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domingo, 27 de janeiro de 2013

Santo Tomás de Aquino, Doctor Angelicus



Santo Tomás de Aquino está para a teologia, assim como Johann Sebastian Bach está para a música, e se como disse Ludwig Van Beethoven que um herege converte-se ouvindo Bach, o que dizer de um herege ao ler Santo Tomás de Aquino? Em todos os tempos, dificilmente o mundo conheceu uma mente como a de santo Tomás de Aquino.  Sob a imagem de um homem gordo, alto, pacatíssimo e silencioso, residia uma alma magnífica; uma mente que viria a assustar o mundo do pensamento – e da igreja – com a sua aplicação da filosofia de Aristóteles à teologia, o que G.K Chesterton chama de “o batismo de Aristóteles”. Santo Tomás foi sempre proposto pela Igreja como mestre de pensamento e modelo do modo reto de fazer teologia . Depois de Santo Agostinho, este também um gigante do pensamento teológico, Santo Tomás é o Santo mais citado no catecismo da Igreja católica; é citado por sessenta e uma vezes.

Santo Tomás surgiu no mundo em 1225, no seio da família dos Condes de Aquino, família feudal de origem germânica e normanda, no reino de Nápoles. Ainda jovem, foi encaminhado na vida monástica, sendo enviado ao mosteiro de Monte cassino, onde receberia as primeiras instruções sobre teologia. Porém, foi em Nápoles, onde havia uma universidade fundada por Frederico II, Imperador excomungado, que aos 14 anos Santo Tomás teve seu primeiro contato com a filosofia aristotélica, filosofia esta que tornar-se-ia para o santo a filosofia por excelência.

O Doutor Angélico, como ficou posteriormente Santo Tomás, em determinado momento, sente-se de alguma forma atraído pela ordem dos Dominicanos, ordem fundada por São Domingos de Gusmão, e decide separar-se da família, pois esta o impedia de aderir ao hábito dominicano. O que o atraía nos Dominicanos era a efervescência intelectual e apostólica. Conta-se que ao dirigir-se para Paris, foi sequestrado pelos irmãos e trancafiado numa torre de castelo dos Aquino, onde seus irmãos, com o intuito de ferir-lhe o celibato, fizeram entrar na masmorra uma mulher, meretriz da época, para seduzir o Santo. Santo Tomás tomou em suas mãos um pedaço de lenha que fumegava na lareira e como quem tenta espantar lobos, expulsou a meretriz do aposento, e ao fechar a porta, traçou com a lenha fumegante o sinal da cruz na porta fechada.

Em 1245, dirige-se à paris, onde coloca-se sob a tutela intelectual de Santo Alberto Magno. À época, reinava o Jovem São Luis e estava em término a construção da catedral de Notre Dame, a qual que se tornaria a “Nova Atenas”; território dominado pelo intelecto agudíssimo dos estudantes de Paris.

G.K Chesterton escreveu uma excelsa obra biográfica de Santo Tomás de Aquino, considerado pelos grandes biógrafos de Santo Tomás, como a maior e mais eloquente obra sobre o Doctor Angelicus. Nesta obra, Chesterton relata a grande amizade que brotou em ambos os corações – de Santo Tomás de Santo Alberto Magno – pois Alberto Magno havia percebido a aguda inteligência de Santo Tomás e ousou até, quando todos o alcunhavam de “Boi mudo”, por ser Tomás extremamente silencioso, a dizer que “este boi há de mugir tão alto que assustará o mundo!” Foi o próprio Alberto magno, o conferencista e mestre erudito que começou a suspeitar do vigor pela verdade em Santo Tomás. Ele encarregava Tomás de pequenas tarefas, de anotação ou exposição depois de convencê-lo a deixar de lado o embaraço e participar de ao menos um debate. Santo Alberto havido sido convidado pelos Superiores da Ordem para fundar uma Casa de estudos teológicos, e aceitando de pronto, expôs sua única e impávida condição; levar consigo o “Boi Mudo”. Então, Tomás entrou em contato com todas as obras de Aristóteles e dos seus comentadores árabes, que Alberto ilustrava e explicava.

Santo Tomás pôs-se a estudar profundamente as obras de Aristóteles, e as traduções de seus comentadores, distinguindo nelas aquilo que era válido daquilo que era duvidoso, ou que devia ser totalmente rejeitado, demonstrando a consonância com os dados da Revelação cristã e utilizando ampla e perspicazmente o pensamento aristotélico na exposição dos escritos teológicos que ele mesmo compôs. Em última análise, Tomás de Aquino mostrou que entre fé cristã e razão subsiste uma harmonia natural. E foi esta a grande obra de Tomás, que naquele momento de desencontro entre duas culturas – naquele momento em que parecia que a fé devia render-se perante a razão – demonstrou que elas caminham a par e passo, que quanto parecia ser razão não compatível com a fé não era razão; e aquilo que parecia ser fé não era tal, enquanto se opunha à verdadeira racionalidade; deste modo, ele criou uma nova síntese, que veio a formar a cultura dos séculos seguintes.

Santo Tomás iniciou sua produção literária, quando em virtude de suas explícitas capacidades intelectuais, foi convidado a retornar á Paris, para lecionar Teologia na Cátedra Dominicana, onde floresceram de sua mente comentários à Sagrada Escritura, comentários aos escritos de Aristóteles, obras sistemáticas imponentes, entre as quais sobressai a Summa Theologiae, tratados e discursos sobre vários argumentos.

Entre 1261 e 1265, quando esteve em Orvieto, por ordem do papa Urbano IV (que nutria grande estima pelo Santo), Santo Tomás compôs hinos para festa de Corpus Christi, em honra à Sagrada Eucaristia, hinos estes que são verdadeiras obras primas cujas belezas em forma de melodias musicais e letras de refinado teor impulsionam a alma em direção ao Céu ; exemplo destes hinos é o hino Panis Angelicus, que tornou-se apresentação obrigatória em grandes eventos de música erudita. (veja o Vídeo).


Outra obra prima voltada para a adoração Eucarística é o hino Adoro te Devote, composto também a pedido do papa Urbano IV, após a promulgação da bula “Transiturus”, que institui a festa de Corpus Christi. (Veja o vídeo)



Os pensamentos de Santo Tomás foram tão marcantes para a Igreja, que fala-se que no Concílio Tridentino, nas sessões conciliares, ao lado da Sagrada Escritura encontrava-se aberta e amplamente consultada a Suma Teológica, obra que o consagrou como “O Teólogo por excelência”.

Após algumas décadas em desuso, o Papa leão XIII, através da encíclica Aeterni patris suscitou a necessidade de voltar-se à Santo Tomás, para opor-se aos erros de uma época dominada por erros doutrinais e filosóficos, o que ficou conhecido com Tomismo Leonino.

Embora fosse possuidor de uma capacidade intelectual singular e fosse absurdamente culto, Santo Tomás tinha em iguais de grandezas uma humildade e simplicidade evangélicas. O papa Bento XVI relembra essa qualidade em seu discurso na Assembléia geral em 02/06/2010: “os últimos meses da vida terrena de Tomás permanecem circundados por uma atmosfera particular, diria misteriosa. Em Dezembro de 1273 ele chamou o seu amigo e secretário Reginaldo para lhe comunicar a decisão de interromper todos os trabalhos porque, durante a celebração da Missa, tinha compreendido, a seguir a uma revelação sobrenatural, que tudo aquilo que tinha escrito até então era apenas "um monte de palha". É um episódio misterioso, que nos ajuda a compreender não só a humildade pessoal de Tomás, mas também o facto de que tudo o que conseguimos pensar e dizer sobre a fé, por mais elevado e puro que seja, é infinitamente ultrapassado pela grandeza e pela beleza de Deus, que nos será revelada plenamente no Paraíso.”

Santo Tomás de Aquino Morreu enquanto se encaminhava para o Concílio ecumênico de Lião em 7 de março, em Fossanova, concílio esse convocado pelo Papa Gregório X. Deixou a terra ainda em ebulição reflexiva e contemplativa, e foi canonizado pelo Papa João XXII, e hoje é um dos Santos mais venerados da Igreja e inspiração salutar para todos os teólogos e amantes dos livros.

Santo Tomás de Aquino, rogai por nós!

Breve lição de história ao deputado Jean Wyllys: A Igreja Católica e a escravidão

 Prof. Dr. Ricardo da Costa*

Vivemos em uma época conturbada. Qualquer coisa afirmada levianamente ganha auréola de verdade. Por exemplo, recentemente, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) disse que sessenta por cento dos congressistas brasileiros utilizavam serviços de prostitutas e que, por isso, eles gostariam de gozar essa atividade em “locais mais seguros”. Conclusão: para o deputado, deveríamos regulamentar a vida das meninas. Rapidamente a notícia ganhou as manchetes dos jornais. Contudo, dias depois, Wyllys voltou atrás – em uma matéria infinitamente menor, claro: baseou sua afirmação em sua “percepção da sociedade brasileira”, e que, de fato, desconhecia casos de pagamento de prostitutas por colegas.

Bem, cito o deputado do PSOL porque o próprio se valeu de um trecho de uma mensagem do papa Bento XVI no XLVI Dia Mundial da Paz para mais uma de suas afirmações bombásticas. O papa defendera a “estrutura natural do matrimônio” – a união entre um homem e uma mulher – quando negou que quaisquer outras formas radicalmente diversas de união fossem igualmente consideradas, pois elas “prejudicam, desestabilizam e obscurecem a função insubstituível do casamento”. Fazer essa equiparação constituía uma “ofensa contra a verdade da pessoa humana e uma ferida grave infligida à justiça e à paz”. Parafraseando o papa, o deputado afirmou que “ferida grave infligida à justiça e à paz foi a escravidão de negros africanos apoiada pela Igreja Católica”.

Nesse caso, Jean Wyllys não está só. Essa é uma das acusações costumeiras que costumam ser feitas à Igreja. Teria ela, segundo seus detratores, apoiado o sistema escravocrata, especialmente o ocorrido na África no período moderno (séculos XVI-XIX). Isso é verdade? Não. A verdade é exatamente o contrário disso. Vamos (mesmo que brevemente) aos fatos?

Na Bíblia há várias passagens relativas a escravos (especialmente o Antigo Testamento). Quase sempre são prescrições atenuantes. Por exemplo: não se deve enganar um escravo, nem utilizá-lo em tarefas degradantes ou serviços desnecessários; ao escravo é reservado o dia de descanso (sábado). Em resumo: apesar de reconhecer a escravidão, a religião a atenuava. Essa foi basicamente a herança do mundo antigo no que diz respeito aos preceitos religiosos.

Com a ascensão social e política da Igreja na Idade Média e a consequente cristianização das monarquias, a pressão a favor dos pobres, das mulheres e dos escravos tornou-se maior. Por exemplo, uma lei do século VI (sob influência da Igreja) afirmava que nenhum escravo poderia ser preso caso estivesse em um altar católico: seu dono deveria pagar uma pesada multa caso fizesse isso. Nesses séculos conhecidos pelos especialistas como Alta Idade Média (V-X) o Catolicismo que se difundiu na Europa pressionou aquelas sociedades a considerar a escravidão algo ultrajante aos seres humanos, já que, pela fé em Jesus Cristo, somos todos filhos de Deus (Gl 3:26).

Apesar disso, a escravidão só lentamente diminuiu – para dar lugar, pouco a pouco, à servidão. Com ela, a dignidade humana estava muito acima da escravidão. Nessa, o escravo era uma coisa que falava; naquela, o servo tinha deveres (e muitos!) – mas também direitos (como, por exemplo, a inalienabilidade da terra).

Mas os homens são dificilmente civilizados (e com revezes regulares). Mesmo com a pregação regular da Igreja, na Europa medieval a escravidão continuou tão comum que teve que ser reiteradamente condenada por ela (Concílios de Koblenz, em 922, de Londres, em 1022, e no Conselho de Armagh, ocorrido na Irlanda em 1171). Naquele Concílio de Londres, por exemplo, foi decidido: “Que futuramente, na Inglaterra, ninguém queira entrar naquele comércio nefasto no qual estavam acostumados a vender homens como animais irracionais” (artigo 27).

O problema era que as antigas leis romanas, e seu código civil, reorganizado nos anos 529-534 pelo imperador bizantino Justiniano I como Corpus Iuris Civilis (Conjunto do Direito Civil), regulamentavam a escravidão. Segundo ele, embora o estado natural da Humanidade fosse a liberdade, os direitos dos povos poderiam, no entanto, substituir a lei natural e escravizar pessoas. Basicamente um escravo era: 1. alguém cuja mãe era escrava, 2. qualquer pessoa capturada em batalha, 3. qualquer um que se vendeu para pagar uma dívida (fato comum nos primeiros séculos medievais).

Com a ascensão do Cristianismo, o direito também se cristianizou. Os advogados medievais, a partir do século XI, chegaram à conclusão que a escravidão era contrária ao espírito cristão. Isso para cristãos (e que não me venha nenhum fariseu acusar a Igreja de não legislar para não cristãos). Em contrapartida, por exemplo, foi o Islã quem difundiu largamente a escravidão. Vejamos isso com mais pormenor.

Começo com uma citação do grande historiador Fernand Braudel (1902-1985): “O tráfico negreiro não foi uma invenção diabólica da Europa. Foi o Islã, desde muito cedo em contato com a África Negra através dos países situados entre Níger e Darfur e de seus centros mercantis da África Oriental, o primeiro a praticar em grande escala o tráfico negreiro (...). O comércio de homens foi um fato geral e conhecido de todas as humanidades primitivas. O Islã, civilização escravista por excelência, não inventou, tampouco, nem a escravidão nem o comércio de escravos”.

Aqui chegamos à escravidão negra. Muitos séculos ANTES da chegada dos brancos europeus à África, tribos, reinos e impérios negros africanos praticavam largamente o escravismo, exatamente como os berberes (e demais etnias muçulmanas). Os europeus do século XVI tinham verdadeiro pavor de deixar o litoral ou mesmo desembarcar de seus navios e avançar para longe da costa e capturar escravos. Estes eram trazidos pelos próprios africanos, que tinham grandes mercados espalhados pelo interior do continente, abastecidos por guerras entre as tribos, ou mesmo puro sequestro. Isso pode ser facilmente comprovado, por exemplo, com a descrição do império de Mali feita pelo cronista muçulmano Ibn Batuta (1307-1377), um dos maiores viajantes da Idade Média, e o depoimento de al-Hasan (1483-1554) sobre Tumbuctu, capital do império de Songai. Ademais, havia tribos africanas que praticavam sacrifícios humanos, naturalmente de escravos. Às vezes, para interromper a chuva, mulheres negras (e escravas) eram crucificadas.

Entrementes, a Igreja Católica, reiteradamente, condenava a escravidão. Há inúmeras bulas papais a respeito: Sicut Dudum (1435) – Eugênio IV manda libertar os escravos das ilhas Canárias; em 1462, Pio II instrui os bispos a pregarem contra o tratamento de escravos negros etíopes, e condena a escravidão como um tremendo crime; Paulo III, na bula Sublimus Dei (1537) recorda aos cristãos que os índios são livres por natureza (isto é, ao contrário dos negros, eles não praticavam a escravidão); em 1571 o dominicano Tomás de Mercado declarou desumana e ilícita a escravidão; Gregório XIV (Cum Sicuti, de 1591) e Urbano VIII (Commissum nobis, de 1639) condenaram a escravidão.

Paro no século XVII. Há muito mais. Mas qual é o resumo da ópera? Devemos estudar o passado, não inventá-lo.

*Medievalista. Professor efetivo da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Site: www.ricardocosta.com

fonte: http://contraimpugnantes.blogspot.com.br

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Sou gay e francesa: Não quero matrimônio nem adoção homossexual

 Nathalie de Williencourt é uma lésbica francesa e uma das fundadoras de Homovox, uma das maiores associações de gays da França. À diferença do que afirmam certos meios de imprensa, considera que a maioria de homossexuais, incluindo ela mesma, não querem nem o matrimônio nem a adoção de crianças e estão em desacordo com o projeto de lei do presidente François Hollande de legalizar ambas práticas.

Em uma entrevista concedida no dia 11 de janeiro ao site de notícias italiano Tempi.it, Nathalie assinalou que "o casal homossexual é diferente do heterossexual por um mero detalhe: não podemos dar origem à vida".

Williencourt afirmou com claridade: "sou francesa, sou homossexual, a maioria dos homossexuais não querem nem o matrimônio, nem a adoção de crianças, sobre tudo não desejamos ser tratados do mesmo modo que os heterossexuais porque somos diferentes, não queremos igualdade, mas justiça".

A líder gay assinalou ainda que os próprios homossexuais "acreditam que as crianças têm direito a ter um pai e uma mãe, possivelmente biológicos, que possivelmente se amem. Uma criança que nasce do fruto do amor de seu pai e de sua mãe tem o direito de sabê-lo. Se os casais homossexuais adotarem crianças que já estão privadas de seus pais biológicos, então (as crianças) estariam sem um pai e sem uma mãe pela segunda vez".

"Os casais heterossexuais estão esperando anos para poder adotar uma criança, e corre-se o risco que muitos países não permitam mais adoções a cidadãos franceses se esta lei for passada, já que países como a China e outros da Ásia contam com procedimentos que excluem casais do mesmo sexo".

"Isto significaria fazer que a adoção por casais conformados por um homem e uma mulher seja ainda mais difíceis", acrescentou Williencourt.

A porta-voz do Homovox considerou logo que a família, constituída sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher, é a base para a paz.

"A paz se constrói na família e para ter paz na família é necessário dar às crianças a imagem mais natural e mais segurança infunde para crescer e chegar a ser grande. Quer dizer, a composição clássica de homem e mulher".

Williencourt denunciou logo que "na França nos censuram (Homovox.com). Escuta-se sempre o lobby dos ativistas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) que sempre falam nos meios, mas a maior parte dos homossexuais estão irritados pelo fato de que esta organização faz lobby em nosso nome. Nós não votamos por eles para que nos representem".

Nathalie explicou que os membros do lobby gay já têm uma ferida em relação à sua própria homossexualidade "porque não a aceitam, reivindicam ser como os heterossexuais. Em vez disso nosso movimento reivindica que os homossexuais sejam tratados de modo distinto que os heterossexuais porque somos diferentes".

"Não podemos pedir igualdade para situações que são diferentes. Não é a igualdade o que é importante, mas a justiça. É uma desigualdade justa e uma igualdade injusta", precisou.

Sobre sua oposição e a de toda sua associação ao projeto de lei impulsionado pelo presidente Hollande, Nathalie Williencourt disse que "eu e meus amigos gays não podemos ser acusados de homofobia, por não permitir a lei".

O que solicitam, explicou, é "um diálogo entre Hollande e o povo, porque ele tinha prometido que não ia aprovar uma lei à força se os franceses não estavam de acordo. Esperemos que se abra o diálogo com os Estados Gerais sobre o matrimônio e um referendum para consultar todos os cidadãos deste tema".

Homovox é a associação que reúne a maioria de homossexuais na França. A associação foi uma das organizações gays que marcharam pelas ruas de Paris no dia 13 de janeiro junto a mais de um milhão de pessoas em defesa do autêntico matrimônio.

O Bem e o mal

 Escrito por Diogo Pitta

Recentemente foi-me imposto um questionamento bastante plausível por um ente muito querido. Conversávamos sobre a existência de pólos diametralmente opostos de natureza do ser, sobre se há no mundo a bipolaridade bem x mal, e se cabe supor que há homens maus ou se há homens bons.

Bem, o que me foi proposto é que todos os homens, essencialmente podem ser bons, se induzidos a isso, e maus se forem igualmente tentados, e isto está correto ao que me parece. Porém, a colocação de tal questão não exclui em absoluto a existência das polaridades “bem e mal”, uma vez que um homem induzido ao mal, incorrerá em práticas essencialmente más e um homem que for conclamado às boas práticas incorrerá em práticas essencialmente boas.

Como poderíamos ignorar a existência de um embate, seja ele material ou metafísico entre bem e mal, quando a existência destas duas realidades configuram-se como talvez as únicas entidades comprováveis às nossas limitadas visões? Como ignorar, por exemplo, a diferença abissal entre a maestria com que exercia Stalin suas habilidades assassinas ao aniquilar de fome 3 milhões de pessoas na Ucrânia com a penetrante e expansiva caridade franciscana? Como poderíamos ignorar a diferença entre o martírio exercido pelos cristãos, e o martírio exercido pelos islâmicos?

Ora, existem sim, o bem e o mal e estão em pólos opostos e constantemente em luta. A Teoria filosófica chinesa nos aponta que o bem e o mal equilibram-se pela primeira lei do I-ching; princípio de que nada se perde, tudo se transforma. Existe uma segunda lei do I-Ching, que diz que tudo muda, menos a primeira lei. Ora se tudo muda, menos a primeira lei, logo a segunda lei, que diz que tudo muda menos a primeira lei, também muda, o que torna a primeira lei mutável, logo o argumento de que tudo muda é incoerente, fazendo com que haja o mal e o bem, distintamente.

A Filosofia escolástica, mais especificamente Santo Tomás de Aquino, afirma que  a existência do mal é resultado ausência do Bem supremo que é o próprio Deus. Definitivamente creio nisso!

Tomemos o exemplo de como as doutrinas atéias foram responsáveis por banhar de sangue o solo do mundo:

Em 1848 surgia no mundo do pensamento, como que de uma indução maligna, a ideologia ateia de Karl Marx, o pensamento marxiano, o comunismo. Após uma série de desdobramentos históricos, em 1917 ocorreu a ascensão dos bolcheviques na Rússia, e após alguns anos estava instalada a ditadura do proletariado, “profetizada” por Marx e levada à prática por Lênin. Com a Morte de Lênin, subiu ao poder Joseph Stalin, cujo seus primeiros atos no comando da URSS foi aniquilar fisicamente membros do próprio partido, supostamente oposições dentro do Partido Comunista. Stalin tornou-se (mesmo que professores de história de orientação marxista façam questão de minimiza-lo) a máquina mais sanguinária que a humanidade já conheceu, fazendo com que o comunismo fosse responsável por alcunhar ao século XX, o que para os historiadores sérios ficou conhecido como o “século de sangue”. O Comunismo matou mais de 300 milhões de pessoas!

Como ignorar  por exemplo a existência de uma polaridade entre Stalin, com o que seria – embora existam muitos exemplos no Cristianismo e mesmo que extemporâneo - seu pólo oposto São Pio de Pietrelcina? Ou até mesmo com outros exemplo fora do Cristianismo como Mahatma Ghandi? Poderiam objetar que são fatos isolados, porém, podemos citar mais uma gama de exemplos destas oposições de polaridades, como São Maximiliano Kolbe x Mao Tsé Tung; São Francisco de Assis x Pol pot, enfim, de um lado máquinas sanguinárias e implacáveis, e de outro ícones da caridade e da renúncia de si mesmos em prol de outros, seguindo a máxima evangélica imposta por Cristo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Ora, além do mais atrás destas máquinas de matar pessoas, existem sempre uma infinidade de pessoas que os apoiam e ajudam a sustentar suas causas, logo, possuem a mesma orientação.

Devem, por certo, me questionar: “Por que citar as doutrina atéias?” Respondo: por que “coincidentemente” as doutrinas atéias foram as que mais derramaram sangue inocente em toda a história da humanidade. Lembremo-nos de Santo Tomás de Aquino que disse que a existência do mal é resultado ausência do Bem supremo que é o próprio Deus. Assim como a existência do frio pode ser verificada a partir da ausência do Calor, a existência do Mal é evidenciada pela ausência do bem, que para Santo Tomás, é o Sumo-bem, que é Deus. Pressupõe-se que a existência de um ente que tenha pensado a humanidade acarrete a existência de uma norma moral. Por exemplo: Os fabricantes de computadores, antes de fabricá-los, tiveram que conceber a idéia dos computadores em suas mentes, para tanto, algumas regras da eletrônica, da física e da matemática tiveram de ser seguidas, caso contrário, se não houvesse sequer regras de montagem, os computadores não existiriam a não ser na mente de quem o pensa. Logo, subentende-se que admitir a existência de um Ser cujo pensamento precedesse a existência do homem incorreria na admissão de que há uma norma moral que permite nossa existência e a sustenta. 

Além do mais, é incoerente dizer que Deus não existe por existir o mal no mundo, pois se se admite que existe o mal, invariavelmente admite-se que existe o bem, e se existe o bem, há uma ordenação no cosmos para tal, e esta ordenação não se cria a si mesma, pois nada pode criar-se a si mesmo, então só nos resta afirmar que existe uma Mente criadora primeira que dá ordem à todas as coisas. Ora se existe Bem, existe o seu oposto, o mal. 

A revelação Cristã nos deu a certeza de que o mal surgiu no mundo com a soberba de Lúcifer, o que de fato não se afasta da concepção filosófica escolástica do mal, por que a partir do momento em que a soberba aflorou em lúcifer, anjo até então belo e luminoso, o Sumo-Bem (Deus) deixou de habita-lo e este mergulhou-se nas trevas do mal, tornando-se ele mesmo o próprio mal, abandonando a Luz do Bem. Lúcifer é o anjo sem Deus, assim, como Stalin era o homem sem Deus. 

Um pensamento filosófico moderno que nos ajudar a entender a existência do mal no mundo e do ateísmo é o de Friderich Wlhelm Nietzsche, em assim falou Zaratustra: “ Se os deuses existissem, como suportaria eu não ser um Deus, logo deuses não existem!”

Ou seja, por trás da conduta religiosa ateísta, esconde-se uma vontade atávica de ser Deus de si mesmo; “Imaginem só, o quão limitador seria ter um Deus” pensa um ateísta; pois a limitação de ter um Deus que nos tenha pensado de uma maneira, é a mesma limitação de quem admite a existência da verdade como norma. Na verdade, afirmar que não há homens bons ou maus, ou que não há a existência do bem e do mal como polos distintos e antagônicos, ou que o bem e o mal se equilibram  não é uma forma de relativismo? Será que relativizar Deus, ou sua existência, ou a existência do Summon Bonum não é o mesmo que negar a existência deste, pois pressupõe-se que Deus é absoluto e relativizar o absoluto não é mesmo que nega-lo?

Um fato é inegável historicamente: Quanto mais a humanidade afasta-se de Deus e de suas normas, mas ela se degrada; quanto mais nos afastamos do calor, mais fica clara a diferença e oposição entre frio e quente; quanto mais nos afastamos da luz, mais clara fica  a oposição e diferença entre claro e escuro; quanto mais nos afastamos do bem, mais próximos estamos do mau; quanto mais nos afastamos de Deus, mais nos assemelhamos a Lúcifer, outrora anjo luminoso, porém que deixou a escuridão da soberba, e da vontade de ser Deus o afastarem do Sumo - Bem

Escrito por Diogo Pitta

Defesa da vida - Elba Ramalho revela perseguição sofrida pelo PT


Abortos Ocultos


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Números gayzistas

por Bruno Braga | 14 Janeiro 2013

No dia 10 de janeiro a Folha de São Paulo publicou um levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB): 336 gays, lésbicas e travestis foram assassinados em 2012 – dado que significa um homicídio a cada 26 horas [1].

O propósito do movimento gayzista [2] é demonstrar que existe uma matança generalizada de homossexuais no país e, consequentemente, provar que o Brasil é um país “homofóbico”. A exposição dos dados – estabelecendo a relação homicídio/tempo – não é por acaso – é um formato que sensibiliza o público em geral, e também o leitor da reportagem. Mas, será que existe, realmente, este banho de sangue gay?

Seria prudente analisar os números do Grupo Gay da Bahia e os critérios adotados para a pesquisa. Mas, que se dê um crédito à organização: 336 gays, lésbicas e travestis foram assassinados em 2012. Acontece que, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2012), 45.308 pessoas foram assassinadas em 2011 [3]. Adotando a forma expositiva do GGB, o homicídio no Brasil produz 5 cadáveres por hora. Portanto, estabelecer o comparativo – 336/45.308 – é uma obscena falta do senso das proporções.

Ademais, qual foi a motivação dos assassinatos daqueles homossexuais? Foi uma motivação “homofóbica”, quer dizer, os homossexuais foram assassinados por pessoas perturbadas que têm ódio mortal contra os homossexuais? Quando a questão foi colocada para Dudu Michels, analista responsável pelo material gayzista, ele imediatamente respondeu: “quando o movimento negro, os índios, ou as feministas divulgam suas estatísticas, não se questiona se o motivo foi racismo ou machismo”. Bom, se a questão sobre a motivação dos crimes não é posta para outros movimentos e grupos, é um grave equívoco, porque a motivação é elemento caracterizador do preconceito e da discriminação. Mas, o erro com relação aos outros não desobriga o Sr. (ou Sra.) Michels, que deve sim responder sobre a motivação dos crimes contra homossexuais, para fundamentar o alarde contra a suposta homofobia. Um caso pode esclarecer a necessidade desta obrigação.

Em 2011 um ativista do movimento gay noticiou o seguinte: “O dia de hoje foi atípico. Sentimento de dor, perda, injustiça. Na noite de ontem, mais um jovem gay assassinado no Brasil. Dessa vez, em São João del-Rei/MG. Um jovem de 18 anos perde a vida de forma brutal e injusta. No velório amigos, família e comunidade. Um só discurso: foi injusto, queremos justiça”.

Este homicídio entraria automaticamente nas estatísticas do Grupo Gay da Bahia. Mas, qual foi a motivação do crime? Foi por ódio contra homossexuais? “Homofobia”? O próprio texto esclarece a dúvida:

“Até que a Polícia Civil investigue e conclua o inquérito o que se tem como certo é um jovem gay assassinado pelo próprio companheiro por não aceitar o término do relacionamento conturbado dos últimos meses” (o destaque é meu) [4].

Um homossexual assassinou outro homossexual. Quantos casos semelhantes a este compõem os dados apresentados pela militância gayzista? A julgar pela experiência do delegado Marcelo Falcone – que trabalhou na Delegacia Especializada em Crimes Homofóbicos em João Pessoa – não são poucos. Ele observa que em muitos casos os autores dos homicídios são acompanhantes das vítimas: “Isto acontece muito entre os homossexuais do sexo masculino que contratam garotos de programa. Existe um preconceito muito grande porque esses rapazes não se sentem gays” [5]. Ou seja, são gays matando gays.

A propósito, em 2010, Marcelo Cerqueira – membro do Grupo Gay da Bahia – afirmou que a maioria dos crimes de ódio e assassinatos de homossexuais era promovida por garotos de programa [6].

O artigo da Folha de São Paulo ainda apresenta as considerações de um “especialista”. Luiz Mott - “decano” do movimento gayzista no Brasil [7] – assume a autoridade de um “antropólogo” e afirma: 99% dos homicídios listados pelo GGB – entidade da qual é presidente – é de natureza “homofóbica”. Porém, Luiz Mott acrescenta à “homofobia” uma série de categorias – “individual”, “cultural”, e “institucional” –, ampliando de tal modo o seu significado, que qualquer violência praticada contra o homossexual, e qualquer sofrimento ou dor dele, torna-se “homofobia”. Um caso explícito de manipulação conceitual.

O “antropólogo” e líder gayzista observa que o número de casos deve ser ainda maior, porque muitos não são conhecidos. Mas, se os casos não são conhecidos, como ele pode dizer que existem mais? Ora, Luiz Mott tem o dom de transformar uma hipótese em realidade concreta.

Enfim, a pesquisa do Grupo Gay da Bahia é mais uma peça panfletária produzida pelo movimento gayzista. Instrumento fraudulento de promoção política, mecanismo para reivindicar privilégios e realizar uma obscura engenharia social. 

Notas:

[1]. Cf. Folha de São Paulo, 10 de Janeiro de 2013 [http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1212866-um-homossexual-e-morto-a-cada-26h-no-brasil-diz-grupo-gay.shtml].

[2]. Observar a diferença entre o homossexual e o movimento gayzista. Este último é a transformação da sexualidade em princípio de organização política e de promoção de engenharia social.

[3]. Cf. Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2012, Tabela 10, p. 28. [http://www2.forumseguranca.org.br/node/32131].

[4]. Cf. [http://carllosbem.blogspot.com.br/2011/07/perdemos-mais-um-jovem-gaye-podemos.html]. E o narrador ainda revela: “Pude ver um adolescente gay de 15 anos chorando copiosamente porque também está sendo ameaçado de morte pelo assassino que continua solto pelas ruas da cidade”.

[5]. Cf. G1, 26 de Agosto de 2011. [http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2011/08/paraiba-tem-12-assassinatos-por-homofobia-em-2011-diz-levantamento.html].

[6]. Cf. Mix Brasil, 2005. [http://mixbrasil.uol.com.br/print/NjYzNjA].

[7]. Sobre Luiz Mott, Cf. BRAGA, Bruno. “A vanguarda gayzista” [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/05/vanguarda-gayzista-1.html]; “Os herdeiros de Kinsey” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/01/os-herdeiros-de-kinsey.html].

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sábado, 5 de janeiro de 2013

Deus, a verdade e o homem

 Não é espantoso observar que as filosofias modernas, ainda que prometam a liberdade, neguem o indivíduo?

 Ao perder a fé em Deus e Jesus Cristo, o Ocidente não está apenas se degenerando. Está literalmente enlouquecendo.

Escrito por Leonardo Bruno

Dentre tantas questões da nossa época, encontradas na filosofia e em muitas perspectivas políticas, há três grandes revoltas da modernidade: a revolta contra Deus; a revolta contra a verdade; e a revolta contra o homem.

Revela-se no Ocidente a revolta contra Deus. As ideologias políticas e certas escolas filosóficas excluem Deus da história e do universo moral, político, ético e existencial do homem. O elemento da moda difundida nas universidades, na mídia e na opinião pública em geral é o materialismo e o ateísmo. Nestas teorias, o homem não precisa mais da realidade transcendente. Ele se basta a si mesmo.

A velha Europa destronou o fundamento histórico, moral e simbólico do Cristianismo nas instituições. Grupos fanáticos de militantes secularistas e esquerdistas se revoltam contra símbolos religiosos e contra a imagem maior da cruz em várias nações do mundo. A manifestação da fé cristã é hostilizada e marginalizada, senão criminalizada. Na Suécia chegou-se ao cúmulo de falar do Natal nas escolas excluindo o nome de Jesus Cristo. O nome do menino Jesus incomoda muitos. Na lógica deles, a religião deve ser extirpada da vida pública. O único mundo a ser valorizado é o terreno, o material, o temporal.

Por outro lado, há o sacrifício da verdade. É um lugar comum afirmar que a verdade não mais existe. Ou que ela é uma ilusão dos filósofos antigos e medievais. Há, ainda, pessoas que afirmam ser a verdade "intolerante", geradora de ódios e fanatismos. Em nome da tolerância, que tal abolir a idéia da verdade? Cada pessoa terá sua idéia, sua moral e seu fundamento e ninguém incomodará a outra com seus pensamentos. O relativismo, contraditoriamente, é o dogma da modernidade, a falsa verdade absoluta disfarçada de negação de todas as verdades.

Por fim, o homem é diminuído. As filosofias que negam a existência de Deus e da verdade, negam também a dignidade humana. A sacralidade da vida humana é relativizada. Neste prisma, o ser humano não passa de um composto químico orgânico, de um animal mais evoluído. Não há nenhuma questão substancialmente distintiva em relação às outras espécies. Como ser apenas biológico, um dia morrerá e sumirá. Na verdade, o homem é considerado mero produto da matéria, uma insignificante engrenagem que faz parte de um todo abstrato, porém onipotente, chamado "natureza", com suas forças irracionais e impessoais. Sua inteligência e sua razão são impotentes para enfrentar ou compreender as circunstâncias pelas quais vive.

Não é espantoso observar que as filosofias modernas, ainda que prometam a liberdade, neguem o indivíduo? A própria individualidade não passa de um efeito acidental das circunstâncias. Ela é sempre produto do meio, da genética, da sexualidade, das forças de produção econômica, da coletividade, da estrutura cultural, social e política ou da matéria. Em outras palavras, o homem não é livre. Sua liberdade e existência perdem-se num complexo arbitrário de fatores que não consegue perceber conscientemente. O homem é considerado figura amorfa de mais variados determinismos. Contudo, essa perspectiva tem uma contradição fatal: só os seus defensores conseguem perceber conscientemente essas influências. O que, na prática, confirma categoricamente a autonomia da consciência.

A consequência da negação de Deus na história é a negação da unidade existencial do homem como ser revestido de essência. Se a moral, a cultura, as idéias, o acúmulo de conhecimentos, a filosofia, o direito e a própria história são apenas meros fragmentos existenciais dos homens que não se comunicam entre si, logo, essa realidade histórica vivida pela espécie humana não possui unidade, nem coerência. Para quê guardar o passado, se a vida só é eterno presente, eterna temporalidade? Para quê preservar a civilização, se ela não tem continuidade em seus legados? Se não há Deus na história, toda a moral, todo o conhecimento e toda a civilização se diluem em caprichos e paixões irracionais de uma época. A realidade ontológica do homem na história se perde num emaranhado de existências sem qualquer propósito, sem qualquer correlação, sem qualquer nexo de causalidade.

Não é por acaso que o senso de moralidade definhou muito no século XX. A realidade dos campos de extermínio nazistas ou dos gulags soviéticos é a lógica elementar de uma moral utilitária, que não obedece a valores perenes, mas sim a circunstâncias e desvarios políticos. Sem a dignidade inata do homem, sem a lei natural e a transcendência, o indivíduo pode perfeitamente ser uma cobaia de um experimento social ou vítima do extermínio. O propósito de sua existência não é intrínseco à transcendência ou permanência. Depende dos caprichos de uma época, das convenções do momento, das paixões e opiniões massificadas de uma ideologia ou credo político.

Falou-se de transcendência. Sem ela, o homem não tem a perspectiva adequada para hierarquizar os valores e as relações das coisas no universo. Não tem a faculdade nem mesmo de pensar na ciência. Até porque as noções de ato, potência, da causalidade e seus efeitos não podem ser compreendidas dentro de uma ordem arbitrária e irracional. A confusão mental da atualidade é crer que a ciência possa substituir a filosofia, a metafísica, a teologia e outras demais formas de conhecimento. Na prática, a própria ciência se autodestrói. Vira um mito, uma mistificação esotérica.

E a abolição da verdade? É surpreendente pensar que os intelectuais, filósofos e ativistas queiram revogar a distinção básica entre verdade e erro, quando na prática, não conseguem desvinculá-la do dia a dia. É possível viver sem confiar na verdade? É possível fundamentar qualquer tipo de conhecimento no ceticismo e no agnosticismo absolutos? É possível viver sem confiança? Imaginemos uma pessoa não confiar no seu vizinho, no que lê, no que faz ou no que acredita? Isso é humanamente possível sem causar degeneração na consciência? A própria pregação em favor do ceticismo e agnosticismo absolutos implica uma crença numa verdade, ainda que contraditoriamente a negue. De fato, os céticos confiam demais no seu ceticismo, ainda que seu método, na prática, possa entrevar o raciocínio. É um estranho excesso de fé no nada. A negação prévia da verdade pode se tornar negação também da realidade. O cético, como um sofista, nega a verdade pela inépcia ou pela covardia de buscá-la.

Aristóteles já dizia que uma das faculdades mais profundas do homem é o saber. O saber que nasce de um assombro, de uma contemplação da realidade ao seu redor. Toda filosofia de ceticismo é uma negação do assombro pela indiferença. A negação da verdade e o relativismo implicam transformar todo o conhecimento humano numa mentira conveniente. Então, não haverá verdades propriamente ditas, mas disputas retóricas falaciosas e facciosas. Na lógica do relativismo, convencer alguém é mentir melhor do que o outro. Entretanto, será que alguém vive na mentira? Será possível a mentira viver substancialmente na realidade, já que ela pertence a um não-ser, a algo inexistente? Se a mentira conveniente do relativismo fundamenta o discurso moral, político e filosófico, o que se pode esperar disso?

Se ninguém tem compromisso com a verdade, o que resta é a imposição da mentira. Numa situação como esta, qualquer compromisso moral de honestidade já foi jogado na lata do lixo. Se há algo que se pode concluir de uma boa parte das filosofias modernas é a mentira sistematizada, consciente. Dentro do maior século da mentira, o século XX.

Tal sintoma não apenas gera desprezo pela verdade. A consequência mais grave é o ódio até pela realidade. Variados grupos políticos propõem uma modificação radical da realidade, pelos desvarios tirânicos de suas ideologias. Grande parte dos regimes totalitários do século XX tinham este objetivo.

As loucuras atuais do politicamente correto e da engenharia social, visando remodelar comportamentos e pensamentos, são elementos nada desprezíveis do desprezo pela realidade. Uma questão é bastante clara: a realidade não pode ser apagada. No mínimo, negada. No máximo, destruída. E mesmo assim existirá, sob escombros.

O Cristianismo é um das poucas sólidas referências em um mundo cada vez mais confuso, perdido, dominado por credos perversos ou ceticismos vazios. Ao perder a fé em Deus e Jesus Cristo, o Ocidente não está apenas se degenerando. Está literalmente enlouquecendo. A ditadura do relativismo desumaniza o homem. Rebaixa as instituições e a moral. Contamina a verdade de falsidades. Destrona Deus e absolutiza a natureza e o Estado.

Sem Deus, o homem perde o senso da ordem da natureza e a noção da dignidade intrínseca que possui no universo. Sem a verdade, deixa de conhecer a realidade e se perde na escuridão e ignorância. Ou, na pior das hipóteses, enlouquece. E o caminho de tudo isso é a despersonalização, a morte e o aniquilamento. Eis o abismo que espera o Ocidente.

extraído de http://www.midiasemmascara.org

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Marco civil da Internet - o esforço do PT por controlar a rede.

Em 22 de setembro deste ano, o sítio do PT divulgou um vídeo em que o deputado federal José Guimarães (PT/CE), irmão de José Genoíno, criticava a atuação da imprensa no caso do mensalão e prometia que, após as eleições, o Partido iria controlar à força (“quer queiram quer não queiram”) os meios de comunicação no país[1]. Eis um trecho de sua fala:

“A mídia não pode ser partido político. Passadas as eleições, nós, do PT, vamos tomar uma medida, quer queiram quer não queiram: é a regulamentação da questão da comunicação no país. Nós vamos ter que enfrentar esse debate, porque foi além do limite. Nós precisamos reagir a essa ação orquestrada, às vésperas da eleição, que tem como único objetivo prejudicar o PT”[2].

O vídeo apareceu no dia seguinte à edição 2287 da revista Veja, na qual Marcos Valério fazia acusações sobre a atuação de Lula no mensalão. José Guimarães, autor do vídeo, tornou-se famoso em 2005 quando seu então assessor foi detido no aeroporto de Congonhas, em São Paulo , com R$ 200 mil em uma mala e US$ 100 mil escondidos sob a roupa íntima. Na época, o caso serviu de estopim para a saída de Genoíno da presidência nacional do PT.

Hoje, José Genoíno já está condenado pelo Supremo Tribunal Federal por formação de quadrilha e corrupção ativa relativa a pagamento de propina a parlamentares.

Passadas as eleições, o PT deseja cumprir sua promessa. 
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O controle da Internet

De todos os meios de comunicação, a Internet é o que mais ameaça os interesses de um Estado totalitário. Por meio da rede mundial de computadores, é possível que qualquer cidadão tenha acesso a informações praticamente inacessíveis pelos outros meios. Uma simples navegação pelo sítio do PT demonstra não só que esse partido é comprometido com o aborto, mas também que todo candidato petista assume esse compromisso. Uma visita ao portal do Ministério da Saúde desmascara a mentira, tantas vezes repetida pelos abortistas, de que centenas de milhares de mulheres morrem a cada ano por causa de abortos “mal feitos”. 

O acesso ao portal da Câmara e do Senado permite monitorar a tramitação das propostas legislativas, dificultando os golpes das votações-surpresa. As notícias que a grande imprensa se recusa a publicar podem hoje ser encontradas em “blogs” mantidos e atualizados por simples internautas, sem qualquer necessidade de investimentos financeiros. Para um Partido que ostenta em sua logomarca a cor vermelha e a estrela de cinco pontas do comunismo, a Internet certamente é uma ameaça. Por meio dela - eis o grande perigo! - o povo pode exercer sua cidadania.

O projeto petista de domesticar a Internet foi apresentado pela Presidente Dilma Rousseff em 24/08/2011 e converteu-se no Projeto de Lei 2126/2011, que “estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil”. A proposição, apelidada de Marco Civil da Internet, pretende ser “um primeiro passo no caminho legislativo”[3], conforme palavras dos autores do anteprojeto entregue à presidente. Se aprovado, muitas outras medidas virão para disciplinar a rede.

Não é crível que o PT esteja preocupado em zelar pela “privacidade”, “acesso à informação” e “liberdade de expressão” dos usuários, como aparece no texto do projeto. De fato, o PT é, por sua índole, um partido totalitário. Sempre se notabilizou por cercear a liberdade dos dissidentes, por censurar as informações desfavoráveis e por impor a todos a sua ideologia. 

Crer que o PT cuidará para que a Internet seja livre é o mesmo que crer que a raposa cuidará bem do galinheiro ou que o cabrito será um bom vigia da horta.

O texto do PL 2126/2011, na forma do substitutivo apresentado pelo relator Alessandro Molon (PT/RJ)[4], deve ser lido com muita cautela. O importante não está nas “boas intenções” descritas (“promover o acesso da Internet a todos”, “assegurar a liberdade de expressão e evitar a censura”...), mas nas exceções previstas para os direitos, bem como nos princípios (art. 3º), fundamentos (art. 2º) eregras de interpretação (art. 6º) da lei.

Entre os fundamentos da disciplina do uso da Internet, o texto propõe os “direitos humanos” (art. 2º, II), a “pluralidade e a diversidade” (art. 2º, III). Que significam “direitos humanos”? Segundo o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), aprovado pelo Decreto 7037/2009, assinado pelo então presidente Lula e pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff[5], o PT considera direitos humanos: o aborto, o homossexualismo, a adoção de crianças por duplas homossexuais e a prostituição. “Pluralidade” e “diversidade” são termos insistentemente usados pelo PT para designar a aceitação de novas “orientações” sexuais e novas “formas de família”. 

Com base nesses fundamentos, que servem de base para a interpretação da lei (art. 6º), alguém poderia ser obrigado a retirar do ar, por exemplo, alguma matéria contrária ao aborto ou favorável à família natural. A pregação da castidade seria passível de censura por ofender os “direitos humanos” daqueles que não a praticam.

Além disso, a razão de ser da lei, embora seus defensores não o confessem, está nas exceções que ela admite. Leiamos este dispositivo aparentemente inofensivo:

Art. 9º, §3º - Na provisão de conexão à Internet, onerosa ou gratuita, bem como na transmissão, comutação ou roteamento, é vedado bloquear, monitorar, filtrar, analisar ou fiscalizar o conteúdo dos pacotes de dados, ressalvadas as hipóteses admitidas na legislação.

O que está em negrito é o mais importante: haverá uma lei que permitirá ao governo fazer tudo aquilo que o início da frase proíbe: bloquear, monitorar, filtrar, analisar ou fiscalizar o conteúdo dos pacotes de dados.
Os propagandistas do Marco Civil têm chamado a atenção para o seu artigo 15, que isenta de responsabilidade civil o provedor de aplicações por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros. O provedor só responderá se não obedecer à ordem judicial ordenando a retirada do conteúdo do ar. No entanto, é bom verificar como termina o artigo:

Art. 15. Com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e evitar a censura, o provedor de aplicações de Internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário.

Haverá, portanto, uma lei que fará o provedor responder pelo conteúdo hospedado mesmo antes de receber qualquer ordem judicial. Em que casos? Possivelmente em caso de matérias que ameacem gravemente a ideologia ou os interesses do Partido.

O PL 2126/2012 é cheio de referências a leis ou regulamentos que ainda não existem: “nos termos da lei” (art. 3º, VI), “nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer” (art. 7º, II), “nas hipóteses previstas em lei” (art. 7º, VI), “ressalvadas as hipóteses admitidas na legislação” (art. 9º, § 3º), “padrões definidos em regulamento” (art. 10, § 2º), “sanções cíveis, criminais e administrativas previstas em lei” (art. 10, § 3º), “nos termos do regulamento” (art. 11, caput), “ressalvadas as disposições legais em contrário” (art. 15, caput), “salvo expressa previsão legal” (art. 16, caput). 

Aprovar o “Marco Civil” é abrir as portas para uma avalanche de decretos, portarias, resoluções ou mesmo medidas provisórias cujo teor ignoramos.

Neste fim de ano, o PT vem fazendo um esforço enorme por votar e aprovar esse projeto, que, por sinal, tramita em regime de urgência. O mesmo PT manifestou apoio expresso à “Ley de Medios” da Argentina, em reunião de seu Diretório Nacional de 7 de dezembro deste ano, e pretende fazer uma lei semelhante no Brasil[6]. Sob o pretexto de combater os monopólios, o governo argentino de Cristina Kirchner pretende, e está conseguindo, com essa lei, obter o controle dos meios de comunicação. Brasil e Argentina caminham juntos rumo ao totalitarismo.

Para evitar essa tragédia, ligue para o Disque Câmara 0800 619 619

“Desejo enviar uma mensagem ao presidente da Câmara, aos presidentes das Comissões e aos líderes dos Partidos:

Solicito a Vossa Excelência que vote CONTRA o PL 2126/2011 (Marco Civil da Internet), que ameaça a liberdade de expressão na Internet e prepara o controle totalitário de seu conteúdo”.

Anápolis, 12 de dezembro de 2012.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz.
Presidente do Pró-Vida de Anápolis.


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[1] PT discutirá regulação da mídia, diz irmão de Genoino. Folha de S. Paulo, 26 set. 2012, http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/68368-pt-discutira-regulacao-da-midia-diz-irmao-de-genoino.shtml

[2] http://vimeo.com/50200480

[3] http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=
912989&filename=PL+2126/2011

[4] http://edemocracia.camara.gov.br/web/marco-civil-da-internet/andamento-do-projeto/-/blogs/conheca-a-ultima-versao-do-relatorio-do-marco-civil-11-7

[5] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7037.htm

[6] http://www.pt.org.br/arquivos/RESOLU%C3%87%C3%83O_SOBRE_A_ARGENTINA.pdf

domingo, 23 de dezembro de 2012

EMAIL DE PAULISTANA DÁ LIÇÃO DE MORAL NO DEP. JEAN WYLLYS


 Subject: Um minuto de sua atenção, deputado.


São Paulo, 17 de dezembro de 2012.

V. Exa. deputado Jean Wyllys,

Chamo-me Renata e resido em São Paulo. Sou cidadã brasileira, casada, mãe de família e profissional.O intuito dessa mensagem é dirigir-me a V. Exa. no sentido de expor-lhe, data venia, minha indignação e repúdio a diversas mensagens que V. Exa. postou em seu twitter, como resposta à primeira mensagem oficial do Santo Padre enviada por este meio de comunicação.

O senhor, em uma clara mensagem que incita o ódio e a humilhação ao Papa, afirma diversas acusações contra a Igreja Católica. Duas coisas me chamaram a atenção: primeiro, o senhor, como uma pessoa pública e representante do povo brasileiro que o elegeu (este povo, que em último censo realizado pelo IBGE mostrou-se majoritariamente religioso), teve uma postura desrespeitosa e impertinente.
Gostaria de lembrá-lo que o Papa é um chefe de Estado. Aos chefes de Estado deve-se o respeito e a consideração, por mais que discordemos de suas posturas éticas, filosóficas ou religiosas. O senhor, neste ponto, considerou-se acima do respeito devido a um chefe de Estado.

Em segundo lugar, eu quero pedir-lhe que me envie as fontes "primárias" que comprovem TODAS as acusações que o senhor levantou contra a Igreja Católica. Quero lembrá-lo que, para tanto, será necessário ir às fontes, não aos impropérios que qualquer professor de cursinho repete, sem nem mesmo saber o que faz, nas aulas de História, completamente ideologizadas pela visão marxista antireligiosa.

O senhor em seus comentários deveria, por força de justiça, junto com suas acusações à Igreja, dizer quais foram os bens legados e ainda hoje mantidos pela MAIOR INSTITUIÇÃO DE CARIDADE EXISTENTE NA FACE DA TERRA. Se não o fez, prova que a intenção não era a de simplesmente discordar da visão do Santo Padre e da Igreja Católica, mas a de incitar o ódio contra eles. O senhor deveria, por exemplo, citar que a Igreja Católica criou os conceitos de:

- Universidade;

- Hospital (com seu ápice em São Camilo de Lelis, o qual foi o fundador dos padres e freiras que se dedicam aos cuidados dos doentes e que deu origem à "Cruz Vermelha");

- Atendimento "humanizado", baseado na antropologia cristã de que somos todos imagens e semelhança de Deus. Aqui, vale lembrar que na India, por exemplo, o sistema de castas afirma que existem os "intocáveis", que não devem nem ser tocados pelas pessoas de castas superiores - vide o trabalho de Madre Teresa de Calcutá);

- Avanço nos estudos astronômicos (uma pequena pesquisa pode fazê-lo ver que grande parte das estrelas e demais corpos celestes mais importantes receberam nomes de padres jesuítas, exímios astrônomos);

- Genética (o monge beneditino Gregor Mendel é considerado o pai da Genética por ter sido o primeiro a perceber que os fatores hereditários transmitiam-se de acordo com uma proporção matemática evidenciável);

- Cuidado de doentes incuráveis (os leprosários onde ninguém queria entrar eram cuidados por padres e freiras cujos nomes permanecem no mais total anonimato, mas que foram heróis da caridade, muitas vezes vindo a morrer pelas doenças transmitidas pelos doentes dos quais cuidavam desinteressadamente);

- Caridade: apesar de a máxima "fazer aos outro o que quer que ele lhe faça" ser universal, não podemos negar que ela encontrou um eco forte e vigoroso entre os cristãos, especialmente os católicos (vide São Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá, São Vicente de Paulo e tantos e tantos católicos que não vão nunca aparecer na mídia, mas que são os verdadeiros herois da humanidade);

- Ecologia - o respeito pela criação, que vibra tão pujantemente das palavras e ações do "pobre de Assis".;
...

Como podemos evidenciar, deputado, sua mensagem deixou muita coisa por dizer. Evidenciou uma verdade distorcida, caluniadora e de fracos argumentos. Entendemos que, com isso, o senhor não teve uma verdadeira intenção de contrapor-se às ideias do Papa, mas em desrespeitá-lo e levar outros a fazer o mesmo.

Concluo esta mensagem pedindo-lhe que venha a público desculpar-se pelo viés causado por suas mensagens e também pedir-lhe que, em um próxima vez, lembre-se que com a fé das pessoas não se brinca; se respeita, por mais que delas discordemos.

Atenciosamente,

Renata Gusson

domingo, 2 de dezembro de 2012

"E os meninos também podem ser mártires?"

 Em tom de zombaria, o comandante do pelotão de fuzilamento perguntou ao jovem mártir se desejava, antes de ser executado, enviar uma mensagem para seus pais. Ele respondeu:"Sim, diga-lhes que vamos nos rever no Céu".

 

Corria o ano de 1926 e, a não ser pela crescente hostilidade do governo de Plutarco Elías Calles contra a Igreja, dir-se-ia que no Estado de Michoacán, no México, o tempo havia parado.

Essa zona agrícola situada entre grandes montanhas e lagos foi marcada pela infatigável evangelização dos missionários franciscanos, agostinianos e de outras ordens religiosas, o que, aliado ao temperamento rijo de seus habitantes, curtidos pela inclemência do clima, e ao relativo afastamento das grandes cidades, tinha dado forma a uma das regiões mais católicas do México e talvez da América.

O Bajío - como é chamado o conjunto formado pelos estados de Jalisco, Aguas Calientes, Guanajuato, Querétaro y Michoacán - é a zona que mais mártires deu à Igreja Católica na América do século XX, e permanece até hoje uma sementeira de vocações religiosas.

Um desses exemplos de santidade é o que vou relatar em seguida.

"E os meninos também podem ser mártires?"


Sahuayo era uma pequena aldeia do estado de Michoacán. Após o trabalho diário, sua população se reunia na hora do Ângelus na Igreja de São Tiago Apóstolo, para agradecer à bondosíssima Mãe de Guadalupe as graças e favores que lhes havia concedido na jornada. E, junto com seu querido pároco, rezava o rosário sem nunca deixar de pedir pelo México, para que cessasse quanto antes a impiedosa perseguição do governo contra os católicos.

No meio de todos os meninos da paróquia, um se destacava pela piedade com que rezava. Era José Luis Sánchez del Río. De apenas 13 anos, travesso como todos os de sua idade, tinha na mente uma idéia fixa. Idéia que havia nascido numa noite de inverno quando seus pais convidaram o pároco para jantar e este lhes contou que a perseguição religiosa estava levando muitos mártires mexicanos para o Céu.

- Como é isso, padre?

- Sim, Josesito, são católicos que, ante a ordem de renegar nossa religião, preferem dar suas vidas, e morrem fuzilados. Mas o Senhor os recebe junto a nossa Mãe de Guadalupe, no Céu.

- E os meninos também podem ser mártires, padre?

- Bem... enfim... se Deus assim dispuser, podem ser, como os Santos Inocentes que celebramos em nossa paróquia no mês de dezembro.

José Luis sentiu em seu coração um ardor que não era senão uma graça de Deus, uma preparação para os grandes acontecimentos que se desenrolariam pouco tempo depois na tranqüila Sahuayo.

Nunca foi tão fácil ganhar o Céu!

Com efeito, em agosto de 1926 chegou à pequena aldeia a notícia de que estava proibido o culto católico público. A família Sánchez del Río se reuniu consternada e, enquanto os filhos mais novos se conformavam em continuar ajudando seu pai nos trabalhos agrícolas, Miguel, o mais velho, decidiu pegar em armas junto com seus amigos, os irmãos Gálvez, para defender Cristo e sua Igreja.

Vendo isso, José pediu permissão a seus pais para alistar-se também no Exército "Cristero", que havia se formado sob o comando do general Prudencio Mendoza. Sua mãe, porém, se opôs:

- Meu filho, uma criança da sua idade vai mais estorvar do que ajudar o exército.

- Mas, mamãe, nunca foi tão fácil ganhar o Céu como agora! Não quero perder a ocasião.

Ouvindo essa resposta, sua mãe deu-lhe permissão, mas pôs como condição que ele mesmo devia escrever ao general Prudencio Mendoza, perguntando se o aceitava. A resposta deste foi negativa.

Sem desanimar, José escreveu nova carta, pedindo ao general para ser recebido, se não como combatente, ao menos como soldado auxiliar da tropa: ele podia cuidar dos cavalos, cozinhar e prestar outros serviços aos soldados. Vendo a grandeza de alma e o entusiasmo desse adolescente, o general respondeu-lhe que o aceitava. Assim, com a bênção de sua católica mãe, ele partiu para o acampamento "cristero", muito feliz por poder lutar por Cristo Rei e Santa Maria de Guadalupe.

Combatente heróico


No acampamento, em pouco tempo o caçula da família Sánchez del Río conquistou o afeto e a confiança dos "cristeros", que lhe puseram o apelido de Tarcisio. Sua alegria a todos contagiava, e desde o início ele foi o encarregado de liderar a recitação do terço com a tropa, no fim de cada dia.

Por seu valor e bom comportamento, o general lhe deu o cargo de corneteiro do destacamento. Pouco depois, sendo promovido a porta-estandarte, José Sánchez del Río via realizado seu mais ardente desejo: estar no campo de batalha, como soldado de Cristo.

Em fevereiro de 1928, um ano e cinco meses após sua incorporação ao exército "cristero", travou-se um combate nas proximidades da cidade de Cotija. Depois de várias horas de renhida luta, o jovem porta-estandarte viu o cavalo do general tombar morto por um tiro. Para lá galopando imediatamente, disse com resolução:

- Meu general, aqui está meu cavalo, salve-se o senhor. Se eu morrer, não farei falta, mas o senhor, sim.

Entregou seu cavalo, pegou um fuzil e combateu com bravura. Quando acabaram as balas, avançou sobre o inimigo de baioneta em riste. Foi feito prisioneiro e conduzido ao general inimigo, o qual o repreendeu por estar lutando contra o governo.

- General, fique sabendo que eu caí prisioneiro, não porque tenha me rendido, mas porque acabaram minhas balas, pois, se tivesse mais, continuaria lutando.

Prisioneiro indomável

Vendo tanta decisão e arrojo, o general o convidou a se juntar às tropas do governo, dizendo-lhe:

- Você é um menino valente, venha conosco e estará muito melhor do que com os "cristeros".

- Jamais, jamais! Prefiro morrer! Nunca me juntarei aos inimigos de Cristo Rei! Mande me fuzilar!

O general mandou encerrá-lo no cárcere de Cotija. No meio de pouca luz, do mau cheiro, e rodeado de delinqüentes, conseguiu escrever uma carta:
Cotija, 6 de fevereiro de 1928

Minha querida mamãe

Caí prisioneiro em combate no dia de hoje. Creio que vou morrer, mas não importa, mamãe. A senhora precisa se resignar à vontade de Deus. Não se preocupe com a minha morte, que é o que me deixa inquieto; pelo contrário, diga a meus dois irmãos que sigam o exemplo dado por seu irmão menor.
E a senhora precisa fazer a vontade de Deus, tenha força e me mande sua bênção, junto com a de meu pai. Transmita minhas saudações a todos, pela última vez. E receba o coração deste filho que tanto lhe quer, e que desejava vê-la antes de morrer. - José Sánchez del Río

Entretanto, em vez de ser fuzilado no dia seguinte, como ele imaginava, foi levado, junto com um pequeno amigo também preso, chamado Lázaro, para a igreja de Sahuayo, que as tropas do general Calles haviam transformado em cavalariças. A sacristia estava ocupada pelos galos de briga do deputado anticatólico Rafael Picazo, que ali realizava freqüentemente orgias com seus amigos.

Ao ver sua nova prisão, José ficou indignado. Era a mesma igreja que, pouco tempo antes, ele freqüentava com sua família para a reza do Ângelus e do terço. Era àquela mesma sacristia que ele costumava ir, depois da Missa, para pedir retalhos de hóstias ao velho pároco. Tinham-na transformado em um antro de bandidos!

Quando se viu sozinho na penumbra, o juvenil soldado de Cristo Rei conseguiu desatar a corda que o amarrava, dirigiu-se às gaiolas onde estavam os galos de briga do deputado e cortou o pescoço de todos eles.

Depois dormiu serenamente.

No dia seguinte, mal soube do acontecido, o deputado Picazo correu à sacristia-prisão, onde, cheio de indignação, interpelou o jovem prisioneiro. "A casa de Deus é um lugar para rezar, não para ser depósito de animais", respondeu-lhe este. Cheio de cólera, Picazo o ameaçou de morte, e recebeu esta serena resposta: "Desde que peguei em armas, estou disposto a tudo. Mande me fuzilar!"

Uma cruz traçada com o próprio sangue

Na sexta-feira, dia 10, por volta de seis horas da tarde, uma escolta o levou de volta ao quartel. Ali, ao saber de sua condenação à morte, escreveu a uma de suas tias, que havia conseguido lhe levar a Comunhão às escondidas, a última carta de sua vida:
Sahuayo, 10 de fevereiro

Querida tia

Estou condenado à morte. Às oito e meia da noite chegará o momento que eu tanto desejei. Agradeço-lhe os favores que a senhora e Madalena me fizeram. Não estou em condições de escrever a mamãe. (...) Transmita minhas saudações a todos e receba, como sempre e pela última vez, o coração deste sobrinho que muito lhe quer e lhe deseja ver. Cristo vive, Cristo reina, Cristo impera! Viva Cristo Rei! Viva Santa Maria de Guadalupe! - José Sánchez del Río, que morreu em defesa da fé. Não deixem de vir. Adeus.

Às onze da noite chegou o momento tão esperado. O ódio dos inimigos da Igreja era tal que, com uma faca afiadíssima, lhe arrancaram a pele das plantas dos pés e o obrigaram a caminhar desde o quartel até o cemitério, pisando sobre pedras e terra. Nenhuma queixa saiu de seus lábios no meio dessa tortura. Chegou ao cemitério cantando hinos religiosos.

Levado até a beira de uma cova que em breve seria a sua, os soldados deram-lhe algumas punhaladas não mortais, para ver se ele apostatava com esse suplício.

Em tom de zombaria e com o intuito de quebrar psicologicamente o herói da fé, o capitão comandante da escolta lhe perguntou se tinha uma mensagem para seus pais. Ele respondeu: "Sim, diga-lhes que vamos nos rever no Céu". Em seguida, pediu ao capitão para ser fuzilado com os braços em cruz. Como única resposta, este sacou a pistola e lhe disparou um tiro na têmpora.

Sentindo-se ferido de morte, José colheu com sua mão direita um pouco do sangue que lhe escorria abundantemente pelo pescoço, traçou com ele uma cruz na terra e prostrou-se em cima dela, em sinal de adoração.

Assim, na última hora da noite de 10 de fevereiro de 1928, sua alma subiu ao Céu e foi recebida com júbilo por seu querido Cristo Rei e sua amadíssima Mãe, a Virgem de Guadalupe.

Viva Cristo Rei!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Comissão da Verdade vai investigar católicos e evangélicos anticomunistas

 "Se você é cristão, viveu na época do regime militar e apenas orou contra o comunismo, fique em silêncio. Se descobrirem que você fez tal oração, você corre o sério risco de ser colocado ao lado do Pr. Enéas na lista negra dos que cometeram “crimes”.

A Comissão Nacional da Verdade, criada pelo governo de Dilma Rousseff para investigar cidadãos brasileiros anticomunistas, agora vai incluir na sua lista negra padres e pastores, que serão investigados para se apurar seu grau de envolvimento na “perseguição” que militantes comunistas passaram durante o regime militar (1964-1985).

Pelo fato de que o clima atual do Brasil, tanto midiático quanto governamental, é francamente favorável ao marxismo, os que lutaram para implantar o comunismo no Brasil e sofreram resistência da população, das igrejas e das forças armadas são hoje rotulados de “heróis”. A própria Dilma Rousseff, que esteve envolvida em varias ações de violência armada e terrorismo, nunca sentiu necessidade de pedir perdão ao Brasil pelos brasileiros feridos e mortos por ações terroristas apoiadas por ela.

Contudo, de modo insano, Dilma juntamente com os católicos e evangélicos que queriam derrubar o governo do Brasil são classificados como uma espécie de “guerreiros democráticos”, vindo em socorro da população diante da “ameaça” dos militares, que desde a década de 1930 estavam impedindo os comunistas de implantar no Brasil a mesma “democracia” que existia na União Soviética.

A verdade, porém, é que diante da violência vermelha antes e depois do regime militar, líderes católicos e evangélicos se sentiram na obrigação de deter a ameaça vermelha, denunciando membros de igrejas envolvidos em militância comunista. Afinal, o que fazer?

O Rev. Alberto Thieme conta que, na sua juventude, ele testemunhou no centro de São Paulo pessoas sofrendo uma rajada de metralhadora. O resultado foi mortos e feridos. Os responsáveis eram os graciosos “guerreiros democráticos”. Seria errado um pastor denunciar às autoridades um membro envolvido em tal “guerra democrática”?

O Rev. Walter Altmann viajava para os países da Cortina de Ferro durante as décadas de 1960 e 1970, com as despesas custeadas pelos comunistas soviéticos. Anos atrás, ele foi presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana (IECLB) no Brasil. Se algum pastor o tivesse denunciado, hoje estaria sob risco de entrar na lista negra da Comissão da Verdade Dilmônica. Mas os pastores luteranos não o “delataram”. Resultado? A IECLB está em avançado estado de putrefação debaixo da influência marxista.

E se o bando terrorista de Dilma, atuante e sanguinário mais de 40 anos atrás, tivesse um membro evangélico? A obrigação moral e cristã do pastor era denunciar o membro criminoso. Mas hoje, com os criminosos ocupando importantes postos do governo brasileiro, o pastor seria condenado pela boa ação.

Agora, o papel da comissão será levantar os nomes dos pastores que fizeram boa ação.

É evidente que a caça aos evangélicos contrários ao comunismo já começou. O blogueiro antievangélico Paulo Lopes, aproveitando as notícias sobre as investigações da Comissão da Verdade contra padres e pastores, mencionou o nome do pastor batista Enéas Tognini, que está hoje com 99 anos.

O Pr. Tognini foi apontado pelo blogueiro raivoso como “um religioso que ficou do lado da repressão militar”, numa óbvia e maliciosa insinuação de que o idoso e íntegro pastor é um “criminoso”.

O crime do pastor batista? Ele convocou os evangélicos de todo o Brasil para um dia jejum e oração para que o governo brasileiro fosse salvo da ameaça comunista. “Não me arrependo porque eles [os militares] fizeram um bom trabalho. Salvaram a pátria do comunismo”, disse Tognini, segundo “denúncia” de Lopes.

Prepare-se: se você é cristão, viveu na época do regime militar e apenas orou contra o comunismo, fique em silêncio. Se descobrirem que você fez tal oração, você corre o sério risco de ser colocado ao lado do Pr. Enéas na lista negra dos que cometeram “crimes”, ainda que em pensamento e em espírito, contra a imposição do comunismo no Brasil.

O blogueiro antievangélico deveria também incluir o nome do Rev. Richard Wurmbrand, que, mesmo depois de ser torturado durante anos por comunistas, não quis entregar sua alma ao generoso Estado totalitário comunista. Como prova do crime dele, a Comissão da Verdade deveria usar este vídeo:



Muitos dos pastores que militavam pelo comunismo — entre eles presbiterianos, batistas e metodistas —, acabaram se exilando debaixo das asas do Conselho Mundial de Igrejas na Europa ou nos Estados Unidos. Nenhum deles quis exílio na União Soviética ou Coreia do Norte. Agora, além das gordas indenizações, eles terão uma voz para condenar os que os condenaram. Eles poderão dar depoimentos e ajudar nas investigações contra as igrejas que, em vez de se alinharem com eles e sua militância, se colocaram contra o comunismo.

Mesmo antes de começar a mirar nos líderes cristãos, a Comissão da Verdade já estava recebendo apoio de evangélicos progressistas. (Não cito a CNBB aqui porque não sou católico. Cabe aos próprios católicos denunciar esse sindicato de bispos esquerdistas.)

Desde o ano passado, o tabloide sensacionalista Genizah vem ajudando a preparar o terreno para a investigação da Comissão da Verdade, canonizando evangélicos esquerdistas e denunciando o Pr. Enéas Tognini. A ação do Genizah foi denunciada por meu blog na mesma época no artigo “Sensacionalismo gospel vermelho”.

A Comissão da Verdade vai pesquisar documentos, depoimentos, teses e arquivos internacionais, especialmente do arquivo do Conselho Mundial de Igrejas, para chegar até os nomes dos pastores e padres “culpados”.

Esse é um quadro bastante invertido, onde os criminosos foram inocentados pelos companheiros e onde os inocentes não serão poupados pelos criminosos.

Eu gostaria que um novo Enéas Tognini se levantasse em nossos dias para convocar o povo de Deus à  oração e ao jejum. A resposta dos céus inevitavelmente derrubaria a máscara da Comissão Nacional da Verdade, deixando-a nua e exposta pelo que de fato é: Comissão da Mentira.

Eu gostaria de uma Comissão da Verdade para investigar Dona Dilma e seus ministros, cujo histórico é criminoso. Se não for neste mundo, é certo que Dona Dilma, seus ministros e os pastores vermelhos gordamente indenizados com o dinheiro de nosso bolso se prostrarão diante dAquele que é a Verdade.

Ali, a justiça será justa, a condenação será certa e eterna e o terrorismo e a militância comunista em nome do Evangelho ou dos pobres não ficarão impunes.

No entanto, se o povo de Deus se unir em oração e jejum, a impunidade, a mentira e a sem-vergonhice cairão por terra antes mesmo da eternidade sobrevir sobre eles.


Extraído de http://www.midiasemmascara.org