado para exercer a democracia e liberdade de opinião, do qual goza o sr Ramalhete. Ora, o que me questiono, é até que ponto pode chegar a cegueira e/ou desonestidade  intelectual dos que arvoram-se conhecedores do bem e do mal, mas sequer enxergam um palmo diante de seus narizes? Até quando, assemelhar-se-ão à cegos, num quarto escuro à caça de uma galinha preta? 

Implantou-se um regime ditatorial gayzista, onde tudo pode ser criticado ou debatido, porém, quando nos abeiramos da muralha que ergueu-se ao redor do tema, prontamente sentinelas maléficos erguem seus arcos e suas flechas inflamadas, no intuito de defender o  INCRITICÁVEL ato ter relações sexuais inférteis com pessoas do mesmo sexo, algo diferente do que foi pensado para a natureza humana. Ora, se pode ser discutida a retirada dos maléficos  "Pai" e Mãe" das certidões de nascimento, por receio de "magoar" os sentimentos dos "oprimidos homossexuais", por que não podemos discutir sobre os malefícios da adoção de crianças por "casais" gays? E por que não poderíamos considerar a retirada dos termos "pai" e "mãe" como um ato de preconceito aos hetero-afetivos? 

Por que motivo, toda e qualquer conduta humana pode ser livremente questionada e criticada de todas as forma, inclusive a naturalidade da heterossexualidade, e quando uma voz, mesmo que se assemelhe a um sussurro se levanta, toda uma horda mostra os dentes e rosna como cão raivoso diante do insurgente amante da tradição familiar? Ora, está mais do que visível que há uma ditadura, pois se tomarmos como exemplo a famigerada Pl122/06, veremos que já somos enquadrados num crime que nem existe ainda! Somos alcunhados de homofóbicos (mesmo que ninguém dentre eles conheça o verdadeiro significado da palavra homofóbico) pelo simples fato de querer discutir um ato (pl 122/06) que está em "discussão" no congresso, mas que admiravelmente ninguém que seja oposto à idéia pode discutir. Ora, se não há partes opostas, para quê discutir? Implantou-se a tal ditadura! Lembra-me Joseph Stalin, que pelo que me recordo, não tolerava oposições. 

Para que o leitor possa formar sua opinião sobre o artigo de Carlos Ramalhete eis o link do texto;

Perversão da adoção - Por Carlos Ramalhete



Pois bem, deixo aqui meu apelo aos leitores para que assinem a petição em favor do Colunista Carlos Ramalhete, pela sua liberdade de expressão. Eis o link:



Pax Christi

Diogo Pitta




sábado, 14 de julho de 2012

Quando o bárbaro depara-se com a Pedra


Por Diogo Pitta

O cenário é próximo ao rio Míncio, na Cidade Eterna. Um estranho cortejo em meio a uma nuvem dourada de poeira; sacerdotes católicos com suas magníficas dalmáticas, monges solenemente paramentados de burel; dois patrícios à cavalo, uma multidão de diáconos e de chantres empunhando cruzes e pendões; levantando alto ofuscantes ostensórios, cujo ouro brilhava ao sol, marchando calma e solenemente ao encontro de um certo “flagelo”, temível e indomável bárbaro Amarelo; refiro-me, à Átila, o rei dos hunos.

Em meio ao cortejo solene e intrépido, cavalgava vagarosamente, mas não menos indomável, um ancião de barba branca, que orava. Durante a marcha ao encontro daquele que era o terror encarnado e reflexo do inferno, hinos e salmodias eram entoados solenemente num coro magnífico, cujas súplicas pareciam ascender aos céus pela fumaça que saía de um turíbulo fumegante, que balançava diante do cortejo. A procissão parecia surgir de dentro da fumaça do incenso. Seria impensável imaginar que este cortejo, que ostentando cruzes e paramentos litúrgicos belíssimos, seria a última linha de defesa do que teria sido o maior império que o mundo já conheceu; o império Romano!

O chamado “Perigo Amarelo” dos mongóis, que ontem assaltava a China e chocava-se contra suas intransponíveis muralhas, lançava-se agora sobre a Europa, e chocava-se contra outra intransponível muralha; uma muralha não construída por tijolos e pedras materiais e perecíveis, mas com as pedras de um edifício chamado Cristo; refiro-me ao ancião de barba branca que cavalgava no cortejo; refiro-me à São Leão Magno, Papa!

Aconselhado por dignos estrategistas do mal, um certo Orestes e um Grego infame chamado Onegésio, seus conselheiros europeus, Átila empreendeu um assalto à Roma, porém ao atravessar o Míncio, antes que seu cavalo tocasse a água, deparou-se com o brilho dos ostensórios, com a fumaça do turíbulo e com a altivez das cruzes, estas, estandartes da determinação católica, ostentadas por homens embriagados pelo suave e vivificante Sangue de Cristo.

Átila, supersticioso, exitou. O “Flagelo de Deus”, lançou-se com seu cavalo sobre o rio em direção ao Papa e parado a uma distância onde poderiam ser escutadas ambas as vozes, enquanto a multidão de cristãos aguardava na outra margem,  gritou o guerreiro amarelo; “ Como te chamas?” E do outro lado do rio, respondeu uma voz rouca e já não muito alta; “ Leão, Papa!”

O huno foi ao encontro do Papa Leão Magno, e após um breve diálogo com  os olhos fixos uns nos outros, o bárbaro amarelo retirou-se.

Nos conta uma lenda,  que houve uma ação sobrenatural responsável pela retirada de Átila e pela consequente parada na devastação da Europa, mais especificamente Roma. Conta-se que enquanto o Santo dialogava com o bárbaro, este último teria visto por trás do Papa Leão um homem vestido de branco, parecido com um sacerdote católico, que apontava-lhe ferozmente uma espada flamejante e ameaçadora. De acordo com algumas opiniões, tal personagem seria uma anjo, São Paulo ou São Pedro. Esta fábula foi difundida no século XII por Sigisberto de Gembloux.

Tendo o bárbaro se retirado, pela suposta visão mística ou pela intrepidez e solidez do Papa Leão magno, o fato é que como em toda a história ocidental, sempre que insurgiu-se contra a Cristandade e contra o mundo uma ameaça bárbara, seja ela da natureza que for, levantar-se-á uma muralha, cujas pedras que lhe dão forma, são as pedras que formam um edifício imponente e inquebrável chamado Cristo.

Ora se levantarão muralhas do pensamento e da filosofia Cristã, como Orígenes, Tertuliano, São Justino, Santo Inácio de Antioquia, Santo Agostinho Santo Anselmo e Santo Tomás de Aquino; ora erguem-se muralhas banhadas de Sangue, como os Santo Mártires; ora levantar-se-ão muralhas com a solidez de Santo Atanásio, São Gregório de Nazianzo ou Santo Ambrósio e São Leão Magno!

A Igreja é uma realidade na qual vive-se a democracia dos mortos, uma realidade eclesial diacrônica, onde embriaga-se como o mesmo sangue injetado nas veias dos heróis da fé. Comunga-se o mesmo Corpo; bebe-se o mesmo Sangue, há mais de dois mil anos! Lêem-se as mesmas letras, pensa-se a mesma verdade, e a cada tempo, há de levantar-se um Papa, um Bispo, um padre diante de um bárbaro, para frear seu  ímpeto de destruição, seja da moral e dos bons costumes, seja de nossa cultura, seja da vida, ainda que tal barbárie brote do seio da Igreja!

As letras clássicas são saqueadas e dizimadas pela horda da ignorância que opõe-se ao saber mais erudito, temendo a criação de uma classe pensante e pensando formar uma sociedade sem classes. A fé, necessária principalmente para a produção de ciência, é dilacerada ferozmente por uma onda bárbara pagã e ateísta militante, numa cruzada infernal contra o mais robusto dos 3 pilares da civilização ocidental.

O martírio de sangue voltou a florescer em alguns pontos do mundo, sem contar as vítimas cristãs da maior barbárie da história: A Barbárie comunista, protagonizadas por outros novos “Flagelos de Deus”, como Stalin, Lênin e Mao Tsé Tung.

Mas por que motivo, em todos os tempos, a única força que se encontra em oposição às hordas bárbaras é sempre a força do braço da Igreja Católica Apostólica Romana? Questão de simples resposta; resposta esta encontrada sob o intelecto inspirado de um certo Evangelista: “Pois eu te declaro: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre Ela” (Mt 16, 18-19).

Onde houver um autêntico Sucessor de Pedro, ali estará a pedra sobre a qual está erigida a muralha, a última linha de defesa que deterá as hordas bárbaras! 

Rezemos que para assim como seu predecessor São Leão Magno, o Papa Bento XVI juntamente com todos os papas futuros, erga-se como de costume a cada investida bárbara, ponha-se diante dos generais do terror e grite: “ Bento XVI, Papa!”

PAX CHRISTI

Diogo Pitta

sábado, 7 de julho de 2012

Deus e o bóson de Higgs.


Por Diogo Pitta

"Os mistérios de Deus são mais satisfatórios que as soluções humanas." Fiz questão de iniciar essa breve e despretensiosa reflexão com uma frase, iluminada como sempre, do escritor, filósofo e teólogo Inglês G.K Chesterton, não apenas pelo apreço que nutro pela sua obra, mas pela pertinência que o presente assunto exige.
Contemplamos recentemente, a prova irrefutável da existência de Deus, quando sob luzes de inspiração Divina, cientistas descobriram aquela que seria chamada de “a peça que faltava ao quebra-cabeça” para conhecermos a verdade sobre a fundamentação da matéria e formação do universo e de todas as forças e elementos que atuam sobre ele, trata-se do bóson de Higgs, ou como preferem chama-la, a “partícula de Deus”.  O Grande Colisor de Hádrons, foi construído pela Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern) para detectar partículas elementares da matéria, em especial o bóson de Higgs e funciona com uma estrutura gigantesca e de funcionamento de certa forma complexo, mas basicamente, ele realiza a aceleração de feixes de prótons, por quatro aparelhos, cada um mais potente que o anterior, atingindo uma velocidade máxima de 99.99999991% da velocidade da luz (300.000Km/h), sendo esses feixes introduzidos em sentido contrário nos túneis, tendo cada feixe 100 bilhões de prótons e realizando 11.254 voltas por segundo no túnel, colidindo frontalmente 32 milhões de vezes por segundo. Um sistema de sensores especializados detecta as partículas após a análise acurada das colisões e em determinado momento curtíssimo, pode-se constatar o bóson de Higgs. 
Pois bem, a maravilhosa descoberta e a magnífica e irrefutável prova da existência de Deus torna-se cavalo de batalha para os ateístas militantes, pois servem-se da existência da referida partícula para tentar, em vão, refutar a existência de um Deus criador, bradando que se há algo material que deu origem à matéria, elementos e às forças que agem no universo, logo, a existência de um Deus Criador seria uma ficção primitiva e sem fundamentos. Detenhamo-nos num pequeno detalhe: a massa da “partícula de Deus”! Os cientistas divulgaram que a Massa da famigerada partícula possui 133 Prótons. Pergunta e problema: O que, ou melhor, Quem conferiu esta massa à bendita partrícula? e ainda que se fragmente mais a partícula (perdoem-me se proponho algo impossível), e cheguemos a algo isolado e inerte, o que ou Quem tirou este “algo” da inércia e dotou-o de movimento? Lembremos que a tal partícula foi gerada num meio artificial, onde forças foram geradas por alguém; transferindo tal aparato para o meio cósmico, quem e de que forma iniciou o trabalho. “O que gera a existência do campo de Higgs onde atuam os bósons?”, se questiona o encucado físico Laurence Krauss. Pergunto-me se não foi esse o questionamento do padre jesuíta belga Georges Lemaître em 1927, ao criar a teoria do Big Bang ( e ainda insistem cegamente que a Igreja é contra a ciência). Seja qual for a teoria, seja ela evolucionista, reducionista, criacionista e os demais “nistas”, nunca será refutada a existência de Deus e sua ação criadora, pois para que haja geração de energia deve haver movimento; para que haja ordem, mesmo que seja ordem da teoria evolução das espécies, alguém infundiu tal ordem. Neste ponto, recorro à Jean Guitton, filósofo francês que diz que até no caos, alguma ordem deve ser imputada. Pois bem, sem mais delongas, atentemo-nos para o que diz Santo Tomás de Aquino, o Doutor Angélico, quando expõe as cinco vias que provam a existência de Deus, detenhamo-nos na primeira via, que assim se expressa;
A primeira via, a mais clara, parte do movimento. Nossos sentidos atestam, com toda certeza, que neste mundo, algumas coisas se movem. Ora, tudo o que se move é movido por outro. Nada se move que não esteja em potência em relação ao termo de seu movimento; ao contrário, o que move,  o faz enquanto se encontra em ato. Mover nada mais é portanto, que levar algo da potência ao ato, e nada pode ser levado ao ato senão por um ente em ato. Como algo quente em ato, por exemplo o fogo, torna a madeira que está em potência para o calor, quente em ato e assim a move e altera., Ora, não é possível que a mesma coisa, considerada sob o mesmo aspecto, esteja simultaneamente em ato e em potência, mas está frio em potência. É impossível que sob o mesmo aspecto e do mesmo modo algo seja motor e movido ou que mova a si próprio. É preciso que tudo o que se move seja movido por outro. Assim, se o que move é também movido, o é necessariamente por outro, e este por outro ainda. Ora, não se pode continuar até o infinito, pois neste caso não haveria um primeiro motor, por conseguinte, tampouco outros motores, pois os motores segundos só se movem pela moção do primeiro motor, como o bastão, que só se move movido pela mão.
É então necessário chegar a um primeiro motor, não movido por nenhum outro, e este, todos entendem: é Deus. “ ¹

1 - Tomás de Aquino, Suma Teológica. I, art.  III

PAX CHRISTI

Diogo Pitta
Comunidade Peregrinos de Jesus

domingo, 22 de abril de 2012

Sacrifício: a verdadeira prova de amor!


Recentemente li em uma rede social, uma frase que dizia: “Cristo não exigiu que escalássemos o Everest, mas que amássemos uns aos outros”; acho intrigante a necessidade e capacidade que muitos possuem (e a utilizam com maestria) de tirar textos de seus contextos, no intuito de tornarem-se pretextos.

Realmente Cristo nos ordenou que amássemos uns aos outros, porém, as ordenanças de Jesus vão além do exposto. A frase postada nos dá o entendimento de que Cristo exigiu amor e não sacrifício, onde os distintos exegetas poderiam até utilizar corretíssimas passagens bíblicas, onde São João nos diz que: Cristo quer amor e não sacrifício. Diz a frase que Cristo não exigiu que subíssemos o monte Everest, porém o amor a Cristo faria um cristão fiel escalar o Everest! O que nos impeliria ao sacrifício, senão o amor?

Um pai de família não tem metaforicamente que escalar o Everest por amor a sua família? O que se sabe de Cristo até hoje, conhece-se devido à pregação do Evangelho e da tradição de 2000 anos de Igreja. Não há como extrair um ponto da Escritura, sem considerar outros tantos que se inserem em um contexto coerente, do contrário seríamos hipócritas.

Não podemos nos esquecer de que Cristo exigiu-nos Sacrifícios, porém Sacrifícios de amor! “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Eis aí um sacrifício de amor do qual se foge loucamente; a conversão!

Sacrificamo-nos diariamente ao olharmos para nosso interior e vermos o quanto necessitamos de uma sincera conversão (São João 1, 8).

Não podemos desconsiderar o mandado do Senhor, “Quem quiser vir depois mim, tome sua cruz e me siga”. E logicamente, seguir Cristo exige amor e sacrifício, nisto temos conhecido o amor; Cristo deu sua vida por nós (I Jo 3, 16).

A verdadeira prova de amor é o sacrifício pela vida do irmão.

Devemos olhar para nosso irmão e amá-lo, porém antes, devemos cuidar da nossa conversão, caso contrário, como doaríamos algo que não temos? Além do mais, amar não significa estar de acordo com coisas ruins e erradas. Li que “amigo é aquele que está de mãos dadas até quase cair no abismo”; eu ampliaria com uma correção dizendo que o amigo tira-nos do caminho do abismo e nos coloca no caminho de Deus, mesmo que mudar este caminho exija-nos sacrifícios!

Não há como separar a tríade Cristo-amor-sacrifício!

Falarmos de amor Cristão e não querermos falar em sacrifícios agradáveis a Deus é embrenhar-nos num comodismo hipócrita que sequer nos atrevemos a olhar para dentro de nós e vermos o quanto precisamos de conversão, pois se é verdade que Cristo nos ama, e quer que amemo-nos uns aos outros, incontestavelmente também é verdade que Ele quer que o imitemos e tomemos a nossa Cruz diariamente, seja ela do peso que for.

Vale-nos refletir sobre os Santos mártires que certamente não subiram o monte Everest, mais subiram a Deus pelo seu Sangue derramado por não negar a Cristo! São Policarpo de Esmirna subiu a Cristo pela fumaça da fogueira que o queimava! Santo Inácio de Antioquia subiu a Cristo pelos dentes dos leões que o trituravam!

Cristo não escalou o Monte Everest, Cristo escalou por amor, o madeiro da Cruz!

PAX CHRISTI

Diogo Pitta e Raquel Pitta

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Não há Páscoa sem a Cruz! A Cruz precede a Ressurreição!


Entristece-me ver pessoas falarem de Páscoa e Semana Santa, sem ao menos saberem o que significa; Falarem da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor, como algo simplório e ameno! Pela Cruz foi-nos dada a Redenção! Não se trata de uma "festinha" qualquer. Para os Católicos, é o período mais importante do ano litúrgico! Não há período que se compare ao Tríduo Pascal! Percebo pessoas de outros respeitáveis credos, proferindo coisas melosas sobre a páscoa, porém, sem qualquer embasamento para tal. Com todo o respeito que nutro por tais denominações, não compreendo como alguém que crê na teoria da reencarnação, pode crer igualmente na páscoa; na Paixão, morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo! Se crê na reencarnação (teoria que não concordo, porém respeito quem a adota), como pode ao mesmo tempo crer na ressurreição? São termos diametralmente opostos! Se houvesse reencarnação, por que motivo Cristo ressuscitaria? E se não crê na Ressurreição, para quê comemorar a Páscoa?  Como dizer que a Páscoa é um festa de todos os Credos, se vivemos num mundo onde se prega veementemente e violentamente a aversão à qualquer coisa que lembre uma Cruz? Como alguém pode referir-se à Paixão de Nosso Senhor, sem querer tocar no tema do sofrimento, pois se foi pelo sofrimento de Jesus pregado numa Cruz que foi-nos dada a Salvação?

O termo paixão, no que se trata, não alude à Paixão pregada pelo mundo; paixões pelos desejos carnais, paixões pelos bens materiais e paixões eróticas, mas refere-se antes de tudo, ao amor de Deus por nós, por ter-nos dado seu Filho, seu único Filho, como expiação de nossos pecados! Deu-nos Jesus, como a aliança perfeita, como cordeiro sem mácula e sem mancha. Não há mais necessidade de outros atos sacrificiais, que como no antigo testamento, utilizavam-se touros ou cordeiros. Para os Cristãos Católicos (que creem Ressurreição; se não creem, não podem denominar-se sequer cristãos!) o "Grande" Sacrifício já foi feito, e atualiza-se em cada Santa Missa, com a imolação do Cordeiro de Deus sobre o altar e pelas mãos do Sacerdote!

Como é próprio dos inimigos da Igreja, “macaqueiam” o que é de Deus, tornam a Páscoa, que deveria ser um momento de reflexão, oração e penitência, num grande mercado da gula onde o que imperam são os sentidos (tema que abordarei posteriormente) e as vontades de corpos mimados por donos mais mimados ainda.

O período que compreende a semana Santa, serve para refletirmos sobre o sentido de nossas vidas, e de fato o sentido de nossas vidas está fora delas.


Irmãos, hoje a Igreja reflete sobre o Lava-pés. Não deixemos que este ato de nosso Senhor seja entendido como uma ação meramente social. Mas creiamos firmemente que, se estivermos dispostos a seguí-Lo do Getsemani até a Cruz, Ele não nos lavará somente os pés, mas a nossa alma inteiramente e nos purificará! Creiamos, que como são os pés partes do corpo que nos conduzem por diversos caminhos, que a água que cai das mãos de Cristo sobre os nossos pés, nos dá discernimento espiritual e humano para refletirmos sobre os caminhos que escolhemos, tanto espirituais como terrenos.  Que seja um conduzir por caminhos espirituais e não terrenos, pois como disse anteriormente, a excelsa razão de nossa vida não está nela, mas fora dela!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Pax Christi

Diogo Pitta

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mensagem ao Deputado Jean Wyllys


Senhor Jean Wylliis, Bom dia!  Espero que esteja bem! Seguirei suas regras para publicações no FaceBook, pois percebo que lhe agradam debates sadios sobre os mais variados temas atuais, não é mesmo? Seguindo as regras da boa educação, apresento-me; meu nome é Diogo Pitta, um membro da Igreja Católica Apostólica Romana e amo a minha Igreja! Recentemente, chegou ao meu conhecimento uma série de impropérios, que segundo as fontes, foram ditos pelo senhor, a respeito do Papa Bento XVI, Pastor e chefe da Igreja Católica, alcunhando-o inclusive de Genocida em potencial... Causou-me certo espanto, o senhor, que exerce um cargo de tamanha evidência e importância, referir-se desta forma à um homem que antes de tudo, é um chefe de Estado e um catedrático, e que nada tem feito além de pregar a Paz no mundo, e isto é inegável à qualquer um que tenha um mínimo de honestidade. Prezado Deputado, Nós não odiamos a classe a qual o senhor tão destemidamente representa, apenas acreditamos em algo contrário ao que o senhor prega e defende, isso é crime? Vale lembrar, que não criticamos uma raça étnica, mas um comportamento! Por que os vossos comportamentos são os únicos que são, se assim posso dizer, incriticáveis? Por que não podemos nós católicos, termos os mesmos afagos legais, que o senhor tanto defende à sua classe? Caso o tivéssemos, certamente o senhor sofreria os rigores da Lei por referir-se ao Papa Bento XVI de forma tão desonrosa. Porém, adianto-me, e dou a devida resposta à última questão; nós, a Igreja Católica, cremos a lei deve ser igual para todos, sem distinção, e não importa a sua opção pela conduta homossexual, não importa sua raça, sua crença religiosa ou seu time de coração, nós os amamos, porém, urge dizer que que não amamos vossa conduta! Isso é crime? Sou um criminoso hediondo por ter uma opinião ou convicção contrária á sua? Somos Criminosos ou genocidas por pensarmos de forma diferente da sua? A Igreja católica tem firme convicção que para que uma sociedade seja realmente justa é preciso que hajam divergências de opiniões sendo respeitadas; porém, por que NINGUÉM pode divergir da sua sem ser tido por criminoso? Ir em mão contrária à sua é ser "genocida em potencial"?
Prezado Deputado, não refira-se mais à períodos da Inquisição, pois beira a infantilidade e total ignorância Histórica, pois nem os mais mortais inimigos da Igreja, utilizam mais esse argumento, por favor tenha discernimento! Como alguém que exerce um cargo de representação do povo e de grande evidência, exijo do senhor, Deputado, mais respeito com o nosso Pastor e chefe, chefe de um estado soberano, o Santo Padre Papa Bento XVI, pois o mesmo, pelo magistério da Igreja, NUNCA referiu-se à vossa amada classe de forma tão desrespeitosa, como agora o Sr. refere-se à ele; pelo contrário, expressou em documentos magisteriais o amor que nutre pelos homens e mulheres homossexuais, porém, sem deixar de afirmar a opinião da Igreja sobre suas condutas.  Bom, Deputado, segui todas as suas regras, logo, não há motivos para apagar minha mensagem, a não ser que algo que eu tenha escrito lhe incomode muito. Incomoda?

Cordialmente,

Diogo Pitta, Católico, apostólico Romano, Fiel ao Papa Bento XVI, representante legítimo de Cristo na terra.

PAX CHRISTI

Diogo Pitta