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domingo, 6 de novembro de 2016

Câncer de próstata: a quem interessar possa



Por Sergio Pitta

Dizem que todo homem vai ter, um dia, um câncer de próstata, bastando estar vivo o tempo suficiente para tal, por 100 anos talvez, pois nesta idade 100% dos homens tem o tumor maligno, segundo a lenda. Logo, quem tem o “mal dito”, não está sozinho.

Segundo um médico que me deu a primeira má noticia, se Deus dissesse a ele que ele teria um câncer, mas que poderia escolher o tipo de sua preferência, ele escolheria o de próstata, pois é o mais fácil de tratar depois do de garganta.

Prevenção: O que se pode fazer preventivamente para não ter um câncer de próstata? Infelizmente nada, absolutamente nada. Não há alimento ou ação que possa causar nem impedir o câncer de próstata. Se tiveres que ter o terá e não há nada que possa ser feito preventivamente.  A solução é, se tens mais de 45 anos, consultar um bom urologista e fazer exames periódicos (minimamente anual) de toque retal e PSA/Testosterona . Se você tem parentes próximos tais como Pai, tios paternos que tenham tido câncer de próstata, estatisticamente seu risco é maior, para o que sugiro que faça os exames e consulta semestralmente com dois médicos distintos, um a cada 6 meses, mas de igual projeção e experiência profissional. As opiniões podem divergir, e se assim for, investigue a fundo a possibilidade de estar se iniciando um câncer. Prostatites e outras doenças benignas podem produzir resultados de exames semelhantes. O que, por vezes, só é dirimido com Ressonância magnética, Biópsia ou outros exames mais específicos.

Preventivamente ainda, o que deve ser feito é manter a saúde em ordem para que, caso você seja “agraciado” com um câncer, possa suportar o uso dos remédios que são pesadíssimos e alguns de uso prolongado. Logo fazer exercícios diários, se alimentar de forma saudável e manter o sistema cardiovascular em dia - mais que isso: TININDO - é fundamental para se suportar o tratamento necessário a um câncer de próstata, alem de rigoroso controle da glicose no sangue, pois alguns remédios e exames fazem subir a glicose em algumas pessoas.

Diagnóstico: Se seu PSA deu alto e exame de toque retal positivo, em conversa com seu médico sugira fazer uma ressonância magnética, pois ela tem a capacidade de diagnosticar se é maligno ou não, é mais fácil e rápido de ser agendado e pode eliminar a necessidade de uma biópsia se constatar algo benigno. Porém, se confirmada a malignidade, o próximo passo é a Biopsia para que se determine o tipo de tumor e seu estadiamento na escala de Gleason. Essa escala classifica o tumor segundo sua velocidade em fazer metástase. Vai de 1 a 12. Maiores detalhes em sites especializados: ONCOGUIA é o melhor e mais preciso deles. Informa-nos inclusive os direitos legais de auxilio doença, aposentadoria por invalidez, PIS, redução de impostos na compra de veículos, quitação da casa própria entre outros.

 A biópsia é um exame invasivo, que perfura o intestino para colher amostra da próstata que está do lado de fora do intestino. É um procedimento cirúrgico, sob anestesia geral (exija isso).

Se confirmado: Ninguém sai feliz do consultório médico com um diagnóstico de câncer de próstata. A vontade real, ainda mais se o PSA for extremamente alto indicando metástase, é tomar providencias para a própria passagem deste mundo para o próximo... mas acalme-se. Ninguém mais morre de câncer de próstata a curto/médio prazo, mesmo metastático, se tratá-lo em tempo. Para manter a calma sugiro umas regrinhas básicas que criei, algumas delas baseado nas besteiras que fiz:

1 – Não saia pela internet buscando informações sobre quanto tempo de vida lhe resta. Todas as estatísticas hoje publicadas são de pesquisas feitas por no mínimo 10 anos, que no inicio se definiu um protocolo de tratamento. Ora bolas, em 10 anos a medicina evoluiu um absurdo, a ponto de há dois anos atrás terem iniciado o tratamento segundo novos protocolos que vão alterar e muito qualquer estatística de sobrevida publicada hoje. E é com esse tratamento que você já conta hoje. Logo não leia estatística. Se você faz questão de saber se vai morrer rápido ou não, procure seu médico ele vai avaliar isso segundo seu estado de saúde geral e do tratamento que está planejando para você. Posso lhe garantir que ele vai dizer que vais viver muito, e que provavelmente não vai morrer disso.

2 – Não esconda da família; procure apoio com família e amigos mais íntimos. Acompanhamento psicológico é fundamental falar do assunto;

3 - Não pare de trabalhar! Caia dentro de algo para fazer se já estiver aposentado;

4 – Faça exercício orientado e caminhe, mantendo a melhor forma possível. Se tiver metástase avançada faça inicialmente exercícios de baixo impacto como hidroginástica;

5 – Trate-se o mais rapidamente possível. A única coisa que o Câncer não perdoa é o tempo. Seja ágil, busque ajuda para aumentar a agilidade.

6 – Escolha um medico oncologista mais novo que você.. É melhor não ter que trocar de medico ao longo do tratamento. Eu escolhi uma médica excepcional de 34 anos extremamente competente e interessada, e mais que isso, muito paciente.

Tratamento: Existem diversos meios - até de cura - do câncer de próstata. Somente se houver metástase é que ele não tem cura. As cirurgias frontais com recurso de robótica disponíveis em diversos hospitais particulares e públicos possibilita a extração total da próstata sem prejudicar as funções de ereção. Mas isso, no momento, só adianta fazer se não houver metástase. Normalmente os cânceres de próstata são lentos em seu crescimento. Um câncer de Gleason grau 8 faz metástase em até 2.5 anos depois de seu inicio, mas é mais raro. Os de classificação mais baixa demoram muito a fazer metástase, converse com um bom oncologista.

Mas mesmo se tiveres uma metástase não é o fim do mundo, não tem cura mas tem tratamento assim como o diabetes, hipertensão e outros. Hoje já se fala em ser uma doença com características de crônica e não mais fatal como antes. As metástases do câncer de próstata, em sua maioria, atacam os ossos; metástases não gostam muito de vísceras.

Confesso que não é nada agradável você ir pegar o resultado da cintilografia e ver que seu esqueleto parece enfeitado com mangueiras de led, parecendo uma árvore de natal. Mas não é o fim, pois segundo minha médica, para 1 ou 200 metástases o trabalho é o mesmo. Todas caem. Com o tratamento correto essas metástases se reduzem para próximo de zero e a doença fica sob controle por anos com a administração do mesmo remédio. Pode ocorrer de um dia aquele remédio não lhe servir mais por algum motivo. Já existem outros. Este ano, por exemplo, chegou ao mercado brasileiro um remédio oncológico que combate a metástase óssea diretamente como se fora uma radioterapia, converse com seu médico. Quer me parecer que só usam em determinados casos que estejam se agravando.

O tratamento do Câncer na rede particular por plano de saúde cobre tudo, até remédios psicólogos nutricionista etc.

Se tens metástase, existem remédios simples tipo comprimido que, enquanto aguarda o inicio do tratamento (burocracia) pode ser comprado, sob prescrição médica em farmácias oncológicas especializadas, que em muitos casos conseguem conter o avanço da doença por este período. Ajuda bastante. Em números, no meu caso, o comprimidinho reduziu meu PSA a 50% do valor do ultimo exame em 13 dias que fiz uso dele. Bem verdade que os médicos classificaram esse resultado como atípico no meu caso, mas não custa tentar, apesar de não fazer parte do protocolo de tratamento. A caixa com 30 comprimidos custa na casa dos R$ 150,00.

Estão usando, principalmente em caso de metástase em mais de quatro zonas no esqueleto, um ataque inicial com 6 seções quimioterapia associada a hormoneoterapia. Essa associação é uma pancada fortíssima no câncer e em você, mas ambos vão sobreviver. Mas o câncer é  muito fraquinho das pernas, e você pode ter vida normal 3 meses após a ultima seção, pois você é mais forte e mais inteligente que ele. Aproveite enquanto ele dorme ( e faz isso por anos), faça exercício, mantenha seu sistema cardiovascular e glicose em ordem para que, se ele não tiver desistido de você, tenhas condições de dar outra forte pancada nele - e em você mesmo – para mais uma vez sair vencedor.

Em minha família, todos os meus tios tiveram, meu pai teve e alguns de meus primos mais velhos tem o mesmo problema. Meu pai faleceu aos 87 anos por conta de uma isquemia; um dos tios faleceu aos 92 anos por causa de uma cirurgia de fratura causada por uma queda, e o outro tio faleceu com 95 anos porque era o dia dele. Ninguém morreu por causa do câncer de próstata.   Na realidade não há medico que vá lhe dizer quanto tempo de vida ainda tens, pois só Deus o sabe, assim como antes de você ter a doença. Parece-me ser mais provável – se falarmos comparativamente - seres atropelado na porta de casa do que morrer de um câncer de próstata.

Estou com 61 anos, fui agraciado com um câncer adenocarcinoma Gleason número 8, isto é, do tipo rapidinho (uma das besteiras que fiz: não fiz meus exames em janeiro de 2015), diagnosticado já metastático no inicio deste ano, já passei por todo o processo inicial de tratamento e meu PSA hoje é de 0,79, (uma mixaria desprezível para que já mediu 129), metástases reduzidíssimas a quase zero, examinadas por exame PETSCAN e ressonância magnética, alem do PSA. Estou bem, em plena atividade de trabalho pesado, em vida absolutamente normal. Alias não parei de trabalhar hora alguma. Apenas aumentei minha folga de fim de semana a cada 21 dias durante as seções de quimioterapia. Quando careca, fiquei mais bonito. Provo com fotos.

Ah, ia esquecendo: o tratamento hormonal usado em caso de metástase está longe de ser perfeito. Ele afeta fortemente a vida sexual, mas se você já tem mais de 60, vai saber conduzir sua vida sexual com maestria.  


Fiquem em paz e tranquilos. E bola pra frente que a vida é longa. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Monarquista, graças a Deus

Por Bruno Garschagen - Gazeta do Povo
Poucas confissões causam mais espanto hoje em dia do que afirmar-se monarquista. É mais fácil para um jovem hodierno dizer aos pais que tem 12 identidades sexuais ativas e passivas do que observar num almoço de domingo, entre uma garfada e outra, a supremacia da monarquia. E, se elogiar o imperador dom Pedro II, corre o risco de ser ridicularizado ou, pior, tornar-se persona non gratapara o dominical macarrão com frango.
Quando digo que sou monarquista, a seguir ao estupor e eventuais desmaios, sou alvejado por olhares de comiseração, escárnio ou lamento, a depender da classe econômica e do grau de escolaridade. Quanto mais altos a renda e o grau de escolaridade, maior é a desconfiança em relação à minha sanidade mental.
Em Portugal, pelo menos até a década de 1980, como nos informa o genial escritor Miguel Esteves Cardoso em crônica antiga publicada em A Causa das Coisas, “alguns magros milhões de portugueses” eram “dubitavelmente monárquicos”. O problema é que, imersos no dubitável, eram monarquistas inúteis à causa porque, quando puderam optar, votaram na república, transformando-se “tragicamente em republicanos úteis”.
No Brasil, quando puderam escolher, os monarquistas brasileiros fizeram em número reduzido o que deveria ter sido feito pela maioria: quase 7 milhões de bravos brasileiros votaram na monarquia. Os dados do plebiscito realizado em 1993 são reveladores: 16,5 milhões escolheram o parlamentarismo em vez do presidencialismo, cerca de 10 milhões de pessoas anularam o voto, 3,4 milhões votaram em branco e a abstenção total foi de 25,76%.
Ou seja, se em Portugal havia uma massa de portugueses “dubitavelmente monárquicos”, no Brasil tivemos uma massa de brasileiros “potencialmente monárquicos” que não foi tocada pela modesta e corajosa campanha pela volta da monarquia constitucional parlamentarista. Este que era o nosso sistema e regime de governo e foi derrubado por um infame golpe militar em 15 de novembro de 1889. Sim, aquele que aprendemos na escola ter sido uma proclamação. Não foi; foi golpe. Um golpe que inaugurou o golpismo em série que caracteriza a república presidencialista brasileira.
Os republicanos brasileiros do século 19, alguns dos quais carinhosamente apelidados de “jacobinos” – os revolucionários que tocaram o terror na França no século 18 –, derrubaram a monarquia e iniciaram um processo de revolução cultural que passava por destruir e sepultar todo o capital de experiência histórica, social e política do nosso Império. Não pretendiam os revolucionários republicanos reformar o que deveria ser reformado, mas refundar a história do país segundo novas bases e desvinculada do passado.
O resultado é conhecido: a monarquia foi ridicularizada, a história foi reescrita (primeiro pelos republicanos, depois pelos marxistas), os grandes nomes do passado foram enterrados e deliberadamente rechaçados e o que aprendemos hoje em dia sobre tão fascinante e grandioso período histórico é o casamento perfeito da ignorância com a caricatura.
O quadro, felizmente, começa a mudar aos poucos. O interesse sobre a monarquia é crescente, assim como a quantidade de brasileiros dispostos a cavar a história em busca do tesouro perdido. E a se questionar acerca das vantagens sobre a república presidencialista a partir do conhecimento das posições e das soluções da monarquia parlamentar sobre as mais diversas questões sociais, políticas e econômicas.
O mercado editorial também começa a despertar para o tema e tem aumentado o número de eventos especializados, como o Encontro Monárquico Conservador no qual fui palestrante e que foi realizado na capital do Ceará dias atrás pelo grupo São Thomas More, em parceria com o Círculo Monárquico de Fortaleza.
Num momento em que o parlamentarismo começa a ser debatido e a ganhar força política, nada mais justo do que considerar, como bem destacou Miguel Esteves Cardoso, a “questão bastante mais importante: a monarquia”.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

E Vence o Crivella.

Marcelo Crivella (PRB) é eleito prefeito do Município do Rio de Janeiro. O Comunista Marcelo Freixo, após uma campanha sórdida, como é de costume dos que se colocam sob o símbolo do martelo e da foice, fica em terceiro lugar. Sim, isto mesmo o que eu disse, nobilíssimo leitor: ficou em terceiro lugar. Isto, porque o numero de abstenções superou o número de votos do comunista Marcelo Freixo. O que isto significa? Significa que o carioca rejeitou o socialismo de Marcelo Freixo. Comemoro hoje, não exatamente a vitória do Crivella, mas a derrota avassaladora do Freixo! O Carioca deu-se conta de que Freixo é um doido varrido, e que essa porcaria de socialismo nunca deu certo em lugar algum deste planeta. Se juntarmos ainda, as derrotas clamorosas sofridas pelos candidatos de partidos socialistas dos outros municípios Brasil afora, veremos que melhor do que ter sido o socialismo rejeitado no município do Rio de Janeiro, é ter sido rejeitado no Brasil inteiro. Sinceramente, não sei se todos os que rejeitaram os candidatos socialistas sabiam que o que rejeitavam era o “socialismo”, mas o que é certo é que rejeitavam o conjunto de ideias e práticas que são comuns ao socialismo, ou seja, mentira, roubo, banditismo político e uma agenda moral e cultural de fazer envergonhar-se o pior dos imorais.

O Povo pode não saber o que é o socialismo, mas sabe quais são as porcarias propugnadas pelos seus partidários. Coisas que só num País que respira Antônio Gramsci pode acontecer.

Se perguntam os analistas se isto reflete uma ascensão conservadora. Eu acredito que sim. Ainda que o povo não tenha lido nenhum teórico do conservadorismo, emergiu do coração deste povo, um conservadorismo reacional, o que é distinto de uma conduta reacionária.

 Neste ponto, segundo Edmund Burke, podemos caracterizar o Conservadorismo como ideologia. O povo, cansado e farto do declínio moral aviltante, do avanço galopante da criminalidade, e contemplando atônito as luzes que têm sido lançadas pela Lava-Jato sobre os crimes dos políticos, naturalmente começa a optar pelo oposto ao que têm sido escolhido nos últimos anos em termos de política. A prova disto é a forma com a qual Jair Bolsonaro é ovacionado onde quer que vá. Não digo com isto que Jair Bolsonaro seja meu ideal de político conservador, mas quero ilustrar que uma multidão identifica-se com seu discurso conservador por apresentar-se diametralmente oposto ao discurso da esquerda, que ultimamente têm protagonizado a maioria dos escândalos de corrupção que brotam a cada dia em nosso País. Se Bolsonaro investir numa vida intelectual séria – e com isto leia-se Olavo de Carvalho - ninguém poderá com o ele. Falo no professor Olavo de Carvalho, pois ninguém, absolutamente ninguém, mapeou, estudou, analisou e combateu a esquerda Brasileira como ele.

Bem, mesmo com uma horda de falsos Católicos que desfilaram pomposamente com adesivos do Freixo ao peito (que mais me pareciam uma medalha pela idiotice invencível), mesmo com uma meia dúzia de padres hereges declarando publicamente votos a favor do abortista, e com isto induzindo milhares de fiéis ao erro; mesmo com toda a militância desonesta e agressiva, e mesmo tendo Crivella como um opositor, digamos, intelectualmente fraco, o Socialismo perdeu, e o conservadorismo aparentemente se fortalece. A Arquidiocese do Rio contribuiu fundamentalmente com isso ao emitir aquela nota de esclarecimento aos católicos, como resposta à manifestação espúria dos padres hereges, que se colocaram sob a égide do “Evangelho da Libertação”, ou seja, uma interpretação marxista dos Evangelhos. Nesta nota, o Cardeal, cuja assinatura era seguida pela assinatura de vários Bispos e Padres da cúpula da Igreja, dentre eles, um incansável Padre Nivaldo Júnior, que é vigário episcopal do Vicariato Suburbano e que enfrentou nas redes sociais uma horda de “católicos militontos de esquerda”, enumera e reafirma a doutrina da Igreja sobre o “Casamento monogâmico com pessoas do sexo oposto”, ou seja, o casamento tal qual pensado por Deus, sobre a Ideologia de Gênero, que é um pensamento diabólico mais que condenado pela Igreja, e sobre a defesa da vida, onde coloca-se peremptoriamente contra o aborto. Com isto, a Igreja no Rio de Janeiro põe-se contra a agenda revolucionária socialista e reafirma-se como uma instituição conservadora, pois declara serem inegociáveis valores que moldaram a Civilização Ocidental.

Que os reverendíssimos padres tomem coragem e preguem isto destemidamente aos seus rebanhos.

Ou seja, o Socialismo perde, o Conservadorismo se fortalece.

Agora, falta não somente o carioca, mas o brasileiro de modo geral, acordarem para a existência de uma Guerra Cultural contra o Marxismo enraizado nas instituições de mídia e de ensino, estudar e ocupar estes espaços. O Brasil precisa parar de respirar Gramsci, e desinfetar os seus pulmões.


sábado, 29 de outubro de 2016

Sobre a Viagem do Papa à Suécia

Tem coisas que realmente não consigo compreender. O Santo Padre fará viagem histórica à Suécia, para um encontro com luteranos. Nada demais, na minha opinião, em um encontro entre representantes de diferentes denominações Cristãs. O que eu creio ser incoerente, é que um Papa viaje até a Suécia, para encontrar Luteranos afim de comemorar o aniversário da Reforma Protestante!

Creio que que este ecumenismo falso, que se tenta empurrar goela abaixo nos católicos; um ecumenismo a qualquer custo, fez com que fosse esquecido, ou discretamente varrido para debaixo do tapete, que o protestantismo é uma doutrina que foi condenada como Heresia por Papas e Concílios. 

Ora, se à constatação de negação pertinaz de verdades de Fé dá-se o nome de heresia, porque - ora bolas - deveríamos comemorar algo semelhante?

Como pode a revolta de um monge agostiniano ( cuja inépcia para lidar com seus pecados motivou a revolta ) contra a Igreja Católica ser motivo de comemoração para um Papa?

Amo Francisco, sou-lhe fiel e obediente em questões de Fé e Moral, mas está difícil entender isto...

Ocupando espaços

Por Olavo de Carvalho

No uso comum, exato ou tradicional da palavra, “intelectual” é o sujeito que estuda alguma coisa de interesse geral e escreve ou fala a respeito dela em lugares onde todo mundo pode lê-lo ou ouvi-lo. No vocabulário especial do comunismo gramsciano, é o fulano envolvido de algum modo em propaganda revolucionária. Na primeira acepção do termo, um sambista não é, só por ser isso, um intelectual. Na segunda, pode ser o intelectual mais importante do país, se seus sambas dão prestígio e dinheiro ao Partido ou transmitem, de maneira mais ostensiva ou sutil, mensagens políticas favoráveis ao comunismo.
Essa duplicidade de sentidos tem algumas aplicações bem interessantes na guerra cultural. A primeira acepção do termo dá espontaneamente a entender que a pessoa a quem ele se aplica tem alguma autoridade na sua área de estudos e merece, portanto, atenção e respeito. A segunda não implica nem mérito nem demérito: é mero termo técnico. Designa a inserção do indivíduo numa das seções – ou “coletivos” – que compõem a estrutura partidária: há o coletivo dos operários, o coletivo dos camponeses, o coletivo dos militares e assim por diante. O coletivo dos intelectuais é o conjunto dos sujeitos envolvidos em guerra cultural e psicológica. O “intelectual” no sentido partidário não é necessariamente – na verdade não é quase nunca -- um “intelectual” no sentido comum. É apenas um ativista que usa os meios da indústria cultural. Ele não precisa ter nenhum estudo especial, nem, de fato, estudo nenhum. Não precisa ter nenhum conhecimento, exceto o dos mecanismos usuais do ativismo partidário. Para distingui-lo do intelectual em geral, é melhor chamá-lo de “ativista cultural”.
Ora, um dos fronts mais importantes da estratégia revolucionária de Antonio Gramsci é aquele que se empenha em “ocupar espaços” nas instituições de cultura, educação e jornalismo, expelindo os adversários e colocando em seu lugar os militantes e colaboradores do Partido -- os ativistas culturais. O objetivo final é ocupar todos os espaços, de modo que não existam mais intelectuais – nos dois sentidos do termo – fora do controle do Partido. Todos os meios são válidos para isso: o boicote, a difamação, a marginalização, a interproteção mafiosa, a monopolização partidária do mercado de trabalho. Mas a tática mais perversa, mais costumeira e mais eficiente é atrair sobre meros ativistas culturais o prestígio que a palavra “intelectual” tem na sua acepção comum. Elevado à condição de autoridade, o ativista cultural torna-se automaticamente uma força automultiplicadora, expandindo a aura de “intelectual” sobre outros ativistas culturais iguais a ele e negando-a a intelectuais genuínos que o Partido considere pessoas inconvenientes. Prosseguida a operação pelo tempo necessário, o Partido torna-se, através dos ativistas culturais bem colocados, a única instância julgadora capaz de conferir ou negar a condição de “intelectual” a quem bem entenda. Atingido esse ponto, a sociedade está madura para aceitar como intelectual em sentido estrito, como opinador abalizado, qualquer semi-analfabeto a quem o Partido confira esse rótulo, bem como, complementarmente, a tratar estudiosos sérios como caracteres aberrantes e atípicos, alheios à comunidade intelectual “oficial” e respeitável.
A “ocupação de espaços” não tem nada a ver com a luta das idéias, com o enfrentamento leal no campo dos debates públicos. Antes do advento dela, o intelectual de esquerda tinha de concorrer em pé de igualdade com seus adversários de direita, tinha de mostrar cultura, domínio do idioma e alguma seriedade. O gramscismo dispensou-o desse esforço, colocando em lugar da disputa de idéias a guerra pela conquista de posições. Daí por diante já não se trata de provar superioridade intelectual, mas de subtrair ao adversário todos os meios de concorrer. O gramscismo é a institucionalização do golpe baixo em lugar do debate intelectual. Daí por diante, o que leva o nome de “debate” é apenas a conversação interna entre militantes e simpatizantes do Partido, com alguma abertura para os indecisos e pusilânimes, mas sem nenhuma chance para o ingresso dos inconvenientes, sobretudo se altamente qualificados.
Não é preciso dizer que no Brasil esse ponto já foi atingido há muito tempo, e ele corresponde à total destruição não somente da vida intelectual genuína, mas da simples possibilidade de haver uma.
É apenas como sintoma banal desse estado de coisas que se pode entender uma iniciativa como a coleção “Intelectuais do Brasil”, paga com dinheiro público pela Universidade Federal de Minas Gerais, na qual entram como figuras representativas Chico Buarque de Hollanda, Leonardo Boff e outros tipos que numa situação normal seriam apenas folclóricos. A presença do sr. Gilberto Gil no Ministério da Cultura ilustra exatamente o mesmo fenômeno, e nada é preciso dizer da redução de todos os cursos de filosofia e ciências humanas, nas universidades públicas e privadas, ao nível de escolinhas de formação de militantes.
Na medida em que a vida intelectual superior é o patrimônio mais valioso de uma nação, a apropriação de espaços pela estratégia gramsciana é uma atividade criminosa em altíssimo grau, muito mais grave, pelas suas conseqüências históricas devastadoras, do que o desvio de dinheiro público ou o financiamento oficial a invasões de terras. .

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Jovem conta o terror que é viver na Coreia do Norte [Legendado em Português]

Esta é  Park Yeon-Mi, uma fugitiva do regime comunista Norte Coreano. Ela narra-nos, debulhando-se em lágrimas, as atrocidades às quais o povo Norte - Coreano é submetido sob a bota do assassino ditador  Kim Jong-Un. 

Não compreendo, como mesmo diante de exemplos tão explícitos da mendacidade, loucura e sanha assassina do comunismo, pessoas ainda adiram a este regime, filiem-se a partidos sob esta égide ou coadunem de qualquer forma com esta ideologia. 

Só para lembrar:  Kim Jong-Un professa a mesma ideologia de Marcelo Freixo, Dilma, Lula et caterva: o Comunismo.

Um regime assim assolará o Brasil? Acho difícil. Mas só de saber que tem loucos desta estirpe, que pensam as mesmas porcarias nas altas esferas políticas do nosso país, da calafrios de asco.

Quando for votar num comunista, lembre de pessoas como esta pobre menina.



domingo, 16 de outubro de 2016

A Derrota dos comunistas

Por Ipojuca Pontes

Os comunistas foram fragorosamente derrotados no plebiscito costurado na Ilha Cárcere para livrar a cara das Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia (Farc), bando narcoterrorista que há mais de cinco décadas vem detonando a vida da Colômbia e da América Latina. Para quem ignora os fatos, as Farc atuavam (e atuam) como braço armado do Partido Comunista Colombiano. De início, eram apenas um projeto esboçado durante os motins de “el Bogotazo”, em 1948, mas tornado trágica realidade dezessete anos depois sob o comando de Manuel Marulanda Velez, o “Tirofijo”, índio astucioso que entrevistei no final dos anos 1960 para documentário produzido pela TV alemã sobre as guerrilhas virulentas que, já então, tomavam conta do noticiário internacional.

(Uma pergunta: “Tirofijo” por quê? Bem, para desencadear a guerra de guerrilha na Colômbia, Marulanda e asseclas se apropriaram de um vastíssimo corredor de terras que atravessa boa parte do norte do país. Sua tática consistia em ocupar o alto dos morros próximos às estradas (“carreteras”). De lá, ele próprio, com incrível precisão, atirava nos motoristas que se recusavam a pagar pedágio. Dos que procuravam fugir da “contribuição”, Tirofijo, para dar o “bom exemplo”, cortava a garganta do recalcitrante e puxava a língua pela glote, compondo, no cadáver, uma máscara de horror. Depois de fotografá-los, mandava imprimir e distribuir cartazes de suas vítimas mundo afora).

Foi exatamente assim que as Farc, hoje uma das mais ricas e poderosas organizações criminosas do mundo, se impôs na América Latina.

Muito bem, voltemos à vaca fria. Como sabem todos, inclusive os comunistas, o que o povo colombiano repudiou no plebiscito não foi o badalado acordo de paz, sempre bem-vindo, mas, sim, a nefasta armação castrochavista bolada para fazer das Farc um arremedo do PT dentro da Colômbia. (Não esquecer que um dos primeiros atos de Juan Manuel Santos - presidente tido e havido como traidor - foi receber Hugo Chávez no Palácio Narino propondo, por baixo do pano, a legalização política do exército terrorista e sua transformação em organização partidária).

De fato, inculpar o bando terrorista dos milhares de crimes (hediondos) cometidos ao longo de cinco décadas, e ainda por cima declarar seus integrantes como habilitados para disputas eleitorais e o livre exercício do poder político seria o mesmo que cuspir na cara (e na alma) do povo colombiano.

Como esperado, os colombianos não se deixaram lograr pelas manobras fraudulentas de Santos e corriola. De fato, como poderia a população da Colômbia esquecer décadas de violência, sequestros, torturas, assassinatos em massa, narcotráfico, contrabando de armas, ocupação de terras pela força, roubo de cargas, bombardeios, incêndios, pagamento de pedágios, assaltos, estupros e devastações sem fim? Impossível. Passar por cima de semelhantes monstruosidades seria, no mínimo, um ato de alta traição. Assim, não derrotar pelo voto a farsa tramada em Havana (logo onde, meu Deus!) sob a orquestração capciosa de embusteiros fanáticos como Fidel, Raul, “Timochenko” e a anuência criminosa de Juan Manuel Santos - e, pior, sem um único representante do lado oposto - seria o mesmo que baixar a cabeça diante do algoz e aceitar como legais a perfídia, o logro e a servidão.

Conforme previsível, a mídia esquerdista mostrou-se frustrada com a vitória indiscutível do “não”. Diante do fato, foi de um cinismo colossal. Seus analistas e “formadores de opinião”, sem considerar a dor dos colombianos, torceram e distorceram tudo ao sabor das próprias aspirações ideológicas. E, tal como no caso do referendo em que o Reino Unido votou contra sua permanência na falida União Europeia, e derrotou na bucha a burocracia socialista de Bruxelas, a mídia amestrada cegou para a realidade mais elementar e desconsiderou o fato de que o colombiano devota desde sempre um profundo horror às Farc e ao Partido Comunista.

Simples assim.

PS - Segundo a contabilidade da oposição, as Farc, que já financiaram com polpudos dólares do narcotráfico as campanhas presidenciais de Lula e Hugo Chávez, via o “embaixador” Olivério Medina, têm escondidos e não declarados, por baixo, só em Cuba, mais de US$ 250 bilhões.
Se quiserem, compram a Petrobras, avaliada hoje em US$ 120 bi. E em dinheiro vivo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Crivella desde criancinha...

Voltei. E o que me traz de volta é a agitação pós- primeiro-turno das eleições municipais do Rio de Janeiro, onde temos como candidatos, os igualmente indesejados Marcelo Crivella do PRB, e Marcelo Freixo, do PSOL. 

Deus sabe o quanto meus dedos vacilam, e o quanto eu queria poder não escrever isto, mas precisamos votar no Marcelo Crivella! E isto é urgente!

Trata-se de um estratagema meu para manter erguida a direita no Rio de Janeiro? Obviamente que não, pois esta sequer existe no Brasil! Também não se trata de um alinhamento - qualquer que seja -com as idéias do candidato Crivella. Trata-se apenas de uma certeza absoluta do quão  perniciosa será uma administração do Candidato do PSOL, e do quão deletério será o efeito desta administração, principalmente para as famílias brasileiras.

Não é novidade que  Marcelo Freixo defende, coaduna e promove tudo quanto é lixo moral que se possa imaginar, desde a simples liberação das drogas à anistia absoluta à criminosos menores de idade, mesmo confirmada a hediondez do crime cometido. Não é novidade que Freixo defenda o assassinato de crianças no ventre das mães, mais popularmente conhecido como 'Aborto"; não é novidade que Freixo defenda o vandalismo e a depredação violenta como forma de manifestação lícita. Nada disto é novidade. O que é estranho, é que pessoas de bem, de boa índole, declarem intenção de voto num candidato com teses sobre moralidade e justiça tão alheias ao bem comum e à conservação de uma sociedade sadia. 

O referido Candidato, ainda defende a implantação da Ideologia de Gênero nas escolas, que segundo seus idealizadores viria para combater uma tal de 'homofobia". Esta ideologia apregoa, trocando em miúdos, que meninas não nascem meninas, e que meninos não nascem meninos, mas que ser "menino" ou "menina" é uma construção da sociedade. Pregam, estes arautos da sacanagem, que a criança deve ser livre para escolher se quer ser um menino ou uma menina, mesmo que seu sexo biológico grite o oposto. Daí para o homossexualismo é um piscar de olhos. 

Marcelo Freixo é comunista, e para o comunista, a Família com seus valores sustentaculares, é um obstáculo inaceitável para a utopia socialista. Para o comunista ela precisa ser destruída. Logo, é imprescindível incutir nas crianças, desde tenra idade, o relativismo moral.

Mas aí, objetam os militantes virtuais do Freixo: "Ah, que bobeira! O prefeito não tem autoridade para interferir em nada disso! Aborto, liberação das drogas, etc... não são de ingerência do prefeito!" Com a exceção da ideologia de gênero nas escolas municipais, cuja orientação é atribuição da prefeitura, de fato não são. Mas o prefeito tem armas suficientes para criar na sociedade uma cultura propícia para a aceitação destas práticas, e para gerar uma hegemonia cultural, que no caso, fará com que as pessoas pensem de forma socialista sem que se dêem conta disso. Quantos dos que nas manifestações de 2013 criam estarem agindo de forma socialista, quando clamaram escandalosamente por mais intervenção estatal ao pedirem mais "educação", mais "saúde", mais "oportunidades" da parte do estado?  Eis as benesses da filosofia de António Gramsci que plasma os pulmões do Brasil.

Além disso, o partido do candidato Marcelo Freixo, serve a uma ideologia que, além de afundar o Brasil a níveis nunca vistos na história, e além de ter gerado miséria por cada pedaço de terra por onde passou, é profundamente internacionalista em sua essência. 

Marcelo Freixo, diferentemente do insosso Crivella, serve a uma ideologia que tem um projeto de poder a níveis continentais, o que se torna patente observando a história do Foro de São Paulo, pela leitura atenta de suas atas, e pela observação dos acontecimentos políticos na América Latina. 

Marcelo Freixo é um problema que pode ser evitado. É um lixo que podemos e temos a obrigação moral de não aceitar.

É por essas e outras que, neste momento dramático, sou Crivella desde criancinha...


domingo, 12 de junho de 2016

O Islã e a esquerda, ou: "guerra de movimento" e "guerra de posição"

Um desses loucos do Islã entrou numa boate em Orlando, abriu fogo e com mais de cem tiros, matou 50 pessoas e feriu outras 53. 

Interessante, é que a esquerda que chora a lamentável tragédia com os homossexuais em Orlando, é a mesma que fez sepulcral silêncio enquanto o Islã decapitava, queimava, triturava e fuzilava cristãos a granel. O mesmo Jean Wyllis que é autor da PL 1780-11, que pede a obrigatoriedade da inclusão da disciplina de "Cutlura Àrabe e Tradição Islâmica" nas escolas primárias do Brasil, é o que agora diz ser um horror absurdo o que aconteceu em Orlando. Sim, senhor Jean Wyllis, é um horror! Mas não é um horror por terem sido homossexuais as vítimas; as decapitações de cristãos não são um horror por serem contra cristãos; os crimes destes facínoras são horríveis por que são cometidos contra seres humanos! Defenda mais a disseminação do Alcorão, Deputado Jean Wyllis, que nas teocracias do Islã, pune com a morte a prática homossexual. Enquanto o cristianismo que prega que devemos amar os homossexuais, embora crendo serem reprováveis suas práticas, é impedido de transpor as soleiras das portas das escolas, o Islã conta com um Projeto de Lei para a introdução de sua tradições nas escolas, e pasmem: com o intuito de combater a homofobia, veja o que diz a PL:
A proposta em questão é fruto de uma ampla reflexão feita pelas entidades civis, que na primeira audiência pública realizada pela Ouvidoria Parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, 29/4, debateram e apresentaram diversas sugestões para a formulação de políticas públicas de combate ao “Bullying e Homofobia
Ou seja, na cabeça demente do Jean Wyllis: o mesmo veneno que mata serve como antídoto contra o mal que ele mesmo causa. Vai entender...

 A Imprensa geral acata o ocorrido com um crime de homofobia e de ódio contra os GLBT's. Mais do que isso, e abarcando esta parcela de seres humanos, a guerra do Islã é contra o Ocidente Inteiro! O Islã tem um projeto de Califado Universal, que iniciou-se com Maomé no século VII, e tal projeto está na gênese do Islã. O Islã é a religião do ódio ao herege. Mesmo o dito "Islã pacífico", que muitos crêem ser o verdadeiro Islã, é responsável pela preparação de um hegemonia cultural de aceitação do Islã, para que aos poucos, o ocidente seja absolutamente dominado pelo Islã, sem sequer dar-se conta disto. É só contemplarmos a realidade da Inglaterra e da França: na França, segundo o Gatestone Institute, centenas de Igrejas estão sendo transformadas em Mesquitas, e além disso, a maioria das cidades Francesas, têm zonas proibidas para não-muçulmanos. Na Inglaterra, há muitos bairros que são regidos sob a égide da Sharia, que é o conjunto de regras de fé dos islâmicos. Estas dominações só foram possíveis sem alarde, graças a uma cultura de "dessensibilização" de praticamente todos os setores da sociedade quanto à periculosidade do Islã. Esta cultura de dessensibilização é propugnada pelo chamado "Islã Pacífico", que está para o Islã mais ou menos como o Gramscismo está para o comunismo. O pensamento comunista de Antonio Gramsci ( Gramscismo)  atua invertendo a ordem de tomada de poder, pois Gramsci percebeu que era um grande custo de energia - e munição - tomar o poder pela força das armas para depois conseguir uma uniformidade de pensamentos, uma hegemonia, como fizeram os revolucionários de Outubro de 1917. Gramsci sugere o contrário: que crie-se através de uma guerra cultural uma hegemonia cultural, pra depois tomar o poder. Creio que o Islã age com a mesma mentalidade revolucionária. O Islã, assim como o comunismo, sabe discernir onde deve-se fazer uma - utilizando conceitos de António Gramsci - "guerra de posição" (tomada lenta e gradual do poder, de posição em posição, através de uma guerra cultural), ou uma "guerra de movimento" ( onde toma-se o poder pela força das armas e impõe-se pela força das armas uma uniformidade no pensar e no agir.) O "Islã Pacífico" faz guerra de posição. O Islã dito "radical", como Estado Islâmico, Boco Haram et caterva, faz guerra de movimento. Simples assim. 

A esquerda, parceira de longa data da Palestina e defensora ferrenha da instituição do Estado da Palestina, não se dá conta, que por ser abarcada pelo que conhecemos como "ocidente", está no mesmo saco. Têm - os esquerdistas - uma cândida ilusão de que suas cabeças serão poupadas da Lâmina do verdugo. Pobres almas! 

Enquanto a esquerda defende, com uma tara que beira a sandice, que há um Islã pacífico, e que qualquer um que duvide disso é "islamofóbico", eu prefiro ficar com a sentença de Santo Tomás de Aquino de que o Islã é do diabo! 

Que a Santíssima Virgem Maria rogue a Nosso Senhor Jesus Cristo pelas almas das vítimas, pela alma do terrorista, e pela conversão do Islã.

domingo, 5 de junho de 2016

A Urgência de restaurar o interior, ou: a verdadeira "Cultura do estupro"!

A mídia e a militância de esquerda gosta de ter um osso para roer, e daí fazer emergir um debate na sociedade que na grande maioria das vezes é infrutífero e serve apenas para propaganda ideológica. A bola da vez é a famigerada e ridícula "cultura do estupro". Este termo foi cunhado após o episódio do suposto estupro de uma jovem de 16 anos, na zona oeste do Rio de Janeiro. 

Embora sejam gritantes as contradições na história contada pela jovem, cuja palavra é tida como dogma absoluto pelas autoridades e pela ideológica delegada de polícia responsável pelo caso, e embora seja deveras estranho que uma jovem estuprada por 30 homens esteja gozando de pleno vigor físico; que os 30 jovens tenham-na estuprado numa comunidade dominada pelo tráfico de drogas, que não raro, abomina e condena com a morte pedófilos e estupradores; e que ela tenha retornado ao local do suposto estupro para pegar um telefone que havia esquecido no local (que mulher retornaria ao local onde foi violada por 30 homens?!), não entrarei no mérito de se houve ou não houve estupro.

O que quero refletir aqui, é um ponto que não figura em nenhum dos debates atuais sobre o tema, e que na minha opinião, é o ponto fulcral de toda a questão: a dissolução completa das famílias e dos valores tradicionais por elas deveriam ser ensinados!

Os jovens estão se entregando às erupções mais primitivas geradas pelo Pecado Original, e não há quem lhes faça oponência, pois além do fato das famílias estarem completamente desprovidas de sentido de certo e errado, e do devido senso das proporções, os jovens não encontram uma representação ou liderança que perceba o problema e mostre-lhes um norte. As únicas instituições que podem fazê-lo - mas que nas suas vertentes mais liberais defecam e deambulam para a perversão moral dos jovens - é a Igreja Católica e as Comunidades Eclesiais Protestantes. 

Ambos os lados - possível estuprada e possíveis estupradores - são o reflexo mais do que fidedígno do grau aviltante e intolerável de perversão moral ao qual chegaram nossos jovens. Afirmo: não estou justificando em absoluto a ocorrência de um possível estupro! Mas infelizmente, têm-se conhecimento de que a jovem não era flor que se cheirasse sem que se adquirisse urticária. A Jovem tem fotos na internet portando fuzis, pistolas, em meio a traficantes, além de ter sido dominada pelas drogas ainda cedo - o que é lamentável -, e ser extremamente agressiva com familiares. Repito: não estou afirmando isto para justificar um possível estupro, mas apenas tento ilustrar que nossa juventude não vai bem, pelo simples fato de que as famílias não vão bem! Os possíveis estupradores, mas criminosos de fato (pois lembremos: trata-se de uma menor!), são piores: lançam-se como animais sobre uma menor de idade - seja ela promíscua ou não - e entregam-se aos deleites assassinos da orgia. Usam-na de todos os jeitos. São criminosos pois puseram-se a usar sexualmente de uma menor de idade, e são pervertidos moralmente, verdadeiros monstros morais pois utilizam-se de algo sagrado como o sexo para dar livre fluxo a impulsos animalescos e brutos, que nada tem com o que de fato deve ser eivada uma relação sexual, ou seja, de amor conjugal! 

Se os jovens, desde tenra idade, fossem ensinados pelos pais que o sexo deve ser vivido e orientado dentro do matrimônio, isto poderia ter sido evitado. Se os jovens, desde tenra idade, tivessem sido instruídos pelos pais da característica protetora dos homens com relação às mulheres, nada disto estaria ocorrendo. Mas isto foi destruído pela ideologia! A Ideologia, que é,  na definição de Russell Kirk, como uma anti-religião, é responsável por tirar a religião do espectro de realidades a serem contempladas e ensinadas pelas famílias, e com isto, os valores tradicionais de família passam a ser inexistentes, dando lugar ao cultivo dos sentimentos mais brutais nos corações dos jovens. Sem a religião nas famílias, o cultivo das virtudes foi trocado pelo cultivo da verdadeira "cultura do estupro", ou seja, da promiscuidade, da perversão moral, da igualdade absoluta entre os gêneros, enfim, tudo o que implode por completo a possibilidade de rapazes serem respeitosos com moças!

Ainda citando Russell Kirk, as desordens exteriores são reflexo direto das desordens interiores. Portanto, para ordenarmos novamente o exterior, ou seja, a nossa sociedade, precisamos reformar o interior dos jovens. Precisamos de religião! De verdadeira Religião!

Precisamos urgentemente restaurar as famílias, que são as células que compõem a sociedade. Assim como num organismo vivo, uma célula neoplásica, ou seja, de crescimento desordenado, pode levar este organismo à morte, famílias desordenadas em proliferação desordenada podem, inevitavelmente, leve quanto tempo levar, conduzir uma sociedade à morte. É só olharmos para a história: o Imperio Romano foi o maior império que o mundo já viu. Dizem os historiadores, que o sol nascia e se punha em território do Império Romano, o que quer dizer que ele abarcava boa parte do mundo! O império romano ruiu devido à promiscuidade e declínio moral de seus membros e de suas instituições, e com isto, sequer se deram conta da horda bárbara que pusera-se a invadir Roma. 

Não adianta tentarmos restaurar moralmente a política, em instâncias mais superiores, se a base chafurda na lama da imoralidade e do desprovimento do sentido de certo e errado.

terça-feira, 24 de maio de 2016

O Inferno Vivido por uma menina Yazidi nas mãos do Estado Islâmico




Antes, uma pequena nota:

Seja pela afinidade mútua à perseguição e sanha destruidora contra o Cristianismo, seja pelo caráter internacionalista,ou seja pelo cunho santânico de seus atos, comunistas e Radicais Islâmicos sempre corroboraram-se mutuamente.

Prova disso é que nunca - e repito: NUNCA! - vi ou ouvi da boca de uma dessas bestas feministas uma condenação às atrocidades e monstruosidades, com requintes de crueldade, que diariamente cometem radicais Islâmicos contra milhares de meninas e mulheres sequestradas. Tornam-se escravas sexuais, são cruelmente espancadas e são vilipendiadas de todas as formas possíveis e imagináveis! A seguir, uma entrevista com uma menina Yásidi, que conseguir escapar do cativeiro do ISIS, depois de dois anos de estupros sucessivos e às vezes, até mesmo com inúmeros membros do Estado Islâmico ao mesmo tempo. Antes, deixo aqui a minha definição de Comunismo e Islamismo: " O Comunismo e o Islã são as duas pernas com as quais o Diabo corre pelo mundo!"

Uma nova entrevista televisionada, conduzida em árabe, concedida por uma menina yazidi que foi mantida em cativeiro sexual nas mãos do Estado Islâmico, foi difundida em 22 de março de 2016. Ela apareceu no programa "Conversa com a (Juventude) Shabaab", apresentado por Ja'far Abdul.
A adolescente, identificada pelo pseudônimo de Birvan, foi escravizada aos 15 anos de idade sofrendo no cativeiro durante meses até conseguir fugir. Agora ela está com 17 anos. Com base em sua entrevista de 40 minutos segue abaixo a sua história:
Os yazidis estavam fugindo do seu vilarejo devastado pela guerra, perto de Tel Affar, Iraque, quando foram interceptados na estrada por quatro agentes do ISIS. Os homens juraram que se os yazidis cooperassem com eles e respondessem a algumas perguntas nada de mal lhes aconteceria e que poderiam voltar em paz para suas casas. Ao ser questionada sobre quantos yazidis habitavam o vilarejo, Birvan respondeu que se lembrava de apenas 95 homens e suas famílias e, "muitas, muitas mulheres e crianças".
Mais do que depressa, apareceram mais 17 veículos do ISIS "repletos de homens". Os homens se tornaram agressivos, ordenaram que os yazidis se apresentassem, separaram-nos, homens de um lado, mulheres do outro, e os levaram embora — incluindo o pai, irmãos e tios de Birvan. As mulheres e crianças foram levadas a determinados edifícios e trancafiadas.
Os combatentes do ISIS disseram que estavam meramente deslocando os homens para outro local. No entanto, assim que eles sumiram, Birvan ouviu inúmeros disparos de armas de fogo: "jamais esquecerei o som daqueles disparos", disse Birvan. Depois ela encontrou o corpo de seu pai; ela nunca mais viu seus irmãos e tios e estava convencida que foram todos massacrados.
As mulheres foram então transferidas para diferentes localidades, ficando alguns dias em cada uma delas. Birvan conseguiu ficar perto de sua mãe. Os membros do ISIS intimidavam constantemente as mulheres, atiravam para cima com suas armas e gritavam "Allah Akbar" ("Deus é grande"). "Todas nós", disse Birvan, "ficávamos aninhadas, segurávamos umas às outras, aterrorizadas".
Os membros do ISIS, segundo Birvan, diziam às mulheres que se "tentassem fugir seriam mortas ou massacradas. ... Minha mãe sempre me segurava com firmeza, aterrorizada, temia que depois que eles levaram toda a sua família — marido, filhos e irmãos — também me levariam".
E o dito dia chegou. Birvan contou que ela e sua mãe seguravam uma à outra com muita força e choravam enquanto membros do ISIS as separavam à força e levavam sua mãe, juntamente com todas as outras mulheres de meia idade e mais velhas para uma outra localidade:
O momento mais duro para mim, que eu consigo lembrar, foi quando minha mãe e eu segurávamos nossas mãos entrelaçadas e fomos separadas violentamente. Esta foi a coisa mais difícil — não só para mim, mas para todas as crianças e adolescentes. ... Eles matavam qualquer uma que resistisse em ir com eles, eles simplesmente abriam fogo.
Em seguida, todos os meninos acima de seis anos de idade foram levados a campos militares, provavelmente para serem convertidos ao Islã e treinados para serem combatentes do ISIS.
O grupo de Birvan — meninas e mulheres com idades entre 9 e 22 anos — foi levado a outra localidade em Mossul:
Eu me lembro de um homem que aparentava ter pelo menos 40 anos aparecer e levar uma menina de 10 anos de idade. Ao se recusar a ir com ele, ele a espancou cruelmente, usando pedras e teria atirado nela caso ela não fosse com ele. Tudo contra a vontade dela.
Ali Birvan viu que havia mais 5.000 meninas yazidi escravizadas. "Eles vinham e pegavam qualquer menina contra a sua vontade; se ela se recusasse, eles a assassinavam sumariamente".
"Eles normalmente vinham e compravam as meninas que não tinham preço estabelecido, melhor dizendo, eles costumavam dizer às meninas yazidi, vocês são sabiya (espólios de guerra, escravas sexuais), vocês são kuffar (incrédulas), vocês estão aí para serem vendidas a qualquer preço", querendo dizer que não havia um valor de referência, o que explica porque as meninas yazidi eram "vendidas" por míseros maços de cigarro.
"Qualquer um que passasse pelo nosso quarto e gostasse de nós, bastava dizer: vamos".
Quando chegou a vez dela e o homem disse "vamos" conta ela: "eu me recusei e resisti e ele me espancou com extrema selvageria". Ele a comprou, obrigou-a a ir a casa dele, que anteriormente pertencia aos yazidis, e para continuar viva ela tinha que satisfazê-lo
Ao ser questionada a respeito dele, ela disse: "ele era realmente nojento, de verdade mesmo, quero dizer, se você o visse, veria que não há diferença entre ele e um monstro. Na realidade os animais têm mais compaixão em seus corações do que esses (ISIS)".
Quando Ja'far Abdul pediu para que ela desse mais detalhes sobre suas experiências do dia a dia, Birvan ficou visivelmente constrangida. Ela simplesmente repetia intermitentemente a palavra "estupro". Em determinado ponto ela disse: "havia 48 membros do ISIS naquela casa e nós éramos duas meninas — duas meninas yazidi" — como se ela quisesse dizer "use sua imaginação".
Ela contou como eles certa vez levaram sua amiga para um quarto ao lado: "não dá nem para começar a fazer ideia do que estava acontecendo lá dentro"! Ela ouviu sua amiga gritar o nome dela e dizer: "por favor me ajude, salve-me"!
O único pensamento recorrente dela era: o que de errado essas crianças — ou eu — fizemos para merecer isso? ... Perdi meu pai e meus irmãos e depois até minha mãe foi tirada de mim... Nós éramos apenas crianças. Qualquer menina acima de 9 anos de idade era levada –– estuprada".
Birvan disse que tentou quatro vezes cometer suicídio. Certa vez ela engoliu 150 pílulas que se encontravam na casa; que pílulas eram aquelas ela nunca soube. Ela se envenenou com uma substância tóxica mas não morreu. Abdul perguntou se alguém a levou a um hospital. Ela respondeu: "que hospital?! Eles me espancaram ainda mais"!
Ela também tentou beber gasolina e cortar os pulsos. "A vida era um pesadelo", ela disse.
Ela disse que as mulheres yazidi eram obrigadas a usar burcas quando saiam daquele lugar, principalmente para esconder quem elas eram. Eles também obrigavam as meninas a se vestirem com pouca roupa. "Tudo", ela disse, "era fácil para eles".
Quando perguntada se havia uma rotina diária, ela respondeu: "todos os dias eu morria 100 vezes. Não uma vez apenas. Eu morria a cada hora, a cada hora. ... De espancamentos, de miséria, de tortura".
Birvan finalmente conseguiu fugir — "somente porque minha determinação era tamanha que eu não ligava mais se fosse pega. Fugir ou morrer era melhor do que continuar naquele lugar".
Outras mulheres yazidi e não muçulmanas que estão sob o jugo do ISIS não conseguiram fugir; elas têm a esperança de que nós as salvemos.


Raymond Ibrahim é o autor de Crucified Again: Exposing Islam's New War on Christians (publicado por Regnery em cooperação com o Gatestone Institute, abril de 2013).

Publicado no site do The Gatestone Institute.
 Tradução: Joseph Skilnik

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Histeria da esquerda

Depois de horas de exposições, seguidas de votação, o Senado  Federal votou pelo afastamento da Presidente Dilma Rousseff. Michel Temer é o Presidente em exercício! 

Imediatamente, a choradeira da militância petista, que nada mais é do que eco da choradeira da Bancada da chupeta, começam os festivais de esperneio histérico e, como uma metralhadora, tecem uma catilinária de acusações contra Temer, umas plausíveis e verídicas, outras fruto da absurdamente fértil e patológica imaginação esquerda. 

A pedra mais atirada, esta com razão, é de que Temer teria escolhido para integrar as pastas ministeriais, pessoas investigadas pela Operação Lava-Jato, porém a histeria não permite que lembrem que alguns destes indiciados, integraram também o Governo Lula. Mas enfim, se condenados forem, que sejam presos sob os rigores da Lei.

Mas o que me intrigou de fato foi a acusação boboca e infantil de que Temer não teria convidado para as pastas ministeriais, mulheres e negros. Daí eu pergunto: e daí? 

Em que desabona a composição de um governo o fato de não ter uma mulher e um negro nos ministérios. As ações não devem ser pautadas pela independência de sexo ou raça? Por que diabos haveria uma "cota" para integrar um ministério? 

Isto é uma herança genuína da cultura do vitimismo propugnada nos 13 anos de governo do PT! 

Dilma, como eu disse, caiu, mas a batalha apenas começou. Agora precisamos acirrar a gerra cultural e tentar contribuir, com um ou dois tijolos, para a reconstrução do Brasil de que queremos.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Lula será preso!


Janot, com sua característica lentidão paquidérmica para emitir julgamentos quando se trata do PT, deslanchou e abriu o berreiro: disse que a organização criminosa que assaltou a Petrobrás "jamais poderia ter funcionado por tantos anos, e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo Federal, sem que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva dela participasse"

Ok, Janot, isso nós estamos carecas de saber. Só falta dizer que a roubalheira da Petrobrás serviu, assim como o Mensalão e os segredinhos do BNDES que hão de vir à lume, para financiar o movimento comunista Latino-americano, sob a chancela do Foro de São Paulo. Os dois maiores escândalos de corrupção da história do Brasil - Mensalão e Petrolão - serviram à causa de não deixar cair a "Patria Grande", como diz frequentemente Nicolas Maduro. 

Mas, como dizem, a casa caiu, Lula. Você será preso, e o Foro de São Paulo há de exalar seu último suspiro. Deus tenha misericórdia do Brasil!

terça-feira, 3 de maio de 2016

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Confirmando

Olavo de Carvalho, escrevendo em 2004, é mais atual do que Reinaldo Azevedo, Merval Pereira ou Antônio Villa, hoje. 


"Duas semanas atrás, escrevi aqui que nada, exceto mudanças imprevisíveis do quadro internacional ou uma intervenção da vontade divina, abalaria o poder do PT. Nos dias seguintes, a eclosão do escândalo Waldomiro pareceu desmentir minhas palavras, mas, passadas duas semanas, revelou ser a mais cabal confirmação que elas poderiam esperar. Se algo esse acontecimento demonstrou, foi que: (1º.) o partido governante não tem a menor intenção de curvar-se às exigências morais e legais das quais se serviu durante uma década para destruir reputações, afastar obstáculos, chantagear a opinião pública e conquistar a hegemonia; (2º.) denúncias e acusações não têm a mínima condição de obrigá-lo a isso, porque não há força organizada para transformá-las em armas políticas como o PT fez com as denúncias contra Collor, Magalhães, Maluf e tutti quanti; (3º.) se por um motivo qualquer o PT cair em total descrédito e não tiver mais condições de governar, entrará em ação o Plano B: suicidar o governo alegando que falhou porque estava muito “à direita” e aproveitar-se da oportunidade para acelerar a transformação revolucionária do país, seja radicalizando a política oficial, seja reciclando o partido dominante por meio de expurgos e autocríticas, seja transferindo sua militância para outra e mais agressiva organização de esquerda.
Os condutores do processo terão nisso a colaboração servil e sonsa das oposições “de direita”, que, hipnotizadas pela ilusão de normalidade constitucional que criaram para se proteger do medo da realidade, ainda insistem em imaginar o adversário apenas como uma legenda partidária e não como uma estratégia revolucionária abrangente.
Na verdade, não é nem exato dizer que “o PT” está no poder. Quem está no poder é o “Foro de São Paulo”, entidade tentacular da qual o partido do sr. José Dirceu é apenas um dos braços. Os demais estão espalhados em outros partidos, incluindo PMDB e PSDB. O mais certo, para fins de diagnóstico, seria reconhecer logo a unidade estratégica por trás de tudo isso -- o que não é nada difícil, basta ler as atas do Foro -- e chamar o conjunto por um nome unificado, que pode ser o do velho PCB, Partido Comunista Brasileiro, ou qualquer outro.
Esse partido tem um exército de militantes, formados ao longo de quatro décadas de arregimentação, doutrinação e organização, treinados e prontos para, num instante, promover agitações em qualquer ponto do país, simulando mobilização espontânea da opinião pública ao ponto de a própria opinião pública acreditar nisso. Tem um segundo exército de reserva, constituído pelas massas de agitadores do MST, dispostos a matar e morrer para destruir os inimigos da revolução socialista. Tem uma vasta rede de espiões infiltrados em todos os escalões da administração estatal, bem como na mídia e em empresas privadas. Tem o apoio internacional armado das Farc, a mais poderosa organização militar da América Latina, e de outras entidades similares, todas ligadas de perto ou de longe ao banditismo organizado local. Tem uma rede de contatos na mídia européia e americana para lhe dar respaldo em qualquer campanha que mova contra quem quer que seja, tornando o infeliz, aos olhos do mundo, um virtual inimigo da espécie humana. Tem uma rede de ONGs milionárias, subsidiadas do Exterior, para dar um eficiente simulacro de legitimidade moral e respaldo social a qualquer palavra-de-ordem emanada do comando partidário. Tem uma fonte ilimitada de dinheiro, constituída pelo artifício do “dízimo” dado em troca de cargos públicos. E tem, agora, o controle da máquina fiscal e policial do Estado.
Perto disso, que são os partidos “de oposição”, senão castelos de geléia, trêmulos e prontos a desabar ao primeiro sopro do lobo petista?
Por não levar em conta esse estado de coisas, as opiniões que circulam na mídia sobre a atual situação brasileira são de uma irrealidade a toda prova. Treinados para lidar com as pequenas intrigas da política constitucional corriqueira, nossos “comentaristas”, “especialistas” e “politólogos” de plantão ficam inermes ante uma estratégia revolucionária continental que transcende infinitamente o seu horizonte de consciência. Exceto, é claro, aqueles que ajudaram a formular essa estratégia e têm interesse em evitar que ela seja objeto de exame. Por isso o chamado “debate nacional” é apenas uma troca de idéias fúteis entre a inconsciência e a desconversa."

Olavo de Carvalho



Jornal da Tarde, 11 de março de 2004

domingo, 1 de maio de 2016

Loucuras de Dilma...

E Dilma Rousseff segue impávida e intrépida na sua missão de destruir o Brasil. Parece ser uma saga sem capítulo final. Agora, a louca resolveu autorizar um reajuste de 9% para o Bolsa Família, além de ampliar o "Minha Casa, Minha vida", e isto quando vivemos um dos piores momentos econômicos da história do Brasil. Notoriamente, esta manobra tem dois objetivos: acariciar o "povão" que ainda a vê como Madre Teresa de Calcutá, e dificultar ao máximo as coisas para o possível/quase certo governo Michel Temer. Provavelmente Temer vetará esta insanidade, e sairá como o malvadinho da história. 

o "Politicamente correto" rebaixa as relações humanas

"Sempre achei que só gente muito inferior, mentalmente, formasse uma imagem das pessoas pela raça em primeiro lugar, e só bisbilhoteiros a formassem pelos hábitos sexuais delas. Gente normal passava por cima desses dois detalhes, por demasiado óbvio o primeiro, particular e íntimo o segundo, e dirigia seu olhar a qualidades psíquicas, sociais e intelectuais mais interessantes e indivdualizadoras. Mas agora são as pessoas mesmas que fazem da sua raça ou dos seus costumes sexuais uma espécie de identidade, e os exibem desde o primeiro contato como cartões de visita, expulsando suas qualidades mais individualizadoras para um segundo-plano discreto ou mesmo desprezível. O politicamente correto rebaixou as relações humanas ao nível de uma impessoalidade coletiva quase animal."  Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho - O que é Foro de São Paulo?


O que penso sobre "Conservadorismo" Parte I

Queria falar um pouquinho sobre conservadorismo. Obviamente que não pretendo falar com a desenvoltura e propriedade de um Russell Kirk, de um Edmund Burke, de um T.S. Eliot, ou de Roger Scruton, mas falar simples e humildemente, daqui de baixo, como Diogo Pitta. Vejo esta necessidade devido à falsa idéia que nutre-se hodiernamente quanto ao que seja Conservadorismo. Mas quero, de início, indicar uma leitura para aprofundar no pensamento que minhas escassas palavras intentam demonstrar. Indico-lhes a portentosa obra "A política da Prudência", do pai do conservadorismo americano, Russell Kirk. 

Feita a indicação, partamos para a pergunta objetiva: o que é Conservadorismo? Posso dizer de ante-mão: o conservadorismo é uma anti-ideologia,e difere-se absolutamente do liberalismo. É o ponto de equilíbrio do mundo; o ponto de equilíbrio entre o liberalismo/ideologia e o tradicionalismo maluco. "Não existe um modelo conservador, e o conservadorismo é a negação da ideologia: é um estado de espírito, um tipo de caráter, um modo de ver a ordem civil e social", diz-nos Russell Kirk.

Pensando num vaso de planta, o qual se quisesse conservar: para conservar uma planta num vaso, deve-se pensar em molhar a planta, pô-la ao sol, deve-se admitir que se pode um galho, que se troque a terra, ou que se troque o vaso, enfim, o conservador pensa que para CONSERVAR, deve-se cultivar o equilíbrio, o senso das proporções e o entendimento de que há uma hierarquia nas belezas, nos bens e nas prioridades. O revoluciuonário, ou seja, aquele que vive sob a égide da ideologia, age de forma mais radical e insana: ao perceber que uma folha da planta deteriora-se, ao invés de podar apenas aquela folha, lança o vaso - com planta e tudo - ao lixo, para em seguida plantar outra planta. O Conservador, como o nome mesmo sugere, CONSERVA. Esta conservação, permitiu que a civilização ocidental fosse erigida sob os três sustentáculos, a saber: a Filosofia Grega, o Direito Romano e a Moral Judaico Cristã. A ideologia, a revolução, tem como missão a ser liquidada a destruição completa destes três pilares, pois estes apontam para a transcendência, aquela, para a imanência. Ou seja, o Conservadorismo aponta para o Céu, e a ideologia aponta para um reino perfeito (utopia) aqui na terra. E bem o provam Stalin e Hitler: todos os que se propuseram a erigir uma sociedade perfeita aqui na terra, só foram capazes de produzir inferno e destruição, ou alguém duvida que Stalin e Hitler estavam ambos em busca do que aos seus olhos viria a ser uma sociedade perfeita aqui na terra?

Mas para que esta conservação seja realizada, alguns princípios devem ser observados, e estes princípios foram expostos e estudados na obra que indiquei logo acima, da lavra de Russell Kirk. Refiro-me aos Dez princípios do Conservadorismo, dos quais citarei alguns.

O Conservador acredita que há uma ordem moral duradoura, que foi pensada por Deus para o homem. o Conservador nunca exclui Deus e a transcendência! A natureza humana é uma constante, e as verdades morais são permanentes. "Ordem" quer dizer "harmonia". Há dois tipos de ordem: a ordem interior, ou seja, aquela que brota das disposições da alma humana, e a ordem social. Assim como uma árvore saudável é uma manifestação exterior de uma raiz forte e saudável, a ordem externa é uma manifestação direta da ordem interna, ou seja, se alma humana vai mal, a ordem social vai mal. Por isso, contemplamos atônitos uma turba de bárbaros, matando-se uns aos outros, e os que não matam, contemplam com frieza um cadáver à rua, ou vídeos das decapitações do Estado Islâmico. Se a ordem interna, de cunho espiritual vai mal ou inexiste, a tendência é a ruína da ordem social. Ora, a nossa sociedade, têm-se aproximado mais da matéria do que de Deus, o que faz com que Deus, o autor da ordem espiritual ou interna, seja excluído da sociedade, o que por uma relação de causa (Deus) e efeito (ordem interna), a ordem espiritual seja minguada, fraca e em muitos casos, inexistente, pois, se se exclui a Causa, excluem-se os efeitos. Seguindo este raciocínio, podemos pensar na relação de causa e efeito também no que tange a ordem social: se afastamos a causa (ordem interna), afastamos seus efeitos (ordem social), gerando caos e balbúrdia. Não é isto que nossos lânguidos olhos contemplam? 

A Ideologia é o contrário do Conservadorismo, ou seja, a Ideologia é uma anti-religião. Enquanto o conservadorismo crê na Religião, na transcendência como fator determinante para a ordem interior e consequentemente para a ordem exterior, a ideologia nega peremptoriamente a religião, tomando-a exatamente como brota da boca pútrida de Marx, ou seja, como o "ópio do povo", pois se o "povo" olhar para Deus esquecer-se-á, diz a ideologia, das causas da terra, ou seja, das causas trabalhistas e das causas do partido.

 Logo, se a Ideologia afasta a causa da ordem espiritual/interna, e consequentemente da ordem social/exterior, é necessário que a ideologia gere caos e balbúrdia generalizada, pela força da lógica! 

Portanto, a ideologia é a causa dos males sociais que contemplamos atualmente. Se a ideologia é a causa dos males atuais, como bem vimos, logo, uma anti-ideologia faz-se mais que necessária, para atuar como antídoto, e este antídoto chama-se "Conservadorismo". 

Parafraseando o comuno-cuspidor Jean Willys; "Durmam com essa", o Conservadorismo salvará o mundo!

Gostaria de terminar esta reflexão com uma frase de Sua Alteza, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil: "Ou se coloca Deus no centro de todas as coisas, ou não haverá restauração para o Brasil!"