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domingo, 30 de agosto de 2015

A Monarquia é possível?

Perguntaram certa vez à Socrates, pai da filosofia: 
 -O que devemos fazer para voltarmos a ser felizes? 
- Voltem a praticar o que praticavam quando eram felizes, respondeu Sócrates.

A última manifestação nacional pedindo o impedimento da Presidente Dilma Rousseff , a prisão de Luis Inácio Lula da Silva, e o fechamento da quadrilha travestida de partido político chamada "Partido dos Trabalhadores", trouxe à superfície, pela boca de destemidos e crescentes jovens estudiosos e bem formados, o brado de volta à Monarquia. Devido à TOTAL ignorância na qual o povo foi PREMEDITADAMENTE mergulhado no que se refere ao tema da Monarquia, urge a pergunta: a Monarquia é possível? Sim, é! Não só é possível, como se configura como a ÚNICA saída para o caos político, ético e moral no qual afundou-se o Brasil Republicano. A república já deu provas suficientes da sua essência fracassada: ditaduras, revoluções, golpes, corrupção desenfreada, amoralidade galopante, violência em níveis absurdos e esquecimento completo das leis de Deus. Logo, antes de comemorar o 15 de novembro de 1989 como dia em que foi erigido o estandarte em honras à liberdade, deveríamos enlutar-nos, cientes de que neste fatídico dia, assinamos o atestado de óbito dos valores tradicionais, da boa política e dos bons costumes.

Com o intuito de debelar dúvidas e preconceitos, partilho com o generoso leitor este Hangout com o Filósofo Allan  dos Santos, o jornalista Paulo Eduardo Martins, e Sua Alteza Dom Bertrand Orleans e Bragança. Estes, brindam-nos com uma aula de história do Brasil e informações acerca da Monarquia, capazes de fazer-nos pensar um pouco.


sábado, 22 de agosto de 2015

A Santa Missa e a Devoção à Santíssima Virgem Parte I


Perguntam-me com certa frequência os amigos e irmãos em Cristo, sobre a maneira mais eficaz de participar com frutos da Santa Missa, e a resposta é sempre a mesma: como se estivéssemos diante do calvário no exato momento do Sacrifício Redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo na Cruz. Isto, porque a Santa Missa é a atualização deste Sacrifício Redentor. Até tentam os progressistas - diga-se, como certo sucesso -  conferir à Santa Missa conceitos que na verdade não conceituam coisa alguma. 

Basta que saibamos o que o Sagrado Magistério diz sobre a Santa Missa. O Catecismo da Igreja Católioca, no número 1330 diz assim: "Santo Sacrifício, porque actualiza o único sacrifício de Cristo Salvador e inclui a oferenda da Igreja; ou ainda santo Sacrifício da Missa, «Sacrifício de louvor» (Heb 13, 15) Sacrifício espiritual, Sacrifício puro e santo, pois completa e ultrapassa todos os sacrifícios da Antiga Aliança."

Diz ainda o Catecismo de São Pio X, no número 652: “A  Santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, oferecido sobre os nossos altares, debaixo das espécies de pão e de vinho, em memória do sacrifício da Cruz.”

A melhor maneira de participarmos com frutos da Missa é obviamente, aprendermos com quem mais perfeitamente viveu os acontecimentos do Calvário. Ninguém os viveu mais intensamente e mais unido a Jesus do que sua Mãe, Maria Santíssima. Nossa Senhora, por ter a sua alma intimamente unida a Jesus, a ponto de exclamar um apaixonado São Luis Grignion de Monfort, que seria mais fácil separar o Calor do Sol, do que separar a Santíssima Virgem Maria do seu diletíssimo Filho, foi quem sofreu na alma, as dores que seu Divino Filho sofria no corpo. Nossa Senhora, Rainha dos Mártires por excelência, viveu a perfeita Compaixão, pois associou perfeitamente ao Sacrifício de Cristo na Cruz, o seu sacrifício próprio.

Disse Rainha dos Mártires por excelência, pois à medida que aumentava seu amor por Jesus, aumentavam suas dores, ou seja, o Seu amor infinito pelo seu Divino filho, era-lhe excruciante instrumento de martírio. Santo Estevão, foi martirizado pelos golpes de pedras; Santo Inácio de Antioquia, entregou-se aos dentes de Leões famintos como pasto de Deus e trigo puro de Cristo; Muitos e muitos Cristãos banharam de sangue o solo fértil da Igreja sob o fio da espada. Maria Santíssima porém, foi martirizada pelo Amor infinito de Seu Filho. Sei que é difícil pensarmos nestes termos, pois como poderia ser amor aquilo que faz sofrer? Porém, é também verdade, que ainda não amou o suficiente, quem ainda não sofreu pelo seu amado. Logo, participarmos da Santa Missa, em compaixão com Nosso Senhor, assim como o fez Maria Santíssima, é a maneira mais Salutar de vivenciarmos com frutos espirituais abundantes o Santo Sacrifício da Missa.

Sobre isto, também expressa-se o Concílio Vaticano II, na Constituição Dogmática Lumen Gentium, número 58: “Assim avançou a Virgem pelo caminho da fé, mantendo fielmente a. união com seu Filho até à cruz. Junto desta esteve, não sem desígnio de Deus (cfr. Jo.19,25), padecendo acerbamente com o seu Filho único, e associando-se com coração de mãe ao Seu sacrifício, consentindo com amor na imolação da vítima que d'Ela nascera; finalmente, Jesus Cristo, agonizante na cruz, deu-a por mãe ao discípulo, com estas palavras: mulher, eis aí o teu filho (cfr. Jo. 19, 26-27)

Portanto, durante a Santa Missa, Santo Sacrifício Redentor, permaneçamos ao lado da Virgem Santíssima, e ela inspirar-nos-á um espírito de reverência maior e mais perfeito do que temos tido.

Mas há uma diferença do Sacrifício Redentor do calvário, que deu-se há dois mil anos atrás, e o Santo Sacrifício que dá-se por atualização a cada Santa Missa, diante de nossos olhos. O Sacrifício do Calvário foi um sacrifício Cruento, ou seja, houve derramamento de sangue; em contrapartida, o Santo Sacrifício da Missa é um sacrifício Incruento, ou seja, não há derramamento de sangue. É um Sacrifício espiritual, ocorre misticamente aos olhos da Fé, porém, a atitude espiritual daquele, deve ser o mesmo deste. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Sobre o famigerado "não julgueis" por Tobias kuklinski

Por Tobias kuklinski

Não gosto de escrever grandes textos, cheios de pontos e visões. Na verdade até gostaria, mas tenho tantos amigos no facebook muito mais sábios e competentes do que eu, que escrevem textos tão bons, com embasamento, excelentes argumentações e tudo mais, que fico com "vergonha" de escrever qualquer coisa grande, por não me considerar 'sábio' o suficiente. Talvez seja falta de humildade, então vou parar com isso.

Também odeio discussão de internet (de internet!, veja bem), - e tenho meus motivos para detestá-las - por isso evito entrar nelas. Então resolvi excluir comentários que levem às mesmas, logo esse é um problema já solucionado.

Vejo muito "não julgueis", muito "Jesus pregou o amor", "temos que amar o irmão", "Misericórdia, né? Nos cabe apenas orar por ele/a" em certas situações, e fico preocupado e inconformado com a maioria destes comentários.

 Falo "a maioria", porque algumas (poucas) vezes eu vejo tais máximas sendo usadas em situações às quais elas realmente se aplicam.

As pessoas veem um irmão tendo alguma atitude totalmente contrária aos mandamentos de Deus, à doutrina da Igreja.. Veem um irmão cometendo não somente um pecado, mas muitas vezes uma heresia... E o que fazem? Se escondem atrás de um "não julgueis". Fazem uso de uma falsa "misericórdia", que é, na verdade, uma desculpa para não se expôr indo corrigir a pessoa que erra. E, me entendam, falo de uma correção fraterna. Correção que todos temos a obrigação de fazer. 

Não uma correção para crescer em cima do erro do outro, mas uma correção para ajudar o outro a crescer, abandonando o erro. Sei que há muitos que se dizem católicos, e são na verdade quase agnósticos. Crêem em algo, e chamam esse algo de Deus; vão na missa muito mais por costume do que por constância; mal sabem o que a Santa Mãe Igreja diz sobre certos assuntos - ou pior: sabem e são assumidamente contrários. Em qualquer um dos casos, se a pessoa se diz católica, devemos corrigí-la e ajudá-la. 

Devemos lhe mostrar a Verdade, sempre com caridade. Verdade dita sem caridade é agressão! Se a pessoa vai aceitar, entender, discordar, xingar, reclamar, continuar, sair da igreja ou o que mais quer que possa fazer, é uma responsabilidade exclusivamente dela. A nossa parte nós temos que fazer. Conforme o lema papal de Bento XVI, ser Colaboradores da Verdade.

Veja o exemplo de São Paulo: perseguia cristãos pensando ser esta a vontade de Deus. Ao descobrir que estava errado, abandonou a perseguição e mudou suas atitudes, tornando-se o Santo que é (cf. At 9, 1ss). Se as pessoas que erram tem a real intenção de seguir a Deus, de serem católicas, o alerta sobre uma conduta/pensamento errada/o será muito bem aceito e acolhido.

São João Batista não se preocupou se suas palavras ofenderiam Herodes. Ele fez o que devia ser feito: chamou-lhe a atenção para um erro que estava cometendo. Uma correção firme, mas certamente caridosa, que Herodes não acolheu. Herodes gostava do que João Batista pregava, contanto que não contrariasse seus prazeres. Herodes aceitava somente o que lhe convinha (cf. Mc 6, 16ss).

Acima apresentei dois exemplos e acho que dispensam explicações quanto à diferença nas atitudes de ambos (São Paulo e Herodes) ao serem corrigidos.

Nosso Senhor disse: ser morno é pior do que ser frio ou quente (cf. Ap 3, 15-16)! São Paulo fala: quem come e bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação (cf. 1Cor 11, 29)! Que misericórdia é essa que dizem ter pelas pessoas que erram, se as deixam comer e beber sua própria condenação? Pra mim isso não é misericórdia, nem amor ao próximo. Não é mesmo.

Em resumo: não se escondam atrás de um "não julgueis".

Dica: Não sei a qual "não julgueis" o povo se refere. Se for o do capítulo 7, versículo 1 do evangelho de São Mateus, recomendo que leiam o resto do capítulo. Se for o do capítulo 7, versículo 24 do evangelho de São João, recomendo que leiam o resto do versículo.

Há muitos outros pontos que eu gostaria de comentar sobre este mesmo assunto, mas ficaria um texto muito maior. Tô afim não.

sábado, 15 de agosto de 2015

"O Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Santíssima" pelas edições Arca de Maria

Chegaram-me às mãos os exemplares da nova edição do "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria", da lavra de um Santo portentoso: São Luis Maria Grignion de Monfort. Recebi a nova edição, impecavelmente elaborada pela Arca de Maria, e que apresenta-se sob grande elegância, tanto no texto, quanto nas imagens que acompanham o texto. 

Esta nova edição, traz belíssimas imagens da Santíssima Virgem Maria, e uma bela foto de São João Paulo II. Traz ainda, um apêndice com os exercícios espirituais preparatórios para a Consagração Total à Santíssima Virgem Maria, além de um texto de autoria de São joão Paulo II, que teria sido proferido como discurso às famílias monfortinas.
Resumo da ópera: o Tradado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, de São Luis Maria Grignion de Monfort, recebeu enfim, o tratamento que lhe é peculiar.




segunda-feira, 20 de julho de 2015

Enxugar as chagas da Igreja (I)



No caminho do Calvário, há um grupo de mulheres que choram os horrores da Paixão de Cristo. Veem o Senhor ali jogado, "sem graça nem beleza para atrair nossos olhares" (Is 53, 2), e se compadecem. Cristo fala com elas: "Mulheres de Jerusalém, não choreis por Mim; chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos… Porque se fazem assim no madeiro verde, que será no madeiro seco?" (Lc 23, 28-31). Palavras duras. Mas por quê? Não seriam, de fato, mulheres piedosas, demonstrando verdadeira compaixão pelas dores do Mestre? Não estariam elas, com suas lágrimas e lamentações, compartilhando um pouco dos sofrimentos do Senhor? Por que, então, Jesus parece tão severo e distante, repreendendo a manifestação eloquente de carinho e delicadeza feminina daquelas pobres mulheres?

O ser humano é naturalmente capaz de compadecer-se diante do sofrimento alheio. Jesus, que possui uma natureza "dotada igualmente das potências afetivas, sensitivas e das suas correspondentes paixões", chorou sobre o túmulo de Lázaro (cf. Jo 11, 35) e sentiu tristeza pela miséria de Jerusalém (cf. Lc 21, 20-24) [1]. O Catecismo ensina: "Os sentimentos ou paixões são as emoções ou movimentos da sensibilidade que inclinam a agir, ou a não agir, em vista do que se sentiu ou imaginou como bom ou como mau" [2]. A princípio, não há nada de errado no choro ou na tristeza em face de um acontecimento perturbador. Por outro lado, é de se preocupar com quem fica inerme ao ver as dores e as chagas do outro. A total passividade com os sofrimentos do próximo é contrária ao próprio ser do homem. De que maneira se pode, portanto, compreender a censura de Jesus àquele grupo de mulheres?

Ora, Jesus adverte contra uma piedade puramente sentimental, cuja raiz não progride para uma autêntica mudança de vida. O amor verdadeiro impele-nos à ação, a buscar o bem para o outro, pois "de nada serve lamentar, por palavras e sentimentalmente, os sofrimentos deste mundo, se a nossa vida continua sempre igual". Jesus não rejeita a piedade daquelas mulheres. Mas também não deixa de alertá-las para o risco do desespero e do desalento. Não foi, por acaso, o desânimo que vendou os olhos daqueles dois discípulos de Emaús, impedindo-os de perceber a presença do Salvador (cf. Lc 24, 16)? As lágrimas e a tristeza também não turvaram a visão de Maria Madalena (cf. Jo 20, 11-13)? Jesus censura justamente isto: o desespero que paralisa os cristãos e os retira do caminho para o céu.

Os sofrimentos da Igreja, ou seja, as chagas do Corpo de Cristo que se fazem presente ainda hoje na história da humanidade, são, sem dúvida, motivo de grande preocupação. Nos anos pós Concílio, quando já se desenhava um quadro de "tantas calamidades, tantos problemas, realmente tanta miséria: seminários fechados, conventos fechados, liturgia banalizada", muitas almas santas manifestaram perplexidade. Numa ocasião, percebendo o semblante pálido de São Josemaria Escrivá, o Padre Javier lhe perguntou: "Acontece-lhe alguma coisa, Padre?" — "Acontece-me… que me dói a Igreja", respondeu o santo [3]. O Bem-aventurado Paulo VI condenou, em inúmeras oportunidades, o espírito de "ruptura com a Tradição, mesmo doutrinal, que chegava a repudiar a Igreja pré-conciliar e a conceber uma Igreja nova, quase reinventada de dentro na sua constituição, no dogma, nos seus costumes e no direito" [4]. Contudo, nem São Josemaria nem Paulo VI se deixaram paralisar por esses problemas. Em vez de seguir a via das mulheres que choravam pelo caminho do calvário, seguiram o exemplo de Verônica, reparando as ofensas que se cometiam contra o Evangelho. É o exemplo que todos deveríamos seguir: "Verônica correspondeu ao amor de Cristo com a sua reparação; uma reparação admirável, porque veio de uma débil mulher que não temeu as iras dos inimigos de Cristo" [5]. Eis o exame de consciência que deveríamos fazer: "Imprime-se na minha alma [...] o rosto de Jesus, como no véu de Verônica?" [6].

Infelizmente, diante da crise da Igreja, muitos são arrebatados pela amargura, pelas profecias do desespero, "que anunciam acontecimentos sempre infaustos, como se estivesse iminente o fim do mundo". A tudo criticam, a tudo condenam, por tudo se encolerizam, sem, no entanto, mudarem de vida. Não percebem as palavras do apóstolo: "Considerai que é suma alegria, meus irmãos, quando passais por diversas provações" (Tg 1, 2). Ao contrário, caem no sentimentalismo das pobres mulheres e na cegueira dos discípulos de Emaús. E é justamente isso o que o diabo deseja, porque sabe que um povo sem esperança é um povo sem perspectiva, que sai do fronte de batalha mesmo antes de ela começar, por já se considerar um perdedor.

Certa vez, um sacerdote que murmurava pela tibieza de sua paróquia foi se aconselhar com São João Maria Vianney. O Cura d'Ars lhe perguntou: "Pregou? Rezou? Jejuou? Utilizou as disciplinas? Dormiu no chão? Se ainda não fez isso, não tem o direito de se queixar". Ora, Vianney aconselhava o sacerdote amigo a partir de sua própria experiência no vilarejo de Ars. Contam os biógrafos do santo que, antes de sua chegada, Ars era um local de verdadeira ignorância religiosa. Trabalhava-se aos domingos, frequentava-se bailes e tabernas, blasfemava-se sem qualquer temor e decência. E quais foram as armas de São João Maria Vianney para vencer a tudo isso? As armas do Evangelho: "Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum" (Mt 17, 20). Em menos de seis anos, Ars já não era mais a mesma.

A Igreja tem de viver a Paixão, sabemos, como Cristo viveu a sua. Somos chamados a enxugar o seu rosto e as suas chagas, do mesmo modo que fizeram Santa Verônica, São Josemaria, São João Maria Vianney e tantos outros santos ao longo desses dois mil anos de história. Pois a "prova da vossa fé produz a paciência [...] a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma" (Tg 1, 3).



Referências

  1. Pio XII, Carta Encíclica Haurietis aquas, 15 de maio de 1956, n. 21
  2. Catecismo da Igreja Católica, 1763
  3. Andrés Vázquez de Prada, O Fundador do Opus Dei, Vol. III. São Paulo: Quadrante, 2004, pp. 541
  4. Idem
  5. Francisco Fernández Carvajal, Falar com Deus: Meditações para cada dia do ano. Vol. II. São Paulo: Quadrante, 2011, pp. 217
  6. Idem

domingo, 19 de julho de 2015

Bento XVI recebe mais um doutorado Honoris Causa


Castel Gandolfo, sexta-feira, 3 julho de 2015: Bento XVI recebe doutorado Honoris Causa da Pontifícia Universidade João Paulo II e da Academia de Música de Cracóvia.
Juntos novamente: na imagem, Bento XVI, seu fiel secretário George Gaiswen e o general Domenico Giani, comandante da Gendarmeria, chefe da segurança do Pontífice.
Imagem: L’Osservatore Romano.

sábado, 18 de julho de 2015

O deliqüente espancado, a capa ideológica e a Prudência.


A prudência é a virtude mais necessária à vida humana, pois viver bem consiste em agir bem. Ora, para agir bem é preciso não só fazer alguma coisa, mas fazê-lo também do modo certo, ou seja, por uma escolha correta e não por impulso ou paixão. Como a escolha visa aos meios para se conseguir um fim, para ser correta exigem-se duas coisas: o fim devido (debitum finem) e os meios adequados a esse fim … Quanto aos meios adequados a esse fim, importa que o homem esteja diretamente disposto pelo habitus da razão, porque aconselhar e escolher, que são ações relacionadas com os meios, são atos da razão. É necessário, pois, haver na razão alguma virtude intelectual que a aperfeiçoe, para que proceda com acerto em relação aos meios. Essa virtude é a prudência, virtude portanto necessária para bem viver." Suma Teológica P I-II,q.57

Santo Tomás de Aquino expõe-nos os princípios metafísicos da Prudência, uma das nobilíssimas virtudes cardeais, como sendo princípios necessários para bem escolhermos os meios adequados para obtermos êxito em determinado fim. 

Até que ponto, nossas escolhas estão ou não eivadas das mais inflamadas paixões? Nossas capacidades de retamente julgar nas ocasiões que nos exigem uma ação mais concreta e enfática podem estar obnubiladas pelas paixões?

Sim, pode. Aristóteles, na sua "Ética a Nicômaco",  ao falar da Temperança, fala da subordinação que as faculdades Racionais devem exercer sobre as faculdades irascíveis.

Notadamente, há na humanidade um desequilíbrio nestas duas faculdades, que quando em harmonia, nos auxiliam no "escolher retamente" os meios para melhor realizarmos as mais simples operações cotidianas.

O cristianismo tem uma reposta para este desequilíbrio entre razão e ira: o Pecado Original. Antes da queda de Adão e Eva por instigação da serpente maldita, o Homem (ha - Adam), era dotado de dons magníficos, dons preternaturais, e dentre estes, estava o reinado do dom da Integridade, dom este que lhes conferia absoluta harmonia entre a razão e os apetites sensitivos. (Gen 3,15)

Caídos nossos primeiros pais, a humanidade não mais conteve o mais breve e discreto vento de ira sobra a sua alma, e arderam-se de ódio uns contra os outros, e isto é absolutamente constatável pelo primeiro Fratricídio da História: O assassinato de Abel, pelas mãos de Caim. 

Podemos também agir com prudência, quando ao olharmos os fatos do passado, os pomos em paralelo com os acontecimentos hodiernos, para daí auferirmos algo, mesmo que breve, do futuro. Não se trata absolutamente de adivinhação ou vidência sensacionalista, mas previsões baseadas em evidências postas em acareação. 

Pois bem. Há alguns dias, fui surpreendido, ainda pela manhã, com a audaciosa e desonesta capa do jornal EXTRA, onde era noticiada a delapidação de um delinqüente que ao ser abordado assaltando um estabelecimento comercial, foi espancado até a morte, por uma população enfurecida. 

Por ser considerado "de direita", algumas pessoas julgam-me coadunante com aquela barbárie, o que de fato não o sou. Antes de ser de "direita" ou "conservador" - como o queiram -ou cristão! 

Sinceramente, assusta-me a possibilidade de que diante da mais ínfima acusação de ter incorrido nos crimes comuns da delinqüência, mesmo que na realidade não tenha cometido crime algum, um cidadão, um indigente ou mesmo um delinquente ipso facto, seja espancado até a morte!

Quero deixar claro que não sou adepto do protecionismo atávico com o qual a Esquerda presenteia a bandidagem, tampouco debulho-me em lágrimas quando algum traficante, utilizando a linguagem jurídico-penal, sofre "auto de resistência", mas creio que pela lógica, dois erros não constituem um acerto. Assassinar temerariamente e justiçamento com as próprias mãos são crimes. Obviamente, isto ,exclui a violência em legítima defesa, o que deve dar-se proporcionalmente ao ataque sofrido.

Recordo-me de um ocorrido datado da Idade das Luzes, quando do medo que causava aos medievos a heresia Cátara. Os cátaros eram adeptos do Maniqueísmo, a existência de dois princípios opostos: o do Bem e o do Mal, onde a alma teria sido criada pelo princípio bom, e a matéria, pelo princípio mal. Portanto, tudo o que gerava a matéria também era mal. Tal era a sanha dos cátaros contra a matéria e tudo o que gerava a matéria, que começaram a linchar mulher grávidas, pelo simples fato de estarem gerando matéria em seus ventres. Não bastasse essa barbaridade, a simples suspeita de uma mulher estar grávida, ou a simples suspeita de ser alguém cátaro, mesmo que este não o fosse, resultava não raramente em linchamento até a morte. A ação destes facínoras só arrefeceu-se quando da instituição pela Igreja do tribunal do Santo Ofício. Isso mesmo, o Santo Ofício existia para proteger as pessoas, ao contrário do que afirmam os arautos do mais ferrenho iluminismo anticlericalista. 

A capa do referido jornal, porém, era desonesta e ideológica: punha um assaltante; um marginal, que embora não tenha tido direito à julgamento segundo os devidos trâmites legais, não deixava de ser um marginal. Pô-lo como vítima da violência urbana, quando ele mesmo a havia praticado primeiro àquela ocasião é intelectualmente desonesto. Pior ainda, foi pô-lo em analogia com os negros que sofreram sob o jugo da escravidão. São situações diferentes: estes, nada roubaram, mas tiveram suas liberdade roubadas; aquele, roubou, e teve sua vida ceifada.

O que exorto a quem me pergunta sobre o ocorrido é: É prudente olhar para trás nas esteiras do tempo e contemplar que outrora estas práticas não deram certo. É prudente, mesmo sob o arder da fúria, deter o criminoso, quando possível, dar-lhe voz de prisão, e entregá-lo às autoridades, sejam elas competentes ou incompetentes. se incompetentes, e consequentemente coadunantes com a injustiça, tenhamos em nossas alma a certeza de que é melhor sofrer injustiça do que praticá-la.

Precisamos urgentemente de equilíbrio.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra...

* Perdoem-me os erros de ortografia e concordância. Escrevo do celular, e quem tem dedos gigantescos entende o martírio que é digitar nestas benditas e minúsculas teclas... assim que puder, os corrijo.




quinta-feira, 16 de julho de 2015

Sobre a Consagração Total à Santíssima Virgem Maria


Perguntaram-me alguns amigos, o que era de fato a consagração total à Santíssima Virgem Maria, e qual seria a melhor forma de torná-la uma concreta vivência. Ocorreu-me num instante, tais palavras. Ei-las:

"A consagração Total à Santíssima Virgem Maria é um cheque em branco e assinado que damos à Nossa Senhora; ela decide o valor a ser posto no cheque!

É um contrato em branco assinado por quem se consagra, onde Ela escreve com suas purissimas mãos, as cláusulas que irão salvar-nos a alma no derradeiro julgamento! 

É um livro com as paginas dos últimos capítulos em branco,  onde deixam os consagrados que Ela escreva o resto das narrativas de sua caminhada rumo à Jesus Cristo.

A Consagração é,  em última análise,  viver radicalmente a Divina Providência em nossas almas, enquanto andamos pelos terrenos pedregosos das estradas rumo ao Céu!"

Salve Maria Santíssima

sábado, 11 de julho de 2015

O Santo Padre, o Comuno-indio-cocaleiro e o presente maldito: a Prudência do Papa contra a astúcia de Satanás!

Percorreram o mundo das redes sociais, as famigeradas imagens nas quais o Santo Padre, Sua ( e minha..rs..) Santidade, Papa Francisco, é presenteado com um tosco, bizarro e afrontoso presente: Nosso Senhor Jesus Cristo Crucificado sob a Foice e o Martelo, símbolo do mortífero comunismo.

Mal as fotos caíram na rede, logo pulularam centenas de milhares de “vaticanólogos”, “papólogos” e tantos “ólogos” quantos se possam pensar, alcunhando o Santo Padre de Comunista, Adulador de genocidas, dentre outros epípetos e alcunhas estapafúrdias. Fico intrigado com a capacidade que as pessoas possuem de emitir pareceres definitivos sobre temas delicados, sem a devida meditação, oração e discernimento.

Deixa-me igualmente intrigado, a quantidade de “Prefeitos da Congregação para a Doutrina de Fé”, que ex-nihilo surgem, emitindo as mais veementes sentenças sobre – vejam que loucura! – o Sumo Pontífice!

Obviamente que este que vos fala também encontra-se entre os que precisam meditar, orar e clamar ao Espírito Santo o devido discernimento das coisas, mas me ocorrem algumas reflexões as quais gostaria de humildemente partilhar.

O que esperavam os “ólogos” de serviço nos plantões dos tribunais das redes sociais que fizesse o santo Padre? Que cuspisse, quebrasse ou rejeitasse o presente?

Ora amigos, sabemos que o comuno-maluco-índio-cocaleiro-presidente da Bolívia, Evo Morales, há muito quer a Igreja banida das terras bolivianas para levar a diante seu projeto Socialista, seguindo à risca as instruções de Karl Marx. Ora, o que aconteceria com os católicos da Bolívia, caso o Papa, no fechar das cortinas de sua visita à Bolívia, quebrasse, cuspisse, ou rejeitasse diante das câmeras e do mundo, o maldito presente?

Na minha concepção - e aqui deixo claro que posso estar equivocado, porém, parece-me o mais acertado – o que o índio-comuno-maluco pretendia era criar um incidente diplomático, para ter fundamentos para cortar relações com a Santa Sé, e acirrar a perseguição aos católicos bolivianos. Logo, neste caso, creio que o Santo Padre foi prudente.

Se refletirmos com carinho, o mesmo aconteceu com Pio XII, porém em outras circunstâncias. Alguns acusam Pio XII de ter silenciado diante da barbárie Nazista sobre os Judeus. Porém, estudos minuciosos, expostos nos livros de Gordon Thomas e de Andreas Tornieri sobre o “Papa dos Judeus” (ou “Os Judeus do Papa”, como o faz Thomas), mostram que Pio XII não rechaçou Hitler publicamente, como certamente seu coração o impulsionava, devido ao receio que se acirrasse ainda mais o derramamento de sangue de Católicos e Judeus. Porém, os livros relatam que Pio XII promoveu a maior ação de acolhimento de Judeus perseguidos durante a Segunda Guerra Mundial.

Ora, pergunto-me novamente: o que aconteceria com os católicos da Bolívia, caso o Santo Padre reprovasse publicamente o maldito presente?

Outrora, também Pio XI teve que ceder a acordos com Mussolini, o Tratado do Latrão, em nome da diplomacia. Parece-me que esquecem os “ólogos” de antenas ligadíssimas, que o Vaticano além de sede da Igreja de Cristo, é também um estado soberano com representações diplomáticas em quase todos os países do mundo, e que sua relação com esses países, influencia diretamente sobre a vida dos católicos daquele país. De maneira que administrar a Igreja Universal não é o mesmo que administrar uma paróquia provinciana.

Além do mais, há algo nesta história que fala mais do que palavras... isto:

E isto:


 E isto:


Tanto no vídeo, quanto nas fotos, o Papa fica visivelmente perplexo!


Como muito acertadamente expõe o blogueiro Jorge Ferraz, no seublog Deus lo Vult! :

 “O olhar de desprezo de Sua Santidade diante da paspalhice do boliviano cocaleiro é a mais eloquente declaração anticomunista que o Papa Francisco poderia dar. E, ao contrário do que acontece com entrevistas, diante de cara feia não dá pra tergiversar, pra distorcer, pra suscitar conflito interpretativo nem nada do tipo.

O semblante sisudo é inequívoco, universalmente compreensível, insofismável. O sorriso aguado posterior, protocolar, não elide a força do símbolo desta cara de desgosto. Aqui está a imagem que vale mais do que mil palavras. Aqui está o tratamento de asco e repulsa que o comunismo merece. Às claras, sem ruído, sem margem para má interpretação.”

E continua o Blogueiro:

“Porque, como muitos argutamente perceberam, sob uma determinada ótica a escultura é até apropriada: de fato, há mais de século a foice e o martelo vêm pregando Cristo na Cruz.”

Obviamente a citação acima representa uma troça com o ocorrido, mas que fala da histórica saga da Foice e do Martelo tentando destruir o sentido da Cruz.
Na verdade, creio que a guerra é contra a Cruz de Cristo. Sempre foi e sempre será!

Quanto a mim, prefiro - ao invés de murmurar e lançar anátemas contra o Papa - rezar pelo seu reinado e confiar no FATO de que a Bem-Aventurada Sempre Virgem Maria, (Aquela a qual sob os pés o Santo Padre depositou o "ícone de lúcifer" com o qual foi presenteado) SEMPRE cuida com exímia destreza materna, do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja. 

Ela, a esmagadora das heresias tem experiência em esmagar serpentes: o Papa não poderia ter deixado o tal objeto em lugar melhor!

 Viva o Papa!

Salve Maria Santíssima.


terça-feira, 23 de junho de 2015

7 perguntas ao Santo Padre.

O Santo Padre, Papa Francisco, lançou nesta última semana, a sua EncíclicaLaudato Si, sobre a Ecologia. Antes de quaisquer considerações sobre a referida encíclica, desejo declarar meu amor ao Sucessor de Pedro e dizer que por ele, daria de bom grado minha vida.

Aqui, antes de considerações, que não me julgo em estatura intelectual, tampouco espiritual, para tecer quaisquer tipos de tentativa de refutação, limito-me somente a perguntar, mais na ânsia de tentar entender as motivações do Santo Padre e o que ele realmente pretende para a Igreja, do que no desejo atávico de criar querelas teológicas, querelas estas que não tenho cacife para bancar.

Pergunto-me:

Santo Padre, com Cristãos – católicos, protestantes, coptas – sendo decapitados, incendiados, explodidos, esquartejados, fuzilados e apedrejados até a morte no Oriente Médio, sob o terror islâmico, porquê ganhamos uma Encíclica sobre Ecologia?

Santo Padre, nós temos contemplado atônitos o reviver dos regimes totalitários, como a Coréia do Norte, Venezuela, Cuba e Rússia, e diante disso, lhe pergunto: por que fomos agraciados com uma Encíclica sobre Eologia?

Santo Padre, Com a moralidade no mundo atingindo níveis subterrâneos, por quê brindou-nos com uma Encíclica sobre Ecologia?

Santo Padre, temos sido entrincheirados pelas hordas dos que estão sob a égide da cultura de morte, a saber, casamento gay, aborto, ideologia de Gênero e afins... porquê optou como prioridade, por uma Encíclica cujo o tema é Ecologia?

Santo Padre, com a total descristianização da Europa, a ponto da França, aquela que outrora era tida como a “Nova Atenas”, por ser centro mundial do pensamento Cristão, ser tomada por uma avalanche islâmica e ter suas igrejas e catedrais esvaziadas, por que cargas d’água presenteia-nos com uma Encíclica sobre Ecologia?

Ora Santidade, sabendo que a Nova Ordem Mundial utiliza-se do estratagema da psicose ambientalista, porquê de uma Encíclica sobre Ecologia?

Santidade, porque dar-se o trabalho, exaustivo certamente, de redigir um documento, cujo teor aproxima-se perigosamente do expresso pelos teólogos propugnadores da diversas vezes condenada “Teologia da libertação”?

Santidade, só queria entendê-lo.

domingo, 24 de maio de 2015

Machado de Assis: O maior escritor brasileiro

Existem forças das quais é quase que impossível, após um primeiro e descompromissado contato, desvencilhar-se, sendo por vezes salutar deixar-se vencer pelas investidas que tais forças exercem sobre as portas da alma. Obviamente, refiro-me a forças que auxiliam no ato da elevação da alma à contemplação do Belo, e à busca assintótica pela Verdade. Machado de Assis é uma dessas forças. 
Tenho me entregado ultimamente, não com a devoção da qual o "Bruxo do Cosme Velho" é insigne merecedor, à deleitosa leitura das obras de Machado de Assis, e confesso que estou absolutamente apaixonado. Machado encarna a ortodoxia da língua portuguesa e não sem uma hiperbólica justiça, recebe a alcunha de "O melhor escritor brasileiro"!


Compartilho este vídeo, um trecho do curso " A Lingua Absolvida", do Instituto Angelicum, onde o Professor e Filólogo Sérgio Pachá, e o Filósofo Sidney Silveira, ambos conhecedores de Machado de Assis, brindam-nos como uma breve e descontraída conversa sobre tão brilhante escritor.


domingo, 3 de maio de 2015

Padre Garrigou Lagrange: O Rosário Escola de contemplação,

Traduzido por Diogo Pitta
Trecho da obra "La Madre del Salvador y nuestra vida interior" de Réginald Garrigou Lagrange, O.P.


Entre as formas habituais de Devoção Mariana, como o Angelus, o ofício da Santíssima Virgem e o Rosário, só falaremos especialmente desta última, pois nos conduz e dispõe à contemplação dos grandes mistérios da Salvação.

É, depois do Santo Sacrifício da Missa, uma das mais belas e eficazes orações, com a condição de entendê-la bem e viver verdadeiramente dela.

Acontece frequentemente que o terço, uma das partes do Rosário completo, tem se convertido numa oração mecânica, durante a qual o espírito é vítima das distrações, ao não ocupar-se das coisas divinas; oração, no mais das vezes, precipitada e sem espírito, pela qual se pedem os bens materiais sem nenhuma relação com os espirituais, com a santificação e com a salvação.

Então, ao ouvir recitar assim de uma maneira demasiado mecânica e negligente, pergunta-se: O que resta, desta oração, feita desta maneira, dos ensinamentos contidos nas grandes e numerosas encíclicas de Leão XIII sobre o Rosário, encíclicas  estas que recordava Pio XI numa de suas ultimas letras apostólicas pouco antes de sua morte? Pode-se fazer, desde já, uma boa oração, pensando confusamente na bondade de Deus e na Graça que se pede, mas para ao que vulgarmente chamamos de Rosário, sua alma e sua vida tem-se que recordar que não é mais uma das três partes do Rosário, e que deve ir acompanhado da meditação nos mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos, que nos recordam toda a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, e a de Sua Santíssima Mãe e a subida de ambos aos Céus.

Os três grandes mistérios da salvação

Os quinze mistérios do Rosário, divididos em três grupos não são outra coisa que os diversos aspectos dos três grandes mistérios da Salvação: o da Encarnação, o da Redenção e o da Vida Eterna.

O Mistério da Encarnação recorda-nos os gozos da Anunciação, da visitação, da Natividade do Senhor, sua apresentação no templo, e seu encontro no meio dos doutores na sinagoga.

O mistério da Redenção está representado pelos diversos momentos da Paixão de Jesus: a agonia no Horto do Getsémani, a flagelação, a coroação de espinhos, o caminho ao Calvário com a Cruz às costas, e a crucifixão.

O mistério da Vida Eterna nos é recordado pela Ressurreição, a ascenção, Pentecostes, a Assunção de Maria Santíssima e sua coroação no Céu.

Todo o Credo passa, pois, diante de nossos olhos, não de uma maneira abstrata, com fórmulas dogmáticas, mas de uma maneira concreta na vida de Cristo, que desceu até nós, e subiu à seu Pai para conduzir-nos a Ele. É todo o dogma cristão, em toda a sua profundidade e esplendor, para que possamos desta maneira e todos os dias, compreendê-lo, saboreá-lo e alimentarmos nossa alma com ele.

Por isso, o Rosário é uma escola de contemplação, pois nos eleva pouco a pouco acima da oração vocal e da meditação fundamentada em discursos. Os teólogos antigos compararam esta ascensão da contemplação ao movimento em espiral. Este movimento em espiral é também como um caminho que serpenteia uma alta montanha para fazer-se uma subida mais fácil. Os mistérios gozosos da infância do salvador conduzem à sua Paixão, e sua Paixão ao Céu. É pois, uma oração muito elevada, se a entende bem, pois põe ante nossos olhos todo o dogma de maneira acessível a todos.

É também muito prática, porque nos recorda toda a moral e a espiritualidade cristã, contempladas desde o alto, por meio da imitação de Jesus Redentor e de Maria Medianeira, que são nossos grandes modelos.

Estes mistérios devem reproduzir-se em nossa vida na medida exigida para cada um de nós pela Divina Providência. Cada um deles nos recorda uma virtude, sobretudo a humildade, a confiança, a paciência e a caridade. Pode-se até dizer que existem três momentos em nossa viajem até Deus: contemplamos primeiro o fim último, daí nasce o desejo da Salvação e a alegria que o acompanha; isto é o que contemplamos nos mistérios gloriosos, a Boa nova da Encarnação do filho de Deus que nos abra o caminho da Salvação.

Devemos logo procurar meios, muitas vezes penosos e dolorosos, para a libertação do pecado e a conquista do Céu. Insistem sobre esse ponto os mistérios dolorosos.

Descansamos, finalmente, no ultimo fim a conquistar, na Vida eterna, cujo prelúdio deve estar presente. Contemplamos isto antecipadamente nos mistérios Gloriosos.

O Rosário é muito prático, pois nos toma do meio de nossas alegrias demasiado humanas e às vezes perigosas, para fazer-nos pensar naquelas outras muito mais elevadas da Vinda do Salvador. Nos toma também do meio de nossas dores irracionais e com frequência exaustivas e quase sempre mal suportados, para recoradarmos que Jesus sofreu muito mais que nós e para aprender a segui-lo levando a Cruz que a providência Divina elegeu para purificar-nos. O Rosário, finalmente, nos torna em meio às nossas esperanças demasiado terrenas, para fazer-nos pensar no verdadeiro objeto da esperança cristã, na Vida Eterna e na Graças necessárias para chegar a ela, por meio do cumprimento dos grandes do amor a Deus e ao próximo.

LAGRANGE, Reginald Garrigou, "La Madre del Salvador y nuestra vida interior", p. 260-263

sábado, 2 de maio de 2015

"Voltei aos braços da Igreja"

Publicado no site padrepauloricardo.org

 Conheça o testemunho do jovem Paulo que, com um coração inquieto, procurou a verdade e voltou para os braços da Igreja. "Deus está comigo. E descobri que, nesse tempo inteiro de lutas, idas e vindas, Maria também estava."

"Olá, Equipe Christo Nihil Praeponere.

Apesar das muitas ocupações do Padre Paulo Ricardo, estou escrevendo esse testemunho na esperança de que chegue até ele, como mais um exemplo de conversão ao catolicismo. Minha história tem muitas reviravoltas e é uma prova da misericórdia de Deus e do amor de Maria.

Não cresci num lar religioso. Embora meus pais fossem católicos (não praticantes, infelizmente), nunca fui incentivado a conhecer mais sobre Deus e a Igreja. Ao longo da vida aprendi valores morais cristãos, mas não os identificava assim. Eram apenas "o certo e o errado". Aos 10 anos fiz a primeira Comunhão. Não me interessava. As formações eram "chatas, sem ânimo". Aquele falatório de "coisas que eu não tinha interesse em saber". Infelizmente, passei por essa fase sem compreender a importância do que vivia. Apesar do pouco ensino e incentivo religioso, os primeiros meses após a primeira comunhão foram de grande religiosidade. Em minha mesa de estudo havia sempre uma Bíblia infantil aberta no meio, em uma imagem linda, de uma paisagem com plantações e árvores, além de um lindo céu azul. No meio, um terço, que eu não sabia rezar, mas achava bonito.

Ainda assim, não era católico de fato. "Obrigação de ir à missa? Coisa de velho! O que importa é amar a Jesus"... Aos 13 anos, início da puberdade, um milhão de ideias entrava em minha mente. Estava no nono ano (antiga oitava série), e embora boa parte dos meus amigos não se interessasse por religião, filosofia etc, eu tinha uma aproximação pelas ciências humanas. Cresci lendo e ouvindo. Aos 13, comecei a ouvir demais. As influências de Antonio Gramsci faziam pressão em minha mente e eu, inocente, achava que estava adquirindo cultura. Lia sobre a Bíblia apoiar a escravidão, sobre Deus permitir tragédias, guerras, morte, desastres e fome, sobre a perseguição aos homossexuais, negros e mulheres na Idade Média e sobre as guerras travadas por motivos religiosos. "Mas, Deus não é amor? Como pode deixar que isso ocorra?". Relativismo puro, como veneno. Embora detestasse o socialismo/comunismo, detestava ainda mais as religiões. Igreja era coisa de alienado, escravo de padre e pastor. Deus ainda fazia sentido, religião não. Aos poucos, nem o Senhor estaria a salvo da metralhadora do meu neo-ateísmo.

Ateu aos 14. Compartilhava posts de páginas como se destruir a fé dos outros fosse o motivo de minha existência. Mal sabia eu, mas Deus estava me observando, sabendo que tudo ia mudar. Comecei a andar com más companhias. Desafiava meus pais. Num momento delicado, um convite me foi feito. Um grande amigo me convidou para um retiro de carnaval, de sua igreja. Era o ano de 2013, e pouca escolha eu tive. Fui meio desanimado, meio curioso. Evangélicos eram como alienígenas para mim. Não os conhecia e nem tinha curiosidade em conhecer. Quando cheguei na granja, um ambiente diferente do que eu imaginava. Nenhuma mulher com cabelo até os joelhos. Meninas de shorts e blusa. Rapazes de bermuda e camisa. Conversando, rindo, ouvindo música. Parecia que não eram religiosos. Divertiam-se. Estranho... 

Passaram os dias e fui sentindo. Não era calor nem frio. Não era medo nem coragem. Não se pode descrever. Foi único e senti. Fiz amigos, descobri que Deus existe e que é misericordioso. A igreja evangélica me mostrou Seu amor e perdão. Mudei, enfim. Converti-me. Havia um clima de esperança no ar. E comecei minha jornada rumo à Igreja Católica.

O interesse por teologia crescia imensamente. John Stott, Calvino, Lutero, Armínio, Paul Washer, John Piper, Dietrich Bonhoeffer. Era um mundo a ser descoberto. Com meu interesse e gosto pela leitura, fui em frente. Além da Bíblia, "Ouça o Espírito, Ouça o Mundo" era meu livro preferido. Eu era pentecostal clássico e os livros aos poucos me levaram para outro caminho. Através de amigos, leitura, debates em redes sociais e conversas, me aproximei do protestantismo reformado. Tornei-me calvinista, mas ainda pentecostal. Desejava muito passar a congregar em uma Igreja Presbiteriana, porém já havia arrastado minha mãe para o ambiente pentecostal e ela já se sentia em casa lá. As leituras, felizmente mudaram. De Stott para Lutero. De Lutero para Calvino. E então, de Calvino para Santo Agostinho e São Tomás de Aquino. 

Embora adorasse os dois pensadores, era anticatólico. Aprendi a ser contra o uso de imagens. Era contra a Bíblia. Purgatório? Uma heresia! Celibato? Alienação da Igreja! Maria? Uma mulher normal. Especial, mas normal. Meu pai, após a minha conversão, e posteriormente de minha mãe, passou a se interessar novamente pelo catolicismo. Virou mariano, como nunca havia sido. Brigas e debates em casa eram constantes. Eu queria que ele entendesse que só Jesus salva e que a Igreja fundada por Cristo era o cristianismo, não a Católica. Curtia páginas anticatólicas e tinha várias imagens deles em meu celular. O ódio, porém, teve o efeito contrário. Passei a me interessar por estudar o catolicismo. Queria entender que loucura era essa de se ajoelhar perante estátuas, rezar por quem já morreu e repetir orações. A tradição era linda, mas falha. Voltei aos livros, e as escamas de meus olhos caíram. Dessa vez, já conhecia a Deus. Foi a hora de conhecer a Igreja.

Sabia que havia um padre muito bem conceituado, que destruía Gramsci, Marx e o PT. Mas era padre. "Que pena, nem todos são perfeitos." Passei a ver seus vídeos sobre santos, Maria, intercessão, purgatório e suas críticas aos protestantes. Fui me incomodando. A verdade me incomodava. E quanto mais eu lia, ouvia e debatia, mais ficava incomodado. Decidi ir para a batalha. Pedi postagens, explicações e testemunhos em uma página cristã no Facebook. Criei amigos lá. Aos poucos, dúvidas iam sendo tiradas, e descobri que, de catolicismo, não sabia nada. Passei a querer ser católico. O amor de Nossa Senhora era tão lindo, mas me relutava a me entregar em seus braços. Orei, pedi iluminação. Estava decidido. No começo desse ano, fui a um retiro de carnaval. Aproveitei para conversar com amigos sobre. Felizmente, tive apoio e sorrisos como resposta a minha escolha. Antes do acampamento, porém, fui à Paróquia aqui do bairro, conversar com o Padre e me confessar. Conversamos, mas ainda não me confessei, afinal iria para o retiro evangélico. Era o grande desafio. Na volta, estava com mais certeza ainda. Relutei, devido a amizades que cultivei e que amo, mas Cristo me chamava. Era isso ou enlouquecer. 

Fui me confessar e, enfim, me tornei Católico Apostólico Romano. Ou melhor, voltei para os braços da Igreja. Passei por muita coisa. Conheci pessoas, ouvi, falei, agi, critiquei e fui criticado. Errei e acertei. Desacreditei, me converti, estudei e voltei para a Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Hoje, rezo o terço todo dia, leio a Bíblia (que descobri ser diferente do livro que carregava todos os domingos debaixo do braço para ir ao culto) e o Catecismo. Amo a Igreja e a Maria. Comecei a participar da Pastoral de Acólitos da Paróquia. A jornada? Dura, árdua. Ninguém disse que seria fácil. Mas, Deus está comigo. E descobri que, nesse tempo inteiro de lutas, idas e vindas, Maria também estava. Me olhando, protegendo, abraçando. Enfim, amando.

Que Nosso Senhor Jesus Cristo abençoe ao senhor, Padre Paulo Ricardo. Tens sido luz no Brasil. Oro pela sua vida e pelo seu trabalho. Seu, e de toda sua equipe. Que Nossa Senhora e São José o guiem num caminho de santidade e obediência. 

Natal/RN, 14 de abril de 2015 

Fiquem com Deus, 

Paulo."

O "Católico-protestante"


Antes de qualquer palavra, gostaria de desculpar-me com os generosos leitores pelo título que encabeça este texto, pelo seu absurdo antagonismo de conceitos. Porém, não encontro outra maneira de alcunhar este fenômeno, pois trata-se de um protestantismo dentro da Santa Igreja Católica. De maneira, que tomo a liberdade de alternar os termos "Protestante-católico" e "católico-protestante", pois ambos são aberrações inaceitáveis.

 Por conceito, "Católico", significa "Universal", ou seja, aquele que adere à Fé inteira e à Igreja inteira. Protestante, em contrapartida, é alguém que diante de duas verdades de Fé que encontram-se em aparente tensão, em aparente contradição, rejeita uma das verdades e faz uma escolha: daí o fato de o protestantismo ser uma Heresia. Heresia, do Latim Haeresis, quer dizer "escolha", ou seja, como dissemos antes, o protestante escolhe no quê crer. 

O protestantismo é uma Heresia condenada tanto pelo Concílio de Trento, quanto pela Bula Exsurge Domine, onde o Papa Leão X, imbuído do "poder das chaves" (Mt 16,18)  conferida por Nosso Senhor Jesus Cristo a São Pedro e seus sucessores, condena como heresia o protestantismo, como se segue:

"Com o conselho e consenso desses nosso veneráveis irmãos, com deliberação amadurecida sobre cada uma das proposições supra, e pela autoridade do Deus Todo-Poderoso, dos santos apóstolos Pedro e Paulo, e de nossa própria autoridade, nós condenamos, reprovamos, e rejeitamos completamente cada uma dessas teses ou erros como heréticos, escandalosos, falsos, ofensivos aos ouvidos piedosos ou sedutores das mentes simples, e contra a verdade católica." 

O Papa Leão X não só condena o protestantismo como Heresia, mas imputa uma pena canônica a quem quer que desobedeça tal determinação e adira aos textos e às teses propugnadas por Lutero:

"Listando-os, nós decretamos e declaramos que todos os fiéis de ambos os sexos devem considerá-los como condenados, reprovados e rejeitados... Nós os proibimos a todos em nome da santa obediência e sob as penas de uma automática excomunhão..."

Depois de tão veemente condenação por um digno e legítimo sucessor de Pedro, detentor de poderes conferidos por Nosso Senhor Jesus Cristo, a pergunta que ressoa nos corações dos bons e fiéis católicos de hoje é: Por quê esse pensamento protestante ainda encontra adeptos na Igreja Católica? Como são os "Católicos protestantes"?

Esse pensamento ainda encontra adeptos na Igreja devido: à crise de autoridade reinante nos ambientes eclesiásticos, onde o leigo não reconhece mais a autoridade do Sagrado Magistério, fazendo a "escolha" de deliberadamente não obedecer o Magistério, ainda que a verdade acerca da necessidade da observância da lei lhe seja revelada. Além disso, há a ditadura do relativismo, denunciada pelo então Cardeal Ratzinger em 2005, e que faz com que a autoridade  o magistério seja relativizada em função do período histórico, das culturas etc. 

Também penso que a Teologia da Libertação pode ter importante papel no desenvolvimento deste fenômeno, pois o pensamento marxista flexibiliza a doutrina e os Evangelhos ao bel prazer da ideologia, o que faz com que uma pregação ortodoxa da Doutrina praticamente inexista. Além disso, há movimentos dentro da Igreja que se caracterizam por uma espiritualidade mais voltada ao pentecostalismo, como setores mais desinformados e ignorantes da Renovação Carismática Católica. Deixo claro: há muitos setores da RCC que se empenham em se formarem doutrinalmente e serem fiéis ao Sagrado Magistério. Ignorantes e desobedientes há em todos os ambientes da Igreja. Mas o que resume tudo o que foi dito acima, na minha opinião, é o pensamento revolucionário.

Mas o que é essa absurda aberração vulgarmente alcunhada por mim de "Protestantismo-católico"?

O "Protrestante católico",  como todo protestante, escolhe seus próprios Dogmas! Ele, imbuído de uma atávica soberba; inflado com uma pseudo-autoridade, decide no quê crê e quando crê. É um verdadeiro self-service da Fé!

Não entende que para fazer uso do nome de 'católico" precisa necessariamente ser "Universal", ou seja, aderir a TODO o conjunto da Fé, com todos os seus Dogmas. Caso, por desgraça, ele passe a não crer mais num dos dogmas que compõem o edifício sagrado da Fé de dois mil anos, e passe a não professar mais integralmente o Credo Católico, já é protestante. Claro que há aqueles que têm problemas intelectuais com relação aos artigos da Fé, mas que professam a Fé, mesmo estando os artigos, para ele,  em aparentes contradições e que procuram com pertinácia e boa vontade a elucidação das questões que lhe corroem a alma.

O "protestante Católico" necessariamente é, ipso facto, um protestante, e como todo protestante, tem aversão ao qualquer coisa que se relacione com o Culto de Hiperdulia, prestado à Bem Aventurada sempre Virgem Maria, ou com o Culto de Dulia, prestado aos santos. O "Protestante-católico" tem aversão ao canto gregoriano, pois ao Canto Gregoriano é impossível adicionar todas as inovações e malabarismos sentimentalistas típicos da música protestante. Tem também aversão à música piedosa, pois a considera piegas demais e muito "parada", como se a Santa Missa devesse ter o "agito" de uma "balada", típica dos pagãos! O "Católico-protestante" abomina a liturgia tradicional, pois na Liturgia tradicional é impossível haver espaços para quaisquer adições abomináveis; é impossível abrir espaços para aberrações litúrgicas, que corroem todo o patrimônio litúrgico acumulado com esmero pelo Santos Padres através dos tempos. 

O Católico-protestante NUNCA consulta o parecer e a biografia dos santos da Igreja sobre os temas de Fé! Isto, porque se assim o fizesse, teria que inevitavelmente constatar a sua desonestidade com relação às coisas da Igreja. Se assim o fizesse, não seria um Católico-protestante, mas um genuíno católico. Se assim o fizesse, teria de ver-se apartado da infame e demoníaca doutrina do Sola Scriptura (Somente as escrituras como regra de Fé), para aderir à colossal teologia da escola dos Santos! Um católico-protestante não se submete à autoridade da Tradição: é muito soberbo para isso.

Uma atitude bem específica do católico-protestante, é tentar, a todo custo, reduzir ao mínimo a importância que tem a Santíssima Virgem Maria na vida da Igreja.

 Ele pensa, como um genuíno protestante, que a Virgem Maria é uma Mulher qualquer, baseado nos momentos em que Nosso Senhor dirige-se à Virgem Maria como "Mulher", crendo com isso, que Jesus a teria por uma mulher como as outras. Acontece, que o 'Protestante-católico" se acha um exímio hermenêuta e pensa tudo saber das escrituras. A soberba não o deixa contemplar a verdade de que Maria Santíssima é chamada de "Mulher" por Nosso Senhor, pois Ele quer exatamente pô-la inserida na obra da Salvação, fazendo alusão direta à "Mulher" do Gênesis e do Apocalipse, "Mulher" essa sobre a qual Deus promulgou uma inimizade perpétua contra a estirpe de Satanás! (Gen 3,15).

Não percebe o "Católico-protestante", que o ato de tentar esconder ou dimunir a Virgem Maria, assemelha-se - e muito - à ira atávica com a qual o dragão (figura de Satanás) tenta fazer Submergir a "Mulher" (figura da Virgem Maria), no Livro do Apocalipse. (Ap 12, 13-17). 

Não tenho nada, absolutamente nada contra os protestantes que nas suas comunidades eclesiais exercem o seu direito de culto decretado pela Constituição Brasileira de 1988. Mas como dizem os jovens de hoje, embalados pelo maldito funk: cada um no seu quadrado. O católico e Evangélicos protestantes devem unir-se naquilo que têm em comum: a luta contra a cultura de morte que assola o país, hoje nas mãos de Comunistas. 

Bem, assim eu identifico o "Católico-protestante". Infelizmente há aos montes nos bancos das Igrejas! 

Como cambatê-los?

 Estudando, tomando os Santos como exemplo fiel de seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, proclamando a Verdade católica oportuna e inoportunamente, tendo uma profunda e Verdadeira Devoção à Virgem Maria, e.... rezando muito por eles!

Viva Cristo Rei e Salve Maria Santíssima!