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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Caritas: o legado moral do cristianismo

É bom, quando em tempos de galopante descristianização e dessacralização do ocidente, podemos contemplar um ateu tecer loas ao cristianismo e à sua ação construtora da civilização ocidental. Digo isso pois o ateísmo foi o grande responsável, juntamente com o paganismo dos Césares e o islamismo de Maomé, pelo massacre de cristãos aos milhões, durante os séculos. O Comunismo, ateu, matou mais de 100 milhões de pessoas em menos de meio século, e destes "mais de 100 milhões", alguns muitos milhões foram cristãos. Portanto, alegra-me ler um artigo escrito por um ateu, engrandecendo e dizendo a verdade sobre a ação da Igreja no mundo. Não curto muito seus escritos, mas neste digo, obrigado Rodrigo Constantino!

Caritas: o legado moral do cristianismo 
por Rodrigo Constantino

Domingo de Páscoa, lá vou eu falar sobre o legado moral de Cristo. Meu ateísmo não me impede de enxergar alguns fatos. Pagãos no passado foram obrigados a reconhecer que “algo diferente” surgia daquela seita de seguidores do judeu que morreu na cruz. Essa principal diferença era sua propensão à caridade, a forma aparentemente desinteressada com a qual ajudavam o próximo, mesmo aquele de outra seita.
Tomo como base o capítulo “Como a caridade católica mudou o mundo”, do ótimo livro já citado aqui de Thomas Woods, Como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental. Woods mostra como essa inclinação à caridade chamou a atenção até mesmo de críticos ou inimigos dos católicos, como Volaire, o escritor pagão Luciano e Martinho Lutero, em épocas bastante diferentes.

Os estóicos já enalteciam, de alguma forma, a ajuda ao próximo, mas nada se compara ao que veio com o advento do cristianismo. Afinal, a sabedoria, para o estoicismo, envolvia certa indiferença em relação ao próprio sofrimento, o que era naturalmente estendido ao próximo. Diante da dor, sua ou de outro, o estóico deveria mostrar-se superior, o que levou alguns famosos membros do estoicismo a posturas que veríamos como monstruosas hoje, como a reação de Anaxágoras ao saber da morte do seu filho: “Eu nunca pensei que tivesse gerado um imortal”.
Sêneca, um dos romanos mais sábios de todos, assim se manifestou sobre a piedade: “O sábio poderá consolar aqueles que choram, mas sem chorar com eles; socorrerá o náufrago, dará hospitalidade ao proscrito e esmolas ao pobre [...], restituirá o filho à mãe em prantos, salvará o cativo da arena e até mesmo enterrará o criminoso – mas em toda a sua mente e no seu semblante estará igualmente imperturbável. Não sentirá compaixão. [...] Só os olhos doentes se umedecem ao verem lágrimas em outros olhos”.
Os cristãos mudaram isso. Após seu avanço, o doente passou a ser aquele que não chorava junto, que não molhava os olhos ao ver a desgraça alheia. O novo mandamento de Jesus Cristo, afinal, era claro: “Assim como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros”. Uma meta um tanto difícil, quiçá utópica, mas que serviu como um norte para seus seguidores, um objetivo que permanentemente os lembrava de que somos todos iguais, universalizando a caridade. É o que irmãos fazem.

O resultado prático disso foi que os primeiros hospitais, como os conhecemos, foram provavelmente criados pela Igreja. No século IV, a Igreja começou a patrocinar a fundação de hospitais em larga escala, de tal modo que quase todas as principais cidades acabaram por ter o seu. Casos como o dos hospitalários de São João ficaram conhecidos e se espalharam pela Europa.
Os mosteiros medievais tiveram grande papel na caridade, e sua dissolução, no século XVI, levou “a uma drástica redução das fontes de caridade”, segundo o pesquisador Paul Slack. O mesmo aconteceu após a Revolução Francesa, cujo ataque à Igreja abalou a fonte de inúmeras boas obras. Em 1847, a França já contava com quase 50% a menos de hospitais do que no ano do confisco pelos jacobinos.
Que o leitor não se engane: sou um economista liberal, admirador de Adam Smith, e entendo perfeitamente que não é da benevolência do açougueiro que temos carne para comer no jantar. Como alguém que leu toda a obra e escreveu um livro sobre Ayn Rand, também compreendo a importância da “virtude do egoísmo”. O inferno está cheio de boas intenções, e elas sem dúvida não bastam para criar um mundo melhor.
Basta pensarmos na questão da usura, sempre condenada pela Igreja. Ora, depender de empréstimos apenas com base na caridade seria limitar totalmente o mercado de crédito, punindo os mais pobres. O juro é o preço do capital, e a impessoalidade do mercado é sua grande vantagem: não precisamos apelar para os sentimentos para obtermos resultados favoráveis a todos.
Dito isso, não resta dúvida de que um mundo com mais é melhor do que um mundo com menos caridade. Sem atos de caridade a situação seria ainda pior. Afinal, sempre haverá aqueles que ficaram para trás, os necessitados, os carentes, e é louvável o ato de ajudá-los voluntariamente, sem nenhum interesse imediato nisso. Fazer o bem porque isso é bom, sem alarde, sem propaganda, sem esperar nada em troca além da sensação de que ajudou o próximo por empatia.
O que nos leva a questionar os efeitos não só econômicos, mas também morais do welfare state. O Estado de bem-estar social, ao estatizar a caridade, tornou-a compulsória, uma obrigação legal, transformando-a em dever em vez de direito. Isso não foi sem consequências para a própria caridade e para aqueles que a recebem. Muitos passaram a ver como um direito garantido o recebimento de todo tipo de ajuda, ignorando que isso implica no dever de terceiros trabalharem para sustentar tais benefícios. E os cidadãos que já são forçados a pagar pesados impostos se sentem livres da responsabilidade moral de ajudar (ainda mais) o próximo.

O mundo é melhor quando há mais caridade. Mas esta jamais pode ser obrigatória, sob a mira de uma arma. Não há escolha nesse caso. Portanto, não há moralidade. Vale notar que os países mais capitalistas, como os Estados Unidos, são também os mais caridosos e filantrópicos. Ricos empresários doam fortunas para a caridade. O cristianismo teve sua parcela nesse legado moral, sem dúvida.
A tentativa por parte dos socialistas de usar o estado, ou seja, a força para impor tal ato nobre simplesmente anulou qualquer nobreza nele, além de gerar resultados diametralmente opostos àqueles desejados. Solidariedade sim, mas sempre voluntária. Como o próprio Jesus Cristo defendia.



quinta-feira, 2 de abril de 2015

Proteção de Mãe


Ultimamente tenho me apegado mais detidamente à espiritualidade carmelita, mais especificamente às “Teresas”: Santa Teresa de Ávila e Santa Teresinha do Menino Jesus. Apego-me, neste momento, mais especificamente ainda à santa Teresinha do Menino Jesus.

Mais detidamente à nossa Flor do Carmelo pelo gigantismo espiritual que emana da sua famosa e pouco posta em prática ‘Pequena via da infância Espiritual”, segundo a qual devemos fazer-nos minúsculos diante da Majestade de Deus, a ponto de sermos como que brinquedinhos nas mãozinhas do Menino Jesus. A base da espiritualidade da Santa de Lisieux é a passagem evangélica em que Jesus diz que para entrarmos no reino dos Céus, devemos nos reduzir à estatura espiritual de criancinhas. “Ele chamou um menino, colocou-o no meio deles e disse: “«Em verdade vos digo: Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu”

 Obviamente que referia-se Nosso Senhor a uma humilhação espiritual pela qual deveríamos necessariamente passar para nos igualarmos às crianças em inocência, pureza e candura, pois a conformação física é materialmente impossível. Porém, me chama a atenção um aspecto em particular, e que na minha opinião de leigo, o que quer dizer que está livre para ser refutada por quem quer que tenha argumentos para tal, dá um sentido mais profundo `a passagem supracitada e que aos meus olhos de escravo de Nosso Senhor Jesus Cristo pelas mãos de Maria Santíssima, tomo-o por um bálsamo para inúmeras angústias que ultimamente tomam conta da minha vida interior. Sobre estas angústias, falarei mais adiante.

Quando pensamos numa criança, dessas bem pequenininhas, geralmente pensamos nos seus atributos: inocência, candura, pureza, alegria, energia, vitalidade etc. Dificilmente nos atentamos para a realidade primeira de que esta criança, salvo as crianças órfãs, encontra-se sob a autoridade e educação de uma Mãe. Quando leio e medito sobre esta passagem que é basilar para a espiritualidade da “pequena via” de Santa Teresinha, penso que encontra-se no cerne da espiritualidade da pequena Via da infância espiritual, pôr-se sob a autoridade e educação espiritual de uma Mãe. Esta Mãe não haveria de ser outra se não a Virgem Santíssima, Mãe de Nosso Senhor e nossa. Educa-nos a nós, os que nos pomos sob sua autoridade, para que moldados por suas mãos puríssimas, sejamos imagens perfeitas de Nosso senhor Jesus Cristo, e consequentemente possamos carimbar nossos passaportes para a beatitude celeste. Mas além de modelar-nos à imagem perfeita de Nosso Senhor, processo esse que pode levar uma vida inteira e muitos sofrimentos, Maria Santíssima, como Mãe da Igreja e nossa, desempenha um papel fundamental sobre seus filhinhos amados que somos nós: Ela nos protege! Protege-nos das armadilhas diabólicas, dos ardis dos que se põem sob a égide de Satanás; protege-nos de todos os perigos, sejam eles do corpo ou da alma.

Não acredito em uma Mãe que negligencie proteção e cuidado ao filho. Uma cena que para mim é memorável como analogia desta profunda realidade espiritual, é uma cena do Filme de “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson. Numa cena em que desfigurado e completamente chagado Nosso Senhor cai com a Santa Cruz ao ombro, a Virgem Santíssima com sua alma tomada de dores, corre ao encontro do Filho caído lembrando-se de quando o socorria na infância, quando o Divino Menino caía pelas peripécias comuns aos pequenos infantes.

Essas imagens, tanto a evangélica quanto a cinematográfica, acalentam-me o coração num momento em que ele está quase que dilacerado de dor pela Igreja, Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo. Além dos meus próprios pecados que me atormentam muitíssimo, Apostasias, Heresias, blasfêmias e profanações assolam tristemente a Igreja Imaculada de Cristo. Não fosse a Fé, a Fé dos apóstolos impressa na minha alma, eu teria sucumbido.

Tenho firme certeza de que assim como na ordem natural, uma mãe protege seu filho com a força se preciso for, de igual maneira, a Virgem Santíssima protegerá seu Filho, e todos os membros de seu Corpo Místico, com todas as forças das quais dispõe, segundo a vontade de Deus. Isto foi provado pela história, através da formulação dos Dogmas Marianos. Todos os Dogmas Marianos foram formulados paro proteger a Igreja, Corpo Místico de Cristo, das grandes heresias.

Por brevidade, tomarei como exemplo apenas o Dogma da Maternidade Divina, o primeiro a ser proclamado, pelo Concílio de Éfeso em 431, que teve como finalidade proteger a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo da Heresia de Nestório, que afirmava que em Jesus Cristo não havia ao mesmo tempo perfeita e completa humanidade, e perfeita e completa Divindade, mas que havia uma Humanidade unida a uma divindade. Logo, a Virgem Maria era chamada de “Christotokos”, ou seja, Mãe de Jesus Cristo apenas em sua humanidade. Com a ajuda de Santos suscitados pelo Espírito Santo como São Cirilo de Alexandria, o Concílio condenou a heresia de Nestório, proclamando que Jesus é Deus, verdadeiro deus e verdadeiro Homem, e que por conseguinte a Virgem Maria é “Theotokos”, ou seja, Mãe de Deus. Desta forma foi proclamado o Dogma da Maternidade Divina de Maria Santíssima e foi protegida pela Mãe, e Divindade do Filho.

O mesmo penso sobre a Igreja hodiernamente. Contemplamos estupefatos uma das maiores crises de Fé pelas quais a Igreja já passou. A crise atinge primordialmente o sacerdócio Católico e consequentemente o laicato. É aviltante o numero assombroso de padres e bispos hereges, pedófilos, apóstatas, blasfemos, negligentes com as almas e desonestos, padres e Bispos esses que vilipendiam tudo o que temos de mais sagrado; deturpam o Código de Direito Canônico da maneira que lhes convém; alteram a Missa para agradar o “povo”; recusam a disciplina eclesiástica, rejeitam o hábito; não pregam o evangelho, dando preferência à política e à toda temática da Teologia da Libertação nas homilias, enfim, proporcionam todos os subsídios necessários para e perdição das almas. Infelizmente o diagnóstico é alarmante: humanamente, lutar contra isso é como tentar empacotar fumaça.

Diante de tão infamante quadro, o que nos resta? Simples: entregar os membros feridos do Corpo do Filho, aos cuidados amorosos da Boa e Santa Mãe! Obviamente temos que condenar as heresias e fustigar as obras diabólicas do Inferno, mas tudo isso é vão se não o fazemos com o auxilio e proteção da Medianeira de todas as Graças, Nossa Mãe Maria Santíssima. Ela nos protege.

Li certa vez uma sentença do Teólogo René Laurentin, que a cada dia que passa, parece-me mais acertada e como que uma rota a seguir: “A mariologia é a garantia da Ortodoxia católica”

Contemplando a Via da pequena infância espiritual de Santa Teresinha do Menino Jesus, essa sentença para mim faz todo o sentido.

Ora pro Nobis Sancta Dei genetrix
Ut digni efficiemur promissionibus Christi


1 - São Mateus Capítulo XVIII v II


quarta-feira, 18 de março de 2015

Dilma, a malquista

Não houve na história do Brasil uma manifestação com iguais proporções à que vimos no dia 15 de março de 2015. Salvas as “maquiagens” numéricas e malabarismos de contagem, a contagem oficial do número de pessoas nas ruas do Brasil atingiu a marca de 2.200.000! Esta manifestação pôs “diretas já” e “caras pintada” no chinelo. Creio que o governo Dilma entendeu a mensagem: não queremos mais o PT no comando desta nação!

Uma coisa está clara: Dilma não tem como governar. Não pode pôr a cara na rua, que é imediatamente defenestrada por uma população que a detesta e que está saturada da corrupção em doses cavalares, corrupção essa que sempre existiu e sempre vai existir, mas que no governo petista foi alçada à categoria de instituição. A corrupção no governo do PT foi “institucionalizada”! Além do mais, não tem diálogo e proximidade nem com o Senado, nem com a Câmara dos deputados.

A nós não interessa como Dilma deixará o poder: se por impeachment, se por renúncia, se abduzida por extraterrestres em suas naves, se sequestrada por gnomos ou outros seres fantásticos, se por ida sem volta para cuba, se levada por águias gigantes; a nós isso não importa! Importa-nos, e isso é inegociável, que Dilma Rousseff não seja mais presidente desta nação e que o PT seja fechado, pois este deixou há muito de ser um partido político para lograr ato ao que era em potência: uma quadrilha, uma organização criminosa, uma confraria de bandidos!

sábado, 14 de março de 2015

Pedido de Impeachment protocolado e seus embasamentos jurídicos.

Foi protocolado, nesta quinta-feira pelo Deputado federal Jair Bolsonaro, o pedido de Impeachment da presidente Dilma Rousseff. O pedido é reflexo direto do clamor popular que ultimamente tem sido cada vez mais premente quanto à destituição de Dilma do cargo de presidente da República. Embora hajam oposições mais frouxas, como a do PSDB, que diz não ter o Impeachment de Dilma em sua agenda; ou do PMDB encarnado por Michel Temer, que diz serimpensável a ideia de Impeachment, uma esmagadora maioria da população exige o Impeachment, exigências as quais , prometem seus propugnadores, tomarão as ruas de várias cidades do país, em manifestações onde se estimam  proporções gigantescas, neste dia 15/03/2015.

Quanto ao embasamento jurídico para o Impeachment de Dilma Rousseff, além de obviamente sugerir a leitura da petição do deputado Jair Bolsonaro, que apresenta bases jurídicas para tal ato, sugiro a leitura do parecer do renomado Jurista Dr. Ives Gandra Martins, que diferentemente dos palpiteiros que a granel pululam na mídia, é homem de absurda erudição, com inúmeros livros publicados, e profundo conhecedor de direito Constitucional.



Além do parecer por escrito do renomado jurista, sugiro que assistam a entrevista deste mesmo Jurista no programa “The Noite”, de Danilo Gentili, no SBT, onde o Dr Ives Gandra apresenta de forma sucinta os fundamentos jurídicos para o Impeachment de Dilma.





Te cuida, Dilma...

sexta-feira, 13 de março de 2015

Os últimos trabalhos do martelo e da foice

Por Diogo Pitta

O PT agoniza. Aquele que tornou-se conhecido por fazer sangrar o Brasil, prova agora das amarguras do próprio veneno; agora, ele próprio sangra. Não se vê mais nos rostos sob os bonés vermelhos dos “movimentos Sociais’, a expressão mesma da arrogância e da impavidez, que era típica da militância comunista do PT. Graças a Deus, não se veem mais as ruas tingidas do vermelho das camisetas dos Movimentos da esquerda, que mais nos faziam lembrar o sangue com o qual o comunismo encharcou o solo do mundo, sangue de milhões de vidas ceifadas em nome de uma igualdade maldita. Hoje, o vermelho está em tons roseados.

Nos últimos anos, escândalos e mais escândalos de corrupção das mais vis espécies superabundaram no des-governo do PT. O Mensalão e o Petrolão, ambos tidos juntamente com seus desdobramentos, como o ápice da patifaria e do banditismo institucional, minaram a credibilidade do PT desde o emergir das primeiras denúncias relacionadas ao Mensalão. Porém, utilizando-se dos mais pérfidos estratagemas dignos dos órgão soviéticos de desinformação, e da ignorância do povão acerca de sua essência corrupta, o PT foi mantendo-se no poder, literalmente empurrando com a barriga, tendo como sustentáculo a mentira, a enganação, a desinformação, a compra de consciências, a eliminação de desafetos e o assassinatos de pessoas e de reputações.

Passados alguns anos, e após anos e mais anos de denúncias mais que documentadas – de uma intelectualidade conservadora tida por lunática pelos que tem pouca afeição ao estudo e à busca da verdade - do envolvimento do PT na fundação de uma organização internacional comunista chamada Foro de São Paulo, e de que toda a corrupção até então apurada, era parte de um plano para sustentar uma festança socialista no continente Latino-americano, com direito a todas as mazelas e pragas que um regime socialista pode oferecer, suprindo na América latina o que a URSS havia perdido no Leste Europeu, o povo começa a despertar. 

Se nas manifestações de Junho de 2013, quando milhares de milhares foram às ruas protestar sabe-se lá pelo quê, o Gigante nunca dormiu tão placidamente àquela época, hoje ele inicia o seu despertar; inicia um lento desabrochar de milhares de novas consciências que se negam a entregar seu País a uma matilha cuja única intenção é sugar como um parasita todas as riquezas do Brasil, para sustentar um plano de implantação do socialismo na América latina que foi tomando forma desde a década de 90 para cá, através das reuniões anuais do Foro de São Paulo.

Mesmo que a insatisfação do povo não derive do conhecimento deste fato histórico chamado “Foro de São Paulo”, pois este conhecimento foi cuidadosamente sonegado pela imprensa comprada por ele mesmo, ela é oriunda da percepção que o povo adquiriu do quão patética é a administração petista, e do quão corrupto é o PT inteiro.

A Economia está em frangalhos, com o dólar indo acima de R$ 3; as relações diplomáticas administradas pelo Itamaraty renderam ao Brasil a pecha de “Anão Diplomático” e de “adulador de traficantes”; a inflação atingindo a marca dos 7%; o preço dos combustíveis sobem; a carga tributária das empresas subirá, o que poderá gerar um quadro de demissões em massa; O PAC, está parado; os setores industriais estão sucateados; a vilipendiação da maior estatal Brasileira, a Petrobrás; o desmantelamento da soberania do país, permitindo a ingerência de nações estrangeiras em solo brasileiro; a inépcia para lidar com o crime organizado e com o narcotráfico; a colaboração descarada e patife com as maiores ditaduras e regimes genocidas existentes, inclusive construindo nestes países portos, aeroportos, estradas, metrôs, gasodutos, tudo com verbas obscuras oriundas do BNDS; total perversão de quaisquer valores morais, valores estes cultivados com esmero pela cultura moldou a civilização ocidental: a Cultura Judaico-Cristã.

Enfim, o povo pode padecer de um quadro transitório de ignorância gerado pelas pestes que desgovernam esse país, mas não é cego. Isto ficou patente nestes últimos dias, quando após um ridículo e desesperado pronunciamento em rede nacional da presidente Dilma Roussef, ouviu-se em diversas regiões do país o bater de panelas e brados de “Fora Dilma” e “Fora PT”. Ontem, este panelaço, como ficou alcunhada a referida manifestação, transmutou-se em números: a popularidade da Presidente Dilma desce à casa de um dígito, atingindo a conta de 7% de popularidade.

Hoje, em manifestações marcadas por movimentos pró-governo, o que se viu foi o minguar do que se pensava ser uma força avassaladora. Para ter-se uma ideia, se somados no Rio de Janeiro todos os movimentos sociais – CUT, centrais sindicais, MST e afins – que participaram da manifestação pró-governo, não teríamos mais que mil pessoas!

Se Marx estivesse vivo, e fosse redigir novamente o manifesto comunista, começaria assim, entre choros e resmungos: “Eis que um espectro ronda a Europa.... ops, perdão! Está à míngua no Brasil!”

Mas não pensemos nós que a guerra está vencida por completo! Como em toda guerra, é preciso após seu termino e contagem dos mortos, reconstruir as cidades. Temos pela frente um trabalho hercúleo de recuperação da alta cultura, que foi abafada e omitida pela péssima literatura esquerdista, reconstrução da moral e dos bons costumes e pela recuperação do verdadeiro e pelo sentido da palavra ética.


Por hora, continuemos a lutar e esperemos em breve contemplar o ultimo trabalho do martelo e da foice: cavar sua própria sepultura!

quinta-feira, 12 de março de 2015

A ESTUPIDEZ DA PROVOCAÇÃO – A RESPOSTA DAS FORÇAS ARMADAS

Por 
GENERAL DE EXÉRCITO PEDRO LUIS DE ARAÚJO BRAGA

UM RECADO: “OS MILITARES DARÃO A PRÓPRIA VIDA PARA LIVRAR O BRASIL DO COMUNISMO”.


A quase impossibilidade de tirar o PT do poder seja por eleições livres, mas viciadas pela prática de estelionatos eleitorais e fraudes, seja por um golpe contra o país lançado pelas forças paramilitares a serviço de um projeto de poder comunista, o clima de uma guerra civil está cada vez mais se afirmando como única saída para livrar nosso país de ser transformado em uma Cuba Continental.

A qualquer momento os efeitos sobre a caserna da overdose da covardia, da cumplicidade e da omissão que domina o comportamento apátrida de uma minoria de comandantes, militares – lacaios dos comunistas – poderá acabar, pela reação coletiva dos contrários, provocando uma intervenção militar muito mais grave do que a ocorrida em 1964, e colocando todos os corruptos genocidas diante de um Tribunal de Guerra para responderem diante da sociedade por todos os milhões de cidadãos assassinados por desgovernos traidores do país e mentores da Fraude da Abertura Democrática.

Os desgovernos do PT demonstraram e continuam demonstrando, diariamente, sua incapacidade de ter a auto crítica necessária para perceber ou aceitar seus erros como indicativos da péssima administração pública que têm exercido durante os últimos 12 anos.
Com o assistencialismo comprador de votos, e com a corrupção e o suborno de milhares de canalhas esclarecidos, os donos do poder acham que tudo está dominado e que não têm mais que dar satisfações a ninguém quando são criticados por suas atitudes, a não ser as costumeiras e deslavadas mentiras, leviandades, falsidades e hipocrisias que não enganam a mais ninguém.

As ameaças e ações punitivas contra militares da ativa e da reserva que estão se posicionando contra a destruição das FFAA e contra a comunização do país e sua degeneração social e econômica pelo projeto de poder do PT, gestado nas reuniões do Foro de SP, estão perdendo o limite, no mínimo, do bom senso.

Depois de semear durante os três últimos anos um inaceitável conflito de classes sociais, o desgoverno Dilma procura, insistentemente, demonstrar que não tem mais nada a perder, quando continua perseguindo sistematicamente as FFAA em ações diretas contra os que se colocam como críticos dos atos de um desgoverno que está jogando o país na ladeira de se transformar em uma Cuba Continental.

Por outro lado a sociedade vem sendo tratada como idiota, imbecil e palhaça do Circo da Corrupção que se instaurou no país durante a Fraude da Abertura Democrática.

As posturas da presidenta e seus lacaios significam interpretar que a calmaria da covardia e da omissão de alguns comandantes pode ser o qualificativo de toda a caserna.

Até quando esses canalhas traidores do país acham que o genocídio de milhares de pessoas inocentes como resultado do bilionário roubo do dinheiro público, a transformação do poder público em um Covil de Bandidos e de porcos comunistas, e o país em um Paraíso de Patifes, continuarão sendo aceitas por uma caserna, por enquanto defensora da disciplina militar em relação aos atos de desgovernos que estão destruindo o país?

Uma minoria de comandantes militares, lacaios de levante comunista que está tomando conta do país, não será capaz de segurar uma revolta latente que já se instaurou nos ambientes dos quartéis, pois todos os militares e superiores imediatos estão sendo testemunhas do assassinato de milhares de civis todos os anos como consequência do roubo do dinheiro público. Todos esses também têm filhos e famílias que estão na fronteira de se tornarem lacaios de uma Cuba Continental.

A qualquer momento as parcelas das FFAA não subservientes a bandidos, as polícias civis e militares, e a Polícia Federal, assumirão a consciência de que estão sendo feitas cúmplices do assassinato de milhares de cidadãos todos os anos pela obediência a um sistema de governo absolutamente corrompido e criminoso em todas as suas instâncias.

O resultado será um conflito armado com as forças leais ao desgoverno petista e seus cúmplices que, ao contrário do que pensam, serão mortalmente derrotadas, pois as armas necessárias para combater os inimigos de nossa pátria aparecerão, e a revolta se fará presente em uma guerra civil de absoluta responsabilidade do PT, que plantou durante décadas as sementes de um conflito civil-militar armado no país.

Que o submundo do PT continue tentado destruir as FFAA e chamando os comandantes militares de comandantes de merda. O preço a pagar por tanto atrevimento comunista se aproxima de ser pago.

De qualquer forma, pela insistência de muitos, estamos ainda procurando acreditar que a traição militar ao país se situe apenas no círculo de comandantes militares omissos, covardes e cúmplices e não em um comportamento coletivo da caserna.

Este é um alerta à Nação brasileira, assinado por homens cuja existência foi marcada por servir à Pátria, tendo como guia o seu juramento de por ela, se preciso for, dar a própria vida. São homens que representam o Exército das gerações passadas e são os responsáveis pelos fundamentos em que se alicerça o Exército do presente.

Assinam, abaixo, os Oficiais Generais por ordem de antiguidade e demais militares e civis por ordem de adesão.

Oficiais Generais

1 – Gen Ex Pedro Luiz de Araujo Braga 2 – Gen Ex Angelo Baratta Filho 3- Gen Ex Luiz Guilherme de Freitas Coutinho 4 – Gen Ex José Carlos Leite Filho 5 – Gen Ex Domingos Miguel Antônio Gazzineo 6 – Gen Ex José Luis Lopes da Silva 7 – Gen Ex Luiz De Góis Nogueira Filho 8 – Gen Ex Valdésio Guilherme de Figueiredo 9 – Gen Ex Gilberto Barbosa de Figueiredo 10 – Gen Ex Luiz Edmundo Maia de Carvalho 11 – Gen Ex Antônio Araújo de Medeiros 12 – Ten Brig Ar (Refm) Ivan Frota 13 – Gen Ex Domingos Carlos Campos Curado 14 – Gen Ex Ivan de Mendonça Bastos 15 – Gen Ex Rui Alves Catão 16 – Desembargador do Tribunal de Justiça/RJ Bernardo Moreira Garcez Neto 17 – Gen Ex Cláudio Barbosa de Figueiredo 18- Gen Ex Carlos Alberto Pinto Silva 19 – Gen Ex Luiz Cesário da Silveira Filho 20 – Gen Ex Maynard Marques de Santa Rosa

1- Gen Div Francisco Batista Torres de Melo 2 – Gen Div Amaury Sá Freire de Lima 3 – Gen Div Leone da Silveira Lee 4 – Gen Div Cássio Rodrigues da Cunha 5 – Gen Div Aloísio Rodrigues dos Santos 6 – Gen Div Robero Viana Maciel dos Santos Lista completa

7 – Gen Div Marcio Rosendo de Melo 8 – Gen Div Luiz Carlos Minussi 9 – Gen Div Gilberto Rodrigues Pimentel 10 – Gen Div Ulisses Lisboa Perazzo Lannes 11 – Gen Div Luiz Wilson Marques Daudt 12 – Maj Brig Ar Edilberto Telles Shirotheau Corrêa 13 – Maj- Brig do Ar Cezar Ney Britto de Mello 14 – Maj Brig Ar Irineu Rodrigues Neto 15 – Maj Brig Ademir Siqueira Viana 16 – Ge n Div Clóvis Puper Bandeira 17 – Gen Div Roberto Schifer Bernadi

18- Gen Div Remy de Almeida Escalante 19 – Gen Div Sérgio Ruschell Berganaschi 20 – Gen Div Sérgio Pedro Coelho Lima

1- Gen Bda Rui Leal Campello – Detentor do Bastão da FEB 2 – Brig Ar Leci Oliveira Peres 3 – Gen Bda Dickens Ferraz 4 – Gen Bda Paulo Ricardo Naumann 5 – Gen Bda Gilberto Serra 6 – Gen Bda Aricildes de Moraes Motta 7 – Gen Bda Durval A. M. P. de Andrade Nery 8 – Gen Bda Carlos Augusto Fernandes dos Santos 9 – Gen Bda Miguel Monori Filho 10 – Gen Bda Iberê Mariano da Silva 11 – Gen Bda Eduardo Cunha da Cunha 12 – Gen Bda Tirteu Frota 13 – Gen Bda César Augusto Nicodemus de Souza 14 – Gen Bda Geraldo Luiz Nery da Silva 15 – Gen Bda Marco Antonio Felício da Silva 16 – Gen Bda Newton Mousinho de Albuquerque 17 – Gen Bda Paulo César Lima de Siqueira 18 – Gen Bda Marco Antonio Tilscher Saraiva 19 – Gen Bda Manoel Theóphilo Gaspar de Oliveira 20 – Gen Bda Hamilton Bonat 21 – Gen Bda Elieser Girão Monteiro 22 – Gen Bda Pedro Fernando Malta 23 – Gen Bda Mauro Patrício Barroso 24 – Gen Bda Marcos Miranda Guimarães 25 – Gen Bda Zamir Meis Veloso 26 – Gen Bda Valmir Fonseca Azevedo 27 – Gen Bda Marco Antônio Sávio Costa 28 – Brig.Ar Sérgio Luiz Millon 29 – Gen Bda Carlos Eduardo Jansen 30 – Gen Bda Mario Monteiro Muzzi 31 – Gen Bda Paulo Roberto Correa Assis 32- Gen Bda Iram Carvalho 33 – Brig Ar Danilo Paiva Alvares 34- Gen Bda Jos´e Alberto Leal 35 – Gen Bda José Luiz Gameiro Sarahyba 36 – Gen Brig Ar – Guido de Resende Souza 37 – Gen Bda Sady Guilherme Schmidt 38 – Contra- Alm Med Luiz Roberto Matias Dias

Oficiais Superiores

1- Cel Jarbas Gonçalves Passarinho 2 – Cel Carlos de Souza Scheliga 3 – Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra 4 – Cel Ronaldo Pêcego de Morais Coutinho 5 – Capitão-de-Mar-e-Guerra Joannis Cristino Roidis 6 – Cel Celso Seixas Marques Ferreira 7 – Cel Pedro Moezia de Lima 8 – Cel Cláudio Miguez 9 – Cel Yvo Salvany 10 – Cel Ernesto Caruso 11 – Cel Juvêncio Saldanha Lemos 12 – Cel Paulo Ricardo Paiva 13 – Cel Raul Borges 14 – Cel Rubens Del Nero 15 – Cel Ronaldo Pimenta Carvalho 16 – Cel Jarbas Guimarães Pontes 17 – Cel Miguel Netto Armando 18 – Cel Florimar Ferreira Coutinho 19 – Cel Av Julio Cesar de Oliveira Medeiros 20 – Cel.Av.Luís Mauro Ferreira Gomes 21 – Cel Carlos Rodolfo Bopp 22 – Cel Nilton Correa Lampert 23 – Cel Horacio de Godoy 24 – Cel Manuel Joaquim de Araujo Goes 25 – Cel Luiz Veríssimo de Castro 26 – Cel Sergio Marinho de Carvalho 27 – Cel Antenor dos Santos Oliveira 28 – Cel Josã de Mattos Medeiros 29 – Cel Mario Monteiro Campos 30 – Cel Armando Binari Wyatt 31 – Cel Antonio Osvaldo Silvano 32 – Cel Alédio P. Fernandes 33 – Cel Francisco Zacarias 34 – Cel Paulo Baciuk 35 – Cel Julio da Cunha Fournier 36 – Cel Arnaldo N. Fleury Curado 37 – Cel Walter de Campos 38 – Cel Silvério Mendes 39 – Cel Luiz Carvalho Silva 40 – Cel Reynaldo De Biasi Silva Rocha 41 – Cel Wadir Abbês 42 – Cel Flavio Bisch Fabres 43 – Cel Flavio Acauan Souto 44 – Cel Luiz Carlos Fortes Bustamante Sá 45 – Cel Plotino Ladeira da Matta 46 – Cel Jacob Cesar Ribas Filho 47 – Cel Murilo Silva de Souza 48 – Cel Gilson Fernandes 49 – Cel José Leopoldino e Silva 50 – Cel Pedro Carlos Pires de Camargo 51 – Cel Antonio Medina Filho 52 – Cel José Eymard Bonfim Borges 53 – Cel Dirceu Wolmann Junior 54 – Cel Sérgio Lobo Rodrigues 55 – Cel Jones Amaral 56 – Cel Moacyr Mansur de Carvalho 57 – Cel Waine Canto 58 – Cel Moacyr Guimarães de Oliveira 59 – Cel Paulo Carvalho Espindola 60 – Cel Nelson Henrique Bonança de Almeida 61 – Cel Roberto Fonseca 62 – Cel Jose Antonio Barbosa 63 – Cel Jomar Mendonça 64 – Cel Carlos Sergio Maia Mondaini 65 – Cel Nilo Cardoso Daltro 66 – Cel Vicente Deo 67 – Cel Av Milton Mauro Mallet Aleixo 68 – Cel José Roberto Marques Frazão 69 – Cel Brigido Montarroyos Leite 70 – Cel Flavio Andre Teixeira 71 – Cel Jorge Luiz Kormann 72 – Cel Aluísio Madruga de Moura e Souza 73 – Cel Aer Edno Marcolino 74 – Cel Paulo Cesar Romero Castelo Branco 75 – Cel Carlos Leger Sherman Palmer 76 – Cel Gilberto Guedes Pereira 77 – Cel Carlos da Rocha Torres 78 – Cel Paulo Soares dos Santos 79 – Cel Mário Luiz de Oliveira 80 – Cel Wilson Musco 81 – Cel Luiz Fontoura de Oliveira Reis 82 – Cel Rubens Reinaldo Santana 83 – Cel Arthur Paulino Tapajoz de Souza 84 – Cel Josimar Gonçalves Bezerra 85 – Cel Affonso Correa de Araújo 86 – Cel Era Derli Stopato da Fonseca 87 – Cel Elmio David Dansa de Franco 88 – Cel Antonio Carlos Pinheiro 89 – Cel Av Silvio Brasil Gadelha 89 – Cel Av Sílvio Barreto Viana 90 – Cel Jorge Caetano Souza do Nascimento 91 – Cel Sérgio Augusto Machado Cambraia 92 – Cel Manoel Soriano Neto 93 – Cel Nelson Roque Vaz Musa 94 – Cel Rubens Vaz da Cunha 95 – Cel Mário Muzzi 96 – Cel Luiz Caramuru Xavier 97 – Cel Av Valdir Eliseu Soldatelli 98 – CMG (FN) Guilherme Gonzaga 99 – CMG Cesar Augusto Santos Azevedo 100 – Cel José Alberto Neves Tavares da Silva 101 – Cel Pedro Figueira Santos 102 – Cel Respício Antonio do Espírito Santos 103 – Cel Av Silvio da Gama Barreto Viana 104 – Cel Djair Braga Maranhoto 105 – Cel Airton Alcântara Gomes 106 – Cel Arcanjo Miguel Vanzan 107 – CMG Francisco Heráclio Maia do Carmo 108 – Cel Ary Vieira Costa 109 – Cel Ricardo Perera de Miranda 110 – CMG Edmundo Amaral Baptista 111 – Cel Nicolau Loureiro Neto 112 – Cel AV Sérgio Ivan Pereira 113 – CMG Geraldo da Fonseca 114 – Cel Nelsimar Moura Vandelli 115 – Cel Cesar Augusto de Jesus Magalhães 116 – Cel Rogério Oliveira da Cunha 117 – Cel José Augusto de Castro Neto 118 – Cel Benedito Luiz Longhi 119 – CMG Rogério Ferreira Esteves 120 – Cel Albérico da Conceição Andrade 121 – Cel Orlando Galvão Canário 122 – Cel AV José Alfredo de Tolosa Andrade 123 – Cel Pedro Arnóbio de Medeiros 124 – Cel Sérgio dos Santos Lima 125 – Cel Cezar Nunes de Araújo 126 – Cel Ivan Fontelles 127 – Cel Paulo Soares de Souza 128 – Cel Renato Brilhante Ustra 129 – Cel Ariel Rocha de Cunto 130 – Cel Rui Pinheiro Silva 131 – Cel Milton Moraes Sarmento 132 – Cel Paulo Sérgio da Silva Maia 133 – Cel Ney de Oliveira Waszak

quarta-feira, 4 de março de 2015

O exército de Stédile e a Venezuela

Escrito por Graça Salgueiro em http://www.midiasemmascara.org/

No dia 24 de fevereiro o PT, junto com a CUT e a FUP (Federação Única dos Petroleiros), organizou uma manifestação em defesa da Petrobras na Associação Brasileira de Imprensa, na qual várias “autoridades” fizeram discursos tão falsos quanto inflamados. Dentre eles falaram o líder do MST, João Pedro Stédile e o ex-presidente Lula. Nenhum deles admitia a roubalheira desenfreada na estatal petroleira e muito menos que os indiciados cometeram crimes mas apenas “erros”.

Lá para as tantas Lula disse: “Eu quero paz e democracia mas se eles não querem, nós sabemos brigar também, sobretudo quando o João Pedro Stédile colocar o exército dele do nosso lado”. Nas ruas, a militância petista, com camisas vermelhas da CUT e do PT, mostrava já estar preparada distribuindo pontapés em pessoas que se manifestavam contra a presidente. Vejam a fala de Lula abaixo:


Enquanto isto acontecia, o governo ordenava às tropas da Força Nacional de Segurança que fossem retirar os caminhoneiros em greve nas estradas que, ao contrário do que diz a mídia venal, não interditam as rodovias uma vez que ocupam apenas uma faixa e parte do acostamento. Segundo denunciou em discurso na Câmara o deputado Nilson Leitão, do PSDB/MT, dona Dilma “mandou a Força Nacional ‘descer a porrada’ nos caminhoneiros grevistas”.

No mesmo dia, na Venezuela, a Guarda Nacional Bolivariana e a Polícia reprimiam as manifestações atirando para matar. Em Táchira, o policial Javier Mora Ortiz disparou na cabeça do estudante de 14 anos, Kluiberth Roa, quando saía do colégio e ao ver a confusão tentou se esconder debaixo de um carro. O tiro foi fatal, mas o Ministério Público disse que o tiro foi com “bala de plástico”. O registro é chocante:  


Essa nova manifestação ocorreu em repúdio à Resolução nº 8.610, publicada no dia 23 de janeiro, que autoriza as forças de segurança a usar arma de fogo para “reprimir as manifestações”. Revolta ler o cinismo do que lá está escrito, uma vez supõe que os manifestantes são vândalos que a polícia necessita reprimir em defesa dos que não participam, mas sempre cuidando de não ferir ou maltratar ninguém. Assim, no Capítulo I, lê-se sobre o Objetivo: 

“Art. 1º - A presente normativa tem como objetivo regular a atuação da Força Armada Nacional Bolivariana para garantir a ordem pública, a paz social, a convivência cidadã em reuniões públicas e manifestações, dentro do desenvolvimento do Estado Democrático e Social de Direito e de Justiça e a proteção dos direitos humanos”. 

Os “direitos humanos”, a “proteção especial à vida, à saúde e à integridade pessoal” são repetidos a cada capítulo, artigo e parágrafo. A proteção às pessoas em situação de “vulnerabilidade” também é citado, no entanto, Kluiberth Roa tinha apenas 14 anos e não participava das manifestações, mas foi assassinado fria e brutalmente.

O Artigo 5º, parágrafo 5, trata do “uso progressivo da Força” e mente sem o menor constrangimento, quando diz: “...os procedimentos dirigidos a garantir a ordem pública, a paz social e a convivência cidadã (...) rege-se pelos princípios de legalidade, necessidade e proporcionalidade, utilização da escala progressiva em função da resistência e oposição (...) devendo sempre manter o menor nível de uso da força possível para a consecução do objetivo proposto”. 

No Capítulo IV, que trata desse “uso progressivo da força”, o Artigo 22, parágrafo 7 descreve quando pode-se empregar o uso da “violência mortal”: “Criação de uma situação de risco mortal, frente ao qual funcionária ou funcionário militar, aplicará o método de uso da força potencialmente mortal, bem como a arma de fogo ou com outra arma potencialmente mortal”.

O método é o mesmo. Há anos venho denunciando que o MST é o braço armado do PT, que foi treinado e armado pelos terroristas das FARC. Mas agora foi o próprio Lula quem confessou e, assim como ocorre em Cuba com as “Brigadas de Resposta Rápida” e na Venezuela com suas “Guardas Bolivarianas”, o Brasil com o  “exército de Stédile” vai delineando cada vez com mais clareza, o que quer e está fazendo o Foro de São Paulo (FSP). O Foro é a Hidra Vermelha, com seus mil tentáculos. Mas ainda tem gente que acredita que pode desmantelar essa mega organização criminosa fazendo cara feia, ou pior: que o FSP não é isso que denunciamos...
A propósito deste artigo, meu programa Observatório Latino do dia 27 de fevereiro na Rádio Vox, trata com mais detalhes desses temas. Ouçam.

https://soundcloud.com/rvox_org/observatorio-latino-o-exercito-do-mst-e-a-venezuela-27022015

Nunca ântef na iftória dêfte paíf...

Este é, em quinhentos e tantos anos de existência do Brasil, o primeiro movimento autenticamente popular, espontâneo, nascido de baixo, sem comandantes chiques, sem estrategistas profissionais, sem interferência nem apoio das elites falantes, do beautiful people, do grande capital ou da grande mídia.

Reunindo aproximadamente um milhão de pessoas e repetindo-se em várias cidades de março a junho de 1964, a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” foi o maior protesto de rua observado até então na nossa História – maior, provavelmente, do que muitos movimentos similares, com signo ideológico invertido, que viriam nas décadas de 80 e 90.

No entanto, é certo que, na origem, nada teve de popular ou espontâneo. Foi longamente planejada por um grupo de devotados conspiradores, com vasto apoio da grande mídia -- a começar pelos Diários Associados de Assis Chateaubriand (mais de oitenta jornais, estações de rádio e canais de TV em todo o país) --, de empresas bilionárias como o grupo Light, de vários governadores, deputados e senadores e de importantes organizações da sociedade civil, como a Liga das Senhoras Católicas, a ABI, a OAB, os sindicatos patronais em peso e a maioria do clero católico. Não se pode dizer que foi propriamente um movimento popular, mas uma mobilização popular orquestrada pela elite, uma obra de engenharia política.

Pega de surpresa, derrubada sem que fosse preciso dar um só tiro, a liderança esquerdista saiu em debandada, com uma pressa obscena de salvar a pele, mas logo em seguida procurou redimir-se ao menos intelectualmente, entregando-se a uma séria revisão crítica dos seus erros estratégicos e planejando um retorno triunfal a longo prazo.

A mais oportuna contribuição individual a esse esforço foi a do editor Ênio Silveira, que, publicando em tradução as obras do fundador do Partido Comunista Italiano, Antonio Gramsci, e fundando duas revistas inspiradas nas concepções desse grande estrategista político (Civilização Brasileira e Paz & Terra), indicou aos comunistas e seus parceiros o caminho a seguir.

Esse caminho consistia em tomar do adversário, mediante longa, paciente  e discreta infiltração, o comando das entidades capacitadas a organizar a mobilização popular. Roubar da direita, sem que esta percebesse, o monopólio da engenharia política.

As guerrilhas, concomitantemente, serviram apenas como “bois de piranha”, atraindo a atenção do governo para desviá-la da operação mais vasta e silenciosa que acabaria por mudar os destinos do país.

Partindo de uma base modesta, limitada ao movimento estudantil e a alguns sindicatos da região do ABC, os comunistas e filocomunistas foram dominando passo a passo a grande mídia, a OAB, a ABI, a Igreja Católica, etc. Vinte anos decorreram antes que a aplicação do método gramsciano de “ocupação de espaços” produzisse o seu primeiro resultado espetaculoso: a campanha das “Diretas Já”, em 1984, formulada – de acordo com o preceito de Gramsci – numa linguagem puramente cívica, sem qualquer apelo comunista explícito. Oito anos depois, o movimento “Fora Collor” já vinha com um tom ideológico um pouco mais definido.

Essas duas campanhas seguiram fielmente o modelo organizacional da “Marcha da Família”, com ricas e poderosas entidades controlando a massa e construindo ex post facto, mediante as falsificações históricas usuais nesse tipo de coisas, o mito da “revolta popular”.

Tanto em 1964 quanto em 1984 e 1992, o povo brasileiro só entrou em cena como massa de manobra. A troca do pretexto ideológico não alterou em nada a substância do fenômeno, reduzido, em todos esses casos, a uma bem sucedida obra de manipulação  arquitetada e dirigida desde cima.
Nada disso é o que se observa agora, seja na série de protestos anti-PT a partir de 15 de novembro do ano passado, seja na valente carreata dos caminhoneiros até Brasília.

Tudo começou, na verdade, da maneira mais impremeditada, espontânea e anárquica que se pode imaginar. Começou com a imprevista reação popular à fraude do “Passe Livre”.   
  
O governo federal, interessado em desestabilizar a administração estadual de seu desafeto Geraldo Alckmin em São Paulo, contratou baderneiros Black Blocks e dúzias de Pablos Capilés para que, sob a desculpa ridícula e artificiosa de protestar contra um aumento ínfimo do preço das passagens de ônibus, saíssem pelas ruas posando de pobres espoliados, quebrando tudo, agredindo policiais, ateando fogo em carros e aterrorizando a população. Mas a massa, em vez de se deixar atemorizar, aproveitou a ocasião para expressar sua verdadeira revolta, que não era contra o sr. Alckmin – pelo qual também não morria de amores, é claro – e sim contra o promotor mesmo da confusão: o governo federal ladrão, mentiroso, manipulador, parceiro íntimo de narcotraficantes, seqüestradores e ditadores genocidas. A massa anárquica, sem qualquer comando, organização ou programa ideológico, tomou de assalto as ruas, gritando mais alto que os agitadores e infundindo medo naqueles que tencionavam amedrontá-la.

Tão surpreso e assustado ficou o aprendiz de feiticeiro com o efeito inverso obtido pela sua mágica que, ponderando que “quanto mais mexe, mais fede”, chamou de volta os agitadores pagos e ordenou que permanecessem quietinhos em suas casas, aguardando que o dragão despertado por acidente se esquecesse de tudo e voltasse a cair no sono.

Mas o dragão havia tomado gosto pela coisa. Vendo o governo trêmulo e inerme por trás de uma cortina de blefes e garganteios, saiu às ruas de novo e de novo, num “crescendo” que agora culmina no movimento dos caminhoneiros.

Ao longo de todos esses episódios, não se viu um só político à frente da massa, uma só empresa ou ONG bilionária subsidiando os revoltados, um só investidor estrangeiro oferecendo ajuda, um só partido político manifestando alguma solidariedade ou um só órgão de mídia noticiando os acontecimentos sem minimizá-los, distorcê-los pejorativamente ou achincalhá-los de maneira velada ou ostensiva.

A Rede Globo colaborou descaradamente com uma jogada maligna do governo ao espalhar a notícia falsa de que um acordo tinha sido firmado e os caminhoneiros tinham desistido da carreata.
Até mesmo o Canal Veja, tão odiado pelos petistas por noticiar freqüentemente os escândalos financeiros do governo Dilma, não conseguiu falar dos caminhoneiros sem criticá-los por atrapalhar o trânsito nas estradas.

Em compensação, os moradores, os comerciantes das cidades do interior por onde passa a carreata, os pequenos proprietários rurais e uma infinidade de pessoas das classes sociais mais humildes correm para as estradas para aplaudir os caminhoneiros, oferecer-lhes comida e até dinheiro para a gasolina. Passada de boca em boca, pessoalmente ou pela internet, as palavras-de-ordem emanam do povo e se espalham entre o próprio povo, enquanto, no topo da sociedade, uns rosnam de raiva impotente, tramando vingancinhas fúteis na pessoa do juiz Moro, que nada tem a ver com o movimento, outros fazem de conta que nada está acontecendo.

Este é, em quinhentos e tantos anos de existência do Brasil, o primeiro movimento autenticamente popular, espontâneo, nascido de baixo, sem comandantes chiques, sem estrategistas profissionais, sem interferência nem apoio das elites falantes, do beautiful people, do grande capital ou da grande mídia. Se o sr. Lula tivesse um pingo da consciência social que alardeia, agora sim seria o seu momento de proclamar: “Nunca ântef na iftória dêfte paíf...”

Qualquer pessoa no uso perfeito das suas faculdades mentais percebe a diferença.

Um cientista social incapaz de notá-la, ou indisposto a reconhecê-la, revela uma dose de inépcia e de desonestidade que faz jus à sua expulsão vergonhosa e definitiva de toda profissão intelectual.

Esse é o caso, precisamente, do economista e ex-ministro, Prof. Luiz Carlos Bresser-Pereira, que, diante de fatos cujo sentido brada aos céus e só um louco negaria, não se vexa de assumir o papel desse  louco e atribuir a revolta popular ao “ódio que os ricos têm do PT” (v. http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/03/1596370-ricos-nutrem-odio-ao-pt-diz-ex-ministro.shtml).

Que raio de sociologia é essa, em que caminhoneiros e carreteiros se tornam a elite milionária, e os donos da mídia chapa-branca os pobres e oprimidos?

No cérebro do professor, os estereótipos mais tolos da  propaganda petista se impregnaram com tamanha força, que o impedem de enxergar – ou de admitir – aquilo que qualquer criança do interior está vendo com os olhos da cara.

Não há atitude mais vergonhosa para um intelectual do que prevalecer-se de glórias acadêmicas passadas – modestas, mas nem por isso irreais – para tentar insuflar numa mentirinha tola e já desmoralizada de antemão um arremedo pífio de credibilidade.


Publicado no Diário do Comércio.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Da Venezuela à Indonésia, com Dilma Roussef

Dilma Roussef além de não saber direito o que fala, como já tivemos a oportunidade de constatar durante discursos nos quais parecia estar embriagada, como no discurso da Assembléia Geral da ONU, a presidente parece também não saber direito o que quer: Ora não quer arrochar a economia, como propugnado nos debates eleitorais de 2014, ora o quer, como o faz agora; ora não quer interferir em questões internas de outros países, ora quer.

A presidente reluta em intervir no assassinato da democracia cometido pelo bandido e ditador Nicolás Maduro, quando este deteve a murros e pontapés, sem acusações plausíveis ou sequer um mandato, o Prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, pelo simples fato de ser Ledezma um forte opositor do governo chavista, sob a alegação falsa e patife de que não é do feitio do Itamaraty intrometer-se em questões internas de outros países. Porém, não houve nem mesmo peso, nem mesma medida para as questões internas da Indonésia, que teve de aturar a adulação do governo brasileiro, com traficantes que faziam entrar naquele país quilos e mais quilos de cocaína, sabendo estes perfeitamente que neste país, a pena para quem é detido por tráfico de entorpecentes é a morte.  Ora, na minha opinião, Dilma teria que ter pedido, de joelhos, perdão ao presidente da Indonésia, pelo fato de um brasileiro ter causado tamanho transtorno, e ainda por cima, devia a presidente, ter se oferecido para custear a munição que executou os traficantes. Neste caso, Dilma não se furtou em interferir nas questões internas de um país, implorando inclusive a intercessão do Papa!


Mas suspeito o motivo pelo qual no caso da prisão violenta e arbitrária do opositor anti-chavista de Caracas Dilma calou-se de forma sepulcral, e por que em contrapartida, foi paladina incansável da liberdade e da vida, quando se tratava dos traficantes brasileiros condenados à pena de morte na Indonésia; por dois motivos: 1) Como sempre, a esquerda coaduna com o banditismo, com regimes ditatoriais e com narco-traficantes, e em ambos os casos, há a defesa incondicional de bandidos, que são os dois traficantes brasileiros e Nicolas Maduro; 2) a Indonésia não faz parte do Foro de São Paulo.

Simples assim.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Sou obrigado a ir à Santa Missa?


Padre, o Sr. ama o Sacrifício da Missa?
Sim, porque Ela regenera o mundo
Padre Pio de Pietrelcina, durante entrevista

Faz parte da teologia moderna, e por moderna entenda-se em não consonância com a Doutrina tradicional e ortodoxa de sempre da Igreja, a ideia de que não somos obrigados a frequentar certos Sacramentos; sacramentos estes que nos foram deixados por Nosso Senhor Jesus Cristo como instrumentos de Salvação e que chegou até nós pela Tradição Apostólica. Ouvi hoje pelo Youtube, proferido por um sacerdote católico, que não somos obrigados a ir à Santa Missa, pois esta seria apenas – conceito de Missa dado por ele – uma reunião de amigos, assim como também a última ceia de Nosso Senhor o foi. Lamentável, que um sacerdote não tenha a consciência, ou a tenha perdido, do que é um “sacerdócio”, pois se ele não reconhece a Santa Missa como um Sacrifício, não há sentido em ter-se um sacerdote, haja visto, que a definição mesma da palavra “sacerdote”, é de alguém que preside um sacrifício, assim como eram os Sacerdotes Levitas do Antigo Testamento, que presidiam o Sacrifício da Antiga Aliança.
Aqui, temos a oportunidade de refletirmos sobre dois pontos fundamentais a respeito da Santa Missa, que têm sido esquecidos e seriamente negligenciados, fruto da aviltante confusão doutrinal que assola a Igreja há no mínimo 50 anos. Sobre o que na verdade é a Santa Missa, e se há obrigatoriedade de irmos á Santa Missa.
O primeiro aspecto, é o Conceito de Santa Missa. A Teologia modernista, como foi dito acima, vê a Santa Missa como uma confraternização; um encontro entre amigos onde se revive a Ultima Ceia, e que esta, seria apenas uma “despedida” de Jesus de seus discípulos.
A doutrina da Igreja ensina que a Santa Missa é, antes de qualquer outra coisa, o memorial da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo; o Sacrifício redentor do calvário, que acontece misticamente no altar de nossas paróquias.
 Diz o Catecismo da Igreja Católica:
O nosso Salvador instituiu na última ceia, na noite em que foi entregue, o sacrifício eucarístico do seu corpo e sangue, para perpetuar pelo decorrer dos séculos, até voltar, o sacrifício da cruz, confiando à Igreja, sua esposa amada, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da glória futura.”(1)
No que foi dito acima, até a concepção mesma de “ultima Ceia” dada pela teologia modernista, e compartilhada pelo reverendíssimo padre, estão equivocados. A Ultima Ceia na verdade foi a instituição da Santa Missa, por autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Sobre o caráter sacrificial da Santa Missa, expressa-se o Catecismo Maior de São Pio X:
A santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, oferecido sobre os nossos altares, debaixo das espécies de pão e de vinho, em memória do sacrifício da Cruz.(2)

Assim sendo, o único lugar onde seguramente podemos estar diante da Cruz do Senhor, diante da Cruz que nos salvou e salva, é a Santa Missa! Sobre isto, diz Santo Tomás de Aquino, o Doutor angélico: “A celebração da Santa Missa tem tanto valor como a morte de Jesus na Cruz!”

A única diferença, é que na Cruz deu-se o sacrifício de forma cruenta, ou seja, onde houve derramamento do Preciosíssimo sangue de Nosso Senhor, e em contrapartida, na Santa Missa, o Sacrifício dá-se de forma incruenta, ou seja, ocorre de forma sacramental e sem derramamento de Sangue. Ou seja, o sacerdote, assim como os antigos Sacerdotes levitas da Antiga aliança, preside um sacrifício para a nossa salvação, sacrifício este, que é uma perpetuação do Sacrifício salvífico de Nosso Senhor na Cruz do calvário. Portanto, a Santa Missa é um Sacrifício. Um santo Sacrifício!
Diante da importância do ato sacrificial da Santa Missa, cabe-nos portanto analisarmos uma segunda questão: Somos obrigados a ir à Missa? A resposta é sim, e que quem o diz é a Igreja, nos seus cinco mandamentos:
O primeiro preceito da Igreja: ouvir Missa inteira nos domingos e festas de guarda, manda-nos assistir com devoção à Santa Missa nos domingos e nas outras festas de preceito.”(3)

A Igreja, Mãe e mestra; coluna e sustentáculo da verdade, sob a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, determinou para o bem e salvação das almas, a instituição de cinco mandamentos, que devem ser obedecidos com a mesma reverência que se obedecem os Dez Mandamentos da lei de Moisés, levados à perfeição por Nosso senhor Jesus Cristo. Disto isto, o Primeiro dos cinco mandamentos da Igreja, diz-nos que a Igreja manda-nos, como uma bondosa Mãe que sabe o que é bom para os seus filhos, irmos à Missa todos os domingos e outras festas de preceito.

É preciso entender, que é prova de profundo amor a Deus e à Igreja, obedecer os mandamentos, assim como uma criança deve obedecer seus pais, também por amor; e que a obediência, é o primeiro degrau para a Santidade. Vale lembrar também que a desobediência ao que nos manda o Senhor é pecado, e que o salário do pecado é a morte, logo, a não ser por graves razões, deixar de ir à Santa Missa aos domingos, é pecado. Levando em consideração que, em última análise, a Missa nos traz a Salvação, por uma lógica consequência, deixar de ir à Missa quando manda a Santa Igreja, sem causa grave, é sinal de perdição.

Sinal de salvação para o católico também, é deixar de se orientar pelo que ensina a teologia nascida do modernismo, modernismo esse que segundo o Papa e santo São Pio X, é a síntese de todas as heresias.

Apeguemo-nos portanto, para a nossa Salvação e para maior fidelidade à Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, ao que sempre foi ensinado por Ela.

Uma Santa Quaresma a todos.


1 - Catecismo da Igreja católica , n. 1323;
2- Catecismo maior de São Pio X, n. 652;
3- Catecismo Maior de São Pio X, n. 475


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Democracia golpista

É uma característica intrínseca da esquerda Latino-americana, fazer-se de vítima indefesa e frágil, quando na verdade ela é uma maioria histérica, e que atualmente, manda e desmanda na América Latina.

Ultimamente, o estratagema utilizado pela esquerda latino-america para tentar parecer aquilo que não é, e para pôr em prática aquilo que já ensinava Lênin aos seus asceclas – “acuse-os do que tu és!” –  é, ao menor sinal de oposição e ameaça à concretização de estratégias para a implantação do socialismo na América latina, bradar histericamente : “É golpe! Golpistas!”

Temos de encarar esta séria ameaça ao jogo democrático: a esquerda não convive com oposições, e para isso, se vale dos argumentos mais vis e sórdidos para neutralizar os que lhe fazem oposição, o que agora tem se manifestado sob a acusação de “golpe” imposta a quem quer que lhes diga ou faça o contrário do que pensam.

Isto tem acontecido ultimamente, quando uma parcela da população brasileira têm ido às ruas para exigir o impeachment da Presidente Dilma Roussef. Aquilo que outrora, de acordo com o que lhes convinha à época, era tido como um instrumento da mais autêntica democracia, constitucional, e que fora utilizado de forma eficientíssima para arrancar quase a pontapés do planalto o então presidente Fernando Collor, agora, assume ares sombrios da mais maquiavélica maquinação golpista. Como diz o dito popular: “No dos outros, é refresco!”

Na verdade, eles interpretam ipsis litteris a supracitada estratégia leninista, e acusam os que lhes fazem oposição de “golpistas”, por que na realidade, o “golpe” já foi desferido por eles próprios, há muito tempo, desde 1990, com a criação do Foro de São Paulo, organização esta, que reúne em seu bojo a "fina-flor" do comuno-narco-terrorismo Latino – Americano.

Recentemente, o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, potente crítico do governo Chavista de Nicolas Maduro, foi detido e espancado pelo Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin, a polícia política da Venezuela), sem ordem judicial e de forma arbitrária, por homens encapuzados; o homem está desaparecido e, segundo o ditador Nicolás Maduro, que determinou sua prisão sob a acusação patife de estar o prefeito de Caracas maquinando um golpe contra o Governo Chavista, ele será “processado’.  Leia-se “eliminado”. Ou seja, o simples fato de ter-lhe feito oposição o Prefeito de Caracas, foi o suficiente para desencadear na alma de Maduro aquele desonesto vitimismo característico da esquerda, utilizado como pretexto para calar a oposição.


O que faz com que a esquerda tenha por iminentes “golpistas”, aqueles que gritam por democracia, se não o fato de quererem eles mesmos acabar com a democracia, calando as vozes dissidentes sob a infame acusação de golpe? Como foi dito, historicamente, a esquerda não convive com oposições, e nada lhe faz tanta oposição como a democracia. Para eles, a verdadeira “golpista”, é justamente a democracia.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Literatura e política

"A literatura e a política, estas duas faces bem distintas da sociedade civilizada, cingiram como uma dupla púrpura de glória e de martírio os vultos luminosos da nossa história de ontem. A política elevando as cabeças eminentes da literatura, e a poesia santificando com suas inspirações atrevidas as vítimas das agitações revolucionárias, e a manifestação eloquente de uma raça heroica que lutava contra a indiferença da época, sob o peso das medidas despóticas de um governo absoluto e bárbaro. O ostracismo e o cadafalso não os intimidavam, a eles, verdadeiros apóstolos do pensamento e da liberdade; a eles, novos Cristos da regeneração de um povo, cuja missão era a união do desinteresse, do patriotismo e das virtudes humanitárias."

(MACHADO DE ASSIS, O passado, o presente e o futuro da literatura)